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Sementes da Palavra, É tempo de semear

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dez 16

SEMANÁRIO DOMINICAL

PAULO DAHER - 2018

3º. DOMINGO DO AVENTO – FAZER O QUE É JUSTO –

 *Por Monsenhor Paulo Daher –

EM SOFONIAS 3, 14-18, o profeta escreve: alegra-te de todo o coração, cidade de Jerusalém, o Senhor está no meio de ti, nunca mais temas o mal, nem desanime. Ele te salva movido pelo amor.

O mesmo sentimento apresentado de maneira humana no início do universo, quando Deus acabava de realizar uma criação nova, diz a Palavra de Deus: Deus viu que tudo estava bem feito!

Percebemos isso num artista que depois de esmiuçadamente compor a sua obra, pintura, escultura, construção, contempla sua arte e se enche de alegria quase como se lhe nascesse então um filho.

A certeza da presença e ação de Deus no meio do povo é causa de alegria para todos. Estão em boas mãos.

Toda a segurança que tenhamos em nossa vida, por razões fortes, garante-nos a paz e a tranquilidade para continuar o que começamos. É a mesma sensação que a experiência de vida nos proporciona quando vamos seguimos o caminho que escolhemos. 

Nossa alegria e satisfação por realizar o que nos propusemos,       confirma em nós que estamos no caminho certo.

A certeza deste sentimento é garantido também e principalmente por sabermos que o Senhor que está conosco nos segue de perto orientando nossa vida.

NA CARTA AOS FILIPENSES 4, 4-7, Alegrem-se todos no Senhor, e muito, porque Ele está perto. Não se preocupem com suas necessidades. Dirijam a Deus orações  e ação de graças. A paz de Deus guardará seus corações e pensamento em Cristo Jesus.

Em toda a apresentação da Palavra de Deus, seja em a narrativa de fatos, seja na palavra dos mensageiros do Senhor, seja mesmo na palavra e manifestação dos “sentimentos” de Deus, sempre aparece a palavra e a reação “ alegria”.

Que seria este sentimento? Em geral é o que toma conta de nós diante de algo que nos agrada ou faz bem. Sejam fatos, objetos, algo da natureza ou mesmo pessoas.

Podemos  até dizer que somos muito voltados para a alegria como um estado de espírito que sustenta nosso físico como nossa vida sentimental e espiritual.

Há muitos momentos na vida que mostram nossas reações diante de coisas e pessoas. Um bebê que vê o pai chegar em casa para fazer-lhe carinho, em cada passo de seu crescimento é momento que merece para os dois uma alegria divina. Uma mãe que velou dias e noites na enfermidade de seu filho, quando tudo se resolve e ele lhe diz: obrigado, mãe seu amor não tem limite.

Por isso no Natal até os anjos em sua infinita alegria no céu, descem para cantar para nós a alegria que também toma conta do céu pelo nascimento do Salvador.

A alegria, a paz, a felicidade se abraçam na noite do Natal.

EM LUCAS 3, 10-18, as multidões vinham a João e perguntavam que deviam fazer. Ele diz: quem tem duas túnicas, e uma, quem tem comida também. Todos pediam como se mostrariam preparados. A cada um sugeria fazer bem o que é justo, Uns até pensavam se João não seria o Messias que esperavam, Ele respondeu: eu batizo em água, mas virá um maior que eu de quem nem sou digno de desatar-lhe as sandálias. Ele vai batiza-los no fogo e no Espírito Santo.    

João Batista realizava um batismo de penitência como preparação para a vinda do Salvador. A cada pessoa fazia pensar em suas faltas e levava-os a se arrependerem delas. Como dizia: era preciso preparar os caminhos para a chegada do Salvador, afastando tudo o que impedia de recebe-lo melhor.

Nossa Igreja relembra o fato e as palavras de João Batista que são úteis também para nós hoje.

Deus que nos deu vida e sermos seus filhos, nunca nos deixa de lado. Embora nos tenha dado tantas qualidades para podermos viver bem nossa vida, sabe de nossa fragilidade que se deixa atrair por tudo que é bom e agradável, nem que seja só pela aparência.

Depois de um certo tempo e vida, analisando o que fizemos, percebemos que no meio de tantas ações boas que realizamos,  em muitas esquecemos a vontade de Deus e seguimos mais nosso ganancioso egoísmo. Isso nos desvia de nosso Senhor e também de nossa verdadeira felicidade

Mesmo assim, nem tudo está perdido. Sempre, aqui na terra no tempo de que dispomos, há possibilidade de retorno.

Assim chegando o Natal, não podemos nos aproximar de Jesus, entrar na gruta onde Ele nos espera, se não acertarmos o caminho para chegar lá.

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*Monsenhor Paulo Daher é Vigário Geral da Diocese de Petrópolis, colabora enviando gentilmente seus comentários aos textos litúrgicos da semana.

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