Lisaac

Sementes de vida, ������© tempo de semear

«

»

jul 08

SEMANÁRIO DOMINICAL

PAULO DAHER - 2018

14º. DOMINGO COMUM –

*Por Monsenhor Paulo Daher –

EM EZEQUIEL 2, 2-5, o Espírito falou ao profeta que o enviava a uma nação rebelde que se afastara do Senhor. Quer as pessoas escutem ou não, que saibam que um profeta lhes foi enviado.

Nós acreditamos em Deus que criou todas as coisas, diz nossa Profissão de Fé, o Credo. E acrescenta... coisas visíveis e invisíveis... As visíveis é tudo que conhecemos que existe na terra e nos espaços etéreos. Quais seriam as invisíveis?

Simplificando, são as graças de Deus. Toda a ação de Deus em nossa mente e vida religiosa. E em geral toda a misteriosa Providência de Deus conduzindo a vida pessoal e comunitária

A criação constante do mundo invisível é mostarda com a Palavra de Deus na Igreja, pela Bíblia e por todos os acontecimentos da vida, sobre os quais Deus tem um domínio total dirigindo tudo para o nosso bem.(Rm 8,28)

Se pudéssemos ver como é a ação e presença de Deus em todos os momentos de nossa vida, nos espantaríamos ao perceber como Deus é em sua simplicidade, envolvimento, alegria. Tudo em nossa volta desapareceria à luz envolvente do amor divino.

Muitos santos tiveram essa experiência. E alguns puderam nos contar em seus escritos. Tentam apresentar o quanto possível. O próprio apóstolo Paulo nos conta dizendo:... fui arrebatado ao paraíso. Ouvi palavras difíceis de repetir... (2Cor 12, 2-4).

Deus não precisa de dia nem hora marcados para nos receber. Não custa buscar momentos de silêncio e deixar-nos conduzir por nosso Deus que nos ama tanto e aguarda estas oportunidades.

NA 2ª. CARTA AOS CORÍNTIOS 12, 7-10, o apóstolo confessa que embora tenha sido agraciado com muitos dons foi também provado com muitos sofrimentos. Pediu clemência ao Senhor. Este lhe disse: “basta-te a minha graça.” Pois é na fraqueza que a força de Deus se manifesta. Quando me sinto fraco aí é que sou forte.

Nós, seres humanos, julgamos que nossas qualidades nos fazem superiores aos outros e quase com direito a ser tudo e ter tudo. E não ser incomodado pelos sofrimentos.

No entanto a vida nos ensina que estando aqui na terra não somos “protegidos” dos sofrimentos, das contradições.

O próprio Cristo Filho de Deus, depois de ter vivido anos de tanta felicidade, de verdadeiro céu na terra em Nazaré com José e sua Mãe Maria, entrou na estrada comum de nossas vidas.

E o que mais doía em Jesus era a não aceitação de quem esperaria mais atenção, mais apoio: os chefes religiosos. E eram eles os que mais “conheciam” a Palavra de Deus e lidavam de perto com o tudo que era sagrado em Jerusalém, no Templo santo de Deus e no centro da vida religiosa do povo de Deus.

Digamos, Jesus não fez como muitos santos que foram à procura do sofrimentos, de jejuns, sacrifícios, humilhações.

Aceitou do Pai a vida no meio dessa gente toda que o fez sofrer muito. Eram sinais de todos nós, que recebemos muito de Deus e custamos a entender que nada nos pertence e que nossa felicidade acontece se nossa vida ajuda outras pessoas a serem felizes e amadas.

E para não ter medo de nada acreditemos na promessa de Cristo a cada um de nós: basta-te a minha graça. Pois é na fraqueza que a força de Deus se manifesta.

EM MARCOS 6, 1-6, Jesus ensinava na sinagoga de Nazaré, sua terra. Muitos dos ouvintes se perguntavam: “mas não é ele o filho do carpinteiro cujos parentes são-nos conhecidos? Como é que se explica tanto poder?” Jesus dizia: “um profeta só não e reconhecido em sua terra.” Admirava sua falta de fé. Ali fez poucos milagres.

Durante mais de vinte anos, Jesus frequentou a sinagoga de Nazaré como um devoto judeu comum. Sai de sua cidade aos trinta anos, só conhecido como filho do carpinteiro José. Pois sua vida era como a de todos os nazarenos.

A partir da palavra de S. João Batista foi sendo conhecido. Chamando seguidores, os apóstolos, com eles começou a percorrer estradas e cidades da Judeia. Falando que o que estava acontecendo era porque estava chegando a Salvação prometida pelos profetas.

O que talvez tenha chamado mais à atenção deve ter sido de Ele curar alguns doentes. Aos poucos como  acontece em todos os  lugares a notícia de sua presença diferente e suas palavras, as curas de muitos doentes,  foram se espalhando por todas as regiões. 

Voltou a Nazaré para ali já com mais autoridade falar do reino de Deus que estava acontecendo. Encontrou seus parentes e conhecidos que estranhavam tudo o que Ele agora era, sobre suas palavras, seus milagres. Estavam incrédulos. Pensavam não devia ser o mesmo Jesus que eles conheceram...

A fé pode se manifestar quando vemos sem esperar algo que não era possível acontecer. A fé tem visão interior própria. Diante de tantas evidências em nossa vida devemos repetir muitas vezes: "eu creio, Senhor, mas aumenta nossa fé." (Mc 9,24)

___________________________________________________________

* Monsenhor Paulo Daher é Vigário Geral da Diocese de Petrópolis, e colabora enviando gentilmente seus comentários aos textos litúrgicos da semana.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Apoio: