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nov 12

SEMANÁRIO DOMINICAL

PAULO DAHER

32º DOMINGO – DEUS É O NOSSO REFÚGIO –  

*Por Monsenhor Paulo Daher –

NO LIVRO DA SABEDORIA 6, 12-16, a sabedoria é encontrada por aqueles que a procuram. E se manifesta aos que a desejam. Estará sempre vigilante. Meditar sobre ela  será prudente. Ela guia a todos nos caminhos da vida.

Sabedoria tem muitos sentidos práticos, firmados numa consciência esclarecida com visão acertada da realidade. Ela se inicia  na inteligência que visualiza a realidade interior e exterior da pessoa humana, com equilíbrio. Enxerga o que é, e tenta descobrir o que pode significar e até onde pode chegar.

Seria quase como uma visão que alguém tenha do mundo lá no alto da montanha ou no espaço sideral, mas visualizando os pormenores.

Diz respeito ao conhecimento, mas muito mais à vivência. Não é uma teoria matemática, nem científica, é sensibilidade do todo da vida humana e do relacionamento desta com outros humanos e com toda a natureza.

Sabedoria é uma capacidade natural: manifesta-se no conhecer,  ver pela primeira vez,  guardar na memória o que viu. A curiosidade nos leva a conhecer , propõe  escolha  e esta desperta a curiosidade de saber mais.

O conhecimento: - pelo que vemos, lemos, ouvimos,  pelo  que sentimos,  pelos acontecimentos, pela reflexão.

O dom da sabedoria do Espírito Santo  em relação  ao dom natural,  é a transformação  deste dom natural,  a capacidade de discernimento, crítica, opinião,  escolha...   a satisfação, alegria, o gosto por todo bem que  vemos em Deus: diretamente a nós,  por meio da vida,  por meio de pessoas.

NA 1ª. CARTA AOS TESSALONICENSES 4, 13-18, o apóstolo pede esperança a eles sobre a morte. Pois Cristo morreu e ressuscitou. É por Ele que também nós ressuscitaremos. Quando chegar a hora, pela voz da trombeta do arcanjo os que morreram em Cristo por primeiro ressuscitarão, depois os outros, Assim estaremos sempre com  Senhor

Dois momentos na vida humana se destacam: o nascimento e a morte. O nascimento: começo mais visível do novo ser humano, cuja aparência se inicia como promessa. A morte, final de amadurecimento, e fragilidade gradual que leva à falência total das forças físicas e mentais.

 Uma qualidade que conduz nossa vida desde o começo é a esperança

São Paulo escreve: Que o Deus da esperança lhes dê toda a alegria e paz na vivência de sua fé: sejam ricos em esperança pela força do Espírito Santo" (Rm 15,13). São Pedro pedia aos cristãos estarem prontos para apresentar a razão de sua esperança (1Pd 3,15). Dirigia-se a cada um deles e a todos nós. Devo proclamar minha esperança, como devo professar minha fé.

A esperança cristã se mostra nos momentos tranquilos do dia-a-dia de nossa caminhada. É mais forte e necessária nas horas de sofrimento.

A esperança cristã tudo transforma até contra toda a esperança. (Rm 4,18). Por isso Paulo diz: Eu sei em quem acreditei (2Tm 1,12).

A esperança procede da fé, como a flor do caule da planta. A fé me assegura que Deus está presente em nós até o fim dos tempos. Está mais próximo do que tudo. Minha  esperança fortalecida  pela fé  garante-me a presença divina que me dá segurança. Basta-me isto.

Os salmos são ricos  ao apresentar-nos este dom divino.: "Espera no Senhor e faze o bem (2). Confia ao Senhor a tua sorte, espera nele(5). Põe tua confiança no Senhor. Segue seus caminhos(34). (Sl 37(36): " Esperei no Senhor com toda a confiança. Ele ouviu meus brados(2). Firmou meus passos (3). Feliz o homem que põe sua esperança no Senhor (5). Alegrem-se todos os que procuram o Senhor (17)". (Sl 40(39): "Deus é nosso refúgio, nossa força. Mostrou-se amparo nas tribulações (2). A terra pode tremer. Não tememos nada (3). Está conosco o Deus do universo, nosso protetor (12)". (Sl 46(45)      O Espírito do Senhor nunca abandona os que nele esperam. (Sl 25(24). Confiamos em pessoas que nem sempre nos dão respostas.

Em ti, Senhor, colocamos nossa esperança, na certeza de que estás presente em todos os momentos de nossa vida.

EM MATEUS 25, 1-13, Jesus compara o Reino dos céus a 10 jovens previdentes e 10 imprevidentes que iriam participar da festa de casamento. O noivo demorou. Elas dormiram. Quando chegou, as lamparinas das imprevidentes já estavam sem óleo. Esta pediram às outras, que disseram: se dermos a vocês um tanto, ficaremos sem óleo. Vão comprar. Elas foram. Quando voltaram bateram à porta fechada. Não lhes abriram. E Jesus: fiquem vigiando porque vocês não sabem  nem o dia nem a hora.

A vida, embora pareça, não é só um dia após o outro. Como tudo nesta terra: tem começo, meio e o fim. É lei do crescimento. Todo o ser vivo, em seu dinamismo, parte de um ponto na direção de um outro, em geral para cima, em busca do ar, da luz para manifestar sua vitalidade.

No que diz respeito aos seres vivos, o que é essencial, já tem sua força natural de desenvolvimento, independente, p. ex., no ser humano de sua vontade ou busca. As reações vitais são autônomas e independentes.

Por suas capacidades, o ser humano ajuda as forças naturais a se organizarem para finalidades que abrem caminhos para outras escolhas.

O homem inicialmente se protegia da chuva, calor e do frio, abrigando-se nas cavernas. Depois foi fabricando seus abrigos com elementos da natureza. Construiu a casa. Com os alimento, se valia do que a terra apresentava. Em seguida replantava o que lhe servia de alimento. Usou instrumento para caçar animais.Buscando melhorar sua vida, sua inteligência ia descobrindo aos poucos o que lhe facilitava a viver bem. Descobriu logo que o que desejasse conseguir teria de se submeter ao início, ao meio e ao fim. Daí teria de seguir esta ordem para que tudo desse certo.

Jesus apresentou fato conhecido para mostrar a necessidade que temos de organizar a vida comum, que se aplica também à vida religiosa.

A festa de casamento, seria o resultado que nos espera como resposta à nossa vida, para irmos ao encontro com Deus na felicidade eterna.

Festa, comemoração precisa ser preparada. A vida eterna, o estar com Deus após nossa vida na terra, pede preparação. A lamparina precisa de óleo para manter-se acesa e iluminar a noite a a festa.

A lamparina é nossa vida. O óleo é a nossa vida bem vivida na fé, na esperança e muito na caridade, ações que fazem bem ao nosso próximo. Se tudo estiver em ordem poderemos participar da festa do noivo: Deus. Se não, bateremos na porta fechada e ela não se abrirá. Pois estaremos sem luz, sem os documentos necessários.

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*Monsenhor Paulo Daher é Sacerdote da Diocese de Petrópolis, e colabora enviando gentilmente seus comentários aos textos litúrgicos da semana.

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