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out 22

SEMANÁRIO DOMINICAL

PAULO DAHER

29º. DOMINGO – DEVEMOS PAGAR IMPOSTOS AO CÉSAR DE HOJE?

 *Por Monsenhor Paulo Daher –

EM ISAÍAS 45, 1.4-6, o profeta fala do futuro Messias que se voltará para todos os povos. E se apresenta: “eu sou o Senhor, não existe outro. Que todos saibam: eu sou o Senhor, não há outro.”

Embora tenhamos capacidade para avaliar as muitas qualidade que temos e as muitas fragilidades, ouvindo o Senhor, deveríamos dobrar os joelhos para adora-lo como Senhor de nossa vida.

Mas nossa visão míope muitas vezes enxerga o que queremos ver e deixamos de lado tudo o que pareça ser mais que nós e queira conduzir nossa vida. Pois julgamos-nos por nossa inteligência e praticidade como senhores de nossa própria vida.

É por isso que em sua paciência, Deus não se cansa de lembrar à nossa memória, que esquece sempre o que não nos interessa: Eu sou Deus. Eu sou o Senhor de suas vidas. Tenho todo este universo em minhas mãos.

Somos como certos jovens que não querem se submeter ao que chamam “tirania” de seus pais e juntam-se a um grupo que lhes promete  futuro melhor e ficam sendo como aqueles carneiros de cabeça baixo seguindo toda a tropa, um atrás do outro, sem ver nada e sem saber para onde os estão levando e cairão juntos no mesmo abismo, como conta a fábula.

Diz o provérbio latino que o povão, a massa humana gosta de ser enganada. Digam-nos os políticos...

Muita gente acha que ter um Deus que “manda “ em nossa vida é um atraso. A liberdade, dom de Deus, fica cega pela ambição ou pela ideologia, que acaba desrespeitando nossas capacidades e nos iguala a animais submissos a outras forças sem Deus comandando a vida humana.

Hoje de coração  repitamos com toda a fé: Creio, meu Deus que és o Senhor de minha vida. Não quero me submeter a ninguém mais. Aceita-me, Senhor Deus, meu Pai e único Amigo. Toma conta de minha vida.

NA 1ª CARTA AOS TESSALONICENSES, 1, 1-5b,   o apóstolo com Silvano e Timóteo agradecem a Deus com suas orações pela fé que esses cristãos demonstram com a firmeza de sua esperança e a alegre atuação de sua caridade. E a alegria é maior ainda porque o evangelho chegou até eles não somente pelas palavras, mas pela força amorosa do  Espírito Santo.

Admiramos a alegria de Paulo quando vê que a Palavra de Deus está dando frutos onde esteve como Cristo prometeu. É só deixar-se guiar pelo Espírito de Jesus, que todo o bem acontece.

O caminho da fé é simples, mas exigente. A graça de Deus toca os corações pela Palavra ouvida. Ela nos mostra por luz interior divina a alegria de ouvir Deus falando a nós como um Pai carinhoso que nos dá segurança no presente e nos aponta para um futuro promissor.

Na terra as primeiras pessoas que nos ensinam a falar e a ouvir são nossos pais. E nesse convívio diário aos poucos vão transmitindo a maneira de seguir o melhor caminho para realizar nossa vida. O exemplo de seu amor e dedicação cala profundamente em nossos corações mais que todas as palavras. Estas sempre expressam os sentimentos sinceros de seu amor.

Na fé o caminho é semelhante. Os que nos apresentam o Senhor Jesus como nosso melhor amigo, não nos fazem só conhece-lo. Porque este gesto é como ligar a tomada de nossa vida à energia que vem de fora a iluminar toda a nossa vida. É assim o amor verdadeiro.

A fé é um modo diferente de conhecer. Porque nos coloca diante do Deus vivo e todo Amor. É impossível não se sentir atraído por Cristo.

A comunicação que Ele exerce sobre nós é diferente da palavra que ouvimos de pessoas que nos são apresentadas, seja pelos livros de história, seja na vida comum de relacionamento humano.

É semelhante a estar diante do sol que sempre nos aquece. É uma luz que  não nos ilumina só por fora. Quando o Senhor se apresenta a nós Ele nos vê totalmente no que fomos, no que somos e no que queremos ser. Conhece nossos pensamentos, desejos, sonhos e provoca uma reação diferente de tudo o que possamos sentir com coisas que possamos conhecer.

É impossível fugir a seu olhar amoroso.

Quem se afasta do Sol divino encontra nas luzes do mundo sempre como noites não estreladas. Parece perdido numa grande floresta ouvindo vozes que atraem e convidam para o que ainda nem sabemos o que é.

EM MATEUS 22, 15-21, os chefes religiosos elogiam Jesus e depois com malícia perguntam: se deviam pagar imposto aos romanos que dominavam a Palestina, sua pátria. Jesus sabendo o que queriam, pediu uma moeda. Pergunta:” de quem é esta inscrição e figura na moeda?” Dizem: “de César.” Jesus conclui:” deem a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.”

Os fariseus não dão sossego! E não aprendem. Perdem tempo em preparar armadilhas em que eles mesmos acabam caindo. Parece que eles acham que estão sempre diante de um carpinteiro da roça de Nazaré analfabeto, que não estudou em nenhuma escola deles. Como ousa dar lição de moral a eles, os sábios da lei, os poderosos diante das autoridades romanas?

O ser humano normal tem capacidade de discernimento, sabendo separar e distinguir uma coisa da outra. Mas pelo tipo de educação que se recebe, há pessoas que são verdadeiras e sinceras e outras que se valem da própria inteligência para manipular a verdade a seu bel prazer.

Esta última atitude em geral se for em coisas pequenas e sem valor, embora não condiga com  a verdade, causará males menores.

Mas quando acontecer com situações sérias e de consequências perniciosas para muitas pessoas, é muito séria.    

Aconselha-se a evitar também as situações de menores consequências. Porque seu hábito sempre é caminho para grandes males.

Entre Deus e nós, não devemos praticar simulações, como se pudéssemos enganar a Deus. Um ser criado, mesmo o mais lúcido anjo de Deus, sempre é visto por Deus em tudo o que é, pensa, deseja, planeja.

Somos eternas crianças diante do Senhor. Como esses “inocentes” não conseguimos enganar com nossa aparência.

Enfim o que seria dar a César o que é de César? No caso dos judeus, pela situação politica, os romanos governavam a Palestina. Apesar de ser um afronta ao povo de Deus, havia uma autoridade que governava a ordem política e social da região. Por isso precisava ser respeitada.

Dar a Deus... O que não ofendesse as leis de Deus poderiam ser acatadas. O que fosse contra Deus e contra a consciência religiosa, a autoridade estava ofendendo a uma lei maior: amar a Deus e jamais desobedecer as leis e orientações que Ele nos deixou para guiar nossa vida.

Não aceitar, não seguir as práticas da ideologia de gênero é de direito divino! é importante obedecer mais a Deus que  aos homens.(At 5, 29).

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*Monsenhor Paulo Daher é Sacerdote da Diocese de Petrópolis, e colabora enviando gentilmente seus comentários aos textos litúrgicos da semana.

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