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nov 05

SANTO DO MÊS DE NOVEMBRO – SANTO ANDRÉ

SANTO ANDRÉ

SANTO DO MÊS DE NOVEMBRO –

*Enrico Pepe[1]

30 de novembro

São André – Apóstolo (século I) –

“A palavra de André é a palavra de uma pessoa que aguardava com ansiedade a vinda do Messias, que lhe aguardava a descida do céu, que estremeceu de alegria quando o viu chegar, e que se apressou a comunicar aos outros a grande notícia. Dizendo logo ao irmão o que havia sabido, mostrou quanto o estimava, como estava afeiçoado aos seus queridos, quanto sinceramente os amava e como estava pressuroso de pôr ao alcance deles o caminho espiritual.”

Maravilha e encanta esta espontaneidade de André, irmão de Simão, nascido em Betsaida. Junto com o pai Jonas e com o irmão dedicava-se à pesca no lago de Tiberíades, na Galileia, e morava em Cafarnaum. No seu nome percebe-se que a influência da cultura grega tinha chegado também àquela região.

O episódio mais simpático da sua vida nos é narrado no Evangelho de João (Jo 1,35-42). André tinha ido para as margens do Jordão junto com João, o futuro evangelista, para escutar João Batista. Este, lhes indicando Jesus, disse: “Eis o Cordeiro de Deus!”. “E os dois discípulos” - narra o evangelista - “ouvindo-o falar assim, seguiram Jesus. Jesus então se voltou e, vendo que o seguiam, disse: ‘Que procurais?’ Responderam-lhe: ‘Rabi (que significa Mestre), onde moras?’ Disse-lhes: ‘Vinde e vede’. Foram, pois, e viram onde morava e ficaram aquele dia junto dele; eram cerca de quatro horas da tarde.”

O encontro deve ter sido particularmente marcante, visto que os dois recordavam até mesmo a hora daquele dia inesquecível: “Eram cerca das quatro horas da tarde” [Diz o texto bíblico: Era cerca da hora décima (Jo 1,39), e a nota confirma a equivalência: pelas 4 horas da tarde].

“Um dos dois” - continua o autor do quarto evangelho - “que tinham ouvido as palavras de João e o haviam seguido era André, irmão de Simão Pedro”. São João Crisóstomo faz este comentário: “André, tendo ficado perto de Jesus e tendo aprendido muitas coisas, não manteve escondido em si este tesouro, mas apressou-se a correr para junto de seu irmão para torná-lo participante disso”. Já o destino dos dois estava marcado para sempre, porque o Mestre havia colocado seus olhos neles.

Este, de fato, segundo a narrativa do evangelista Marcos, “passando junto do mar da Galileia, viu Simão e André, irmão de Simão, enquanto lançavam as redes ao mar; eram de fato pescadores. Jesus disse-lhes: ‘Segui-me, eu vos farei pescadores de homens’. E logo, deixadas as redes, seguiram-no” (Marcos 1,16).

André foi com João entre os mais íntimos de Jesus. A ele se dirigiu Filipe para que dissesse a Jesus que os gregos o queriam ver (João 12,20-23). Quando Jesus pediu que dessem de comer à multidão que o havia escutado, André apresentou ao Mestre um menino com cinco pães e dois peixes (João 6,8-9).

No Monte das Oliveiras perguntou a Jesus, junto com Pedro, Tiago e João, quando aconteceria a destruição do maravilhoso templo que brilhava diante dos seus olhos (Marcos 13,3).

Depois da paixão, André está com os outros apóstolos no cenáculo aguardando a vinda do Espírito Santo (Atos dos Apóstolos 1,13) e depois de Pentecostes, segundo a tradição, André teria encorajado o apóstolo São João a narrar os fatos e as palavras de Jesus no seu evangelho.

Segundo Orígenes, André teria pregado o evangelho na Citia, no Ponto Euxino, na Capadócia, na Galácia e na Bitínia. Depois, segundo são Jerônimo, teria passado a evangelizar a Acaia, firmando-se em Patrasso, onde teria sofrido o martírio aproximadamente nos anos 60, pregado em uma cruz, cujos braços eram dispostos diagonalmente. Daqui o nome de cruz de Santo André.

Mais tarde, no século IV, suas relíquias foram transportadas para Constantinopla, que o escolheu como seu padroeiro. A nova Roma possuía “o troféu” do irmão de Pedro e deu a André o título de Protocleto, isto é, de primeiro chamado, mesmo que o mesmo título diga respeito igualmente a São João evangelista.

Em 1208, os amalfinenses levaram para a sua cidade as relíquias do apóstolo e, em 1462, deram sua cabeça à Igreja de Roma. Em sinal de reconciliação o papa Paulo VI, em 1964, restituiu essa relíquia para a igreja irmã de Constantinopla. Atualmente a relíquia da cabeça de Santo André é conservada em Patrasso.

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[1] PEPE, Enrico. Mártires e Santos do Calendário Romano. Ave Maria. São Paulo: 2008. 838 páginas.

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