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jul 30

PEDISTE-ME SABEDORIA

LUDOVICO GARMUS

17º DOMINGO DO TEMPO COMUM – O REINO DE DEUS E SUA JUSTIÇA –

*Por Frei Ludovico Garmus, ofm –

ORAÇÃO: “Ó Deus, sois o amparo dos que em vós esperam e, sem vosso auxílio, ninguém é forte, ninguém é forte, ninguém é santo; redobrai de amor para conosco, para que, conduzidos por vós, usemos de tal modo os bens que passam para abraçar os que não passam”.

1. PRIMEIRA LEITURA: 1Rs 3,5.7-12

Pediste-me sabedoria.

Salomão, apenas nomeado e ungido rei de Israel e Judá, foi oferecer sacrifícios em Gabaon. Estava preocupado com seu plano de governo, para substituir seu pai Davi no trono. Em sonho, o próprio Deus lhe diz: “Pede o que desejas, e eu te darei”. E Salomão não pediu riquezas nem vida longa, ou a morte de seus inimigos. Mas Salomão, jovem e inexperiente, pediu apenas “um coração compreensivo”, isto é, o dom da sabedoria, para governar o povo com justiça. Praticar a justiça para o rei significava julgar os pobres com justiça e coibir a violência e opressão dos grandes e poderosos contra os pequenos, como o órfão, a viúva, o estrangeiro. Para isso precisava de um “coração compreensivo” para governar bem o povo de Deus. Desejava o dom da sabedoria para buscar sempre o melhor para o bem-estar do povo. – Logo em seguida conta-se como o rei fez justiça entre duas pobres mulheres (prostitutas), que, tendo morrido o filho de uma delas, disputavam o filho ainda vivo.

Estamos vivendo em tempos de graves crises, tanto a nível mundial como, especialmente em nosso país. A falta de sabedoria em nossos políticos e governantes provoca o escândalo da injustiça, da corrupção e da violência, como estamos vivendo em nossos dias. Peçamos a Deus que ilumine nossos políticos e governantes com o dom da sabedoria, a fim de que busquem o bem do povo mais pobre e não os interesses pessoais ou de grupos.

SALMO RESPONSORIAL: Sl 118

Como eu amo, Senhor, a vossa lei, vossa palavra!

2. SEGUNDA LEITURA: Rm 8,28-30

Ele nos predestinou para sermos conformes à imagem de seu Filho.

Paulo medita sobre o projeto de Deus a nosso respeito. Tudo começa com seu projeto de amor para conosco. “Desde sempre” Deus quis nos tornar conformes à imagem de seu Filho. Deus nos ama como seus filhos adotivos e irmãos de Cristo. Quer, assim, que seu Filho seja o primogênito no meio de uma multidão de irmãos. Deus já glorificou seu Filho Jesus Cristo e quer que nós, irmãos de Jesus Cristo, participemos da mesma glória. Esta fé e esperança anima a vida do cristão.

ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO

Eu te louvo, ó Pai Santo, Deus do céu, Senhor da terra:

os mistérios do teu Reino aos pequenos, Pai, revelas!

3. EVANGELHO: Mt 13,44-52

Ele vende todos os seus bens e compra aquele campo.

O Evangelho que ouvimos contém as últimas três parábolas (exclusivas de Mateus) e a conclusão do “sermão das parábolas” de Mt 13: parábola do tesouro escondido, parábola da pérola preciosa e a parábola da rede. Jesus continua explicando o que é o Reino dos Céus (Deus). A parábola do tesouro escondido mostra a gratuidade do achado: o homem estava passando por um campo e o “encontra por acaso” e investe tudo que tem para comprar aquele campo, por causa do tesouro escondido. O encontro não era premeditado. É a experiência do deixar-se surpreender por Deus, da qual o Papa Francisco falava aos jovens na JMJ. Deus gosta de nos surpreender... A parábola da pérola preciosa mostra outra faceta: o mercador lidava com pérolas, sabia o que procurava e o que queria; mesmo assim é surpreendido por uma pérola que jamais havia sonhado encontrar. Estas duas parábolas fazem parte da experiência pessoal de Mateus/Levi: Na sua banca de cobrador de impostos lidava com moedas, mas Jesus o surpreende com o convite: “Segue-me!” E Levi/Mateus larga tudo, faz uma festa de despedida para seus amigos e segue a Jesus, porque encontrou o tesouro escondido (Lc 5,27-29). – O seguimento de Jesus, o reino de Deus, exige de nós um “investimento total” e prioritário: “Buscai o reino de Deus e a sua justiça e tudo mais vos será dado de acréscimo” (Mt 6,33). – A parábola da rede aponta para o juízo final e se assemelha àquela do joio no meio do trigo, que ouvimos domingo passado.

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*Frei Ludovico Garmus é Doutor em Exegese Bíblica, Professor de Exegese no Instituto Teológico Franciscano-ITF, em Petrópolis, escritor, conferencista e colabora com o nosso Blog, autorizando a reprodução de textos e de reflexões de sua autoria.

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