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Arquivo por categoria: SEMENTES DE VIDA E DE LUZ

mai 25

REFLETINDO SOBRE A MISERICÓRDIA DE DEUS

A MISERICÓRDIA DE DEUS

O DEUS MISERICORDIOSO – PARTE I -

 *PATRÍCIA DE MORAES -

                     No intuito de traçar algumas breves linhas em preparação para o Ano da Misericórdia, se faz necessário trazer à luz a visão do Deus misericordioso e como sua misericórdia é manifestada, tanto no Antigo como no Novo Testamento, levando-se em consideração que estão intrinsecamente relacionados e que este último é a plena realização do primeiro, o agir misericordioso seria o cumprimento do plano de Deus para a humanidade. Toda esta ação misericordiosa de Deus ilumina a prática do cuidado misericordioso junto ao próximo.

                  A partir dessa concepção, procurar-se-á perceber como o ser humano, reflexo da divindade, acolhe em sua existência esse sentimento real para com aquele que sofre. 

1.1 - A MISERICÓRDIA COMO VIRTUDE NO ANTIGO TESTAMENTO 

                   A Bíblia, obra de um divino Autor, através de um escritor humano, é a literatura de um povo, o povo escolhido, o povo de Deus e apresenta como característica fundamental a Revelação, isto é, o pacto ou Aliança que Deus contraiu com um povo a quem ele tinha escolhido, o povo de Israel.

                    Sendo assim, o povo israelita é antes de tudo um povo bíblico. Israel sempre manifestou o conhecimento de um único Deus, invisível e absolutamente transcendente. “A relação que une Israel a seu Deus é expressa por um termo jurídico: a Aliança; dessa Aliança decorre a Lei que deve plasmar a regra de vida de todo israelita” (ALBUQUERQUE, 2004, p.39).

                     Entende-se, ainda, por Aliança, o envolvimento de Deus e da sua grandeza com a vida do povo de Israel, a força de Deus na vida do povo, pura graça pois Deus toma a iniciativa na construção da mesma.

                         Mas não existe Aliança sem Lei. Deus antes salva o seu povo para depois lhe indicar os caminhos para viver na ordem da salvação. É através da observância da Lei que se manifesta o fato que o povo pertence a Deus.

                      A Lei, além de seu elemento legislativo, revela também elementos divinos, atributos, que estão intimamente conexos na Sagrada Escritura e que fazem parte desta, intensamente, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. Dentre estes, podemos destacar a bondade divina, o amor, a misericórdia, que estão sempre em referência a um Deus que está atento ao sofrimento de seu povo e caminha com ele, que orienta e mostra sua face misericordiosa, como ocorre em Êxodo 3,6-9 ou como coloca Lucas 18,18-23.

                A misericórdia apresentada pelo Evangelista Lucas possui raízes no Antigo Testamento, nele, de fato, pode-se perceber que: 

Toda a história das relações de Iahweh com Israel pode ser resumida em hesed: esse é o motivo dominante que aparece em seus atos e o motivo que dá unidade e inteligibilidade a todas as suas relações com os homens, incluindo realidades como a ira e o juízo. A vontade de salvação de Iahweh é acentuada em muitas passagens que afirmam que o hesed de Iahweh dura para sempre (cf. Is 54,8; 55,3; Jr 33,11; Mq 7,20; Sl 85,8; 90,14; 100,5; 106,1; 107,1). E isso preside a história da salvação em Israel no futuro infinito, pois o hesed de Iahweh aparece como gesto de vontade que inicia e sustenta essa história. A persistência do hesed tende a identifica-lo com o próprio Iahweh – ao passo que os outros atributos não são identificados tão claramente com ele – e a fazer do hesed de Iahweh a chave de compreensão do seu ser (McKENZIE, 1983, p.617).

                 Um segundo elemento do hesed, ou seja, a misericórdia de Deus, pode ser identificado com a Aliança. A fidelidade de Deus sobrepuja toda a infidelidade de Israel e se apresenta como busca, como encontro, o grande amor e fidelidade de Deus que instaura uma relação de afeto com seu povo.

                   Essa relação de afeto não deve ser entendida como um sentimento difuso, é ação, pois quando o povo, em sua iniquidade, clama por Iahweh, ele promove atos de afeto tangíveis provenientes do seu coração compassivo, por isto, essa relação amorosa não se limita apenas em sentir, antes indica o consentir clemência, enternecimento, comiseração, reconhecidos pelo povo como prova atuante de Deus na história.

                Sendo assim, a escravidão, “a opressão e a miséria, paradoxalmente na relação com Iahweh, tornam-se ocasião de bênção porque o olhar de Deus pousa sobre as lágrimas dos excluídos, dos pobres, dos esquecidos da Terra. Deus mesmo deixa-se tocar por elas e não permanece indiferente, mas logo lhes providencia alívio, resgate, consolação” (VIRGILI, 2006, p.15). O agir afetuoso de Deus, no entanto, exige concretamente um retorno do homem à fidelidade, justiça, retidão e salvação do seu povo. Portanto: 

o termo hebraico “hesed”, designa de per si a piedade, relação que une dois seres e implica fidelidade. Com isso, a misericórdia recebe uma base sólida: não é mais simplesmente o eco de um instinto de bondade, que pode enganar-se quanto ao seu objeto e à sua natureza, mas uma bondade consciente, intencional; é até resposta a um dever interior, fidelidade a si próprio (DUFOUR, 2012, p.610). 

                  Dufour nos recorda ainda que a concepção de Israel, a misericórdia abrange o hesed mas também o rahamim, que exprime o apego instintivo de um ser a outro. Esse sentimento, segundo os semitas, tem sua sede no seio materno (réhem: cf. 1Rs 3,26), nas entranhas (rahamim): é a ternura; traduz-se imediatamente em atos: em compaixão numa situação trágica (cf. Sl 106, 45) ou em perdão das ofensas (cf. Dn 9,9). Indo além do “coração”, as entranhas remetem ao “útero”, caracterizando a misericórdia como aquele amor que devolve a vida.

                    Sendo assim, Iahweh transforma seu “sentimento” em ação a favor de seu povo, o povo de Israel, fraco e necessitado. De fato, na história de Israel é sempre perceptível a convicção de que Iahweh é o único Deus justo e misericordioso, o único verdadeiramente existente que age na história do seu povo e na história humana e a dirige para um único fim, que é a salvação.

                     Em Êxodo 3,14s, encontra-se a passagem da revelação do nome divino que demonstra justamente o compromisso desse Deus para com seu povo e, dentro do contexto histórico, cultural e politeísta de então, Israel assume o compromisso do monoteísmo. Essa passagem contém, em potência, o conteúdo da Revelação que se desenvolverá na história da salvação.

                     Deus quer que esse povo seja destacado, diferenciado dos demais povos ao seu redor e, para tanto, exige a perfeição moral do seu povo: “Sede santos, porque eu, Iahweh vosso Deus, sou Santo” (cf. Lv 19,2). Essa exigência não diz respeito a troca de divindade mas ao modo existencial, ou seja, se faz mister que o comportamento em todos os sentidos seja correspondente a adesão feita ao compromisso monoteísta. Para a consciência judaica, a verdadeira contradição da idolatria não consiste propriamente na existência de múltiplos deuses, mas de múltiplas vontades divinas. Se a vontade divina só pode ser uma, só pode existir um único Deus. Daí que a fé de Israel só pode ser de origem monoteísta.

                       A vida do povo é totalmente dedicada ao serviço do Deus único. Israel é escolhido para ser um reino de sacerdotes, uma nação santa e deve ser o intermediário necessário entre Deus e todas as outras nações. Como um povo de sacerdotes, está em íntima relação com Deus e, portanto, precisa ser uma nação santa, já que só mesmo uma santidade especial lhe permitirá estar neste relacionamento com Deus e tornará manifesta para as nações sua condição especial.

                    Na opinião de Patte, a Lei mostra como ser santo, como ser um povo de sacerdotes para as nações. Dessa forma, a santidade de Deus no mundo depende do povo eleito. Israel, o povo hebreu, foi escolhido para tornar Deus santo no mundo.

              No entanto, a Lei apresenta riscos e o principal deles é justamente o formalismo, ou seja, sua observância formal e externa, como se ela fosse instrumento de autojustificação e é precisamente o contrário: o cumprimento da Lei manifesta a fidelidade e a pertença do povo a Deus. 

                   Valores como amizade, amor, compaixão, solidariedade, carinho, afeto, fraternidade, entre outros, têm que ser preponderantes nas relações humanas. A misericórdia está estreitamente ligada à Aliança. “Esta é a mais alta expressão do amor misericordioso de Deus, pelo que, ao invocar a misericórdia divina, o ser humano se reporta à Aliança e às promessas ligadas a ela. “Lembrou-se de sua Aliança com eles e moveu-se por seu grande amor” (cf. Sl 106,45). Assim, “o povo pode servir ao Senhor em santidade e justiça” (VIRGILI, 2006, p. 67).

                    A misericórdia de Deus é o pressuposto que fundamenta e fomenta toda a misericórdia do homem, e assim, esta tem o caráter de resposta, pois sabe que ela mesma e seus dons são constantemente recebidos e prestados, de forma que, em último termo, não dá o que é seu, senão que transmite o recebido, e isto não por livre eleição, mas pela obrigação e encargo que lhe impõe a misericórdia recebida de Deus.

 

*PATRÍCIA DE MORAES, pertence à Ordem Franciscana Secular Fraternidade Santo Antonio – no Largo da Carioca – é graduada em Letras pela UFRJ e em Teologia pela Faculdade de São Bento, no Rio de Janeiro, atua como Terapeuta em Dependência Química e, atualmente cursa propedêutica em Teologia Bíblica, na PUC/RJ e, gentilmente, colabora com nosso blog.

 E-mail da Patrícia: pathymms@yahoo.com.br

 

mai 24

A IMPORTÂNCIA DA FÉ

gabriel

O importante é ter fé?

*Por Gabriel Vieira Teixeira da  Costa

Quem nunca escutou: “o importante é ter fé!” ou “não importa no que você crê, o importante é crer em alguma coisa!” ou, ainda, “não tenho nenhuma religião, tenho fé”? Essas três frases tão corriqueiras e que se encontram sempre em conversas rápidas e informais na “boca do povo” – acredito – explicitam muito bem o tipo de mentalidade dominante na atual conjuntura de nossa sociedade no que diz respeito à fé e à religião.

As três frases acima apresentam, pelo menos, três desafios imediatos que tornam cada vez mais confuso, vago e até um perigo o discurso religioso. A primeira apresenta-nos uma concepção diluída do que é ter fé, pois fé é identificada à crendice, opinião, superstição, um sentimento íntimo que liga a pessoa a um conjunto de crenças, que se torna para ela um reduto do qual ela retira forças para enfrentar situações difíceis, desafiadoras, incompreensíveis da vida.

A segunda frase, que parece ser uma evolução da primeira, põe-nos diante de uma dicotomia perigosa entre o ato de crer e o conteúdo do que se crê, ou seja: se crer – que é importante – e não o conteúdo, isto significaria que a fé não tem nada a ver com a vida, não é princípio e sentido para a vida do crente, mas apenas um sentimento; ou, ainda mais perigoso, seria se significasse que não importa o conteúdo da fé, mas pelo fato de ser fé ou crença deve ser respeitado e pode ser um princípio seguro para a vida do crente.

A terceira é tão perigosa quanto às outras para a fé, pois identifica a religião como princípio de opinião, de divisão, de violência, de particularismo ou, numa visão menos negativa, como um grupo de fiéis institucionalizados e que defendem bandeiras morais, éticas e políticas próprias. A fé, segundo essa terceira afirmação, seria algo mais abrangente, espiritual, não-institucionalizado, universalista, que une, ao invés de dividir e, portanto, seria superior à profissão de fé religiosa.

As três proposições são problemáticas: a primeira é base que sustenta o preconceito iluminista que identifica fé e religião com irracionalidade; a segunda permite que se diga que a fé é algo irrelevante – por mais que pareça contraditório com a frase – ao homem, pois se não é princípio que confere sentido à vida do crente, para nada serve ou, se entendida de outra forma, parece confirmar a suspeita de que a fé é um princípio perigoso, pois, dependendo do conteúdo da fé, podem-se causar males incalculáveis para a humanidade (ex.: se o conteúdo da fé defende a violência como princípio de difusão da fé); e, por último, a terceira frase reforça o relativismo e o pluralismo religioso, identificando a verdade como realidade única e universal como um mal a ser evitado e que deve ser, eventualmente, banido e extinto.

No início da minha reflexão, dizia que essas frases que se encontram na “boca do povo” são um retrato de nossa sociedade e, digo isso, num tom de uma constatação preocupante. Infelizmente, o relativismo, o preconceito religioso, a dicotomia fé-vida já se entranharam nas palavras de nosso povo e, por isso, no seu modo de pensar e agir: “a boca fala do que o coração está cheio” (Mt 12,34). Será que o importante é ter fé, não importando em quê? É possível ter fé desvinculada do conteúdo da fé e que não seja confessional?

Um verdadeiro cristão não pode se contentar com essas frases, pois elas não correspondem à verdade da fé, à realidade crida por nós. Por isso, proponho que iniciemos um caminho de reflexão sobre a fé, qual a sua natureza, o que significa e suas consequências. É preciso que entendamos mais coerentemente e profundamente o que significa dizer “Tenho fé!”. Abramo-nos para este caminho maravilhoso da fé, dom e resposta, que é capaz de transformar totalmente a existência humana.

 *Gabriel Vieira Teixeira da Costa é aluno do 3º ano de Teologia do Seminário e Educandário Diocesano Nossa Senhora do Amor Divino, em Petrópolis-RJ

   

mar 29

SEMENTES DE VIDA E DE LUZ

pedi e vos será dado

PEDI E VOS SERÁ DADO - MATEUS 7, 7-23 -

7 Pedi e se vos dará. Buscai e achareis. Batei e vos será aberto. 8 Porque todo aquele que pede, recebe. Quem busca, acha. A quem bate, abrir-se-á. 9 Quem dentre vós dará uma pedra a seu filho, se este lhe pedir pão? 10 E, se lhe pedir um peixe, dar-lhe-á uma serpente? 11 Se vós, pois, que sois maus, sabeis dar boas coisas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai celeste dará boas coisas aos que lhe pedirem. 12 Tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles. Esta é a lei e os profetas. 13 Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduzem à perdição e numerosos são os que por aí entram. 14 Estreita, porém, é a porta e apertado o caminho da vida e raros são os que o encontram. 15 Guardai-vos dos falsos profetas. Eles vêm a vós disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos arrebatadores. 16 Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinhos e figos dos abrolhos? 17 Toda árvore boa dá bons frutos; toda árvore má dá maus frutos. 18 Uma árvore boa não pode dar maus frutos; nem uma árvore má, bons frutos. 19 Toda árvore que não der bons frutos será cortada e lançada ao fogo. 20 Pelos seus frutos os conhecereis. 21 Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. 22 Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não pregamos nós em vosso nome, e não foi em vosso nome que expulsamos os demônios e fizemos muitos milagres? 23 E, no entanto, eu lhes direi: Nunca vos conheci. Retirai-vos de mim, operários maus! 

mar 25

SEMENTES DE VIDA E DE LUZ

LAVA-PÉS

O SERVO DE TODOS É O MESTRE -

JOÃO 13, 1-15 -

1 Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo ao Pai, como amasse os seus que estavam no mundo, até o extremo os amou. 2 Durante a ceia, - quando o demônio já tinha lançado no coração de Judas, filho de Simão Iscariotes, o propósito de traí-lo -, 3 sabendo Jesus que o Pai tudo lhe dera nas mãos, e que saíra de Deus e para Deus voltava, 4 levantou-se da mesa, depôs as suas vestes e, pegando duma toalha, cingiu-se com ela. 5 Em seguida, deitou água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos e a enxugá-los com a toalha com que estava cingido. 6 Chegou a Simão Pedro. Mas Pedro lhe disse: Senhor, queres lavar-me os pés!... 7 Respondeu-lhe Jesus: O que faço não compreendes agora, mas compreendê-lo-ás em breve. 8 Disse-lhe Pedro: Jamais me lavarás os pés!... Respondeu-lhe Jesus: Se eu não tos lavar, não terás parte comigo. 9 Exclamou então Simão Pedro: Senhor, não somente os pés, mas também as mãos e a cabeça. 10 Disse-lhe Jesus: Aquele que tomou banho não tem necessidade de lavar-se; está inteiramente puro. Ora, vós estais puros, mas nem todos!... 11 Pois sabia quem o havia de trair; por isso, disse: Nem todos estais puros. 12 Depois de lhes lavar os pés e tomar as suas vestes, sentou-se novamente à mesa e perguntou-lhes: Sabeis o que vos fiz? 13 Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou. 14Logo, se eu, vosso Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar-vos os pés uns aos outros. 15 Dei-vos o exemplo para que, como eu vos fiz, assim façais também vós. 

mar 22

SEMENTES DE VIDA E DE LUZ

nova colheita

- ATOS DOS APÓSTOLOS 20, 28-32 -

28 Cuidai de vós mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastorear a Igreja de Deus, que ele adquiriu com o seu próprio sangue. 29 Sei que depois da minha partida se introduzirão entre vós lobos cruéis, que não pouparão o rebanho. 30 Mesmo dentre vós surgirão homens que hão de proferir doutrinas perversas, com o intento de arrebatarem após si os discípulos. 31 Vigiai! Lembrai-vos, portanto, de que por três anos não cessei, noite e dia, de admoestar, com lágrimas, a cada um de vós. 32 Agora eu vos encomendo a Deus e à palavra da sua graça, àquele que é poderoso para edificar e dar a herança com os santificados. 

mar 15

SEMENTES DE VIDA E DE LUZ

SERMÃO DA MONTANHA

- MATEUS 5, 1-16 -

 

1 Vendo aquelas multidões, Jesus subiu à montanha. Sentou-se e seus discípulos aproximaram-se dele. 2 Então abriu a boca e lhes ensinava, dizendo: 3 Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos céus! 4 Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados! 5 Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra! 6 Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados! 7 Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia! 8 Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus! 9 Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus! 10Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus!11 Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim. 12 Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós. 13Vós sois o sal da terra. Se o sal perde o sabor, com que lhe será restituído o sabor? Para nada mais serve senão para ser lançado fora e calcado pelos homens. 14 Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha 15 nem se acende uma luz para colocá-la debaixo do alqueire, mas sim para colocá-la sobre o candeeiro, a fim de que brilhe a todos os que estão em casa. 16 Assim, brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus.

mar 11

SEMENTES DE VIDA E DE LUZ

FIDELIDADE NO CASAMENTO

- MALAQUIAS 2, 13-17 -

 

13 Eis ainda outra maldade que cometeis: inundais de lágrimas, prantos e gemidos o altar do Senhor, porque o Senhor não dá atenção alguma a vossas ofertas e não se compraz no que lhe apresentais com vossas mãos. 14 E dizeis: Mas por quê?! É porque o Senhor foi testemunha entre ti e a esposa de tua juventude. Foste-lhe infiel, sendo ela a tua companheira e a esposa de tua aliança. 15 Porventura não fez ele um só ser com carne e sopro de vida? E para que pende este ser único, senão para uma posteridade concedida por Deus? Tende, pois, cuidado de vós mesmos, e que ninguém seja infiel à esposa de sua juventude. 16 Quando alguém, por aversão, repudia (a mulher) - diz o Senhor, Deus de Israel -, cobre de injustiça as suas vestes - diz o Senhor dos exércitos. Tende, pois, cuidado de vós mesmos e não sejais infiéis! 17 Vós sois pesados ao Senhor com vossos discursos. E perguntais: O quê? Nós o cansamos? - Sim! Porque dizeis: Aquele que faz o mal é bem visto aos olhos do Senhor, que nele se compraz; ou: Onde está Deus, para julgar?

mar 08

SEMENTES DE VIDA E DE LUZ

JESUS NO DESERTO

- TENTAÇÃO NO DESERTO - MATEUS 4, 1-11 -

 

1 Em seguida, Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto para ser tentado pelo demônio. 2Jejuou quarenta dias e quarenta noites. Depois, teve fome. 3 O tentador aproximou-se dele e lhe disse: Se és Filho de Deus, ordena que estas pedras se tornem pães. 4 Jesus respondeu: Está escrito: Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus (Dt 8,3).5 O demônio transportou-o à Cidade Santa, colocou-o no ponto mais alto do templo e disse-lhe: 6Se és Filho de Deus, lança-te abaixo, pois está escrito: Ele deu a seus anjos ordens a teu respeito; proteger-te-ão com as mãos, com cuidado, para não machucares o teu pé em alguma pedra (Sl 90,11s). 7 Disse-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus (Dt 6,16). 8 O demônio transportou-o uma vez mais, a um monte muito alto, e lhe mostrou todos os reinos do mundo e a sua glória, e disse-lhe: 9 Dar-te-ei tudo isto se, prostrando-te diante de mim, me adorares. 10 Respondeu-lhe Jesus: Para trás, Satanás, pois está escrito: Adorarás o Senhor teu Deus, e só a ele servirás (Dt 6,13). 11 Em seguida, o demônio o deixou, e os anjos aproximaram-se dele para servi-lo. 

mar 01

SEMENTES DE VIDA E DE LUZ

nova colheita

ECLESIÁSTICO 5, 1-18 - 

1 Não contes com riquezas injustas. Não digas: Tenho o suficiente para viver, pois no dia do castigo e da escuridão, isso de nada te servirá. 2 Quando te sentires forte, não te entregues às cobiças de teu coração. 3 Não digas: Como sou forte! ou: Quem me obrigará a prestar contas dos meus atos?, 4 pois Deus tomará sua vingança. Não digas: Pequei, e o que me aconteceu de mal?, pois o Senhor é lento para castigar (os crimes). 5 A propósito de um pecado perdoado, não estejas sem temor, e não acrescentes pecado sobre pecado. 6 Não digas: A misericórdia do Senhor é grande, ele terá piedade da multidão dos meus pecados, 7 pois piedade e cólera são nele igualmente rápidas, e o seu furor visa aos pecadores. 8 Não demores em te converteres ao Senhor, não adies de dia em dia, 9 pois sua cólera virá de repente, e ele te perderá no dia do castigo. 10 Não te inquietes à procura de riquezas injustas, de nada te servirão no dia do castigo e da escuridão. 11 Não joeires a todos os ventos, não andes por qualquer caminho, pois é assim que se revela o pecador de linguagem dúbia. 12 Firma-te no caminho do Senhor, na sinceridade de teus sentimentos e teus conhecimentos, nunca te afastes de uma linguagem pacífica e eqüitativa. 13 Escuta com doçura o que te dizem a fim de compreenderes, darás então uma resposta sábia e apropriada. 14 Se tiveres inteligência, responde a outrem, senão, põe a mão sobre a tua boca, para que não sejas surpreendido a dizer uma palavra indiscreta, e venhas a te envergonhar dela. 15 A honra e a consideração acompanham a linguagem do sábio, mas a língua do imprudente é a sua própria ruína. 16 Não passes por delator, não caias com embaraço nas armadilhas de tua língua, 17 pois ao ladrão estão reservados a confusão e o arrependimento, à língua dúbia, uma censura severa; ao delator, ódio, inimizade e infâmia. 18 Faze justiça tanto para o pequeno como para o grande.

fev 25

SEMENTES DE VIDA E DE LUZ

nova colheita

EZEQUIEL 37, 1-14 

1 A mão do Senhor desceu sobre mim. Ele me arrebatou em espírito e me colocou no meio de uma planície, que estava coberta de ossos. 2 Ele fez-me circular em todos os sentidos no meio desses ossos numerosos que jaziam na superfície. Vi que estavam inteiramente secos. 3 Disse-me o Senhor: filho do homem, poderiam esses ossos retornar à vida? Senhor Javé, respondi, só vós o sabeis. 4 Ele disse-me então: Profere um oráculo sobre esses ossos. Ossos dessecados, dir-lhes-ás tu, escutai a palavra do Senhor: 5 Eis o que vos declara o Senhor Javé: vou fazer reentrar em vós o sopro da vida para vos fazer reviver. 6 Porei em vós músculos, farei vir carne sobre vós, cobrir-vos-ei de pele; depois farei entrar em vós o sopro da vida, a fim de que revivais. E sabereis assim que eu sou o Senhor. 7 Profetizei, pois, assim como tinha recebido ordem. No momento em que comecei, um barulho se fez ouvir, em seguida um ruído ensurdecedor, enquanto os ossos se vinham unir aos outros. 8 Prestando atenção, vi que se formavam sobre eles músculos, que nascia neles carne e que uma pele os recobria. Todavia, não tinham espírito. 9Profetiza ao espírito, disse-me o Senhor, profetiza, filho do homem, e dirige-te ao espírito: eis o que diz o Senhor Javé: vem, espírito, dos quatro cantos do céu, sopra sobre esses mortos para que revivam. 10 Proferi o oráculo que ele me havia ditado, e daí a pouco o espírito penetrou neles. Retornando à vida, eles se levantaram sobre seus pés: um grande, um imenso exército. 11 Então o Senhor me disse: filho do homem, esses ossos são toda a raça dos israelitas. Eles dizem: nossos ossos estão secos, nossa esperança está morta; estamos perdidos! 12 Por isso, dirige-lhes o seguinte oráculo: eis o que diz o Senhor Javé: ó meu povo, vou abrir os vossos túmulos; eu vos farei sair deles para vos transportar à terra de Israel. 13 Sabereis então que eu é que sou o Senhor, ó meu povo, quando eu abrir os vossos túmulos e vos fizer sair deles, 14 quando eu meter em vós o meu espírito para vos fazer voltar à vida e quando vos hei de restabelecer em vossa terra. Sabereis então que sou eu o Senhor, que o disse e o executei - oráculo do Senhor.

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