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Arquivo por categoria: REFLEXÕES

mai 13

NOSSA SENHORA DE FÁTIMA: A MÃE DE TODAS AS MÃES

FÁTIMA - 2018 DIA DAS MÃES E DIA DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DE FÁTIMA!

*Por Viviane Noel –

Hoje, dia 13 de maio, é um dia pra lá de especial! Comemoramos o Dia das Mães na companhia daquela que foi, é e sempre será a Mãe da humanidade, independentemente de seus filhos buscarem seu colo ou não!

Nossa Senhora do Rosário apareceu em Fátima, Portugal, no ano de 1917, mas continua aparecendo para cada um de nós diariamente, cada vez que rezamos o rosário, ou ao menos o terço. Com os olhos da fé, da esperança e do amor, podemos ver e sentir a presença de Nossa Senhora do Rosário em nossas vidas!

Ela abre seu Imaculado Coração a todos nós, como abriu Àquele que gerou: Jesus! E quanto amor cabe nesse coração escolhido por Deus e do qual jorram tantas graças? Seria possível mensurar? Não seria como contar gotas num oceano em constante movimento? Seu amor pela humanidade é imensurável, e sua intercessão por nossas causas é incansável!

Antes das aparições de Nossa Senhora em Fátima, um anjo, o Anjo de Portugal, apareceu para as três crianças, ensinando as seguintes orações de amor, devoção e reparação: “Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço-Vos perdão para os que não creem, não adoram, não esperam e não Vos amam”; “Santíssima Trindade, Pai, Filho, Espírito Santo, adoro-Vos profundamente e ofereço-Vos o Preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da Terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-Vos a conversão dos pobres pecadores”.

Somos todos um! Rezemos uns pelos outros! Não sejamos indiferentes diante do Puro Amor! Façamos como as mães fazem: elas não desistem de seus filhos, ainda que eles caminhem por vales sombrios. Não desistem, porque o foco delas não é o vale sombrio, mas a montanha ensolarada!

Que sejamos sacrários vivos, onde o Senhor possa repousar como repousou no ventre de nossa Mãe! Que todas as mães do mundo sejam abençoadas e tenham suas forças renovadas nos Sagrados Corações de Jesus e de Maria, bem como na oração do santo terço!

O terço na mão - recitado como um mantra de amor - é um poderoso auxílio na adversidade e um bálsamo de alegria em todo e qualquer momento!

Quem aceita Maria como Mãe, capaz da mais fervorosa intercessão, nunca está só! Ela é a Mãe das mães! Ela cuida de cada filho e de cada mãe na face da Terra!

Feliz Dia das Mães para todas as mulheres que geram no ventre ou no coração, ou em ambos! Que Nossa Senhora do Rosário tenha sempre presença em seus corações!

Assim seja! Assim é!

__________________________________
* Viviane Gonçalves Noel, é formada em Pedagogia, pela Universidade Católica de Petrópolis e pós-graduada em Espiritualidade, Ecologia e Educação - uma abordagem transdisciplinar, pelo Instituto Teológico Franciscano. Trabalha com a criação de poesias e crônicas personalizadas para as mais diversas ocasiões. Em dezembro de 2014, lançou seu primeiro livro: Francisco de Assis e a Profunda Poesia de Ser Parte da Natureza, pela Editora Chiado. Em maio de 2015, lançou, de forma independente, seu segundo livro, o infantil: O Travesseiro Mágico. 
   

nov 04

UM POEMA PARA REFLETIR

FREI ARIOVALDO -3

E A CASA NÃO CAIU 

*Por Frei José Ariovaldo da Silva, ofm – 

Banho tomado

após suada caminhada,

em minha cama agora espraiado,

do jeito que nasci,

janela aberta para um céu ensolarado

e apressadamente varrido

por louco vento Leste-Oeste, penso eu,

miro blocos de nuvens revoltas, agitadas,

cruzando-se, tropeçando-se em desespero,

empurradas para um rumo que não sabem.

Encantado,

no movimento delas embarquei

e, tomado de súbita ótica ilusão,

senti a casa tombando sobre mim.

Assustei-me e, neste susto mentiroso,

lembrei-me de outros, tantos outros,

que ventos loucos da humana mente

fizeram meu corpo sobre mim cair.

Hoje, depois de tantos medos,

vem a ilusão e me diz

que dela virei aprendiz:

de mim desnudo, na fé,

toquei a orla de meus segredos,

literalmente de pé,

sou livre, feliz.

_________________________________________________
*Frei José Ariovaldo da Silva é frade franciscano (OFM); doutor em Liturgia pelo Pontifício Instituto Litúrgico de Roma; professor do Instituto Teológico Franciscano (Petrópolis, RJ); membro da equipe de reflexão da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da CNBB; membro do Centro de Liturgia “Dom Clemente Isnard”, ligado ao Instituto Pio XI (UNISAL – São Paulo); foi membro da Comissão para Acabamento da Basílica de Aparecida; assessor de Liturgia, conferencista, escritor

set 22

LUZES DA CRIAÇÃO

FREI ARIOVALDO -3

IPÊ AMARELO: EXTREMAMENTE FORTE E ESBELTO -

Falar sobre o Ipê amarelo é falar do Brasil, onde esta espécie é apaixonadamente apreciada. No entanto, falar sobre o Ipê amarelo em forma de poesia é tentar eternizá-lo na memória de todos nós que o conhecemos e que apreciamos sua estrondosa beleza. Frei José Ariovaldo, na sua delicadeza acadêmica, e com o olhar voltado para as profundezas da vida, de todos os seres e em todos os sentidos, traz para todos nós pequena composição poética sobre esta gigantesca e belíssima árvore. Vale a pena ler, com os olhos e com o espírito.

 IPÊ AMARELO - 2

IPÊ AMARELO –

 *Por Frei José Ariovaldo da Silva – 09.09.2017 –

Ipê amarelo,

meu querido, meu lindo,

quisera ver o céu azul, bem mais lindo...

Mas só em ver você, todo de amarelo,

este espaço-liberdade todo colorindo,

o azul do céu fica muito bem mais lindo...

Então tiro neste chão sagrado o meu chinelo,

 pois sinto, aqui e agora, o céu, fruindo.

Por isso, lhe digo, com prazer, sorrindo:

Em todas as primaveras, meu lindo,

seja sempre muito bem-vindo!

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 *Frei José Ariovaldo da Silva é frade franciscano (OFM); doutor em Liturgia pelo Pontifício Instituto Litúrgico de Roma; professor do Instituto Teológico Franciscano (Petrópolis, RJ); membro da equipe de reflexão da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da CNBB; membro do Centro de Liturgia “Dom Clemente Isnard”, ligado ao Instituto Pio XI (UNISAL – São Paulo); foi membro da Comissão para Acabamento da Basílica de Aparecida; assessor de Liturgia, conferencista, escritor.
 

set 19

SINAIS DOS TEMPOS

FREI ARIOVALDO -3

OS SINAIS DOS TEMPOS –

Na poesia, os sinais dos tempos! É preciso percebê-los, compreendê-los e decifrá-los, porém, não podem passar despercebidos, desprezados, ignorados. Seja na música, na poesia ou na simples narrativa dos fatos, a atenção é convidada a estar sempre presente, pois, os sinais estão aí, por toda parte e precisam ser vistos. Frei José Ariovaldo, com toda a sua fineza acadêmica, sua argúcia e delicadeza literárias, apresenta o poema “QUE PENA”, por meio do qual faz o convite à reflexão.

QUE PENA!

*Por José Ariovaldo da Silva – 15.09.2017 –

Vivemos tempos sombrios,

em que humanos perdem seus brios.

Pensando-se inteligentes deuses,

mandam em Deus, no mar e nos rios.

Pensando-se donos da terra,

armam-se em tenebrosa guerra.

Pensando-se anjinhos puros,

esgueiram-se por enredos obscuros.

Pensando-se gente de bem,

atiram pedras ao outro que vem.

Pensando-se piedosos de inverno,

fazem do paraíso um inferno.

Pensando-se todo-poderosos,

tem medo da arte, horrorosos.

Pensando-se filhos de Maria,

infelizes, tem medo da poesia.

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*Frei José Ariovaldo da Silva é frade franciscano (OFM); doutor em Liturgia pelo Pontifício Instituto Litúrgico de Roma; professor do Instituto Teológico Franciscano (Petrópolis, RJ); membro da equipe de reflexão da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da CNBB; membro do Centro de Liturgia “Dom Clemente Isnard”, ligado ao Instituto Pio XI (UNISAL – São Paulo); foi membro da Comissão para Acabamento da Basílica de Aparecida; assessor de Liturgia, conferencista, escritor.
 

set 16

FREI JOSÉ ARIOVALDO – O POETA NÃO MORREU!

FREI ARIOVALDO -3

Pedido ao Capitão

  (Frei José Ariovaldo da Silva, OFM – 08.01.2017 

Muito antigamente

no sertão do Ceará,

derrubar uma carnaúba

pra fazer um pequeno casebre

de um pobre sertanejo

foi motivo de bronca e castigo,

pois esta árvore sagrada

servia de sombra para o gado

do opulento fazendeiro.

Informação, por acaso, colhida

do admirável José de Alencar

e creio ser verdadeiro.

Hoje, Brasil afora,

milhões de árvores abatidas

pra criar gado de corte,

fazem rico enricar

e um povo todo condenar

à lenta morte.

Senhor capitão-mor,

com todo respeito,

permita uma carnaúba morrer

para o pobre se proteger.

Deixe a floresta viver

pra raça humana sobreviver.           

TROCA DE COMANDO

            ( José Ariovaldo da Silva - Brasília, 15.08.2017)

 Estou em Brasília...

Acheguei-me à janela 

e, dela,

unido ao povo aflito

desta nação verde-amarela,

com Jesus

a caminho da cruz

soltei de novo aquele grito:

Jerusalém, Jerusalém,

que matas os profetas

e apedrejas os que te foram enviados...

Mas dias outros, virão, com certeza,

e com eles o fim dessa secura e tristeza,

depressão:

Após a treva mortal do deus mercado,

será a vez da Vida, eterna Luz que reluz,

a da Justiça do Deus negado,

ressurreição.

Sob este comando caminho:

libertadora direção

que me seduz

e ao azul-e-branco

me conduz. 

INTEGRAÇÃO

                 (José Ariovaldo da Silva, OFM - 27.08.2017)

Sacerdotiza no meu templo ardente,

profetiza no meu chão carente,

rainha no meu palácio-gente,

clareia-me a perturbadora mente,

desnuda-me a alma deste corpo crente

e, desse trono, serena, linda e sorridente,

canta a beleza da vida que nos consente

o eterno abraço amoroso, comovente,

no total vazio de nós, simplesmente,

que da diva Pobreza o corpo agora sente...

Não mais sou eu, pálido vivente.

Sou tu que eu sou, somente,

Clara e Francisco, finalmente.

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*Frei José Ariovaldo da Silva é frade franciscano (OFM); doutor em Liturgia pelo Pontifício Instituto Litúrgico de Roma; professor do Instituto Teológico Franciscano (Petrópolis, RJ); membro da equipe de reflexão da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da CNBB; membro do Centro de Liturgia “Dom Clemente Isnard”, ligado ao Instituto Pio XI (UNISAL – São Paulo); foi membro da Comissão para Acabamento da Basílica de Aparecida; assessor de Liturgia, conferencista, escritor.

dez 08

SANTA CATARIA LABOURÉ E A MEDALHA MILAGROSA – PARTE IV

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HISTÓRIA DE SANTA CATARINA LABOURÉ E NOSSA SENHORA DA MEDALHA MILAGROSA –

PARTE IV –

*Por Viviane Gonçalves Noel - 

No dia 30 de junho de 1832, as primeiras 1.500 medalhas foram entregues para as religiosas Filhas da Caridade, que as distribuíram para os doentes, vítimas dos flagelos de uma terrível epidemia de cólera que atingiu Paris. No mesmo momento da distribuição, a peste retrocedeu! Começaram, então, as graças de conversão, proteção e cura.

Em poucos anos, a medalha ficou mundialmente conhecida. Em 1836, mais de dois milhões de medalhas haviam sido cunhadas. Foi o próprio povo que lhe deu o nome de Medalha Milagrosa ou Medalha de Nossa Senhora das Graças.

O arcebispo de Paris, Dom Quélen, ordenou um inquérito oficial sobre os efeitos da Medalha Milagrosa, tendo como conclusão as seguintes palavras: “A rápida propagação, o grande número de medalhas cunhadas e distribuídas, os admiráveis benefícios e as graças singulares obtidas parecem sinais do Céu, que confirmam a realidade das aparições, a veracidade das narrativas da vidente e a difusão da medalha”.

Desde 1830, a invocação “Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós” passou a ser repetida por cristãos do mundo inteiro. Mas só em 8 de dezembro de 1854, o papa Pio IX proclamou o dogma da Imaculada Conceição. Em 1858, nas aparições em Lourdes, a própria Mãe proclamou: “Eu sou a Imaculada Conceição”.

Em 1894, o papa Leão XIII aprovou a missa da festa de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, celebrada no dia da segunda aparição de Nossa Senhora a Santa Catarina, dia 27 de novembro.

Em 1947, o papa Pio XII declarou Catarina santa!

Viva Santa Catarina Labouré!

Viva Nossa Senhora das Graças!

Viva a Medalha Milagrosa!

Não desperdicemos tantas graças, usemos com devoção e amor a Medalha Milagrosa!

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*Viviane Gonçalves Noel, é formada em Pedagogia, pela Universidade Católica de Petrópolis e pós-graduada em Espiritualidade, Ecologia e Educação - uma abordagem transdisciplinar, pelo Instituto Teológico Franciscano. Trabalha com a criação de poesias e crônicas personalizadas para as mais diversas ocasiões. Em dezembro de 2014, lançou seu primeiro livro: Francisco de Assis e a Profunda Poesia de Ser Parte da Natureza, pela Editora Chiado. Em maio de 2015, lançou, de forma independente, seu segundo livro, o infantil: O Travesseiro Mágico.

dez 06

SANTA CATARIA LABOURÉ E A MEDALHA MILAGROSA – PARTE III

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HISTÓRIA DE SANTA CATARINA LABOURÉ E NOSSA SENHORA DA MEDALHA MILAGROSA –

PARTE III - 

*Por Viviane Gonçalves Noel -

Às dezessete horas e trinta minutos, em dezembro de 1830, Catarina estava em oração quando ouviu pela última vez o barulho de um traje de seda se aproximando. Eis que a Mãe apareceu, novamente, com os mesmos raios luminosos, junto ao tabernáculo, confirmando a missão de Catarina: cunhar a medalha!

Catarina reparou que, de algumas pedras dos anéis de Nossa Senhora, não saiam raios. Maria lhe esclareceu: “Estas pedras das quais não sai luz são as graças que os homens se esquecem de me pedir”.

O que estamos esperando para colocar aos pés de Maria nossas mais ardentes necessidades? Como podemos nos esquecer de confiar nossos pedidos a essa Mãe tão amorosa?

Eu sou testemunha das infinitas graças que Nossa Senhora, generosamente, distribui. Basta que tenhamos fé e perseverança! Foram muitos os momentos de minha vida em que pude contar com o auxílio de Maria, através do uso da Medalha Milagrosa. Qualquer necessidade ou desejo que brote verdadeiramente do coração é passível da graça e da intercessão de nossa Mãe!

Catarina, enfim, recebeu o hábito e, no dia 5 de fevereiro, chegou a um asilo num bairro pobre de Paris, onde cuidou dos miseráveis, anciãos e feridos de guerra por quarenta e seis anos.

Na última aparição, Maria havia orientado Catarina a buscar ajuda de seu confessor, o padre Aladel, para a confecção da medalha. No início, ele não acreditou em Catarina. Ela, porém, passou dois anos insistindo, o que fez com que o padre procurasse o arcebispo de Paris que, em 20 de junho de 1832, autorizou a cunhagem de duas mil medalhas.

Aguardemos a última parte dessa fascinante história de fé e devoção!

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*Viviane Gonçalves Noel, é formada em Pedagogia, pela Universidade Católica de Petrópolis e pós-graduada em Espiritualidade, Ecologia e Educação - uma abordagem transdisciplinar, pelo Instituto Teológico Franciscano. Trabalha com a criação de poesias e crônicas personalizadas para as mais diversas ocasiões. Em dezembro de 2014, lançou seu primeiro livro: Francisco de Assis e a Profunda Poesia de Ser Parte da Natureza, pela Editora Chiado. Em maio de 2015, lançou, de forma independente, seu segundo livro, o infantil: O Travesseiro Mágico.

dez 04

SANTA CATARIA LABOURÉ E A MEDALHA MILAGROSA – PARTE II

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HISTÓRIA DE SANTA CATARINA LABOURÉ E NOSSA SENHORA DA MEDALHA MILAGROSA –

PARTE II –

*Por Viviane Gonçalves Noel - 

Catarina seguiu tendo visões com a imagem do coração de São Vicente de Paulo e até mesmo de Jesus no Santíssimo Sacramento do altar. Catarina só não tinha, ainda, visto a dona de seus desejos mais amorosos, objeto de suas orações perseverantes levadas ao Pai: Nossa Senhora!

Mas eis que, às onze horas e trinta minutos da noite de 18 de julho de 1830, na véspera de um dia importantíssimo, o dia de São Vicente de Paulo, Catarina ouviu chamá-la, era um menino pequeno, vestido de branco, seu anjo da guarda! Ele a conduziu até a capela, especificamente ao presbitério, ao lado da cadeira de braços do sacerdote e lhe disse: “Eis a Santíssima Virgem”!

Catarina se jogou aos pés de Maria e apoiou as mãos nos joelhos da Mãe, com a intimidade de uma filha! Ela própria relatou: “Ali se passou o mais doce momento de minha vida. Não me seria possível dizer tudo o que senti. Ela me disse como eu devia me conduzir em relação ao meu diretor espiritual e várias coisas mais”.

Num sábado, às dezessete horas e trinta minutos do dia 27 de novembro de 1830, Catarina recebeu a segunda visita da Mãe. Catarina encontrava-se em oração na capela, quando ouviu um barulho de traje de seda se aproximando. Maria apareceu vestida de seda branca, com um véu também branco, seus pés estavam apoiados na metade de um globo, esmagando uma serpente. De suas mãos postas para baixo, como quem abençoa a humanidade, saiam raios brilhantes, especificamente dos anéis em seus dedos. Catarina ouviu então: “Este globo que vês representa o mundo inteiro, especialmente a França, e cada pessoa em particular. Os raios são o símbolo das graças que derramo sobre as pessoas que mais pedem”.

 Nessa mesma aparição, formou-se em torno da Virgem um quadro oval com a seguinte frase em letras de ouro: “Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós”. Então, Catarina ouviu o seguinte pedido da Mãe: “Fazei cunhar uma medalha conforme este modelo. Todas as pessoas que a trouxerem consigo, usando-a em torno do pescoço, receberão grandes graças. Elas serão abundantes para todos que a usarem com confiança”.

Instantes depois, o quadro se virou. Na outra face, a letra “M” com uma cruz em cima e dois corações embaixo. O coração da esquerda estava cercado de espinhos e, o da direita, transpassado por uma espada. Doze estrelas distribuídas em forma oval cercavam esse lado do quadro.

Aguardemos a parte três dessa história de amor e infinitas graças!

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*Viviane Gonçalves Noel, é formada em Pedagogia, pela Universidade Católica de Petrópolis e pós-graduada em Espiritualidade, Ecologia e Educação - uma abordagem transdisciplinar, pelo Instituto Teológico Franciscano. Trabalha com a criação de poesias e crônicas personalizadas para as mais diversas ocasiões. Em dezembro de 2014, lançou seu primeiro livro: Francisco de Assis e a Profunda Poesia de Ser Parte da Natureza, pela Editora Chiado. Em maio de 2015, lançou, de forma independente, seu segundo livro, o infantil: O Travesseiro Mágico.

dez 02

SANTA CATARIA LABOURÉ E A MEDALHA MILAGROSA – PARTE I

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HISTÓRIA DE SANTA CATARINA LABOURÉ E NOSSA SENHORA DA MEDALHA MILAGROSA –

PARTE I –

*Por Viviane Gonçalves Noel -

Em textos curtos, divididos em quatro partes (inspirados no Devocionário a Nossa Senhora das Graças, da Editora Canção Nova), falarei um pouco sobre a relação de Santa Catarina Labouré com Nossa Senhora das Graças, bem como sobre o fruto dessa relação: a Medalha Milagrosa.

Esse tema me é muito caro, uma vez que, em situações bastante tensas (assalto à mão armada, cirurgia e tantos outros momentos), tive claramente a presença de Maria agindo por meio da Medalha Milagrosa.

Toda a história da Medalha Milagrosa começou com Catarina Labouré, que nasceu na França, em 2 de maio de 1806. Catarina tinha apenas nove anos quando sua mãe faleceu.

 Diante de tamanha dor, Catarina, em prantos, subiu em uma cadeira para alcançar a imagem de Nossa Senhora e, abraçando-a, disse: “Agora, tu serás minha mamãe”. A partir desse momento, Catarina passou a rezar constantemente, pedindo a graça de ver Nossa Senhora. E tinha muita confiança de que seria atendida!

Catarina não se deteve apenas em orações, mas visitava os doentes, auxiliava os pobres, cuidava da casa. Sentia um chamado forte em seu coração, mas não tinha clareza sobre o que Deus queria para sua vida.

Anos se passaram. Certa noite, Catarina sonhou com um padre misterioso, que lhe falou da beleza e da alegria que era cuidar dos doentes, afirmando que o bom Deus tinha desígnios sobre ela, que ela não se esquecesse disso!

Um dia, Catarina foi à Casa das Filhas da Caridade e notou que havia na parede uma fotografia do padre que lhe aparecera em sonho. Uma irmã lhe explicou que se tratava do pai das Filhas da Caridade, São Vicente de Paulo. Catarina, então, entendeu o desígnio de Deus: ela seria Filha da Caridade!

Catarina passou por muito sofrimento, até que seu pai se rendeu aos desígnios de Deus e a permitiu entrar no noviciado das Filhas da Caridade, em 21 de abril de 1830, na Rue du Bac, em Paris. Hoje, nesse local, fica a Capela Nossa Senhora da Medalha Milagrosa.

Aguardemos a parte dois dessa apaixonante história de amor e confiança nos desígnios de Deus!

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*Viviane Gonçalves Noel, é formada em Pedagogia, pela Universidade Católica de Petrópolis e pós-graduada em Espiritualidade, Ecologia e Educação - uma abordagem transdisciplinar, pelo Instituto Teológico Franciscano. Trabalha com a criação de poesias e crônicas personalizadas para as mais diversas ocasiões. Em dezembro de 2014, lançou seu primeiro livro: Francisco de Assis e a Profunda Poesia de Ser Parte da Natureza, pela Editora Chiado. Em maio de 2015, lançou, de forma independente, seu segundo livro, o infantil: O Travesseiro Mágico.

nov 22

POEMAS SELECIONADOS

FREI ARIOVALDO -3

SONHOS DE UMA CRISÁLIDA

(Frei José Ariovaldo da Silva, OFM – 18.10.2016)

Este mundo é como um casulo

protegido, cuidado, afagado,

às vezes um tanto maltratado.

Nele sou como uma crisálida

à espera do momento certo

de voar como uma borboleta.

O casulo é também meu corpo

cuja crisálida, apressadinha,

louca por voar, antes do tempo,

maltrata-o exigindo afagos,

cuidado, proteção, passatempo.

E assim vivo nesse meio tempo,

entre a crisálida e a borboleta,

sonhando o mais belo jardim

que Deus preparou pra mim.

ESTADO DE GRAÇA

No meio deste universo imenso,

não passo de um cocozinho de mosquito.

Mas isso que é bonito!

Do pluriverso, a perder de vista, faço parte,

membro da poeira cósmica,

dessa misteriosa irmandade, destarte,

sou da família do infinito.

É bonito!

E quem tudo, tudo, criou

se fez igualzinho a mim,

simplesmente eu,

que me habito.

Isso que é bonito!

Sou, agora, a perene escritura,

o amém sem rasura

do Amor infinito.

É demais!

É bonito!

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*Frei José Ariovaldo da Silva é frade franciscano (OFM); doutor em Liturgia pelo Pontifício Instituto Litúrgico de Roma; professor do Instituto Teológico Franciscano (Petrópolis, RJ); membro da equipe de reflexão da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da CNBB; membro do Centro de Liturgia “Dom Clemente Isnard”, ligado ao Instituto Pio XI (UNISAL – São Paulo); foi membro da Comissão para Acabamento da Basílica de Aparecida; assessor de Liturgia, conferencista, escritor.

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