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mai 22

FAMÍLIA: CAMINHOS E DESAFIOS

FAMÍLIA - UM PROJETO DE DEUS

O QUE É FAMÍLIA – PARTE III - 

*Por Pastor Elton Pothin - 

CONSTRUINDO A FAMÍLIA NO SÉCULO XXI  - 

Como vimos até este momento nos artigos anteriores, a família mudou, mas continua sendo a base de toda vida. Escreve Roseli Kühnrich de Oliveira: “Apesar das diferenças de culturas, crenças e hábitos, o conceito de família permanece e há de sobreviver, embora de maneira diferenciada dos modelos que herdamos”. (Revista Novo Olhar nº 35, p. 15). 

Vera Nunes diz: “Família é isso: é o que nos dá segurança diante das adversidades da vida, é o que nos nutre primeiro no sentido concreto do auto conservativo orgânico e simultaneamente no sentido emocional. É o esteio onde aprendemos a construir laços de afeto, onde nos constituímos enquanto sujeitos singulares e onde aprendemos a vier em um contesto social.” (Revista Novo Olhar nº 35, p. 13). 

Um grande erro quando falamos em família está no nosso conceito de família: imaginamos a família perfeita – os adultos responsáveis se relacionando bem, com amor. Os filhos, netos educados, queridos, todos se dando bem. 

Ora, família perfeita não existe. Família sem problemas não existe! Isso porque a família é composta de seres humanos imperfeitos! 

Também um modelo de família pode ser imposto como único perfeito e ideal. Diversos modelos são possíveis, como vimos. 

Aqui, lembramos a Sagrada Escritura, que nos diz de forma clara: “Se dizemos que não temos pecados, estamos nos enganando, e não há verdade em nós. Se dizemos que não temos cometido pecados, fazemos de Deus um mentiroso, e a Sua mensagem não está em nós” (1 João 1.8,10 NTLH). 

Como a família vai ser perfeita se é feita por pessoas imperfeitas? 

Aceitar a imperfeição é o primeiro passo. Neste sentido, gostaria de lembrar a todos a parábola dos porcos-espinhos: 

“O inverno prometia ser muito frio. As geadas apareceram cedo. Já em meados de abril, os casacos tiveram que sair do armário para aquecer as pessoas. Além do inverno, apareceram as doenças típicas dessa estação. 

Também os animais estavam sofrendo bastante. Alguns já apareceram mortos depois de uma noite muito fria. Morreram indefesos diante das baixas temperaturas e do algo grau de umidade. 

Foi aí que um grande grupo de porcos-espinhos decidiu fazer algo para garantir a sobrevivência. Alguém sugeriu que ficassem juntos e bem perto uns dos outros. O calor de seus corpos poderia aquecer uns aos outros, de forma que todos ficassem aquecidos nas noites frias. E assim fizeram. 

Passou o tempo, e começaram as reclamações. Um reclamava daqui, outro dali, um não queria ficar perto deste, preferia aquele, e assim por diante. A situação foi se agravando. Uns começaram a falar mal dos outros. Quanto mais se tornavam nervosos, os seus espinhos ficavam ouriçados, até que esses espinhos começaram a ferir uns aos outros. Já não podiam ficar juntos. Por causa dos seus espinhos. 

Feridos e magoados uns com os outros, resolveram se separar. Não dava mais para continuar juntos. Por isso, foram se afastando uns dos outros até a completa separação. 

Mas o inverno continuava. As noites eram muito frias. Alguns porcos-espinhos chegaram a morrer congelados. E a cada noite a situação ficava mais difícil. Logo, resolveram reunir-se outra vez para tratar do problema. Decidiram que, para viver juntos e sobreviver àquele inverno, precisariam tomar algumas precauções. Viveriam unidos, mas conservariam respeito uns para com os outros. Todos deveriam entender que ali uns precisavam dos outros”. (100 estórias de vida e sabedoria, p. 35). 

A chave para o relacionamento familiar está nesta parábola no seu final: “conservariam respeito uns para com os outros”.

Respeito pela imperfeição do outro. Respeito pelo jeito de ser do outro. Respeito pela diversidade. Todos buscando o bem comum. Respeito pela individualidade de cada um sem individualismo. 

Individualidade é diferente de individualismo. 

Individualidade: característica própria de cada um, jeito de ser próprio, personalidade, originalidade própria de uma pessoa. 

Individualismo: egocentrismo; atitude de quem vive exclusivamente para si, que demonstra pouca ou nenhuma solidariedade. Que pensa somente em si mesmo, na satisfação de seu desejo sem considerar a coletividade. 

Neste sentido, Rosângela Barbiani diz: “os valores de referência são “o individualismo; a competição, o ter sobre o ser, ficando a família fragilizada porque acaba também se transformando em ‘unidade de renda e de consumo’. A família passa a ter que prover as demandas de consumo ao invés das necessidades sociais de seus membros. Um exemplo claro dessa inversão de valores é o fato de as crianças e os adolescentes exigirem dos seus pais cada vez mais a satisfação de seus desejos materiais, como se nessa ação estivessem representados o afeto, o amor, a estima pelos filhos”. (Revista Novo Olhar nº 35, p. 13) 

Respeito, tolerância, busca do bem comum. Abandono do individualismo. 

Atitudes que irão construir uma família feliz, não importa como esta família se constitua.

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*Pastor Elton Pothin, é natural de Arroio do Tigre-RS, formou-se em Teologia pela Faculdade de Teologia da Escola Superior de Teologia da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil em São Leopoldo/RS, em julho de 1993. Atuou como Pastor nas Comunidades de Teutônia/RS; Martin Luther (Joinville/SC) e, ultimamente, está à frente da Comunidade Evangélica de Confissão Luterana em Petrópolis-RJ.

abr 24

FAMÍLIA: CAMINHOS E DESAFIOS

FAMÍLIA - UM PROJETO DE DEUS

O QUE É FAMÍLIA – PARTE II - 

*Por Pastor Elton Pothin - 

Inicio retomando os últimos parágrafos do artigo anterior:

A lei 11.340, de agosto de 2006, define a família como “a comunidade formada por indivíduos que são ou se consideram aparentados, unidos por laços naturais, por afinidade ou por vontade expressa.” (artigo 5º, II) Há também a nova lei que regulamenta a uniões que não são regularizadas pela lei civil (aquela que definimos como “juntar os trapos” – daqueles que simplesmente “foram morar juntos”) – a nova lei 13.135, da união estável, de 17 de junho de 2015. 

Com isso, ampliou-se a concepção do que seja o núcleo familiar – não se restringindo mais a homem e mulher legalmente casados com seus filhos. Com essa nova lei, a uniões estáveis sem formalização, as uniões homossexuais, os núcleos monoparentais e grupos de irmãos são, legitimamente, famílias. 

“A família nuclear tradicional está cedendo lugar à família ampliada ou extensa, isto é, aquela formada por diferentes tipos de membros e gerações. “Sintetizando, a nova família, que antes era definida pela obrigação, é hoje definida pelo afeto, ou seja, relações de consanguinidade sendo substituídas pela relações afetivas e amorosas.”” (Revista Novo Olhar, nº 35, p. 12)  

Neste mesmo sentido argumenta a cientista social e professora de antropologia Maria Elisa Máximo: “A família deixou de ser um núcleo de associação obrigatória. Está além de uma ‘evolução social’. Entra em jogo a questão da afinidade, que faz com que a família seja o que definirmos como tal. A mudança se deu no nível da ideologia individual. Ser uma família tem mais a ver com ter a motivação de se agregar a um grupo como os outros, sejam amigos, parceiros de igreja ou colegas.” (revista Döhler, nº 19, p. 12) 

Nisso, entra também a questão da adoção. Um casal sem filhos tem a possibilidade de adotar uma criança – que não tem absolutamente nada a ver com eles – uma criança totalmente estranha, com origem desconhecida e que vai fazer parte da família a partir da adoção. 

Há também as famílias que denominamos de monoparentais, formadas normalmente pela mãe com seus filhos. Ou avó, mãe e filha/o. Mais difícil é encontrar esta formação do lado masculino. 

Abre-se também a possibilidade da formação da família homossexual, com dois homens ou duas mulheres. Hoje, com a possibilidade da adoção, ou outras formas, como a fertilização in vitro no caso de união entre duas mulheres, também estas famílias têm a possibilidade de ter seus filhos. 

Assim, novos modelos de família vão se formando. 

Há também as novas famílias que vão se formando a partir de matrimônios desfeitos, com a possibilidade do divórcio, como dissemos acima. Muitos assumem novos relacionamentos, unindo pessoas que antes eram totalmente desconhecidas e que não tem relações de consanguinidade. 

Para termos ideia do que isso significa, cito abaixo alguns exemplos (com nomes fictícios): 

A história da família de Joaquina, 40 anos, e Joaquim, 51 anos, pode ser contada de trás para frente. Hoje, moram com dois filhos: José (9 anos) e Mônica (4 anos). Eles são os irmãos mais novos de Rafaela (23 anos) e Joana (21 anos), que são filhos de Joaquim e de Carlos (22 anos), filho de Joaquina. Os três maiores não moram mais com os pais. Joaquim e Joaquina eram separados. Se conheceram, se apaixonaram e decidiram unir suas vidas. No início, houve pequenos problemas de aceitação por parte dos filhos mais velhos. Mas, com o tempo, tudo foi se ajeitando. “Hoje, todos têm contato de irmãos de verdade, como são. Os mais novos amoleceram os mais velhos. Somos uma só família. Fazemos a nossa relação baseada no respeito”. 

Outro exemplo: Carlos e Carla se casaram. Tiveram quatro filhos. Separaram-se. A casa de Carlos pegou fogo. Ele pediu abrigo por uma semana na casa de Carla, sua ex-mulher. E não saiu mais da casa. Carlos e Carla não reataram o relacionamento. Ela tem outro namorado e ele tem outra namorada. Os quatro filhos ainda moram em casa. “Gosto dele como irmão. Mesmo separados, somos uma família. O mais importante para manter um bom convívio é o respeito com o outro”, diz Carla. 

Um pouco mais complexo é o caso de Júnior e Larissa. Se conheceram, namoraram, casaram, tiveram uma filha, Clementina. Separaram-se quatro anos depois. Dividiram a guarda da filha Clementina. Júnior conheceu outra pessoa, Marinete, casou e tiveram um filho. Larissa também casou com outra pessoa, Mariano. Adotaram duas crianças. Clementina passou a ter duas famílias. As duas famílias inclusive mantinham contato frequente, fazendo festas e churrascos em conjunto. E agora a família cresceu mais ainda: um dos filhos adotivos casou e teve mais três filhos. As outras duas filhas também tem marido. “Sempre houve muito respeito. Convivemos bem porque temos este respeito e aprendemos a confiar uns nos outros”, afirmam. 

Evidentemente, todas estas formas de formar famílias têm suas implicações legais, onde entram a questão de responsabilidade pelos menores questões de herança. Mas este não é o foco desta página ao discutir a família. Precisa ser vista por advogados e juristas. 

Nosso objetivo é debater a questão da família em outros aspectos. Tanto no que diz respeito às suas mudanças na forma de sua constituição como na mudança de comportamento.

Reafirmo: A família mudou! Mas não é uma instituição em crise! O que entrou em crise foi o modelo de família patriarcal que descrevemos no início deste artigo. A família continua e continuará sendo a base da nossa sociedade.

 A nova família de nossos tempos pode ser sintetizada nas definições abaixo:

 “a nova família, que antes era definida pela obrigação, é hoje definida pelo afeto, ou seja, relações de consanguinidade sendo substituídas pela relações afetivas e amorosas.””

 Ser uma família tem mais a ver com ter a motivação de se agregar a um grupo como os outros, sejam amigos, parceiros de igreja ou colegas.”

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*Pastor Elton Pothin, é natural de Arroio do Tigre-RS, formou-se em Teologia pela Faculdade de Teologia da Escola Superior de Teologia da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil em São Leopoldo/RS, em julho de 1993. Atuou como Pastor nas Comunidades de Teutônia/RS; Martin Luther (Joinville/SC) e, ultimamente, está à frente da Comunidade Evangélica de Confissão Luterana em Petrópolis-RJ.

jan 31

FAMÍLIA: CAMINHOS E DESAFIOS

FAMÍLIA - O QUE É

O QUE É FAMÍLIA? 

*Por Pastor Elton Pothin

         No último parágrafo da reflexão anterior, escrevi que “a família passou de um período de autoritarismo masculino para o extremo do liberalismo desenfreado.” 

         Neste sentido, gostaria de refletir com você, leitor, sobre a pergunta: o que é família? 

         Nos tempos de nossos bisavós, o núcleo familiar consistia num homem e uma mulher casados no civil e na Igreja com seus filhos. O pai é quem tinha autoridade total – mandava em tudo e em todos. Era também o provedor, sustentava a família financeiramente. A mãe era a dona de casa e mãe dos filhos. Submissa ao marido. Os filhos eram também submissos ao pai – desobedecer, questionar como se faz hoje, nem pensar! Era uma surra bem dada na certa! Lembramos ainda que filhos tidos fora do casamento não tinham direito – eram os chamados “bastardos”. 

         O divórcio não era permitido. Somente em 1977 foi promulgada a Emenda Constitucional nº 09 que criou o divórcio, permitindo que houvesse a extinção dos vínculos de um casamento e autorizando a pessoa divorciada a contrair novo matrimônio. 

         Lembramos que, até o ano de 1977, quem casava permanecia com um vínculo jurídico para o resto da vida. Caso a convivência fosse insuportável, poderia ser pedido o 'desquite', que interrompia com os deveres matrimoniais e terminava com a sociedade conjugal. Significa que os bens eram partilhados, acabava a convivência sob mesmo teto, mas nenhum dos dois poderia recomeçar sua vida ao lado de outra pessoa cercado da proteção jurídica do casamento. 

         Além disso, a mulher que pedia divórcio era mal vista na sua própria família, na sociedade, na Igreja. 

         As mudanças foram acontecendo. Com a economia liberal de mercado, a principal mudança foi a entrada da mulher no campo de trabalho. Assim, ela já não está mais na dependência financeira do marido como provedor. E isso muda tudo! Além disso, a revolução sexual ocorrida entre os anos de 1960 e 1970 é um fator determinante. Assim, a mulher já não precisa mais suportar desmandos e violência do marido. Com isso, há um número maior de divórcios. 

         Muitos falam que hoje as pessoas não sabem mais ceder, que, por qualquer coisa, se divorciam. Creio que não seja bem assim. O que acontecia é que, antes da lei do divórcio e antes de entrar no campo de trabalho, a mulher sofria calada. Não tinha outra alternativa! Com o homem como provedor, não tinha como se sustentar. Para onde ela poderia ir, se todos desprezavam uma divorciada ou desquitada? Iria sofrer a rejeição da família, perderia os amigos, teria a rejeição social e a condenação da Igreja! 

         Hoje, é preciso que haja diálogo, entendimento, equilíbrio, decisões conjuntas no matrimônio! E, muitas vezes, o marido ainda acha que está no século passado, onde pode mandar e desmandar. E apela até para a violência. Com isso, é claro que o número de divórcios aumentou – mas não por leviandade, mas porque ainda não houve o devido avanço na maturidade das pessoas para a nova realidade do matrimônio – principalmente dos homens. 

         Com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) também entram em cena os direitos da criança. Assim, também a relação pais/mães e filhos mudou (como vimos em artigos anteriores, para um lado não muito positivo, também por falta de maturidade dos adultos na nova realidade). 

         A lei que define a família também mudou. A lei 11.340, de agosto de 2006, define a família como “a comunidade formada por indivíduos que são ou se consideram aparentados, unidos por laços naturais, por afinidade ou por vontade expressa.” (artigo 5º, II) Há também a nova lei que regulamenta a uniões que não são regularizadas pela lei civil (aquela que definimos como “juntar os trapos” – daqueles que simplesmente “foram morar juntos”) – a nova lei 13.135, da união estável, de 17 de junho de 2015. 

         Com isso, ampliou-se a concepção do que seja o núcleo familiar – não se restringindo mais a homem e mulher legalmente casados com seus filhos. Com essa nova lei, a uniões estáveis sem formalização, as uniões homossexuais, os núcleos monoparentais (avó, mãe e filha, por exemplo) e grupos de irmãos são, legitimamente, famílias. 

“A família nuclear tradicional está cedendo lugar à família ampliada ou extensa, isto é, aquela formada por diferentes tipos de membros e gerações. “Sintetizando, a nova família, que antes era definida pela obrigação, é hoje definida pelo afeto, ou seja, relações de consanguinidade sendo substituídas pela relações afetivas e amorosas.”” (Revista Novo Olhar, nº 35, p. 12) 

         A família mudou! Mas não é uma instituição em crise! O que entrou em crise foi o modelo de família patriarcal que descrevemos no início deste artigo.

         No próximo mês, iremos refletir um pouco mais sobre o novo modelo de família em nossa sociedade.

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PASTOR ELTON POTHIN*Pastor Elton Pothin, é natural de Arroio do Tigre-RS, formou-se em Teologia pela Faculdade de Teologia da Escola Superior de Teologia da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil em São Leopoldo/RS, em julho de 1993. Atuou como Pastor nas Comunidades de Teutônia/RS; Martin Luther (Joinville/SC) e, ultimamente, está à frente da Comunidade Evangélica de Confissão Luterana em Petrópolis-RJ. Mensalmente, envia-nos reflexão  sobre a família, seus caminhos e seus desafios.

nov 29

RETRATOS DA FAMÍLIA – 2ª PARTE

FAMÍLIA PÓS MODERNA

A FAMÍLIA NA PÓS-MODERNIDADE - 

PARTE II  - 

*Por Pastor Elton Pothin  - 

            No artigo anterior, problematizamos a questão da família, vendo os diversos aspectos negativos da mesma na pós-modernidade, fruto do processo histórico pelo qual passamos. Numa palavra, podemos dizer que a pós-modernidade traz uma cultura que rompe com a tradição cristã da responsabilidade, dos limites, do respeito e da solidariedade. 

            Mas há que se considerar que a família é boa criação divina, mesmo que ameaçada. E o primeiro passo é reconhecer que essa ameaça não é somente por fatores externos, mas interna, pela falta de convicção cristã das próprias famílias que se dizem cristãs! 

            O Evangelho de Jesus Cristo coloca critérios de perdão, de fidelidade, de respeito, de solidariedade. O consumismo e o egoísmo são contrários ao Evangelho de Jesus Cristo. E estes valores precisam ser colocados na mente e no coração dos nossos filhos e filhas já desde que têm poucos meses de vida! 

            Mas é preciso considerar que são os adultos responsáveis que devem primeiro passar pela mudança, pela “conversão”, se quisermos usar este termo. O adulto responsável precisa aprender que permissividade não vai criar uma criança mais feliz porque ganha tudo o que quer, mas que vai criar uma pessoa frustrada, com baixa auto estima. A educação que permite tudo, sem limites, é uma das principais razões da drogadição e da criminalidade juvenil. 

            Neste sentido, já a Sagrada Escritura já nos orienta: Provérbios 22.15 - É natural que as crianças façam tolices, mas a correção as ensinará a se comportarem. Provérbios 23.13 - Não deixe de corrigir a criança. Provérbios 29.15 - É bom corrigir e disciplinar a criança. Quando todas as suas vontades são feitas, ela acaba fazendo a sua mãe passar vergonha. 

            Mas, como disse, a mudança precisa começar com os pais, os adultos responsáveis. Nos artigos anteriores já apontamos neste sentido (veja artigos “Os pilares da família” e “investir no relacionamento”). O bom relacionamento do casal (os pilares da família) é de fundamental importância na orientação dos filhos, porque os filhos um dia serão a cópia dos pais no sentido de viverem o exemplo recebido, tanto positivo quanto negativo. É necessário que a relação entre marido e esposa seja valorizada. O diálogo, a compreensão,   respeito, a fidelidade entre o casal são de fundamental importância e irão refletir na educação dos filhos. 

            O importante neste processo é não se “deixar levar”. Muitas vezes se diz: “todo mundo” se separa, “todo mundo” trai. “Todo mundo” faz assim. “Todo mundo” deixa os filhos fazerem isso e aquilo. Ao que sempre respondo: Eu não me chamo “todo mundo”. Eu me chamo Elton! 

            Resistir é o primeiro passo. E, junto a ele, vem o segundo: o de dar testemunho de casal e família cristã! A família passou de um período de autoritarismo masculino para o extremo do liberalismo desenfreado. Precisamos é um casamento e uma família com base cristã: amor, respeito, fidelidade, perdão, limites.  Comece por você. Comece por sua família. Cada um fazendo sua parte, somando forças com pessoas que também assim agem, poderemos construir um futuro melhor, de acordo com os valores cristãos.

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*Pastor Elton Pothin, é natural de Arroio do Tigre-RS, formou-se em Teologia pela Faculdade de Teologia da Escola Superior de Teologia da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil em São Leopoldo/RS, em julho de 1993. Atuou como Pastor nas Comunidades de Teutônia/RS; Martin Luther (Joinville/SC) e, ultimamente, está à frente da Comunidade Evangélica de Confissão Luterana em Petrópolis-RJ.

out 29

RETRATOS DA FAMÍLIA

FAMÍLIA PÓS MODERNA

A FAMÍLIA NA PÓS-MODERNIDADE

 
*Por Pastor Elton Pothin

                               A noção do que seja uma família tradicional (pai, mãe, filhos, avós, tios e tias) se perdeu na poeira do tempo. Ainda que ela permaneça talvez como um ideal a ser alcançado, ela sofreu muitas mudanças. 

                               A mídia, de forma especial as telenovelas, se encarregaram de difamar a família. Há sempre brigas tanto entre marido e mulher como entre pais e filhos, traições, confusões. A paz em família é o que menos se vê nas telenovelas. Assim, vivemos em uma época em que os critérios que regem uma família não estão mais ligados à fidelidade (é difícil encontrar um casal onde um não tenha traído o outro), ao amor (é difícil encontrar um casal que ainda se ama com o passar dos anos – há brigas, desentendimentos e desinteresse entre o casal) à confiança e à construção de uma história de vida (a casa ou apartamento passou a ser “dormitório”, onde cada um vai para dormir – pois as refeições são feitas fora - onde muitas vezes marido e esposa, pais e filhos já não se encontram devido aos horários de trabalho ou estudo diferentes). Assim, muitas vezes já não sabem mais o que dizer um ao outro quando se encontram e o diálogo na família cessa, dando lugar à televisão, à internet, ao celular. Cada um na sua, marido e mulher, pais e filhos dividindo o mesmo espaço físico, mas já não dividindo uma história de vida comum. 

                               Há algum tempo, era importante a família pertencer a uma Igreja Cristã. E a vida era organizada a partir da fé cristã: batismo, primeira comunhão, crisma (na Igreja Luterana, a confirmação), casamento, bodas, sepultamento cristão. Os jovens depois da confirmação ou da crisma iam na juventude da Igreja. Hoje, é difícil ver uma família indo junta para a Igreja. O pai e a mãe são de Igrejas diferentes. Ou um vai à Igreja e o outro não vai. O filho/a não acompanha os pais ou um dos pais, pois estes não tem mais autoridade sobre os filhos e estes fazem o que bem querem. No Natal, na Sexta-Feira da Paixão, na Páscoa, todos iam à missa ou ao culto! Hoje, muitos “aproveitam” o feriado para viajar! 

                               Pertencer a uma família era conhecer os nomes e a origem dos avós e bisavós, era conhecer os tios e tias. Padrinhos e madrinhas de batismo eram pessoas importantes. Hoje, os familiares mal se conhecem, nem se visitam mais! Não há mais tempo para isso! E nem mesmo interesse, pois os jovens não tem mais interesse em fazer as visitas familiares “chatas”! Afinal, o que fazer com primos e primas que mal a gente conhece? E, quando acontecem estes encontros, cada um fica na sua, ou no seu celular, na sua ilha, sem interagir com os familiares. Para a geração jovem, quase tudo é “chato” e “sem graça”! 

                               Outro aspecto assustador: os pais perderam sua autoridade! E por responsabilidade deles mesmos! O pai, em especial, perdeu sua função como educador! As mães passaram a ter a responsabilidade de educar os filhos. Mas nem isso é mais possível, porque o mundo moderno jogou a mulher no mercado de trabalho e não há mais tempo para educar o filho/a. Assim, a educação dos filhos ficou terceirizada, ficando por conta da babá, da creche, da escola. Ou melhor, ficou por conta de ninguém! Porque a babá não pode dizer nada para a criança porque vai ser processada por ter “ofendido ou maltratado o meu filho”, e ai da creche ou da escola que dizem qualquer coisa para meu filho! – processo na hora! – “Porque o meu filho não mente, o meu filho não briga, o meu filho não diz palavrão!” – e é o que mais faz isso! Assim, a criança não é mais educada, não se colocam limites, não se colocam valores. Igreja, Deus, ética, honestidade, verdade, família, educação, respeito pelos mais velhos, respeito pelos professores, respeito pelas autoridades não existe mais! Jovens fazem o que querem em nossa sociedade e nem mesmo a autoridade policial pode pôr limites! A geração jovem perdeu seus limites por responsabilidade dos próprios adultos, dos próprios pais que “passam a mão na cabeça”, tudo desculpam, tudo justificam e não colocam limites. E depois se queixam que “o filho não obedece mais” ou “não sabem o que acontece que essas crianças são tão desobedientes.” 

                               Outro aspecto a considerar é que os filhos não são mais educados para serem pessoas honestas, cidadãos de bem, pessoas cristãs. Na época em que vivemos, o que importa é o sucesso. O que importa é que meu filho tenha sucesso na vida, que se dê bem, tenha um bom salário. Os pais querem ter orgulho dos filhos, mas não porque é uma pessoa de bem, que é honesto, que vai na Igreja, mas porque conseguiu um trabalho ou meio de vida que lhe proporciona um bom rendimento financeiro e uma vida confortável. Os pais querem projetar nos filhos o que eles mesmos gostariam de ser e ter, mas que não conseguiram. Assim, o filho se transforma em um produto de consumo dos pais, que eles têm orgulho em exibir! E aqui entra a mídia. Filhos que são expostos excessivamente no facebook como se fossem troféus! O filho é a conquista, é o sucesso a ser mostrado! O limite ético é aquilo que atrapalha o sucesso. Em outras palavras, não há limites para que o caminho esteja livre para o sucesso! A palavra usada para esse comportamento é narcisismo – paixão sem limites por si mesmo. 

                               Até agora problematizamos e vimos diversos aspectos preocupantes nas famílias de nossos dias. Sabemos que voltar ao passado não é mais possível. A história não anda para trás. No próximo artigo, veremos ainda alguns outros aspectos e iremos conversar sobre alternativas do que se pode fazer para que valores éticos, cristãos ainda possam estar presentes na nossa vida.

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*Pastor Elton Pothin, é natural de Arroio do Tigre-RS, formou-se em Teologia pela Faculdade de Teologia da Escola Superior de Teologia da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil em São Leopoldo/RS, em julho de 1993. Atuou como Pastor nas Comunidades de Teutônia/RS; Martin Luther (Joinville/SC) e, ultimamente, está à frente da Comunidade Evangélica de Confissão Luterana em Petrópolis-RJ.
 

set 27

FAMÍLIA: CAMINHOS E DESAFIOS

INVESTIR NO RELACIONAMENTO INVESTIR NO RELACIONAMENTO –

*Por Pastor Elton Pothin –

                     No momento do casamento ou no início do relacionamento, o casal recém-casado está coladinho, lado a lado, frente a frente, juntinhos, sem nenhuma distância ou barreira entre eles. Entre os dois, o diálogo flui de maneira livre e direta.

                  Com o passar do tempo, porém, começam a surgir preocupações e situações que exigem atenção, cuidado e tempo. E, se não acontecer o devido cuidado, essas preocupações, compromissos e afazerem começam a crescer cada vez mais em importância, assumindo uma posição que interfere na vida do casal, tornando-se o assunto principal em torno do qual gira toda a conversa.

                       Que preocupações, compromissos e assuntos seriam esses? Os mais diversos: filhos, emprego, dinheiro, conforto, amizades, família, sonhos e projetos.

Cito dois exemplos:

1. Para o casal João e Maria estava claro: só haveria casamento depois que o carro estivesse pago e a casa construída. Durante os quatro anos de namoro, o casal investiu tudo o que podia nessa perspectiva. Muitas oportunidades de sair juntos e namorar, passeios, lazer, alegrias e descontração foram deixados de lado, sacrificadas em nome deste propósito – sacrifícios e renúncias pelo tão sonhado projeto. Resultado: uma das mais belas casas do bairro, toda mobiliada, mas vazia. João e Maria separaram-se poucos meses depois de casar. O que aconteceu? O tempo de namoro não foi usado para investir prioritariamente na relação dos dois e, sim, em coisas, em projetos. Não falavam mais de si um para o outro, não namoravam mais, não investiam no relacionamento. A conversa era sobre a casa, o carro, como conseguir dinheiro para tudo isso, os detalhes da casa – e o casal acabou se distanciando, se tornando um estranho ao outro.

2. Nasceu o filho de José e Rita. Já no tempo de gravidez, a atenção do casal se voltou para a gravidez, a arrumação do quarto do bebê, fraldas, roupas, chá de fraldas, escolha do melhor pediatra... Quando o bebê nasceu, toda a atenção se voltou para ele. A esposa tornou-se mãe e passou a se dedicar completamente ao filho. O marido tornou-se pai e também se dedicava ao filho. Este filho foi crescendo, os pais sempre preocupados em suprir todas as suas necessidades, dando sempre apoio em todos os setores. E o filho foi crescendo. Cultivou suas amizades e, com o tempo, foi tendo autonomia e, um dia, seguiu sua vida por conta própria, longe dos pais. De repente, estava o casal novamente sozinho. E, quando se viam sozinhos juntos, não mais conversavam. Não tinham mais assunto. Não sabiam mais o que dizer um ao outro. Suas conversas giravam sempre em torno do filho, suas atividades eram sempre em função do filho. Não demorou muito e todos se surpreenderam com a separação de José e Rita depois de mais de vinte anos de casado!

                        O surgimento de preocupações, objetivos, filhos, etc. é normal e faz parte da vida. Quem não se preocupa com a casa, com os filhos, com o emprego, com os amigos? O PROBLEMA SURGE quando esses assuntos tomam uma importância maior do que o relacionamento entre o casal, de tal forma que o casal já não se comunica mais de forma livre e direta, namorando, cultivando a amizade, o carinho, tendo tempo um para o outro. O foco passa a ser um terceiro elemento.

         Por isso, é importante ter consciência de que deve-se INVESTIR PRIORITARIAMENTE NO RELACIONAMENTO. Namorar, amar, sair juntos, jantar juntos, conversar sobre si, sobre o relacionamento... Enfim, TER TEMPO UM PARA O OUTRO sem que outros assuntos intervenham.

                       Como escrevemos no artigo anterior, AMAR É UM VERBO. PRESSUPÕE E EXIGE ATITUDES.

                      Quais as atitudes que você está tomando em relação ao seu esposo, à sua esposa para que o amor não se vá?

Pastor Elton Pothin, é natural de Arroio do Tigre-RS, formou-se em Teologia pela Faculdade de Teologia da Escola Superior de Teologia da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil em São Leopoldo/RS, em julho de 1993. Atuou como Pastor nas Comunidades de Teutônia/RS; Martin Luther (Joinville/SC) e, ultimamente, está à frente da Comunidade Evangélica de Confissão Luterana em Petrópolis-RJ.

ago 30

FAMÍLIA: CAMINHOS E DESAFIOS

FAMÍLIA-PASTOR ELTON

- OS PILARES DA FAMÍLIA - 

*Por Pastor Elton Pothin

                         Toda estrutura familiar é como uma ponte sustentada por pilares. Estes pilares são os pais, que mantêm firmes e fortes à medida em que cuidam e investem reciprocamente em sua relação, à medida que oxigenam o seu relacionamento com o devido esmero sabedoria e frequência. Pilares firmes garantem e preservam um clima de LAR, em que os envolvidos podem interagir, desenvolvendo uma experiência gratificante e gostosa. 

                        O bom relacionamento do casal (os pilares da família) é de fundamental importância na orientação dos filhos, não só porque os filhos um dia serão a cópia dos pais no sentido de viverem o exemplo recebido, tanto positivo quanto negativo, mas principalmente para que o próprio casal possa assumir e desempenhar a sua função de pai e mãe com alegria. 

                        Assim, antes de falarmos de família, é preciso primeiramente falar do relacionamento conjugal e da necessidade de INVESTIMENTO NA RELAÇÃO CONJUGAL, independentemente da sua configuração. 

                        Nós sabemos que a natureza sujeita tudo e todos às leis do desgaste, do envelhecimento e do enfraquecimento. Tudo, inclusive a relação conjugal, sofre este natural processo de desgaste. O que podemos e devemos fazer é nos empenhar ao máximo para retardar este processo, torna-lo mais lento e menos doloroso para a felicidade do casal e da família. 

                        Como para tudo na atualidade existem estudos e métodos, também no relacionamento familiar e conjugal existem métodos e estudos que auxiliam a diminuir o desgaste do matrimônio. 

                      Todos conhecemos a história de um homem que foi procurar um conselheiro matrimonial (ou um pastor ou um padre – as versões variam) para falar que iria se separar da sua mulher: 

                        - Pois é, depois de 40 anos de casamento, vou me separar, o amor acabou, o encantamento sumiu, não amo mais a minha mulher. Ela me cansou. Não dá mais, acabou, não tem mais o que fazer. 

                        - Tem, sim – disse o conselheiro. - Ame a sua mulher! 

                        - Mas eu acabei de dizer que não amo mais a minha mulher. Não tem mais o que fazer! 

                        - Tem, sim. Ame a sua mulher! – repetiu o conselheiro. 

                        - O senhor deve ser surdo ou está de gozação comigo! Já disse que não amo mais minha mulher, acabou e pronto! – esbravejou o homem. 

                       - Eu ouvi muito bem o que o senhor disse, respondeu o conselheiro. Mas o senhor ainda não se deu conta de algo fundamental: AMAR É UM VERBO. PRESSUPÕE E EXIGE ATITUDES. O QUE O SENHOR TEM FEITO OU FAZ PARA AMAR A SUA MULHER? 

                        Sim, amar é ATITUDE. De fazer bem ao outro, de gestos de carinho, de amor, de uma palavra de elogio, de um agrado – sem esperar recompensa. 

                        Para isso, é preciso que o casal se conheça. Você, como cônjuge, deve conhecer a família do seu marido, da sua esposa, pois assim poderá entender o jeito dele/a ser, poderá entender porque ele reage ou age de tal forma, podendo lidar melhor com isso. Assim, também é preciso conhecer o marido, a esposa para que se saiba do que ele ou ela gostam – como fazer um agrado se você não sabe do que seu cônjuge gosta? 

                        E como conhecer meu marido, minha esposa? Pelo DIÁLOGO. 

                       Conheci um casal onde o marido sempre servia a ela um pedaço de carne com gordura. O melhor pedaço de carne com gordura. Somente anos mais tarde ela disse que não gostava de carne com gordura. Era ele quem gostava e queria agradar a esposa dando a ela algo que ele achava delicioso! Para não desapontar o marido que lhe oferecia aquele pedaço de carne com tanta alegria, aceitava e nada dizia. Ela acabava comendo uma carne que não gostava e ele ficava sem aquele pedaço de carne que considerava delicioso. 

                        Assim, para um relacionamento duradouro e feliz, a primeira atitude é o diálogo – conversar para se conhecer melhor, ver afinidades, ver diferenças, para saber como agir com seu cônjuge de tal forma que você vá poder lhe fazer um agrado e ele realmente ficar feliz – para evitar atitudes que provoquem conflito. 

                       O casal precisa ser, antes de tudo, AMIGO. A amizade é uma das facetas básicas do amor. Sem amizade, o amor não pode se desenvolver. E amigos conversam, amigos se divertem juntos, amigos riem juntos, amigos curtem a vida juntos. 

                       AMOR É ATITUDE. Mais que sentimento, pois o sentimento, sem atitude, desgasta e se vai, como no exemplo dado acima.

 

 No próximo artigo, continuaremos a tratar do assunto.

 
Pastor Elton Pothin, é natural de Arroio do Tigre-RS, formou-se em Teologia pela Faculdade de Teologia da Escola Superior de Teologia da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil em São Leopoldo/RS, em julho de 1993. Atuou como Pastor nas Comunidades de Teutônia/RS; Martin Luther (Joinville/SC) e, ultimamente, está à frente da Comunidade Evangélica de Confissão Luterana em Petrópolis-RJ.
 

ago 26

FAMÍLIA: CAMINHOS E DESAFIOS

 

FAMÍLIA - UM PROJETO DE DEUS

OS PILARES DA FAMÍLIA

 

                        Não percam: no próximo domingo - 30 de agosto de 2015 - estaremos inaugurando mais uma página do nosso blog. A página FAMÍLIA: CAMINHOS E DESAFIOS, totalmente voltada para a família, incluindo as relações conjugais e a educação dos filhos.

                           No último domingo de cada mês, um artigo especial do Pastor Elton Pothin abordando temas relacionados com a família, seus caminhos e seus enormes desafios. Não deixe de prestigiar esta página que tem muito a dizer para você e para toda a sua família.

 

SEMENTES DE VIDA: É TEMPO DE SEMEAR

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