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mai 29

NÃO DÁ MAIS PRA SUPORTAR, EXPLODE CORAÇÃO!

O POVO NAS RUAS-3AS PESSOAS DE BEM, NÃO PODEM FICAR EM SILÊNCIO –

*Por Luiz Antonio de Moura –

Desde a inauguração deste Blog, no ano de 2014, tomamos a decisão de não utilizarmos este espaço para qualquer manifestação de natureza política ou político-partidária, por questões de princípios. O espaço é genuinamente destinado à divulgação de matérias relacionadas com o cristianismo, com a Teologia e com todos os seus derivados. A nosso ver, a política, no sentido amplo do termo, não teria vaga nesta reserva.

Entretanto, hoje mais do que nunca, estou convencido de que todos nós, em qualquer tempo e lugar, temos o dever cívico e cristão de manifestar nossa opinião, decididamente contra tudo o que está sendo articulado pelos detentores do poder no Brasil.

Não podemos ficar em silêncio diante da torpeza, do descaramento, da falta de princípios éticos, morais, sociais e legais demonstrados por diversos homens públicos que, no comando e no gerenciamento da “coisa pública”, locupletaram-se a si e aos seus associados, desfalcando o Estado de tal forma que, agora, querem tirar do povo, por meio de leis casuísticas, inoportunas e sem sentido técnico, ou mesmo econômico, tudo o que puderem, sob a pecha de “bons administradores”, de “gerenciadores de crises”, de “homens de visão” etc.

Na verdade, estamos todos submetidos a um cenário draconiano, sendo comandados por pessoas que jamais poderiam ocupar o lugar que estão ocupando e que, embora surpreendidas por delações das mais variadas, insistem na permanência na vaga ocupada, em alguns casos, sem a legitimidade do escrutínio popular.

Nesta vala comum de cadáveres que insistem em continuar caminhando, recusando-se à sepultura da história, encontramos pessoas e grupos organizados, preparados e representados diante da Justiça e da sociedade para o papel de vítimas permanentes. Não fizeram nada de errado, não se lembram de nada do que fizeram, prestaram contas de tudo, não sabem, não viram e não se conhecem mutuamente, enfim, estão aí, feito zumbis tomando fôlego novo a cada dia e, associando-se a novos personagens para a manutenção da farra e da rapinagem.

Devemos clamar para a Justiça, sim. Mas, devemos clamar, também, para a atuação da polícia federal, para que, cada vez mais, publique o conteúdo de todas as investigações que estão sendo feitas. O povo tem o direito de saber quais foram (ou ainda quais são) os crimes cometidos por aqueles que ele, eventualmente, votou para representa-lo. Os Ministros do STF devem fazer jus aos títulos que recebem diariamente, e não se deixarem levar pela intimidação de pessoas que estão, indevidamente, ocupando o lugar de gestores públicos e de legisladores oportunistas que, em muitos casos, estão legislando para darem a contrapartida pelo dinheiro da corrupção que já receberam.

O povo precisa parar de fazer “piadinhas” nas redes sociais e sair para as ruas, exigindo deposições urgentes destes mandatários indiciados pela prática de crimes contra o Erário, contra o Estado e, de resto, contra todos nós que pagamos os impostos, desde um simples IPTU, ao robusto Imposto de Renda, sem falarmos no FGTS e nas contribuições para a Previdência Social. Até quando, vamos assistir a tudo isso calados? Até quando vamos saber que estamos contribuindo para o enriquecimento ilícito desta gente, e vamos continuar fazendo “gracinhas” nas redes sociais, como se estivéssemos assistindo um filme de comédia barata?

Estamos passando por um momento bastante difícil. Um momento no qual são poucas as instituições mantenedoras da ordem, da justiça, da lei e da punição daqueles que sempre acreditaram que jamais seriam vistos, reconhecidos, delatados, investigados, condenados e presos.

Não podemos mais ficar em silêncio, sob pena de estarmos condenando nossos filhos e netos a viverem desastradamente em uma sociedade comandada por um exército de zumbis, apodrecidos e malcheirosos, que usam o terno e a gravata para tentarem esconder a sua lepra incurável.

Precisamos gritar bem alto para que esta gente seja, imediatamente, afastada dos cargos de comando, de gerenciamento e de legislação que ocupam e que, apesar de tudo, seja preparado o caminho para as eleições de 2018 com, inclusive, a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte para uma necessária Reforma da Constituição que aí está, com mudanças profundas nos sistemas político, federativo, econômico, tributário e eleitoral.

A partir daí, sim, poderão falar em Reformas trabalhista e previdenciária, com as mudanças que o tempo exige, porém, sem atacar e ferir de morte todos nós que, com terrível sacrifício, conseguimos chegar até aqui. Reformas que, com toda certeza, serão indutoras de novas políticas nas áreas sociais, educacionais e de previdência social. Nada parecido com o que estão propondo agora, que é uma reposição dos fundos desviados ao longo do tempo, dos cofres públicos.

Tenho certeza de que este texto não será lido por nenhuma das sérias autoridades do Poder Judiciário, da Polícia Federal ou do Ministério Público que, apesar de tudo, têm lutado para a necessária mudança de tudo o que aí está, mas, que os do povo que o lerem reflitam sobre o nosso papel de cidadãos e de cidadãs e, comunicando-se uns com os outros deem início ao processo de verdadeira mudança, manifestando imediata e diretamente o nosso desconforto, insatisfação e desejo de mudança urgente, ainda que usando uma camisa com estes slogans estampados, para que todos eles saibam que não os queremos mais à frente do Poder.

Para que saibam que, se quem manda em tudo é o mercado, somos nós que mandamos no mercado porque, sem nós, povo, nem eles nem o mercado teriam condições de existir ou de subsistir. Em toda a história da civilização, todas as mudanças promovidas nasceram ou contaram com a participação direta do POVO. Nós temos a força. Nós somos a força. Precisamos usá-la de forma pacífica, generosa e séria, porém, de forma persistente e contundente. Quando crianças, vimos nossos pais e responsáveis olharem para nós com a cara fechada, séria e denotando insatisfação com o nosso proceder. Sem violência, deixavam claro que não estávamos agradando. Era o bastante! Agora, precisamos fazer o mesmo: olhar para essa gente com o semblante sério, de antipatia e de reprovação por tudo o que estão fazendo conosco e com o país que, bem ou mal, conseguimos trazer até aqui.

Reflita sobre o meu, o seu e o nosso papel nesta história e, deixando de lado as “piadinhas” e as “gracinhas” das redes sociais, convide amigos, colegas e vizinhos para, juntos, demonstrarmos nossa insatisfação, inconformismo e reprovação com toda esta atitude nefasta, praticada por alguns cujo lugar adequado é atrás das grades por um bom tempo e a total impossibilidade de retorno à vida política. Caso contrário, eles continuarão onde estão e nós pagaremos caro pela manutenção dos seus vícios e maus hábitos que os acompanham de geração em geração.

O papel a que somos convidados é cívico, porque queremos resguardar e defender o país que estão tirando de nós; é teológico, porque o clamor do povo sempre chega aos ouvidos do Senhor que não tarda em enviar o socorro; é cristão, porque Jesus não se conformou com a injustiça e com o sofrimento impostos ao povo. Com fé, com determinação e de forma responsável e pacífica precisamos encontrar meios para demonstrar o nosso repúdio ao que estes compatriotas desviados do bom caminho estão fazendo com o nosso país e, por fim, com todos nós. Reflitamos!

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*Luiz Antonio de Moura é um caminhante, um pensador e um cultor do silêncio.

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