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abr 10

JESUS E PEDRO: CONFIANÇA MÚTUA

PAULO DAHER

3º. DOMINGO DE PÁSCOA – 10.04.2016 –

 *Por Mons. Paulo Daher

 Em Atos 5, 27-32.40-41,  os apóstolos foram presos de novo. O chefe dos sacerdotes reclamou porque eles continuavam a falar sobre Jesus. Pedro e os outros repetiram que era preciso obedecer mais a Deus do que aos homens. E falaram a eles sobre Jesus. Mandaram açoitar os apóstolos e proibiram de novo de continuarem a falar de Jesus. Os  apóstolos saíram contentes por terem sofrido por causa de Jesus.

        Como foi difícil este começo da Igreja. Mas é forma conhecida que sempre acontece quando se dá início a um trabalho sério de evangelização. E se agrava quando as pessoas já estão com hábitos contrários arraigados.

            Os seguidores de Cristo não são enganados por Ele. Pois não prometeu que tudo seria fácil, nem mesmo fazendo milagres como aconteceu com os apóstolos.(Lc 21,12-19)

            Hoje há várias maneiras de quererem silenciar a evangelização. Seja o desleixo dos cristãos, seja os que não aceitam Jesus e propagam por todos os meios calúnias contra a Igreja, ou mesmo dão destaques a erros de pessoas da Igreja. E de modo especial no setor educação, até da parte de responsáveis católicos ou que deveriam fortalecer mais este setor educativo, desvalorizando ou até abolindo a educação religiosa ou símbolos religiosos nas escolas.

             Não podemos aceitar só uma parte dos ensinamentos de Cristo. Tanto o próprio Cristo chamou-nos à atenção sobre ensinar a verdades como são, como também os apóstolos(1Tm 1, 3-7).

             Quando o papa João Paulo II promulgou  Novo Catecismo da Igreja Católica, em 1992, dizia: Possa a luz da verdadeira fé libertar a humanidade da ignorância e da escravidão do pecado, para conduzi-la à única liberdade digna deste nome(Jo 8,32): a da vida em Jesus Cristo sob a  guia do Espírito Santo, na terra e no Reino dos céus na realização completa da visão de Deus face à face.(1Cor 13,12;2Cor 5,6-8)

            As crianças em casa ou na escola precisam ser mais bem orientadas em relação à vida religiosa. É quando, em tudo da vida, se começa a conduzir o ser humano pelos caminhos da fé e da vivência religiosa, que irão garantir no futuro um cristão verdadeiro.

            Há famílias cujos pais tem fé, mas não participam da vida religiosa com seus filhos. Alguns contentam-se ainda bem de dar uma boa educação humana nos conhecimento das ciências. Preocupam-se com preparar o futuro para numa profissão caminharem para a frente. Mas não podemos deixar de lado a educação e a vivência religiosa.

             A experiência que tenho tido em minha vida de padre, preocupado sempre com a educação religiosa nas escolas e nas famílias me ajuda a afirmar: conheço o fruto maravilhoso de uma educação religiosa bem orientada. Conheço também o fruto de uma falha neste setor que não prepara os jovens para suas próprias vidas. E os tempos estão exigindo muita força e coragem para superar os problemas que surgem.

No livro do Apocalipse, 5, 11-14,   São João relata a visão que teve sobre numerosos anjos que com anciãos estavam em volta do trono proclamando: “O Cordeiro imolado é digno de receber poder sabedoria e força a glória e louvor.” O mesmo diziam quatro seres vivos: “Amém!       e todos prostravam-se em adoração daquele que vive para sempre.”

João neste livro de símbolos religiosos, previsões, de ensinamentos sobre o presente e o futuro e sobre vida eterna pode ajudar-nos a imaginar  principalmente a alegria que será um dia sentirmos a felicidade que é estar com Deus e com milhões de pessoas felizes para sempre.

          A palavra "Amém" pode ser traduzida como: "Verdadeiramente, De Fato, Assim Seja". Afirmação certa em resposta a algo que foi dito, é formado pela primeira letra das palavras hebraicas "El Melech Neeman", cuja tradução é: "Deus é um Rei Confiável".

             "Deus é Rei": o Senhor está no trono, reinando soberanamente (1 Rs 22.19; Sl 11.4; 45.6; 97.1; Ap 20.11). Deus, depois de criar todas as coisas, não entregou a Sua criação à própria sorte, mas exerce Seu domínio sobre tudo e sobre todos. Tem em Suas mãos as rédeas da história e o controle absoluto de tudo, problemas e situações da vida de todos.

             "Deus é Confiável". Em meio a tantas incertezas e desconfianças da vida:  "Nós podemos confiar em Deus!". S.Paulo diz: o Senhor assistiu-me e fortaleceu-me (...)(2 Tm 4.16,17). Confie em Deus, Ele jamais o desapontará!  Àquele que reina e é confiável, sejam o louvor, a majestade e o domínio para todo o sempre!

              O Amém está sempre no final das orações da Igreja e de nossas orações. É pois costume antigo que usa esta palavra tão pequena para dzer muito. Além de terminar nossas orações com o sentido de Assim seja, possa corresponder à nossa entrega do que pedimos e do que afirmamos com nossa oração: que aconteça, que seja feito de acordo com a vontade de Deus.

          Esta simples palavra poderá estar sempre em nossos lábios e corações para demonstrar nossa fé em Deus, nosso Pai. Corresponde ao Fiat de Maria= seja feito! diante do anjo Gabriel.

            Nossa Igreja nos pede também para que quando recebamos a Comunhão e o celebrante diz: o Corpo de Cristo, possamos responder com toda a fé: Amém! Eu creio! Aceito e quero seguir sempre a Jesus.

Em João, 21, 1-19 ou 1-14, Pedro sai com outros apóstolos para pescar. Trabalharam a noite inteira e nada conseguiram. Jesus aparece na praia quando eles estavam querendo voltar e pede-lhes peixe.  Não tendo nada, Jesus manda que lancem as redes. Assim o fizeram e pescaram muito. João diz a Pedro: “é o Senhor.”  Pedro lança-se ao mar para ir ao encontro de Jesus. Quando todos chegaram Jesus já tinha preparado peixe assado e pão. Todos comeram. E Jesus pergunta três vezes a Pedro se o ama. Pedro diz que sim. E Jesus lhe diz:” apascenta minhas ovelhas.” E prevê o que irá a acontecer a Pedro quando for mais velho.

            Mais uma vez é apresentado este trecho do evangelho como no dia 1º deste mês, com o trecho do diálogo de Cristo com Pedro.

            Mais um encontro de Jesus com os apóstolos. João reconhece Jesus. Pedro vai na frente nadando. Pedro poderia ir com os outros, atrás meio envergonhado... Em sua humildade, reconhecendo sua ingratidão, ele que conhece bem Jesus, confia nele. E Jesus diante de todos provoca uma declaração de amor, que saindo de lábios e coração humildes, é sincera. Sem nenhuma cicatriz de decepção, em Jesus, o Senhor o confirma como Chefe dos apóstolos e de sua Igreja.

           Jesus é muito diferente de nós. A memória de Deus para quem retoma o caminho é igual ao do pai do filho pródigo da parábola(Lc 15,20): não esquece o abraço caloroso e carinhoso de Pai. Dá resposta rápida a uma súplica sincera, humilde que reconhece seu Senhor: Hoje estarás comigo no paraíso(Lc 23,43). Seus pecados estão perdoados porque muito amou(Lc 7, 47)

            A Palavra de Deus na Bíblia nos mostra numerosos gestos de Deus confirmando sua misericórdia sem limites.

            Podemos também refletir que Jesus em sua Igreja não trabalha com anjos que já estão na felicidade eterna. Trabalha com seres humanos frágeis. E nos dá certeza de sua presença: Eu estarei com vocês todos os dias até o fim dos tempos(Mt28, 20)

           A Igreja é dele e é santa sob a luz do Espírito Santo. Por  isso continua sua missão do ano 33 até hoje 2016!

            Creio na Igreja Uma, Santa, Católica e Apostólica !

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*Monsenhor Paulo Daher é Sacerdote da  Diocese de Petrópolis, e colabora enviando gentilmente seus comentários aos textos litúrgicos da semana.

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