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out 30

EDITORIAL DA SEMANA: OS SINAIS ESTÃO SENDO EMITIDOS

SINAIS DOS TEMPOS

SINAIS DOS TEMPOS: É PRECISO RECONHECER E REFLETIR –

*Por Luiz Antonio de Moura –

O homem comum pode ser pobre, analfabeto e viver nas condições mais precárias possíveis, na cidade ou na roça, empregado ou subempregado, porém, é detentor de inteligência e, não raro, de muita sabedoria. Pois bem, este ser humano, independentemente do sexo, é capaz de perceber aquilo que os grandes, os intelectuais letrados e frequentadores dos meios acadêmicos, sociais e políticos mais badalados do mundo não conseguem ver nem sentir: os sinais dos tempos. Esta é a maior diferença entre o ser humano comum e os “outros”, que vivem patrocinando-se mutuamente nas grandes aventuras sociais, artísticas, políticas, acadêmicas, religiosas e, também, não raro, nas longas estadas pela Europa e pelo Oriente, aonde vão em busca de óleos e de bálsamos exorcizantes e purificadores. Para estes, falar em “sinais dos tempos” é revelar alienação religiosa, fundamentalismo e ignorância porque, para eles, isso não passa de mera falácia de quem não tem o que falar. São os grandes do nosso e de todos os tempos que, como disse Jesus, não conseguem acrescentar uma hora, sequer, na contagem dos seus dias!

O homem e a mulher comuns, no entanto, tal qual a formiga pressente os dias de chuva, estão percebendo que os sinais dos tempos estão aí, dispostos e visíveis para quem consegue enxergá-los, revelando o bem e o mal, o bom e o péssimo, em alguns casos, até, apertando o cerco em torno da raça humana, tamanhas as atrocidades cometidas mundo afora pela mão forte e poderosa de Estados autoritários, máfias e criminosos de toda espécie, com a conivência de instituições públicas, religiosas e judiciais que, em diversas oportunidades, e de forma bastante conveniente, se calam e fingem não perceberem ou saberem de nada.

Em meio a tantos sinais trocados, dois chamaram a minha atenção recentemente: o primeiro, vindo de onde menos se pode esperar: de um senador da República. Este homem que, por razões óbvias, não vou citar o nome, no dia 18 de outubro de 2017, ocupando a mesa e o microfone da  Presidência da Instituição, e ladeado por outros dois ou três senadores, inicia a fala chamando a atenção dos presentes para o que, inicialmente, chama de ataque frontal à família, em decorrência de uma polêmica nascida em torno de uma exposição de “arte”, na qual um homem completamente nu, deitado no chão, fica exposto à visitação, e ao toque das mãos das pessoas, inclusive, de crianças admitidas sem qualquer censura pelo museu expositor e levadas pelos pais e mães. O senador, indignado, repudia o ato em si, assim como repudia toda uma gama de renomados artistas que saem em defesa da “arte”, ignorando completamente a agressão visual e o impacto psicológico sobre crianças que, talvez pela primeira vez nas suas curtas existências, podem tocar sem medo nas partes íntimas de um ser humano adulto, vale dizer: podem tocar no pênis, no saco e nos pelos de um homem adulto, sem que isso possa ser, sequer, questionado perante uma sociedade hipócrita que, de um lado, luta e faz propaganda contra atos de pedofilia e, de outro, acolhe com vigor iniciativas cuja natureza é mais pedófila do que propriamente artística.

Este mesmo senador, na sequência da sua fala, revela-se mais uma vez indignado com fotos que chegaram-lhe às mãos, nas quais um homem, também nu, ostenta uma imagem de Nossa Senhora de Aparecida aconchegada na região dos seus órgãos genitais. Em seguida, o homem reduz a imagem a pó e espalha tudo sobre sua genitália, num gesto de afronta direta aos devotos da santa.

O senador, confessando-se evangélico por convicção, repudia de forma veemente aquele ato, chamando a atenção para a sacralidade daquela imagem, como objeto de devoção, para toda a comunidade católica e, criando alguns neologismos afirma estarmos vivendo dias de “cristofobia”, de “católico-fobia”, de “evangélico-fobia” e de “espiritismo-fobia”, conclamando todos os fieis cristãos a mostrarem suas caras e a saírem em defesa dos princípios, do sagrado, da moral, da fé e do próprio Evangelho de Jesus Cristo.

Quando um político qualquer, que em nosso país é detentor das piores avaliações possíveis diante da sociedade, por tudo o que a classe política representa e faz, sai em defesa da família, do respeito à inocência das crianças, do sagrado, do direito de devoção e do respeito à fé, voltando-se contra os chamados “intelectuais afortunados” e contra um arremedo de arte, é porque os sinais estão fortes demais. Sinais de degradação e de desrespeito ao outro e às suas mais sagradas convicções. Nada tem a ver com moral, com religiosidade ou com fundamentalismo religioso. Mas, e acima de tudo, com o respeito ao próximo, enquanto pessoa humana detentora dos mais comezinhos direitos, dentre os quais a primazia é sempre do respeito inarredável e inatacável. E, pior de tudo, quando o ser humano precisa usar o próprio corpo para expor em público, chamando isso de arte, é porque tornou-se o mais degradante dos seres racionais, revelando a total incapacidade de criar algo novo, à moda dos grandes e imortais artistas do passado que, a cada pincelada e a cada martelada no cinzel revelavam toda a genialidade da raça humana. E, para completar a repelente degradação racional, surgem outros, também denominados artistas, que fazem fila para aplaudir o irracional e em defesa da incompetência criativa daquele que, nada mais tendo a apresentar, lança o próprio corpo na sarjeta em busca da fama e do prestígio que certamente chegam por vias oblíquas. É o caos! Michelangelo, Rafael, Donatello, Leonardo da Vinci, Rodin e outros tantos ficariam ruborizados de vergonha com o estado atual da “arte” e o nível intelectual e racional dos que hoje querem ser reconhecidos como “artistas”.

O outro sinal que chamou minha atenção, este de forma bastante positiva, foi uma notícia publicada em jornal de grande circulação[1], dando conta do renascimento da Igreja Ortodoxa da Rússia e da adesão de aproximadamente 80% dos russos, incluindo a alta cúpula política do país, aos costumes e às práticas religiosas. A igreja na Rússia passou pela prova de fogo do comunismo e, pior, do Estado totalitário e altamente repressor que, por sete décadas, segundo a notícia, levou 80% dos clérigos para a prisão ou para a morte. Em uma das mensagens deixadas na cova da Iria, em Fátima – Portugal – Nossa Senhora manifestou sua preocupação com a Rússia anunciando, no entanto, que chegaria o tempo da conversão. E, pelo que tudo indica, já chegou. Nos termos da notícia publicada, um alto membro do Departamento Sinodal para a Interação da Igreja com o Público e a Mídia, o restabelecimento da Igreja Ortodoxa e a própria Rússia revelam uma grande lição aprendida por ambas depois dos verdadeiros “anos de chumbo”: “A impossibilidade de se construir uma vida normal sem Deus.”

Estes são sinais positivos dos tempos modernos, nos quais, por tudo o que vemos e ouvimos, somos levados a crer que está tudo irremediavelmente perdido. Não está! Apesar de tudo, de todos e dos diversos sinais trocados emitidos na nossa direção, pelos mesmos de sempre, precisamos aguçar nossos pontos sensitivos para percebermos que, à nossa volta, coisas muito boas, valiosas e altamente positivas estão acontecendo e que nem tudo o que chega pelas antenas da TV é verdade, apesar das imagens.

Lendo este texto, faça uma varredura em torno de si e perceba quantos sinais positivos estão sendo emitidos por Deus, pelos Anjos e, por fim, pela própria vida que reina absoluta e de forma abundante em toda a natureza. Faça isso. Seja feliz, e boa sorte!

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*Luiz Antonio de Moura é um caminhante, um pensador espiritualista e um cultor do silêncio
[1] O GLOBO. Edição de 26/10/2017. Caderno Mundo. Pág. 29 – Por Vivian Oswald (enviada especial).

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