Lisaac

Sementes de vida, ������© tempo de semear

«

»

mai 07

EDITORIAL DA SEMANA: HOJE, ESCREVO ESPECIALMENTE PARA VOCÊ!

ESCREVO PARA VOCÊ

ESCRITO ESPECIALMENTE PARA VOCÊ –

*Por Luiz Antonio de Moura –

Hoje decidi escrever especialmente para você, que não tem o hábito de ler os editoriais que escrevo todas as semanas. Obviamente que, se você não lê, não sabe que escrevo sobre o Evangelho, sobre Deus Pai, Filho e Espírito Santo, sobre as mais diversas formas de vivenciar o dia-a-dia com todos os desafios que aparecem na caminhada de cada um de nós, sobre a força da Santíssima Trindade que habita em cada um de nós, sobre a compreensão da Palavra de Deus, sobre os desafios expostos nas Sagradas Escrituras, sobre o caminhar da Teologia. Enfim, se você não lê, acaba perdendo boas oportunidades de reflexão sobre temas que fazem parte da vida cotidiana de todos nós, inclusive, da sua.

Mas, penso eu, você tem muitas ocupações e grandes preocupações com a vida prática, com os negócios, com o trabalho, que te consomem inteiramente e, inevitavelmente, com a intensa busca pela felicidade e pela realização plena neste plano terreno. Com certeza, você, que vive com os “pés no chão”, não tem tempo a perder com textos e com palavras sobre princípios sociais, familiares, individuais, teologais e espirituais, “coisas de quem não tem muito o que fazer”, diria você. E assim, com os “pés cada vez mais fincados neste chão de terra”, e na terra, você segue na sua caminhada, empolgando-se com os amigos, com o dinheiro, com o prestígio, com a fama, com a corporação profissional a que pertence, com os tecidos que cobrem o seu corpo e que, em muitos casos, simbolizam a corporação que detém sua vida e sua alma, e vai vivendo dia após dia, sem perceber que algo de muito mais importante e infinitamente valioso existe dentro de você, à espera de um estalar de dedos para despertar sua atenção e conduzi-lo(a) para um patamar acima das suas pobres, pequenas e mesquinhas ambições terrenas.

Talvez, até, e nem quero acreditar nisso, você pertença a uma outra religião e, infelizmente, acredita que, por ter Jesus no coração, está isento de viver em comunhão com todos os demais seres humanos, não devendo ouvir nem compartilhar nada com seus semelhantes, se não professarem a mesma fé que você. Peço a Deus que eu esteja enganado nesse ponto. Você, certamente, é instruído pelo Senhor!

Olhando sob este prisma, eu tenho proposto a você alguns textos, não para doutriná-lo ou para convertê-lo para esta ou aquela religião que, afinal, reputo de menor importância, mas, para conscientizá-lo sobre a existência de questões infinitamente mais importantes do que aquelas das quais você se ocupa diariamente. E são importantes, porque envolvem, não apenas a vida neste “chão” em que estão atrelados os seus pés, mas, e, sobretudo, à vida após esta vida. A vida plena e em abundância, da qual fala Jesus no evangelho de João, capítulo 10, versículo 10. São questões, como eu dizia, que levam você à reflexão sobre o como está sendo pautada a sua vida e a sua caminhada por este mundo, frente aos desafios propostos a cada jornada. Desafios de convivência com o próximo; desafios impostos no dia a dia do trabalho, do convívio familiar, social, comunitário, religioso e, principalmente, os desafios relacionais com o Espírito que habita em cada um de nós, e, em você, também.

Através dos tais textos, procuro desenvolver algumas (e limitadas) linhas de raciocínio sobre os mais diversos temas, expondo, sim, minha opinião e minha visão, mas, também, convidando os leitores e as leitoras a embarcarem na reflexão acerca de cada um dos temas propostos, a fim de que todos possamos aderir aos planos e projetos disponibilizados a nosso favor, cuja finalidade é apenas uma: promover a real felicidade para a nossa vida, atual e futura.

Não são as minhas opiniões e visões acerca de cada um dos temas propostos, que farão melhorar sua compreensão dos fatos e da forma de vida que compõem a sua existência, mas, a partir de cada um deles você é convidado(a), incentivado(a) e estimulado(a) a refletir e, aí sim, a partir da sua reflexão, seja lá qual for o resultado final, poderão surgir algumas novas percepções sobre sua conduta, seus rompantes, suas omissões e, principalmente, sobre sua forma de procurar e de se relacionar com o Deus que habita no seu interior, hóspede com quem você, talvez por desconhecer a presença, não mantém qualquer diálogo e acaba agindo como age e vivendo como vive.

Eu sei que é muito mais fácil para você viver repetindo os mantras dos tolos: “tenho minha fé e basta”; “vivo como quero e ninguém tem nada a ver com isso”; “sigo minha religião e já estou salvo”; “sempre procuro ajudar os pobres e necessitados”; “já faço a minha parte”; “cuido de mim, e Deus, de todos”, e por aí vai. É muito mais simples entrar no seu carro, todas as manhãs, e dirigir-se para o ambiente no qual se sente acolhido(a), respeitado(a) e, quem sabe, até mesmo idolatrado(a), por causa da sua beleza física, do cargo que ocupa ou do dinheiro que possui. Mas, saiba, tudo isso é casca! E, um dia, esta casca cai naturalmente e você vai sentir necessidade de ouvir palavras. Só palavras: de carinho, de críticas, de incentivo, de esperança, de fé e de como fazer para se aproximar verdadeiramente do Deus que, por décadas, habitou no seu templo interior, mas, que você, “com os pés no chão” da vida, preferiu fingir desconhecer.

É sempre viva e atual a carta do Apóstolo Tiago, quando questiona os homens de então:

“Caríssimos: 1De onde vêm as guerras? De onde vêm as brigas entre vós? Não vêm, justamente, das paixões que estão em conflito dentro de vós? 2Cobiçais, mas não conseguis ter. Matais e cultivais inveja, mas não conseguis êxito. Brigais e fazeis guerra, mas não conseguis possuir. E a razão está em que não pedis. 3Pedis, sim, mas não recebeis, porque pedis mal. Pois só quereis esbanjar o pedido nos vossos prazeres. 4Adúlteros, não sabeis que a amizade com o mundo é inimizade com Deus? Assim, todo aquele que pretende ser amigo do mundo torna-se inimigo de Deus.” (Tg 4,1-4).

Os textos que escrevo, e que insisto para que leia, podem servir para ajudar você a encontrar o seu próprio caminho espiritual, retirando os tais “pés do chão” e elevando-os para o solo por onde caminhará por toda a eternidade. É neste solo que você precisa estar treinado, porque será nele que terá que caminhar a partir da certeira despedida deste chão, no qual você coloca suas preferências, confiança e esperanças. Repito: são textos convidativos à reflexão! Você continuará sendo o grande condutor da sua vida, porém, sob novas perspectivas e com novas visões, nascidas do solo sagrado que é o seu coração, solo no qual Deus Pai está presente desde sempre, com o Filho e com o Espírito Santo.

Este texto, como todos os demais, é mais um convite à reflexão. Reflita, faça um reexame das suas escolhas e das opções de vida que tem adotado, e veja se condizem com uma vida plena de felicidade após esta caminhada terrena, ou se te deixam perplexo diante da certeza de um fim que, certamente, chegará. Reflita e, se julgar conveniente e oportuno, leia (ou continue lendo) os textos que apresento todas as semanas na página EDITORIAL DA SEMANA, do site www.sementesdapalavra.com.br! Seja feliz, e boa sorte!

___________________________________________

*Luiz Antonio de Moura é um pensador espiritualista, um caminhante e um cultor do silêncio.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Apoio: