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set 10

EDITORIAL DA SEMANA: EXISTE UMA SOLUÇÃO

BÍBLIA - A PALAVRA DE DEUS PARA NÓS

O LIVRO DA VIDA – 

*Por Luiz Antonio de Moura –

Em março de 2010 foi lançado no Brasil o filme “O Livro de Eli”, no qual o ator Denzel Washington, interpreta o papel de um homem extremamente apegado a um livro que, nas condições em que se encontra o mundo de então – totalmente devastado por uma guerra sem precedentes – torna-se um objeto altamente cobiçado por alguém que pretende dominar o que restou do planeta e acredita firmemente que o tal livro é detentor de segredos capazes de manter os seres humanos sob o domínio de quem os detiver. A história é por demais interessante e, quem não assistiu, ainda tem chance de fazê-lo, porque pode ser encontrado para venda ou para locação.

O Livro pelo qual Eli (Denzel Washington) era tão apegado, a ponto de tê-lo memorizado por completo, era a Bíblia Sagrada. Interessante que, quando assisti pela primeira vez, achei o filme bastante legal e até bem bolado, mas, não senti a mesma importância de quando tive necessidade de assisti-lo novamente. Digo necessidade, porque, como um relâmpago de clareia o céu de um extremo ao outro, vi minha mente ser clareada no momento em que, relendo o II Livro dos Reis, capítulo 22, versículo 8 em diante, que trata do Livro da Lei, que é reencontrado durante o reinado, em Judá, do rei Josias, e que traz, tanto para o rei quanto para o povo em geral, recordações da Aliança de Deus com o povo hebreu que, por perdida e esquecida no tempo, fez com que aquela gente ficasse totalmente desviada do caminho ensinado pelo Senhor, por meio de Moisés que, inclusive, recebeu os Dez Mandamentos e transmitiu-os a todo o povo. Diante da descoberta daquele verdadeiro tesouro, o rei Josias, depois de mandar ouvir a profetisa Holda, renova a Aliança com Deus e, juntamente com o povo, os anciãos e os sacerdotes, decide abandonar todos os caminhos até então trilhados, para adequarem suas vidas e seu modo de viver aos ensinamentos do Senhor. A partir de então, voltam, inclusive, a celebrar a Páscoa “em honra do Senhor vosso Deus, do modo que está escrito no livro desta aliança” (IIRs 23, 21), e fizeram-no como nunca o tinham feito antes, conforme narrado no capítulo 23, versículos 22 e 23.

A partir deste ponto, tive o que se chama atualmente de insight e, imediatamente me veio à memória a pequena lembrança que tinha do tal filme sobre “O Livro de Eli”. Por esta razão, tive necessidade de assisti-lo de novo.

Sugiro a quem puder que faça esta experiência com o espírito reflexivo: leia, na Bíblia Sagrada, o Segundo Livro dos Reis, capítulos 22 e 23 e depois assista o filme, ou faça o inverso, conforme preferir. Por fim, trabalhe suas conclusões.

O fato é que, tanto a história descrita no filme, quanto a narrada na Bíblia, revelam o quanto de vida, não, de segredos, existe nas páginas do Livro Sagrado. Dizem os intérpretes da Bíblia que o livro encontrado no tempo do rei Josias foi o Livro do Deuteronômio. Este livro compõe o Pentateuco – conjunto dos cinco primeiros livros da Bíblia (Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio) – que, para os Judeus, é a Torá ou Livro da Lei. É no Deuteronômio que constam os Dez Mandamentos recebidos por Moisés, pela segunda vez, e transmitidos a todo o povo que caminhava em direção à terra prometida. Ali todos ficam sabendo o que diz o Senhor: “Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da escravidão. Não terás em minha presença deuses estranhos. Não farás para ti escultura, nem imagem alguma de tudo o que há no alto do céu ou em baixo na terra, ou que habita nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, e nem lhes prestarás culto” (Dt 5, 7-9), e por aí seguem as demais prescrições divinas, devidamente ordenadas.

A questão comparativa entre esta leitura e o filme sobre “O Livro de Eli”, é que, tanto em um caso, quanto no outro, descobre-se que no “Livro Sagrado” está o caminho para o reencontro e para a reconciliação do povo com o seu Deus Único e Verdadeiro, com a grande diferença de que, no filme, um ser humano quer fazer-se de deus para dominar o povo sofrido e oprimido enquanto que, no verdadeiro Livro, o povo decide submeter-se integralmente ao Senhor Deus.

De toda sorte, a lição a ser extraída de ambos, é que o Livro Sagrado é o verdadeiro oráculo de Deus, por meio do qual os homens de todos os tempos, e nas mais diversas circunstâncias, buscam, como que em uma bússola, encontrar o norte para suas vidas e, quando dele se desviam, perdem-se em adorações, cultos e práticas reprováveis e insuficientes para tirá-los, “da casa da escravidão”. No tempo do desvio e da escravidão, vidas são ceifadas pela doença, pela fome, pela violência, pelos fenômenos sociais, genéticos e naturais e por todo tipo de desgraças que, como ocorre atualmente, levam grande massa de povo a perguntar por onde anda Deus, que não se sensibiliza com o que está acontecendo.

No entanto, a pergunta a ser feita não parece ser “onde está Deus, que não se sensibiliza com o que está acontecendo?”, mas, por onde tem andado o povo que afirma ser de Deus? O povo que, mesmo sabendo onde está o Livro da Lei, evita examiná-lo em profundidade e a ele submeter-se e que, quando o faz, procura interpretá-lo e agir da forma mais confusa possível, impondo aos seus semelhantes correntes mais pesadas ainda, de modo a mantê-los mais escravizados do que antes. O Livro da Lei não está perdido, precisando ser reencontrado. Ao contrário, está aí, à disposição de todos quantos queiram apreciá-lo e consultá-lo.

Faltam, no entanto, homens como o Eli do filme e como o rei Josias para, abraçando o Livro da Lei com amor, fé e convicção, levá-lo diante do povo e convocá-lo para o restabelecimento do diálogo e da submissão à Palavra de Deus, fora de quem inexiste a tão desejada libertação da “casa da escravidão” na qual tantos e tantos irmãos nossos estão detidos e quase sem nenhuma esperança de resgate, porque, eles próprios renegam o Criador e o Verbo encarnado, Jesus Cristo, único e verdadeiro Senhor.

Assim como na história vivida no filme, o Livro da Lei é o único capaz de iluminar a caminhada do povo rumo à verdadeira liberdade, porque Deus não quer ver o seu povo escravizado na casa do pecado, do vício, da idolatria, da corrupção, da mentira, do adultério e de todo tipo de desvio moral, como temos visto e presenciado na atualidade atormentada por tantos males, consequências diretas do proceder humano, não, castigo, como pregam muitos.

Talvez o Livro da Lei esteja na estante da sua casa, perdido em meio a tantos outros livros, à espera de ser “reencontrado”, para uma simples leitura. Reencontre-o sem demora e faça as necessárias leituras. Pode ser o início da sua libertação da casa da escravidão. Sua e de toda a sua família. A chave está em suas mãos, utilize-a o quanto antes, se for o caso, e liberte-se das correntes que te aprisionam. Se você não está feliz com a sua vida, saiba que Deus também não está, mas, depende de uma atitude positiva da sua parte. Tome-a. Seja feliz, e boa sorte!

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*Luiz Antonio de Moura é um pensador espiritualista, um caminhante e um cultor do silêncio.

   

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