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Sementes de vida, ������© tempo de semear

Arquivo por mês: outubro 2018

out 31

EVANGELHO: O CAMINHO PARA A SALVAÇÃO

LITURGIA DE HOJE - 2

30ª SEMANA DO TEMPO COMUM – QUARTA-FEIRA – 31/10/2018 –

Evangelho (Lc 13,22-30)

O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo  segundo São Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo: 22Jesus atravessava cidades e povoados, ensinando e prosseguindo o caminho para Jerusalém. 23Alguém lhe perguntou: 'Senhor, é verdade que são poucos os que se salvam?' Jesus respondeu: 24'Fazei todo esforço possível para entrar pela porta estreita. Porque eu vos digo que muitos tentarão entrar e não conseguirão. 25Uma vez que o dono da casa se levantar e fechar a porta, vós, do lado de fora, começareis a bater, dizendo: `Senhor, abre-nos a porta!' Ele responderá: `Não sei de onde sois.' 26Então começareis a dizer: `Nós comemos e bebemos diante de ti, e tu ensinaste em nossas praças!' 27Ele, porém, responderá: `Não sei de onde sois. Afastai-vos de mim todos vós que praticais a injustiça!'  28Ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes Abraão, Isaac e Jacó, junto com todos os profetas no Reino de Deus, e vós, porém, sendo lançados fora. 29Virão homens do oriente e do ocidente, do norte e do sul, e tomarão lugar à mesa no Reino de Deus. 30E assim há últimos que serão primeiros, e primeiros que serão últimos.'     

– Palavra da salvação!      

— Glória a vós, Senhor.

  FONTE:   http://liturgiadiaria.cnbb.org.br/app/user/user/UserView.php?ano=2018&mes=4&dia=2  

out 31

LITURGIA: PARTILHA E APROXIMAÇÃO

nova-liturgia

30ª SEMANA DO TEMPO COMUM – QUARTA-FEIRA – 31/10/2018 –  

LEITURA DA CARTA DE SÃO PAULO AOS EFÉSIOS – (Ef 6,1-9) –

1Filhos, obedecei aos vossos pais, no Senhor,  pois isto é que é justo.  2'Honra teu pai e tua mãe'  - é o primeiro mandamento -  que vem acompanhado de uma promessa:  3'a fim de que tenhas felicidade  e longa vida sobre a terra'.  4Vós, pais, não revolteis os vossos filhos contra vós,  mas, para educá-los,  recorrei à disciplina e aos conselhos que vêm do Senhor.  5Escravos, obedecei aos vossos senhores deste mundo  com respeito e tremor,  de coração sincero,  como a Cristo,  6não para servir aos olhos,  como quem busca agradar aos homens,  mas como escravos de Cristo,  que se apressam em fazer a vontade de Deus.  7Servi de boa vontade,  como se estivésseis servindo ao Senhor,  e não a homens.  8Vós o sabeis:  o bem que cada um tiver feito, seja ele escravo ou livre,  ele tornará a recebê-lo do Senhor.  9E vós, senhores, fazei o mesmo para com os escravos.  Deixai de lado a ameaça;  vós sabeis que o Senhor deles e vosso está nos céus  e diante dele não há acepção de pessoas. - Palavra do Senhor!

– Graças a Deus.

                                   FONTE:   http://liturgiadiaria.cnbb.org.br/app/user/user/UserView.php?ano=2018&mes=4&dia=2

out 30

EVANGELHO: O CAMINHO PARA A SALVAÇÃO

LITURGIA DE HOJE - 2

30ª SEMANA DO TEMPO COMUM – TERÇA-FEIRA – 30/10/2018 –

Evangelho (Lc 13,18-21)

O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo  segundo São Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo:  18Jesus dizia:  'A que é semelhante o Reino de Deus,  e com que poderei compará-lo?  19Ele é como a semente de mostarda,  que um homem pega e atira no seu jardim.  A semente cresce, torna-se uma grande árvore,  e as aves do céu fazem ninhos nos seus ramos.'  20Jesus disse ainda:  'Com que poderei ainda comparar o Reino de Deus?  21Ele é como o fermento que uma mulher pega  e mistura com três porções de farinha,  até que tudo fique fermentado.'     

– Palavra da salvação!      

— Glória a vós, Senhor.

  FONTE:   http://liturgiadiaria.cnbb.org.br/app/user/user/UserView.php?ano=2018&mes=4&dia=2  

out 30

LITURGIA: PARTILHA E APROXIMAÇÃO

nova-liturgia

30ª SEMANA DO TEMPO COMUM – TERÇA-FEIRA – 30/10/2018 –  

LEITURA DA CARTA DE SÃO PAULO AOS EFÉSIOS – (Ef 5,21-33) –

Irmãos:  21Vós que temeis a Cristo,  sede solícitos uns para com os outros.  22As mulheres sejam submissas aos seus maridos  como ao Senhor.  23Pois o marido é a cabeça da mulher,  do mesmo modo que Cristo é a cabeça da Igreja,  ele, o Salvador do seu Corpo.  24Mas como a Igreja é solícita por Cristo,  sejam as mulheres solícitas em tudo pelos seus maridos.  25Maridos, amai as vossas mulheres,  como o Cristo amou a Igreja e se entregou por ela.  26Ele quis assim torná-la santa,  purificando-a com o banho da água unida à Palavra.  27Ele quis apresentá-la a si mesmo esplêndida,  sem mancha nem ruga, nem defeito algum,  mas santa e irrepreensível.  28Assim é que o marido deve amar a sua mulher,  como ao seu próprio corpo.  Aquele que ama a sua mulher ama-se a si mesmo.  29Ninguém jamais odiou a sua própria carne.  Ao contrário, alimenta-a e cerca-a de cuidados,  como o Cristo faz com a sua Igreja;  30e nós somos membros do seu corpo!  31Por isso o homem deixará seu pai e sua mãe  e se unirá à sua mulher,  e os dois serão uma só carne.  32Este mistério é grande,  e eu o interpreto em relação a Cristo e à Igreja.  33Em todo caso, cada um, no que lhe toca,  deve amar a sua mulher como a si mesmo;  e a mulher deve respeitar o seu marido. - Palavra do Senhor!

– Graças a Deus.

                                   FONTE:   http://liturgiadiaria.cnbb.org.br/app/user/user/UserView.php?ano=2018&mes=4&dia=2

out 29

EDITORIAL DA SEMANA: VIVA A DEMOCRACIA!!

democracia

ELEIÇÕES DE 2018: O POVO E A DEMOCRACIA SÃO OS GRANDES VENCEDORES –

*Por Luiz Antonio de Moura –

Completado o ciclo eleitoral, com a eleição em dois turnos para Presidente da República e para os governos de diversos estados da federação, há que ser feito um balanço com resultados extremamente positivos do pleito. Não há dúvida de que estas eleições, ao contrário do que se previa há mais ou menos um ano, criou um clima de interesse popular poucas vezes visto entre nós. Um interesse, que teve o mérito de levar a questão política para o centro da vida dos cidadãos e das cidadãs, com tal intensidade que adentrou em todos os setores da sociedade, levando pessoas, grupos, instituições e agremiações partidárias para o necessário debate, e embate, que antecede toda escolha verdadeiramente democrática.

O que para muitos pode parecer prejudicial à democracia, deve ser visto como extremamente positivo, sob o prisma da indiscutível liberdade de expressão, de pensamento e de ação que reina de forma absoluta sobre toda a nação brasileira. A polarização a que fomos levados pelos diversos aspectos e circunstâncias da disputa, principalmente, para o cargo maior da República – o de Presidente – é o resultado da ponderação que cada pessoa fez acerca do que entende ser o melhor para o país. De um lado, um grupo aguerrido em torno de uma visão, segundo a qual a mudança no comando geral da nação é imperiosa e que, independentemente dos riscos (que estão sempre presentes), deve ser promovida, até como lição para um modelo, momentaneamente alijado do poder central. Do outro, um não menos empedernido grupo, lutando para deixar claro que mudanças radicais, podem levar o país para a rabeira da história recente, trazendo consequências bastante graves para a atual e para as futuras gerações, acreditando que, apesar dos erros cometidos, embora não expressamente reconhecidos, quem busca a manutenção do status quo político-partidário, no fundo no fundo, não carrega consigo maiores riscos à tão querida, amada e protegida, democracia.

Há que se verificar que a disputa acirrada, entre candidatos e entre eleitores, de um modo geral, se, de um lado estabelece de forma bastante nítida, campos delimitados para o debate criando, inclusive, animosidades e conflitos pessoais, familiares, profissionais e sociais, de outro, revela o quão apaixonada se tornou uma questão que parecia não mais fazer parte da vida dos brasileiros e das brasileiras: a política nacional. E é exatamente aí, a meu ver, que está o grande brilho da polarização a que chegamos, alimentado pela força energética e substancial da democracia, que permite, primeiro, o surgimento de campos literalmente opostos digladiando entre si, usando como armas a persuasão, a tecnologia e o conhecimento histórico, político e social ainda fresco nas mentes e nos corações sem, no entanto, empolgar o povo para o lado de um enfrentamento físico e bélico, como visto em muitas partes do planeta e, segundo, que, da disputa acirrada, fosse mantido vivo e intacto, o desejo de mudança de rumos, seja lá qual for o candidato vencedor, na voz inconfundível do eleitor e da eleitora que, ao final, e neste momento, é quem tem a primazia da vontade, externada por meio do voto, ainda que NULO ou EM BRANCO.

Não se pode fechar os olhos para o gigantismo dos interesses, dos conflitos e dos desejos envolvidos na questão eleitoral de sempre, de um modo geral, e deste ano eleitoral, de um modo especial. E, diante deste gigantismo quase que, podemos dizer, incontrolável caso, como muitos temiam, ocorresse qualquer desequilíbrio para um ou outro extremo do debate, somente a força da democracia, consubstanciada no conjunto sólido das instituições, é que se revela impávida e colossalmente sobreviva. E isto, além de não ser pouco, é de ser comemorado com muita alegria por todos nós que, ao final, colheremos os frutos nascidos das árvores cujas mudas foram fincadas no chão democrático da pátria, neste final de segundo turno das eleições de 2018.

Os derrotados deste pleito foram projetos – sem adentramos na discussão se bons ou maus – estruturas e ideologias partidárias e mecanismos apresentados como forma de ascensão, de recuperação ou de manutenção ao, e do, poder. E, os vencedores, somos todos nós que, de uma forma ou de outra, comparecemos diante das urnas para indicar a nossa posição perante o cenário que envolve-nos de forma tão intensa e tão avassaladora, cobrando de cada um de nós o pagamento pelos atos e omissões praticados até então por pessoas e agremiações partidárias que, direta ou indiretamente, foram escolhidas, também, por nós.

Com os candidatos vencedores neste 28 de outubro de 2018, aparece reluzente e como chão que lhes servirá de base para suas ações e governanças, a democracia, que todos dizem amar e defender, embora nem sempre trilhem na direção dela.

Portanto, o povo e a democracia são os grandes vencedores das eleições de 2018, apesar de todos os percalços verificados desde o início da campanha eleitoral, com discursos inflamados, debates acalorados, incitações ao enfrentamento, acusações de todos os lados, fake news, descontextualizações, interpretações maldosas de palavras e de gestos e tudo o mais que se possa esperar em um jogo de nível baixíssimo, porque na democracia, com ela, por ela e a partir dela é que todo o cenário político-eleitoral desenvolveu-se e chegou ao final do segundo turno apresentando ao país os candidatos vencedores, tanto para os governos estaduais, quanto para o cargo máximo da nação: o de Presidente da República.

Como povo, somos todos vencedores porque, de uma forma ou de outra, e por meio do voto, demos o nosso recado. Dissemos claramente o que queremos e o que não queremos. Demonstramos de forma cabal até que ponto somos, ou não, influenciados e dirigidos pela mídia, pela retórica, pelo discurso fácil e até pelo engodo dos que acreditam terem a primazia da “verdade”, da “sabedoria” e da fórmula perfeita para o alcance da justiça social, mesmo que decretando a morte da ética e da moral, bem como do respeito às leis e à própria Constituição da República.

Que a nossa vitória conjunta – povo e democracia – possa conduzir-nos para dias mais promissores nos campos da política, da economia, da justiça, da sensatez e da ética, a fim de que tanto nós, quanto os nossos descendentes, tenhamos – e tenham – o privilégio de experienciar a recuperação de toda uma tradição popular que envolve a boa-fé, a disposição para o trabalho honesto e construtivo, o sincero desejo de uma formação educacional e profissional, o respeito a tudo e a todos/todas, sem qualquer forma de discriminação e o amor e a dedicação ao próximo, pois, só assim, teremos coroada a nossa vitória, principalmente, na condição de filhos e filhas de Deus e, como tais, merecedores e merecedoras de tudo o que foi criado por e para todos nós. Com as novas realidades estabelecidas a partir do final destas eleições e com a necessária reconciliação entre todos os opositores, que o País cumpra com seu destino e com sua missão perante as nações e ao mundo. Seja feliz, e boa sorte!

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*Luiz Antonio de Moura é um pensador cristão, um caminhante e um cultor do silêncio.

 

out 29

EVANGELHO: O CAMINHO PARA A SALVAÇÃO

LITURGIA DE HOJE - 2

30ª SEMANA DO TEMPO COMUM – SEGUNDA-FEIRA – 29/10/2018 –

Evangelho (Lc 13,10-17)

O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo  segundo São Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo:  10Jesus estava ensinando numa sinagoga, em dia de sábado.  11Havia aí uma mulher que, fazia dezoito anos,  estava com um espírito que a tornava doente.  Era encurvada e incapaz de se endireitar.  12Vendo-a, Jesus chamou-a e lhe disse:  'Mulher, estás livre da tua doença.'  13Jesus colocou as mãos sobre ela,  e imediatamente a mulher se endireitou,  e começou a louvar a Deus.  14O chefe da sinagoga ficou furioso,  porque Jesus tinha feito uma cura em dia de sábado.  E, tomando a palavra, começou a dizer à multidão:  'Existem seis dias para trabalhar.  Vinde, então, nesses dias para serdes curados,  mas não em dia de sábado.'  15O Senhor lhe respondeu:  'Hipócritas! Cada um de vós  não solta do curral o boi ou o jumento,  para dar-lhe de beber, mesmo que seja dia de sábado?  16Esta filha de Abraão,  que Satanás amarrou durante dezoito anos,  não deveria ser libertada dessa prisão,  em dia de sábado?'  17Esta resposta envergonhou todos os inimigos de Jesus.  E a multidão inteira se alegrava  com as maravilhas que ele fazia.     

– Palavra da salvação!      

— Glória a vós, Senhor.

  FONTE:   http://liturgiadiaria.cnbb.org.br/app/user/user/UserView.php?ano=2018&mes=4&dia=2  

out 29

LITURGIA: PARTILHA E APROXIMAÇÃO

nova-liturgia

30ª SEMANA DO TEMPO COMUM – SEGUNDA-FEIRA – 29/10/2018 –  

LEITURA DA CARTA DE SÃO PAULO AOS EFÉSIOS – (Ef 4,32-5,1-8) –

Irmãos:  32Sede bons uns para com os outros,  sede compassivos;  perdoai-vos mutuamente,  como Deus vos perdoou por meio de Cristo.  5,1Sede imitadores de Deus, como filhos que ele ama.  2Vivei no amor, como Cristo nos amou  e se entregou a si mesmo a Deus por nós,  em oblação e sacrifício de suave odor.  3A devassidão, ou qualquer espécie de impureza ou cobiça  sequer sejam mencionadas entre vós,  como convém a santos.  4Nada de palavras grosseiras, insensatas ou obscenas,  que são inconvenientes;  dedicai-vos antes à ação de graças.  5Pois, sabei-o bem, o devasso, o impuro,  o avarento - que é um idólatra -  são excluídos da herança no reino de Cristo e de Deus.  6Que ninguém vos engane com palavras vazias.  Tudo isso atrai a cólera de Deus sobre os que lhe desobedecem.  7Não sejais seus cúmplices.  8Outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor.  Vivei como filhos da luz. - Palavra do Senhor!

– Graças a Deus.

                                   FONTE:   http://liturgiadiaria.cnbb.org.br/app/user/user/UserView.php?ano=2018&mes=4&dia=2

out 28

REFLETINDO SOBRE A PALAVRA

LUDOVICO GARMUS

30º DOMINGO DO TEMPO COMUM – TU ÉS MEU FILHO, EU HOJE TE GEREI –

*Por Frei Ludovico Garmus, Ofm –

ORAÇÃO: “Deus eterno e todo-poderoso, aumentai em nós a fé, a esperança e a caridade e dai-nos amar o que ordenais para conseguirmos o que prometeis”.

1. PRIMEIRA LEITURA: Jr 31,7-9

Os cegos e aleijados, suplicantes, eu os receberei.

O profeta Jeremias era de Anatot, um vilarejo da tribo de Benjamim, a 7km de Jerusalém, pertencente ao antigo reino de Israel. Quando sua capital foi destruída pelos assírios, muitos israelitas se refugiaram no reino de Judá. Jeremias foi chamado a ser profeta cem anos depois, durante o reinado de Josias. Neste tempo Judá se tornou um reino independente e reconquistou grande parte do território até então dominado pelo decadente Império Assírio. À luz desses acontecimentos, em nome de Deus, Jeremias conclama os ouvintes a cantarem um cântico de suplicante alegria: “Salva, Senhor, teu povo, o resto de Israel”. Mas é um resto que põe sua esperança no socorro divino: Entre eles, por um lado, há cegos e aleijados que representam um povo abatido, salvo por Deus; por outro lado, mulheres grávidas e as que já deram à luz, portanto, promessas de uma vida nova. É uma verdadeira multidão, chorando de alegria no retorno à sua terra. Ali os espera Deus, pai amoroso de Israel, para abraçá-los como a um filho primogênito.

A liturgia de hoje nos apresenta Cristo como o verdadeiro restaurador de Israel, aquele que traz a salvação para todos. A cura do cego de Jericó revela o amor de Deus para com todos, especialmente os mais pobres e desprotegidos. Bartimeu representa os “cegos e aleijados” de Jeremias, os pobres ameaçados em sua vida. (Evangelho).

SALMO RESPONSORIAL: Sl 125

Maravilhas fez conosco o Senhor, exultemos de alegria.

2. SEGUNDA LEITURA: Hb 5,1-6

Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedec.

Domingo passado a Carta aos Hebreus falava do sacerdócio de Jesus como superior ao do sumo-sacerdote judaico. Cristo é o sumo-sacerdote, o sumo pontífice por excelência porque faz a ponte entre Deus e a humanidade. O texto de hoje continua o pensamento. Como sumo-sacerdote, Jesus tem compaixão de seu povo e se oferece em sacrifício por todos. Foi o próprio Deus que o escolheu como sumo-sacerdote ao dizer: “Tu és meu Filho, eu hoje te gerei”. O Filho de Deus assume a nossa humanidade pela encarnação. Fez-se solidário com toda a humanidade em tudo, menos no pecado, por isso é capaz de compadecer-se de nossas fraquezas. Em Jesus de Nazaré é o próprio Filho de Deus que se vem até nós, para nos aproximar do Pai e conceder-nos a graça de sua misericórdia.

ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO

Jesus Cristo, Salvador, destruiu o mal e a morte;

fez brilhar, pelo Evangelho, a luz e a vida imperecíveis.

3. EVANGELHO: Mc 10,46-52

Mestre, que eu veja!

Há mais de dois meses estamos ouvindo trechos do evangelho de Marcos. Eles fazem parte dos ensinamentos de Jesus aos discípulos e ao povo, durante a viagem da Galileia para Jerusalém. Esta viagem começa após a cura, em dois tempos, do cego de Betsaida (Mc 8,21-26) e termina após a cura de outro cego, em Jericó. No início da viagem Jesus havia perguntado quem o povo e os discípulos diziam que ele era. Pedro confessou que Jesus é o Cristo, isto é, o Ungido do Senhor, que todos esperavam. A partir daí Jesus começa a ensinar, sobretudo, aos discípulos. O ponto fundamental do ensinamento era que o Filho do Homem (Jesus) seria entregue aos sumos sacerdotes e condenado à morte. Pedro contestou a Jesus por pensar assim, mas foi severamente repreendido pelo Mestre (Mc 8,31-33). Jesus ensina também que seus discípulos deveriam seguir seu exemplo, abraçar a própria cruz e estar dispostos a perder sua vida por amor a Cristo e pelo Evangelho. O anúncio da paixão repetiu-se mais duas vezes, sempre seguido por um ensinamento aos discípulos e ao povo. Mas enquanto Jesus falava do Reino de Deus como um serviço de amor, eles buscavam o poder e discutiam entre si quem deles seria o maior no reino, em Jerusalém. Estavam surdos à mensagem de Jesus e precisavam ser curados de sua cegueira.

O Evangelho de hoje mostra Jesus saindo de Jericó para a última etapa da viagem a Jerusalém, acompanhado pelos “discípulos e uma grande multidão”. Os discípulos planejavam aclamar Jesus como rei, o Messias filho de Davi. Mas havia um cego que pedia esmolas à beira da estrada. Ouvindo que era Jesus que passava, ele começou a gritar com insistência: “Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim”! As pessoas ao seu redor mandaram que se calasse. Para eles, o plano de aclamar Jesus como rei era mais urgente. Não podia ser interrompido por um pedinte cego. Jesus, porém, escutou os gritos do cego, parou e mandou chamá-lo. Só então o povo se solidariza com Bartimeu e diz: “Coragem, levanta-te, Jesus te chama”! E o cego larga o manto de pedinte e de um salto chega até Jesus. Para testar a fé do cego Jesus lhe pergunta: “O que queres que eu te faça”? O cego responde: “Mestre, que eu veja”! Como em outros milagres, Jesus lhe diz: “Vai, a tua fé te curou”. Ao ser curado, Bartimeu experimentou a misericórdia de Deus. Sentiu que Jesus o chamava como seu discípulo e pôs-se a segui-lo pelo caminho. Jesus curou sua cegueira física e abriu-lhe os olhos da fé. Os discípulos, no entanto, continuavam cegos, apesar de todos os ensinamentos recebidos entre as duas curas de cegos. Pedro confessou que Jesus era o Cristo, mas, como outros apóstolos, continuava cego ao seu projeto de Messias, Servo Sofredor. O cego clamou a Jesus, filho de Davi, e viu nele o Messias Salvador misericordioso, capaz de compadecer-se dos sofredores.

Na primeira parte da Missa Jesus nos alimentou com os fartos alimentos de seus ensinamentos. Agora, na Mesa da Eucaristia, Cristo quer nos alimenta com seu amor. Peçamos-lhe que cure nossa cegueira e abra os olhos de nossa fé, para podermos segui-lo sempre como discípulos.

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*Frei Ludovico Garmus é Doutor em Exegese Bíblica, Professor de Exegese no Instituto Teológico Franciscano-ITF, em Petrópolis, escritor, conferencista e colabora com o nosso Blog, autorizando a reprodução de textos e de reflexões de sua autoria.

out 28

SEMANÁRIO DOMINICAL

PAULO DAHER - 2018

30º DOMINGO DO TEMPO COMUM – MESTRE, QUERO VER DE NOVO –

 *Por Monsenhor Paulo Daher –

EM JEREMIAS, 31, 7-9, o Senhor diz: gritem de alegria por Jacó (os da família dos judeus). O Senhor salvou seu povo. Eu os levo de volta todos, o cego, o coxo, as mulheres grávidas. Vou levá-los por caminhos retos, sem tropeço. Eu sou um pai para Israel.

O profeta depois de descrever as dificuldades, os problemas, e anunciar até desgraças por causa da infidelidade do povo e de sua situação de exilados em terra estranha, expressa neste trecho a alegria e felicidade de Deus por poder resgatar ainda que seja um resto, uma parte do povo escolhido.

E promete não só acompanha-lo, mas tirar todas as dificuldades de seus caminhos, cuidando dos que estão situações de fragilidade.

Nesta e em tantas outras passagens da História do Povo de Deus, o Senhor que jamais deseja o mal para ninguém e se sente constrangido quando permite provações, manifesta também a alegria que é sua nota característica quando as pessoas conseguem retornar para o bom caminho.

O que Deus mais deseja é ver nosso rosto alegre e agradecido por suas atenções e carinho.

Várias parábolas e milagres de Jesus manifestam sempre a felicidade de Deus, como um pai cuidadoso, quando as pessoas que se afastaram do caminho do bem ou da saúde, voltam-se para Ele curados e abençoados.

NA CARTA AOS HEBREUS, 5, 1-6, o autor sagrado apresenta o sacerdote que vem do meio do povo para oferecer sacrifícios pelos pecados. Compreende os que erram. Oferece sacrifícios pelos pecados do povo e de seus próprios. Cristo recebeu daquele que lhe disse: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei... Tu és sacerdote para sempre.

Sacerdote é aquele que oferece algo sagrado a Deus ou transforma a pobre oferta das pessoas como presente sagrado, abençoado, agradável para Deus.

 No início da criação do universo o Senhor deu de presente ao ser humano esta terra com tudo o que ela é, tem, representa e oferece. A palavra usada é que o ser humano domine sobre todas as coisas (Gn 1,26b) como presente valioso em herança para seus filhos.

Por sua inteligência, vontade, sensibilidade e liberdade, o ser humano espiritual acima dos outros seres, seria o sacerdote deste universo. Não é dono do que recebeu, mas tudo está a seu serviço, para com estes presentes ser a voz, o louvor, o agradecimento ao seu Criador, apresentando como oferta sagrada a Deus seu Pai, pelos presentes com que cada dia alegra sua vida.   

Com a desobediência ao Criador e com dificuldade de respeitar este universo e usá-lo para o bem, por ter-se afastado de Deus, o homem precisou de alguém que não desfigurado pelo pecado pudesse de novo se apresentar para oferecer seus presentes ao Pai. Jesus veio para caminhar à nossa frente e ser sacerdote para sempre em nossa vida.

Unidos Ele, o grande e eterno sacerdote, somos bem representados para manifestar ao Pai nossa adoração, louvor e agradecimento com e por todas as criaturas e pelas ações de nossa vida. E também, perdoados de nossos pecados, possamos ser mesmo na casa do Pai sua alegria e felicidade.

EM MARCOS, 10, 46-52, em Jericó o cego Bartimeu estava sentado à beira do caminho. Quando ouviu dizer que Jesus estava passando, gritou: “Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim”. Alguns mandavam que ele não gritasse tanto assim. Mas ele mais ainda suplicava ao Senhor.  Jesus parou, mandou chamá-lo. De um pulo foi até Jesus que lhe perguntou: “que quer que eu faça por você?” E ele: “meu Mestre, quero ver de novo.” E Jesus: tua fé te curou. Começando a ver de novo, o cego seguia Jesus.

Muitas lições neste pequeno trecho. Um mendigo, sentado à beira do caminho, excluído da sociedade pela cegueira (tido por muitos como castigo de Deus!) Quantas pessoas havia passado por ali... Mas quando ouve o vozerio da multidão, percebe que é Jesus que estava ali, de quem já haviam falado a ele.

A súplica dele em gritos já é um ato de fé: Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim! Expressão que o reconhecia como o Salvador prometido. Mandam que cale a boca, que não incomode, que fique ali com sua cegueira desprezado à beira da estrada.

Imagine perder esta ocasião! Continua a gritar. Jesus manda chamá-lo. Os que foram lhe disseram: coragem! Ele te chama, Levanta-te!  Deixando seu manto, deu um pulo! Confiava tanto que não precisava mais daquele andrajo de mendigo cego. E caminha firme e esperançoso. Jesus ainda o provoca: que quer que eu lhe faça?

Ele, feliz o chama já de meu Mestre!  Mestre em todos os sentidos, senhor de tudo, de minha vida, de minha cegueira! E Jesus o cura por causa de sua fé.

Ele nem pensou duas vezes, em vez de voltar para sua família, para os seus, foi seguindo Jesus pelo caminho!

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*Monsenhor Paulo Daher é Vigário Geral da Diocese de Petrópolis, colabora enviando gentilmente seus comentários aos textos litúrgicos da semana.

out 28

SALMO É LUZ. SALMO É VIDA. SALMO É LOUVOR!

SALMOS-2018

SALMO DO DIA – DOMINGO – 28/10/2018 – CANTANDO OU RECITANDO, APROXIMA-TE DO SENHOR –

SALMO –  Sl 125,1-2ab.2cd-3.4-5.6

R. Maravilhas fez conosco o Senhor, exultemos de alegria!

1Quando o Senhor reconduziu nossos cativos,

parecíamos sonhar;

2aencheu-se de sorriso nossa boca,

2bnossos lábios, de canções.

R. Maravilhas fez conosco o Senhor, exultemos de alegria! 

2cEntre os gentios se dizia: 'Maravilhas

2dfez com eles o Senhor!'

3Sim, maravilhas fez conosco o Senhor,

exultemos de alegria!

R. Maravilhas fez conosco o Senhor, exultemos de alegria! 

4Mudai a nossa sorte, ó Senhor,

como torrentes no deserto.

5Os que lançam as sementes entre lágrimas,

ceifarão com alegria.

R. Maravilhas fez conosco o Senhor, exultemos de alegria! 

6Chorando de tristeza sairão,

espalhando suas sementes;

cantando de alegria voltarão,

carregando os seus feixes!

R. Maravilhas fez conosco o Senhor, exultemos de alegria!

  ____________________________________________   FONTE: http://liturgiadiaria.cnbb.org.br/app/user/user/UserView.php?ano=2018&mes=4&dia=7

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