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Sementes de vida, ������© tempo de semear

Arquivo por mês: abril 2018

abr 30

EDITORIAL DA SEMANA: O SOPRO IMPETUOSO DO ESPÍRITO

ESPÍRITO SANTO - VENTO

O ESPÍRITO QUE NOS MOVE É SANTO –

*Por Luiz Antonio de Moura –

O Espírito é sopro, é ruah, é ar, é vida. É o que nos anima a vida e nos impulsiona a agir, a criar e a recriar, a sorrir e a chorar, a buscar a reconciliação e o perdão, a perdoar e a amar. É Ele que, de dentro para fora, nos dá aquele empurrão para a caminhada, para irmos adiante na busca, na conquista e no alcance dos objetivos que Ele mesmo nos ajuda a traçar. Ele é, enfim, o sopro de vida que o Criador inspirou no rosto do primeiro ser humano criado e, de então para cá, a vida vem se multiplicando e, graças à Segunda Pessoa da Trindade, o Filho, é eterna! É sobre Ele que o Apóstolo fala  aos Coríntios “Porventura não sabeis que os vossos membros são templo do Espirito Santo, que habita em vós, que vos foi dado por Deus, e que não pertenceis a vós mesmos?" (ICor 6, 19).

Ele pairava sobre os abismos, antes de todas as coisas; Ele avançou sobre as trevas eternas e com o Pai e com o Filho criou, fez-se luz, separou, organizou, embelezou e distribuiu a vida do mais alto do firmamento ao mais profundo e insondável dos abismos. No mundo criado para os homens, Ele caminhou em redemoinho, em tudo penetrando e em tudo e a todos se misturando, modificando, iluminando, guiando, inspirando, fazendo acontecer e impedindo o avanço do mal, quando da vontade do Pai e do Filho, com quem Ele é comunhão e dinamismo por meio da Kênosis e da Pericorese. Ele também é Reino e, portanto, está no meio de nós! Sem Ele o vazio; sem Ele, as trevas; sem Ele não há vida e, sem vida, tudo retorna ao caos eterno.

Por Ele, o mistério da encarnação do Verbo. Ele traz a Luz ao mundo e com Ela caminha por entre os homens. O Sopro e a Luz caminham juntos, abrem portas, desobstruem caminhos, trazem a cura, abrem sepulcros e renovam a vida. Juntos, trazem a visão aos cegos, a audição aos surdos, a palavra aos mudos, a paz aos perseguidos, a ressurreição aos mortos. Juntos, o Sopro, a Luz e o Criador são, estão e atuam sempre e para sempre. Nada impede-Lhes a comunhão e a ação.

O Espírito está presente no batismo realizado no Jordão e, depois, leva o Filho ao deserto e com Ele revive a criação desde o começo; com o Filho, percebe o mal, observa seu agir e sofre a sedução que ele engendra no mundo. É Dele que o Filho, feito homem, absorve o entendimento, o conhecimento e a compreensão da unigenitura do Pai. É o Espírito Santo que, com o Filho, impõe a primeira derrota ao adversário de Deus, ainda nas entranhas do deserto, onde a fome, a sede, a solidão, as dúvidas e a sensação de abandono se fazem presentes a cada momento da longa quarentena.

Com o Espírito, o Filho deixa o deserto vitorioso sobre o adversário e caminha para o início da vida pública, para enfrentar todos os desafios humanos, e até desumanos, que enfrentou.

É o Espírito quem opera juntamente com o Verbo, nas diversas curas, libertações e ressurreições, trazendo para o Reino os filhos muito amados do Pai, que se regozija de felicidade, ao vê-los todos ao redor da mesma Palavra. O Espírito caminha com o Filho até o calvário, com Ele, morre na cruz e, com Ele, ressuscita no terceiro dia.

É Ele que, em forma de vento impetuoso vem em Pentecostes e, repartido em línguas de fogo repousa sobre os apóstolos, conforme os Atos dos Apóstolos (At 2, 1-12), transformando para sempre aquelas vidas até então dedicadas ao mar e ao trabalho braçal.

É esse sopro, essa ruah, esse vento impetuoso que habita em cada um de nós, na proporção da abertura que damos à porta do nosso templo interno: se fechada, Ele bate e retorna; pouco aberta, Ele entra aos poucos e aos poucos opera por meio das suas virtudes; totalmente aberta, Ele entra de vez, e ali faz a sua morada, tudo modificando e transformando o velho em novo, o fraco em forte, o feio em belo, o pobre em herdeiro do Reino dos céus (cf. Mt 5, 3).

Nele e com Ele, somos vencedores em Cristo Jesus e, assim, vivemos e caminhamos com a força do Espírito Santo, juntamente com o Pai e com o Filho que, em constante Pericórese, envolvem-nos a todos nós, fazendo-nos um, como Eles são Um, Deus Uno  e Trino. Crendo, e vivendo, seja feliz, e boa sorte!

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*Luiz Antonio de Moura, é um pensador espiritualista, um caminhante e um cultor do silêncio.

abr 30

EVANGELHO: ELE RESSUSCITOU E ESTÁ NO MEIO DE NÓS!

A BÍBLIA COMO ELA É

5ª SEMANA DA PÁSCOA – SEGUNDA-FEIRA – 30/04/2018 –

Evangelho (Jo 14,21-26)

O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo  segundo São João.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 21Quem acolheu os meus mandamentos e os observa, esse me ama. Ora, quem me ama,  será amado por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele. 22Judas - não o Iscariotes - disse-lhe: 'Senhor, como se explica que te manifestarás a nós e não ao mundo?' 23Jesus respondeu-lhe: 'Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e o meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa morada. 24Quem não me ama, não guarda a minha palavra. E a palavra que escutais não é minha, mas do Pai que me enviou. 25Isso é o que vos disse enquanto estava convosco. 26Mas o Defensor, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que eu vos tenho dito.   

– Palavra da salvação!

— Glória a vós, Senhor.

  FONTE: http://liturgiadiaria.cnbb.org.br/app/user/user/UserView.php?ano=2018&mes=4&dia=28

abr 30

LITURGIA DA PÁSCOA: LUZ PARA O CAMINHO

LITURGIA DA PALAVRA

5ª SEMANA DA PÁSCOA – SEGUNDA-FEIRA – 30/04/2018 –

LEITURA DOS ATOS DOS APÓSTOLOS – (At 14,5-18) –

Naqueles dias, em Icônio: 5Pagãos e judeus, tendo à frente seus chefes, estavam dispostos a ultrajar e apedrejar Paulo e Barnabé. 6Ao saberem disso, Paulo e Barnabé fugiram e foram para Listra e Derbe, cidades da Licaônia, e seus arredores. 7Aí começaram a anunciar o Evangelho. 8Em Listra, havia um homem paralítico das pernas, que era coxo de nascença e nunca fora capaz de andar. 9Ele escutava o discurso de Paulo. E este, fixando nele o olhar e notando que tinha fé para ser curado, 10disse em alta voz: 'Levanta-te direito sobre os teus pés.' O homem deu um salto e começou a caminhar. 11Vendo o que Paulo acabara de fazer, a multidão exclamou em dialeto licaônico: 'Os deuses desceram entre nós em forma de gente!' 12Chamavam a Barnabé Júpiter e a Paulo Mercúrio, porque era Paulo quem falava. 13Os sacerdotes de Júpiter, cujo templo ficava defronte à cidade, levaram à porta touros ornados de grinaldas e queriam, com a multidão, oferecer sacrifícios. 14Ao saberem disso, os apóstolos Barnabé e Paulo rasgaram as vestes e foram para o meio da multidão, gritando: 15'Homens, o que estais fazendo? Nós também somos homens mortais como vós, e vos estamos anunciando que precisais deixar esses ídolos inúteis para vos converterdes ao Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar e tudo o que neles existe. 16Nas gerações passadas, Deus permitiu que todas as nações seguissem o próprio caminho. 17No entanto, ele não deixou de dar testemunho de si mesmo através de seus benefícios, mandando do céu chuvas e colheitas, dando alimento e alegrando vossos corações'. 18E assim falando, com muito custo, conseguiram que a multidão desistisse de lhes oferecer um sacrifício.

- Palavra do Senhor!

– Graças a Deus. 

                                 FONTE: http://liturgiadiaria.cnbb.org.br/app/user/user/UserView.php?ano=2018&mes=4&dia=2

abr 29

SEMANÁRIO DOMINICAL – EU SOU A VIDEIRA

PAULO DAHER

5º. DOMINGO DE PÁSCOA – JESUS É A VIDEIRA, O PAI O AGRICULTOR –

 *Por Monsenhor Paulo Daher –

EM ATOS 9,26-31, Saulo chegou a Jerusalém para estar com os discípulos. Mas estes ainda estavam temerosos sobre a figura dele. Barnabé levou Saulo aos apóstolos e contou tudo o que aconteceu com ele na estrada de Damasco. E Saulo continuou ali por um tempo e pregava o nome do Senhor e principalmente para os gregos que aí se encontravam. Quando os judeus ameaçaram mata-lo, levaram Saulo para Tarso. Mas a Igreja crescia na Judeia,, Galileia e Samaria. E  crescia o número de cristãos.com a ajuda do Espírito Santo.

Desde que foi ungido pelo Senhor com toda a força do Espírito Santo, Saulo inquieto queria logo levar a todos sua descoberta maravilhosa. E mesmo as pessoas tendo dúvidas sobre ele que foi perseguidor dos cristãos foi ajudado por Barnabé para acalmar os ânimos e dizer sobre a escolha maravilhosa de Saulo por Jesus mesmo.

Quando nossa fé está segura sobre o que crê, a força de Deus logo toca nosso coração para contar nossas descobertas a pessoas que estão dispostas também a seguir Jesus.

Pensemos: uma pessoa quase sem fé, mas que é honesta no que deseja, vai a uma igreja, participa da celebração, talvez sem estar muito ligada. Se  o ambiente é simples, amigo e ele percebe que as pessoas que ali estão parecem estar em paz, alegres, felizes por poderem se encontrar com Deus, vai sentir algo diferente. A graça de Deus vai mexer com ele em seu coração.

Tem acontecido isso com muitas pessoas que acabam aumentando sua fé e participam depois com alegria da comunidade assim tão amiga e fraterna.

A fé trabalha na mente e em nosso coração. E é iluminada quando as pessoas manifestam viver com Deus, apesar de suas falhas, são sinceras e querem estar sempre com Jesus aceitando todas as pessoas como irmãs.

Reparo pessoas humildes, pobres, de idade, que fazem um esforço alegre para participar todos os domingos das missas. Às vezes não tem muita coisa em casa, ou estão quase sozinhos, mas sentem-se bem de poder ir à igreja para rezar diante de Jesus na Eucaristia e participar com todo o tipo de pessoas das orações, dos cânticos. Parece que quando voltam para casa sentem-se tão felizes, tão em paz, e sabem que o Senhor também está satisfeito de vê-la tão fervorosa e feliz.

NA 1ª.  CARTA DE SÃO JOÃO, 3, 18-24, o apóstolo afirma que não devemos amar só com palavras mas com ações. Se nosso coração nos mostra que cometemos erros sejamos sinceros diante de Deus pois ele nos perdoará das faltas. Pois mesmo que cometamos erros se queremos seguir os mandamentos Deus nos aceitará.

Por experiência quase de cada dia em nossos relacionamentos com outras pessoas sabemos o valor das palavras quando de fato correspondem ao que a pessoa pensa.

Estamos cansados de linguagem política que fala uma coisa e pensa outra, Não dá para conviver com quem não é sincero, com quem não se importa com enganar os outros com afirmações que nem correspondem à realidade.

Aqui o apóstolo São João faz uma afirmação séria sobre este sentimento tão divino que é amar. Aí o compromisso é maior do que nossas “mentiras” de cada dia.

Há situações em que mentir é muito grave: quando é calúnia, afirmação-julgamento totalmente enganosa sobre a vida de alguém e que prejudica muito a pessoa caluniada.

Mas São João aqui fala deste sentimento tão divino que é amar e que tem influência forte em nossa vida, quase de vida ou morte.

Dá a entender que mesmo sendo entre nós humanos, falar algo e fazer outra coisa, quando se trata deste sentimento tão importante em nossa vida pessoal e comunitária que é o amor, acaba ferindo muito as pessoas.

A observação de São João é que amar pede compromisso sincero de querer sempre o bem do outros. E que ele é a mesma fonte do amor que devemos ter para com Deus. Quem não é sincero em seu amor aos irmãos, não será também sincero em relação a Deus.

Um filho que diga a seus pais que os ama muito e deixa seu irmão de lado, não o ama e não lhe quer bem, o sentido desse amor para os pais  fica claro que é da boca para fora, afirma que ama porque ao contrário não vai se dar bem com eles.

EM JOÃO, 15, 1-8, Jesus diz que Ele é a videira e seu Pai o agricultor.  E nós somos ramos desta videira. Se estivermos ligados a Ele, daremos fruto porque estaremos limpos. Se não, seremos cortados da videira. E nossa ligação com Ele é ouvir sua palavra e atender ao que nos pede. E assim também no que lhe pedirmos seremos atendidos.

A videira e o seu cultivo, serviu a Jesus algumas vezes de exemplo para orientar a vida de cada pessoa. Videira, ser vivo que tem capacidade de crescer, desenvolver-se e produzir frutos. Dentro de si mesma corre a seiva que mantem a planta e leva a produzir rebentos capazes de dar frutos que alimentam a vida das pessoas.

Então Jesus, Filho de Deus que se fez homem para nos ajudar a realizar o plano do Pai sobre nossa felicidade, é a videira. E nós somos os ramos. Deus, seu Pai é o agricultor.

A Videira-Jesus dá a vida a cada um de nós, seus ramos-filhos. Ligados pelos canais da graça, da oração da leitura da Palavra de Deus, produziremos frutos em boas ações, em amor aos irmãos, nossa vida vai alegrar a vida de tantas pessoas.

Os ramos secos, não tem ligação com a seiva da videira, são cortados e jogados fora. Seríamos nós se desligados de Cristo.

Conforme as estações do ano, o agricultor poda os galhos da videira. Assim brotarão novos ramos que irão produzir as uvas.

Quem está ligado à videira-Jesus recebe sempre a seiva-graça-amor-inspiração-crescimento na fé, esperança e caridade e produz frutos em boas ações.

Para ter vida alegre e feliz, além de desenvolver os dons que Deus nos deu para nosso bem e para a felicidade dos outros, temos de estar sempre ligados a Jesus como os ramos ligados à videira. E com ele aceitar que o Pai seja o nosso agricultor: cuide de nós, acompanhe-nos  sempre, oriente nossa vida.

Somos podados pelo Pai-Agricultor, quando o sofrimento bate à nossa porta, aparecem doenças, ou acontece algum problema que nos causa prejuízo material, etc.

Um galho é podado para que se revitalize com a seiva que vai ser enviada com mais vigor no tempo certo. A poda da vida (permitida por Deus) pode e deve fortalecer-nos para continuar a lutar, a dar frutos em boas ações.

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* Monsenhor Paulo Daher é Vigário Geral da Diocese de Petrópolis, e colabora enviando gentilmente seus comentários aos textos litúrgicos da semana.

abr 29

SALMO É LUZ. SALMO É VIDA. SALMO É LOUVOR!

SALMOS - 2018-A

SALMO DO DIA (29/04/2018) – CANTANDO OU RECITANDO, APROXIMA-TE DO SENHOR –

SALMO –  Sl 21,26b-27.28.30.31-32

R. Senhor sois meu louvor em meio à grande assembleia!

26bSois meu louvor em meio à grande assembléia;

cumpro meus votos ante aqueles que vos temem!

27Vossos pobres vão comer e saciar-se,

e os que procuram o Senhor o louvarão;

'Seus corações tenham a vida para sempre!

R. Senhor sois meu louvor em meio à grande assembleia! 

28Lembrem-se disso os confins de toda a terra,

para que voltem ao Senhor e se convertam,

e se prostrem, adorando, diante dele

todos os povos e as famílias das nações.

30Somente a ele adorarão os poderosos,

e os que voltam para o pó o louvarão.

R. Senhor sois meu louvor em meio à grande assembleia! 

Para ele há de viver a minha alma,

31toda a minha descendência há de servi-lo;

às futuras gerações anunciará

32o poder e a justiça do Senhor;

ao povo novo que há de vir, ela dirá:

'Eis a obra que o Senhor realizou!'

R. Senhor sois meu louvor em meio à grande assembleia!

  FONTE: http://liturgiadiaria.cnbb.org.br/app/user/user/UserView.php?ano=2018&mes=4&dia=7

abr 29

REFLETINDO SOBRE A PALAVRA

LUDOVICO GARMUS

5º DOMINGO DA PÁSCOA – PERMANECEI EM MIM –

*Por Frei Ludovico Garmus, ofm

ORAÇÃO: “Ó Deus, Pai de bondade, que nos redimistes e adotastes como filhos e filhas, concedei aos que creem no Cristo a liberdade verdadeira e a herança eterna”.

1. PRIMEIRA LEITURA: At 9,26-31

Contou-lhes como tinha visto o Senhor no caminho.

Domingo passado ouvimos o discurso de Pedro, explicando ao povo que foi em nome de Jesus de Nazaré, “aquele que vós crucificastes e que Deus ressuscitou dos mortos”, que o paralítico foi curado. Na leitura de hoje Lucas nos apresenta Paulo, o futuro evangelizador dos gentios. Paulo, que antes aprovou o apedrejamento de Estêvão e perseguia os cristãos, agora volta a Jerusalém e procura juntar-se à comunidade cristã. Mas é visto com desconfiança. Barnabé, que era de origem grega como Paulo. Apresentou-o aos apóstolos e “contou-lhes que Paulo tinha visto o Senhor no caminho e de sua “coragem em anunciar o nome Jesus em Damasco. E assim Paulo foi acolhido pela comunidade de Jerusalém e começou a com entusiasmo aos helenistas; estes, porém, queriam matá-lo, como o fizeram com Estêvão. Mas os irmãos de fé o puseram a salvo, encaminhando-o a Cesareia Marítima e depois a Tarso, sua cidade natal. Lucas quer assim mostrar Paulo como alguém que está em comunhão com a Igreja-mãe de Jerusalém. A versão de Paulo sobre sua conversão e missão entre os pagãos é um pouco diferente (Gl 1,18-21). Ele diz que, em Jerusalém, “viu” apenas Pedro. Com isso afirma que sua maneira de pregar o evangelho era aprovada pelo chefe dos apóstolos. Paulo, portanto, estava unido à Igreja-mãe, como o ramo que produz fruto está unido à videira (evangelho, v. 5).

SALMO RESPONSORIAL: Sl 21

Senhor, sois meu louvor

em meio à grande assembleia!

2. SEGUNDA LEITURA: 1Jo 3,18-24

Este é o seu mandamento:

que creiamos e nos amemos uns aos outros.

O autor desta carta insiste no que é essencial da vida cristã: nossa fé em Jesus Cristo e a vivência do amor fraterno. Nisto se resumem os mandamentos que devemos observar para agradar a Deus (evangelho). Não basta dizer que amo a Deus. É preciso concretizar este amor, amando de verdade os irmãos: “Não amemos só com palavras e de boca, mas com ações e de verdade!” É a vivência da fé em Cristo e a observância do amor fraterno que nos liga a Deus: “Quem guarda os seus mandamentos permanece com Deus e Deus permanece com ele”. Seremos como os ramos ligados à videira, que é de Deus (evangelho).

ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO:

Ficai em mim, e eu em vós hei de ficar, diz o Senhor;

quem em mim permanece, esse dá muito fruto.

3. EVANGELHO: Jo 15,1-8

Quem permanece em mim, e eu nele, produz muito fruto.

Na alegoria da videira, o evangelho de hoje explicita a união de Jesus com o Pai e nossa união com Deus, enquanto estamos unidos com Jesus. No AT Israel é a videira – a vinha que, apesar de bem cuidada por Deus, não produziu os frutos dela esperados (cf. Is 5,1-7). Jesus é a videira verdadeira que pertence a Deus, o agricultor. Jesus é de Deus. Dele são também os ramos, isto é, os fiéis, enquanto estão ligados a Jesus. Pela palavra de Jesus (v. 3), o Pai como agricultor faz a limpeza da vinha (a poda): corta fora os ramos sem vida e limpa os ramos que têm a seiva, para que produzam mais frutos. O cristão produz bons frutos enquanto recebe a seiva da videira, isto é, se deixa conduzir pelas palavras de Jesus. Por isso, para produzir bons frutos é necessário estar ligado a Cristo: “Aquele que permanece em mim, e eu nele, esse produz muito fruto, porque sem mim nada podeis fazer”. Permanecendo em Jesus e nas suas palavras (o mandamento do amor), nos tornamos seus discípulos e glorificamos o Pai. Ele é o agricultor que se alegra com os bons frutos produzidos pelos ramos ligados à videira, que é seu Filho Jesus. O fruto que o Pai espera de nós é a fé que nos liga a Cristo, e a observância do mandamento do amor, que nos une como irmãos.

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* Frei Ludovico Garmus é Doutor em Exegese Bíblica, Professor de Exegese no Instituto Teológico Franciscano-ITF, em Petrópolis, escritor, conferencista e colabora com o nosso Blog, autorizando a reprodução de textos e de reflexões de sua autoria.

abr 29

EVANGELHO: ELE RESSUSCITOU E ESTÁ NO MEIO DE NÓS!

BÍBLIA NOVÍSSIMA

5º DOMINGO DE PÁSCOA – 29/04/2018 –

Evangelho (Jo 15,1-8)

O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo  segundo São João.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, Jesus disse a seus discípulos: 1'Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o agricultor. 2Todo ramo que em mim não dá fruto ele o corta; e todo ramo que dá fruto, ele o limpa, para que dê mais fruto ainda. 3Vós já estais limpos por causa da palavra que eu vos falei. 4Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira, assim também vós não podereis dar fruto, se não permanecerdes em mim. 5Eu sou a videira  e vós os ramos. Aquele que permaneceu em mim, e eu nele, esse produz muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. 6Quem não permanecer em mim, será lançado fora como um ramo e secará. Tais ramos são recolhidos, lançados no fogo e queimados. 7Se permanecerdes em mim e minhas palavras permanecerem em vós, pedí o que quiserdes e vós será dado. 8Nisto meu Pai é glorificado: que deis muito fruto e vos torneis meus discípulos.  

– Palavra da salvação!

— Glória a vós, Senhor.

  FONTE: http://liturgiadiaria.cnbb.org.br/app/user/user/UserView.php?ano=2018&mes=4&dia=30

abr 29

A PALAVRA DO SACERDOTE – É PRECISO CRESCER NA ORAÇÃO

ZÉ MARIA-2

V DOMINGO DE PÁSCOA – VIVER EM CRISTO –

*Por Monsenhor José Maria Pereira –

No quinto Domingo da Páscoa, a Liturgia apresenta – nos a página do Evangelho de João na qual Jesus, falando aos discípulos na Última Ceia, os exorta a permanecer unidos a Ele como os ramos à Videira. Trata – se de uma parábola verdadeiramente significativa, porque expressa com grande eficiência que a vida cristã é Mistério de Comunhão com Jesus: “Quem permanece em Mim e Eu nele, esse dá muito fruto, pois, sem mim, nada podeis fazer” (Jo 15, 5). O segredo da fecundidade espiritual é a união com Deus, união que se realiza sobretudo na Eucaristia, justamente chamada também “Comunhão”.

 Meditar as Palavras de Jesus sobre a videira e os ramos significa refletir sobre a relação que nos une com ele em sua dimensão mais profunda: Eu sou a vidra; vós, os ramos. É uma relação até mais profunda que aquela que existe entre o pastor e seu rebanho que meditamos domingo passado. No evangelho de hoje, descobrimos onde se encontra “a força interior” da nossa religião (cf. 2Tm 3,5).

Pensemos na realidade natural que deu origem a esta imagem. O que há de mais intimamente unido do que a videira e seu ramo? O ramo é um fruto e um prolongamento da videira. Dele vem a linfa que o nutre, a umidade do solo e tudo o que depois se transforma em uva, sob o calor estival do sol; se não for alimentado pela videira, ela não pode produzir nada, mas nada absolutamente: nem um raminho, nem um grão de uva, nada. É a mesma imagem que São Paulo transmite com a comparação do corpo e dos membros: Cristo é a Cabeça de um corpo que é a Igreja, da qual cada cristão é um membro (cf. Rm 12,4s; 1Cor 12,12s). Também o membro, se está separado do resto do corpo, não pode fazer nada.

Onde está o fundamento desta relação, aplicada a nós homens? Não contraria nosso sentido de autonomia e de liberdade, isto é, nosso sentimento de ser um todo e não uma parte? Este fundamento tem uma base bem precisa que o apóstolo Paulo, com uma imagem tirada da agricultura, chama de enxerto. No batismo, nós éramos videiras selvagens, fomos inseridos e enxertados em Cristo (cf. Rm 11,16ss), tornamo-nos ramos da verdadeira vide. Tudo isto pelo Espírito Santo que nos foi dado (Rm 5,5). Entre o ramo e a parreira há em comum o Espírito Santo!

Qual é, portanto, nosso papel de ramos? João, como vimos, tem um verbo predileto para expressar esta unidade: “permanecer” (entende-se, unidos à videira que é Cristo): Permanecei em mim e eu permanecerei em vós […]; quem permanecer em mim […]. Permanecer unidos à videira e permanecer em Cristo Jesus significa, antes de tudo, não abandonar os compromissos assumidos no batismo; não ir para um país distante, como o filho pródigo, sabendo que se pode separar-se de Cristo com uma decisão de momento, entregando-se a uma vida de pecado consciente e procurado, mas também pouco a pouco, quase sem que se perceba, dia após dia, infidelidade atrás de infidelidade, omissão após omissão, uma incoerência depois de outra, deixando primeiro de comungar, depois de participar da Missa, depois de rezar, enfim, depois abandonando tudo.

Permanecer em Cristo significa também algo de positivo, isto é, permanecer em “seu amor” (Jo 15,19). Primeiro no amor que ele tem por nós, mais do que o amor nosso por ele; significa, por isso, permitir que ele nos ame, que nos passe sua “linfa”, que é seu Espírito, evitando colocar entre nós e ele os obstáculos da autossuficiência, da indiferença e do pecado.

O verdadeiro “permanecer” em Cristo garante a eficácia da oração, como diz o beato cisterciense Guerrico d’Igny: “Ó Senhor Jesus... sem Ti nada podemos fazer. Com efeito, Tu és o verdadeiro Jardineiro, Criador, Cultivador e Guardião do teu jardim, que plantas com a tua Palavra, irrigas com o teu Espírito e fazes crescer com o teu Poder”.

Jesus insiste sobre a urgência de permanecer nele fazendo-nos entrever as consequências fatais da separação dele. O ramo que não permanece unido à videira seca, não frutifica, é cortado e lançado ao fogo; não serve mesmo para nada, porque a madeira da parreira –diferentemente de outras madeiras que, cortadas, servem para tantas finalidades, é uma madeira inútil para qualquer fim a não ser o de produzir uva (cf. Ez 15,1ss). Alguém pode ter uma vida muito rigorosa externamente, estar cheio de saúde, de ideias, produzir energia, negócios, gerar filhos e ser, aos olhos de Deus, madeira árida, material pronto para ser queimado, apenas encerrada estação da vindima.

Permanecer em Cristo, portanto, significa permanecer em seu amor, em sua lei; por vezes significa permanecer na cruz, “perseverar com ele na prova” (cf. Lc 22,28). Mas não “permanecer,” somente ficando no estado infantil do batismo, quando o ramo tinha apenas brotado ou tinha sido enxertado; mas antes “crescer” em relação à Cabeça (cf. Ef 4,15), tornar-se adultos e maduros na fé, isto é, produzir frutos de boas obras.

Para tal crescimento, é preciso ser podados e deixar-se podar: podará todo o que der fruto, para que produza mais fruto (Jo 15,2). O que significa que o poda? Significa que elimina os brotos supérfluos e parasitários (os desejos e apegos desordenados), para que concentre toda sua energia numa só direção e assim cresça de verdade. O agricultor fica muito atento, quando a parreira se carrega de uva, para descobrir e cortar os ramos secos ou inúteis, para que não comprometam a maturação de todo o resto. É uma grande graça saber reconhecer, no tempo da poda, a mão do Pai e não se queixar, nem reagir desordenadamente fazendo-se de vítimas perseguidas nem se sabe de qual desgraça.

Vós já estais puros pela palavra que vos tenho anunciado, dizia Jesus a seus discípulos (Jo 15,3). O Evangelho que é Palavra de Deus em Jesus Cristo é, portanto, uma poda e representa a ascese fundamental do cristianismo. Ele corta as ambições (o dinheiro com seus satélites, a carne com suas concupiscências), tudo, enfim, o que nos dispersa em tantos projetos vãos e desejos terrenos; fortifica ao invés, as sãs energias espirituais; fixa nossa atenção nos verdadeiros valores, colocando em crise os falsos. A Palavra de Deus revela-se de verdade como uma espada afiada, de dois gumes, nas mãos do podador (Ap 1,16).

Nesta luz, devemos esforçar-nos para ver não apenas nossos sofrimentos individuais – lutos, doenças, angústias que afligem a cada um de nós ou a nossa família – mas também o grande e universal sofrimento que oprime nossa sociedade e o mundo inteiro, inclusive o mais misterioso de todos, que fere os inocentes. Faz anos que nos debatemos numa crise que mostra nossa impotência em colocar paz e ordem na convivência civil, encontrar um acordo e pôr fim ao ódio e à violência. É esta também uma poda necessária ao orgulho e à presunção humana. Talvez Deus esteja procurando, com todos os modos, nos fazer entender que sem Ele nada podemos fazer (Jo 15,5).

É uma lição, esta, que uma sociedade facilmente esquece, logo que consegue ficar por algum ano sem guerras e sem grandes tragédias. O espírito de Babel- isto é, a pretensão de sozinho construir a casa -   está sempre nos tentando. Nós ouvimos tanto de nossos chefes fazer programas muito ousados, acabando cada discurso prometendo paz, justiça e liberdade; mas tudo isto como se dependesse exclusivamente deles, ou, na melhor das hipóteses, da boa vontade de todos; como se não precisasse absolutamente referir-se ao Evangelho  e a Deus para poder manter certos valores, compreendido o mais elementar de todos, que é o respeito à vida; como se o ódio pudesse ser vencido de uma forma diferente do amor; como se a vida de Cristo na terra tivesse sido um luxo e algo supérfluo, e não, ao invés, uma necessidade absoluta de salvação para todos. Tudo isto é uma tremenda ilusão que Deus nos deve tirar, de outra forma voltaríamos a ser pagãos como antes de Cristo. E para eliminá-las Deus não precisa nos enviar duros castigos; basta-lhe deixar-nos agir sozinhos e depois nos fazer observar, entre ruínas e choro, aquilo que sozinhos fomos capazes de fazer. Se o Senhor edificar a casa, em vão trabalham os que a constroem (Sl 127 [128],1).

Cada um de nós é um ramo, que só vive se fizer crescer cada dia na oração, na participação nos Sacramentos e na caridade a sua união com o Senhor. E quem ama Jesus, videira verdadeira, produz frutos de fé para uma abundante vida espiritual. Supliquemos à Mãe de Deus, a fim de permanecermos solidamente enxertados em Jesus, e para que  cada uma das nossas obras tenha n’Ele o seu início e o seu cumprimento.

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*Mons. José Maria Pereira, Sacerdote da Diocese de Petrópolis, é, também, Professor, Juiz do Tribunal Eclesiástico Interdiocesano de Niterói e Diocesano de Petrópolis e Vigário Paroquial de Nossa Senhora de Fátima  enviando para o Blog, semanalmente, a homilia do domingo.

 

abr 29

LITURGIA DA PÁSCOA: LUZ PARA O CAMINHO

LITURGIA - 2017

LEITURAS SUGERIDAS PARA HOJE – 5º DOMINGO DA PÁSCOA – 29/04/2018 –

PRIMEIRA LEITURA

LEITURA DOS ATOS DOS APÓSTOLOS – (At 9,26-31) –

Naqueles dias: 26Saulo chegou a Jerusalém e procurava juntar-se aos discípulos. Mas todos tinham medo dele, pois não acreditavam que ele fosse discípulo. 27Então Barnabé tomou Saulo consigo, levou-o aos apóstolos e contou-lhes como Saulo tinha visto o Senhor no caminho, como o Senhor lhe havia falado e como Saulo havia pregado, em nome de Jesus, publicamente, na cidade de Damasco. 28Daí em diante, Saulo permaneceu com eles em Jerusalém e pregava com firmeza em nome do Senhor. 29Falava também e discutia com os judeus de língua grega, mas eles procuravam matá-lo. 30Quando ficaram sabendo disso, os irmãos levaram Saulo para Cesaréia, e dali o mandaram para Tarso. 31A Igreja, porém, vivia em paz em toda a Judéia, Galileia e Samaria. Ela consolidava-se e progredia no temor do Senhor e crescia em número com a ajuda do Espírito Santo.

 - Palavra do Senhor!

– Graças a Deus.

SEGUNDA LEITURA

LEITURA DA PRIMEIRA CARTA DE SÃO JOÃO (1Jo 3,18-24) –

18Filhinhos, não amemos só com palavras e de boca, mas com ações e de verdade! 19Aí está o critério para saber que somos da verdade e para sossegar diante dele o nosso coração, 20pois, se o nosso coração nos acusa, Deus é maior que o nosso coração e conhece todas as coisas. 21Caríssimos, se o nosso coração não nos acusa, temos confiança diante de Deus. 22E qualquer coisa que pedimos recebemos dele, porque guardamos os seus mandamentos e fazemos o que é do seu agrado. 23Este é o seu mandamento: que creiamos no nome do seu Filho, Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, de acordo com o mandamento que ele nos deu. 24Quem guarda os seus mandamentos permanece com Deus e Deus permanece com ele. Que ele permanece conosco, sabemo-lo pelo Espírito que ele nos deu.

 - Palavra do Senhor!

 – Graças a Deus.

                                 FONTE: http://liturgiadiaria.cnbb.org.br/app/user/user/UserView.php?ano=2018&mes=4&dia=2  

abr 28

UMA PALAVRA PARA VOCÊ

NOVA LOGO DO BLOG

UMA PALAVRA PARA VOCÊ –

ÊXODO - Capítulo 15, 20-27 –

20A profetisa Maria, irmã de Aarão, tomou seu tamborim na mão, e todas as mulheres seguiram-na dançando com tamborins.21Maria as acompanhava entoando: “Cantai ao Senhor, porque fez brilhar a sua glória, precipitou no mar cavalos e cavaleiros!”22Moisés fez partir os israelitas do mar Vermelho e os dirigiu para o deserto de Sur. Caminharam três dias no deserto, sem encontrar água.23Chegaram a Mara, onde não puderam beber de sua água, porque era amarga, de onde o nome de Mara que deram a esse lugar.24Então o povo murmurou contra Moisés: “Que havemos de beber?”25Moisés clamou ao Senhor, e o Senhor indicou-lhe um madeiro que ele jogou na água. E esta tornou-se doce. Foi nesse lugar que o Senhor deu ao povo preceitos e leis, e ali o provou.26Disse-lhe: “Se ouvires a voz do Senhor, teu Deus, e fizeres o que é reto aos seus olhos, se inclinares os ouvidos às suas ordens e observares todas as suas leis, não mandarei sobre ti nenhum dos males com que acabrunhei o Egito, porque eu sou o Senhor que te cura.”27E chegaram a Elim, onde havia doze fontes de água e setenta palmeiras; e ali acamparam junto das águas.

 

FONTE: http://claret.org.br/biblia __________________________________________ *Leitura do Livro do Êxodo.  

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