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Sementes de vida, ������© tempo de semear

Arquivo por mês: janeiro 2018

jan 31

NO EVANGELHO, A FORÇA PARA A CAMINHADA!

BÍBLIA SAGRADA -2

4ª SEMANA DO TEMPO COMUM – ANO B – QUARTA-FEIRA – 31/01/2018 –

 Evangelho (Mc 6,1-6)

O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo  segundo São Marcos.

— Glória a vós, Senhor.

1 Saindo dali, Jesus foi a Nazaré, sua terra. Seus discípulos o acompanhavam. 2 E, no sábado, se pôs a ensinar na sinagoga. Muitos ouvintes ficaram admirados e diziam: “Donde lhe vêm estas coisas? Que sabedoria é essa que lhe foi dada e esses grandes milagres feitos por suas mãos? 3 Não é este o carpinteiro, o filho de Maria, o irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? E suas irmãs, não vivem aqui entre nós?”. E isso os impedia de crer nele. 4 Jesus lhes dizia: “Um profeta só é estimado fora da sua terra natal, longe dos irmãos e da família em geral”. E não podia fazer lá nenhum milagre, a não ser o de curar alguns doentes, impondo-lhes as mãos. 6 E ficou admirado da sua falta de fé! Jesus andava pelos povoados vizinhos, e ensinava. 

–– Palavra da salvação!

— Glória a vós, Senhor.

REFLEXÃO:

“Jesus lhes dizia: “Um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus parentes e familiares”. (Mc 6,4). Aqui está um trecho do Evangelho de Marcos em que Jesus se afirma claramente como Profeta. Isto é, Ele tinha perfeita consciência de ser O Profeta anunciado por Moisés em Dt 18,18. Devemos ver neste episódio narrado por Marcos a grande inauguração da missão de Jesus como Profeta diante de seus parentes de Nazaré. Se Jesus foi até lá, esperava uma recepção positiva de seu auto anúncio como Profeta e como o Messias de Israel.” (Autor: Pe. Valdir Marques, SJ, Doutor em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma).

 

FONTE: http://www.loyola.com.br/liturgia_diaria.asp?dia=15&mes=1&ano=2018

 

jan 31

LITURGIA DA PALAVRA: TRAÇOS DO SERVIÇO

LITURGIA DA PALAVRA

4ª SEMANA DO TEMPO COMUM – LEITURA SUGERIDA PARA HOJE – QUARTA-FEIRA –– 31/01/2018 ––

LEITURA DO SEGUNDO LIVRO DO PROFETA SAMUEL – (2Sm 24,2.9-17) –

Naqueles dias 2 O rei Davi disse a Joab, chefe do exército, que estava com ele: “Percorrei todas as tribos de Israel, de Dan a Bersabé, e fazei o recenseamento do povo, para que eu conheça o seu número!”. 9 Joab entregou ao rei o resultado do recenseamento do povo. Havia em Israel oitocentos mil homens aptos para a guerra, que manejavam a espada; e, em Judá, quinhentos mil. 10 Mas depois disso, Davi sentiu remorsos de ter recenseado o povo. E rezou a Javé: “Pequei gravemente fazendo isto! Apaga, ó Javé, a culpa de teu servo, pois cometi uma loucura!”. 11 Levantando-se Davi na manhã seguinte, foi a palavra de Javé dirigida ao profeta Gad, vidente de Davi: 12 “Vai falar a Davi: ‘Assim diz Javé: proponho-te três coisas; escolhe uma delas, e eu a realizarei’”. 13 Gad veio ter com Davi, comunicando-lhe essa proposta, e declarando: “Queres tu que te venham três anos de fome sobre o país, ou fugirás durante três meses diante do inimigo que te persegue, ou haverá uma peste de três dias em teu país; agora reflete e vê o que devo responder a quem me enviou”. 14 Davi respondeu a Gad: “Estou em grande angústia… Ah! caiamos nas mãos de Javé, pois grande é sua misericórdia; mas que eu não caia na mão dos homens”. 15 Davi escolheu a peste. Era o tempo da ceifa do trigo. Javé mandou a peste sobre Israel, a partir da manhã até o tempo estabelecido, e morreram, de Dan até Bersabé, setenta mil homens. 16 O Anjo ia já erguendo a sua mão contra Jerusalém para exterminá-la, mas Javé se arrependeu desse mal, e disse ao Anjo que exterminava o povo: “Basta; retira agora tua mão!”. Ora, o Anjo de Javé se achava perto da eira de Arauna, o Jebuseu. 17 Davi, avistando o Anjo que ferira o povo, disse a Javé: “Fui eu quem pecou, eu quem fez o mal! Estas ovelhas, porém, que fizeram elas? Que a tua mão se abata contra mim e a casa de meu pai!”.   

- Palavra do Senhor!

– Graças a Deus. 

                                

FONTE: http://www.loyola.com.br/liturgia_diaria.asp?dia=17&mes=1&ano=2018

jan 30

NO EVANGELHO, A FORÇA PARA A CAMINHADA!

BÍBLIA SAGRADA -2

4ª SEMANA DO TEMPO COMUM – ANO B – TERÇA-FEIRA – 30/01/2018 –

 Evangelho (Mc 5,21-43)

O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo  segundo São Marcos.

— Glória a vós, Senhor.

21 Depois que Jesus voltou para a outra margem, enquanto ainda estava no mar, grande multidão acorreu até ele. 22 Chegou um dos chefes da sinagoga, chamado Jairo, que, quando o viu, jogou-se por terra a seus pés. 23Suplicou-lhe com insistência dizendo: “Minha filha está nas últimas. Vem, impõe-lhe as mãos para que ela sare e viva!”. 24 Jesus foi com ele. Uma grande multidão o seguia e o apertava de todos os lados. 25 Ora, certa mulher sofria há doze anos de uma perda de sangue. 26 E ela tinha sofrido muito nas mãos de vários médicos, já tendo gasto tudo que possuía sem melhorar, e, pelo contrário, piorando cada vez mais. 27 Quando ela ouviu falar de Jesus, meteu-se entre a multidão e chegando por trás tocou na roupa dele. 28 Ela pensava: “Se eu tocar nele, ainda que seja só na roupa, ficarei curada”. 29 E imediatamente secou a fonte do seu sangue, e ela percebeu, em seu corpo, que estava curada da doença. 30Mas logo Jesus sentiu que uma força tinha saído dele. Virou-se então no meio da multidão e perguntou: “Quem tocou na minha roupa?”. 31 Os discípulos responderam: “Estás vendo a multidão que te aperta e ainda perguntas: Quem te tocou?”. 32 E ele olhava a sua volta procurando aquela que tinha agido assim. Sabendo o que tinha acontecido, 33 a mulher, amedrontada e tremendo, foi cair aos pés de Jesus e lhe contou toda a verdade. 34 Ele lhe disse: “Filha, tua fé te curou. Vai em paz e fica curada da tua doença”. 35 Ele ainda estava falando quando chegaram mensageiros da casa do chefe da sinagoga, dizendo: “Tua filha morreu. Por que ainda incomodar o Mestre?”. 36 Jesus, percebendo o que acabavam de dizer, disse ao chefe da sinagoga: “Não temas, mas apenas crê!”. 37 E não permitiu que nenhum outro o acompanhasse a não ser Pedro, Tiago e João, irmão de Tiago. 38 Chegaram à casa do chefe da sinagoga. Ele notou grande agitação, choro e lamentações. 39 Entrou e lhes disse: “Por que esta confusão e este choro? A menina não está morta, mas dorme”. 40 Eles se puseram a caçoar. Mas ele fez com que todos saíssem. E levando consigo o pai e a mãe da menina, e os que o tinham acompanhado, entrou onde a menina estava estendida. 41Pegando na mão da menina, disse-lhe: Eu te ordeno: “Talitá kum”, isto quer dizer: “Menina, levanta-te!”. 42 E no mesmo instante a menina se levantou e andava, pois já tinha doze anos. Todos ficaram profundamente assombrados. 43 Mas ele lhes recomendou, com insistência, que ninguém tivesse notícia do caso. E mandou dar de comer à menina. 

–– Palavra da salvação!

— Glória a vós, Senhor.

REFLEXÃO:

“Na ressurreição da filha de Jairo, como em outras ressurreições que Jesus faz, manifesta-se seu poder divino muito maior ainda do que aquele sobre as forças da natureza e ainda sobre o poder de perdoar os pecados: Jesus pode restituir a vida aos mortos! No entanto, no Evangelho de hoje, uma vez ressuscitada a menina, ninguém pergunta: “Quem é este que pode até mesmo ressuscitar os mortos?”. Esta seria a pergunta esperada depois de uma demonstração de poder divino de Jesus. No entanto o Evangelho não traz esta pergunta. Se não a traz, nós a trazemos. Meditemos sobre o poder de Jesus enquanto Filho de Deus, fazendo estes milagres para nos provar Sua natureza divina unida a sua natureza humana. Peçamos, hoje também, a ajuda da Graça de Deus para aprofundarmos esta compreensão tão importante para nossa fé. Deus nos ouvirá, e por meio Dele conheceremos melhor Jesus Cristo.” (Autor: Pe. Valdir Marques, SJ, Doutor em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma).

 

FONTE: http://www.loyola.com.br/liturgia_diaria.asp?dia=15&mes=1&ano=2018

 

jan 30

LITURGIA DA PALAVRA: TRAÇOS DO SERVIÇO

LITURGIA DA PALAVRA

4ª SEMANA DO TEMPO COMUM – LEITURA SUGERIDA PARA HOJE – TERÇA-FEIRA –– 30/01/2018 ––

LEITURA DO SEGUNDO LIVRO DO PROFETA SAMUEL – (2Sm 18,9-10.14b.24-25a.30-19,3) –

Naqueles dias, 9 Absalão encontrou-se por acaso com uns homens de Davi. Cavalgava um jumento que se enfiou por baixo da ramagem de um enorme carvalho. Enroscou-se então a sua cabeça na árvore, de modo que ficou suspenso entre o céu e a terra, enquanto o jumento ia embora. 10 Vendo isto, um soldado avisou a Joab, dizendo: “Eis que vi Absalão suspenso a um carvalho”. 14bJoab tomando em sua mão três dardos, cravou-os no coração de Absalão, que estava ainda vivo no meio do carvalho. 24 Davi estava sentado entre as duas Portas. O vigia tinha subido ao terraço da Porta da muralha e, levantando os olhos, viu um homem sozinho a correr. 25aGritando, avisou ao rei, que respondeu: “Se está sozinho, haverá uma boa-nova em sua boca”.30 Disse o rei: “Põe-te aqui ao lado e espera”. Ele passou para o lado e esperou. 31 Chegou então o Cuchita e exclamou: “Receba uma boa-nova, meu senhor e rei! Pois Javé te fez hoje justiça contra todos os que levantaram a mão contra ti”.32 Perguntou o rei ao Cuchita: “E o jovem Absalão, como vai?”. O Cuchita disse: “Tenham a sorte desse jovem os inimigos do meu senhor e todos os que se elevam contra ti para te fazerem mal!”. 19,1 O rei levou um choque. Ele subiu para o quarto superior da Porta e se pôs a chorar. Ele andava e dizia: “Absalão, meu filho! Meu filho, meu filho Absalão! Quem me dera haver morrido em teu lugar! Absalão, meu filho! Meu filho!”. 2 Disseram a Joab: “Eis que o rei chora e se lamenta por causa de Absalão”. 3Assim a vitória daquele dia transformou-se em luto para todo o povo, porque soubera como o rei ficara transtornado por causa do seu filho.    

- Palavra do Senhor!

– Graças a Deus.

                                

FONTE: http://www.loyola.com.br/liturgia_diaria.asp?dia=17&mes=1&ano=2018

jan 29

EDITORIAL DA SEMANA: O FIM DA ERA DOS DIREITOS

A ELITE NO PODER

A FÚRIA DO CAPITALISMO SOLAPA DIREITOS E SE IMPÕE DE FORMA AMEAÇADORA –

*Por Luiz Antonio de Moura –

A civilização está passando por momentos bastante complexos, que desafiam inúmeras análises. Sociólogos, historiadores e cientistas políticos têm se revezado nesta tarefa, tentando encontrar explicações racionais e lógicas, por um lado, e soluções minimamente aceitáveis, por outro. Nada, no entanto, impede que qualquer ser humano faça suas análises, também, e apresente sua visão sócio-política de tudo o que está acontecendo no mundo neste turbulento, e ainda mais imprevisível, século XXI.

Antes de qualquer avaliação, é preciso lançar um olhar para o acirramento das relações humanas. Como esta relação está deteriorada! A pergunta que parece ser a mais lógica a ser formulada é: por que? Por que as relações humanas ficaram tão perigosas e incrivelmente ameaçadoras? Como dito acima, qualquer pessoa pode dar sua opinião sobre a situação, e eu não me furto de exercer esse direito.

Na minha singela opinião, e considerando que as relações humanas nunca foram das melhores, o marco inicial da piora de tudo pode ser colocado no ano de 1991, quando ocorreu o colapso da URSS e, consequentemente, o desmoronamento do bastião, até então inexpugnável e inquebrantável, de um comunismo consolidado como único, e quase indestrutível, contraponto às indomáveis investidas de um capitalismo selvagem, perigoso, monstruoso e, até certo ponto, dizimador de todas as espécies, já que, sequer, respeita a criação de um modo geral, nem o ser humano, de modo especial.

O falecido Papa, e agora santo, João Paulo II, com toda a sua bagagem teológico-filosófico-intelectual, certamente, não vislumbrou as consequências que adviriam da quebra da espinha dorsal do comunismo que ele, com toda razão, tanto temia, haja vista as experiências dramáticas e traumáticas experimentadas durante os anos que precederam e que sucederam à segunda Grande Guerra Mundial, participando ativamente das estratégias norte-americanas, lideradas por Ronald Reagan, para varrer o ideário comunista da face do planeta.

Jogado por terra o muro de Berlim, em 1989, com o desmantelamento da divisão entre as duas Alemanhas (Oriental e Ocidental), o mundo respira aliviado e chancela a reflexão de Francis Fukuyama no tocante ao rumo da história e ao destino do homem, na direção de tese possivelmente defendida pelo filósofo alemão G. W. Friedrich Hegel, quando aborda o tema da evolução das sociedades humanas admitindo, em tese, a possibilidade de um fim para a própria história. Embora existam controvérsias entre a verdadeira intenção do filósofo alemão e a real compreensão de Fukuyama, a questão central é o fim história a partir da ascensão da democracia liberal face ao comunismo que se despedia do mundo de então.

O fato é que, a partir dos acontecimentos verificados no mundo durante o triênio 1989-1991 – queda do comunismo, reunificação da Alemanha e ascensão isolada do capitalismo – pareceu que a civilização entrava em um cenário no qual todas as ameaças até então terrivelmente assustadoras, estavam com os dias contados. Esfriamento da tensão provocada pela constante ameaça de uma guerra nuclear; fim da guerra fria protagonizada pelas grandes potências bélicas e atômicas; controle dos estoques de armas nucleares; supremacia do capital e, consequentemente, do liberalismo; justiça, igualdade e fraternidade à vista!

Entretanto, o que se viu a partir de então, e o que estamos vendo e vivenciando até hoje é, deveras, assustador também: a supremacia de um modelo de capitalismo selvagem e avassalador. Tão selvagem e tão avassalador que, depois da União Soviética, a única potência comunista reinante no mundo, a China, curvou-se à economia de mercado e ameaça engolir todos os países capitalistas de uma só vez, invadindo o mundo, não com armas nucleares ou com mísseis intercontinentais, mas, com containers cheios de dólares, comprando tudo e todos! Cuba resistiu o máximo que pode. Porém, sem fôlego e sem capital, sentou-se à mesa com os arqui-inimigos de sempre, os EUA, e, agora, implora para que o atual governo americano não revogue os acordos feitos em março de 2016, pelo governante americano de então.

Na Europa, todo o poderio e o domínio é liderado por estratégias bélicas, políticas e econômicas ditadas pela Alemanha, país fragorosamente derrotado na II Guerra Mundial, depois de tentar, pelas mãos de Hitler, controlar todo o planeta com ordens e armas poderosas. Hoje controla, de forma progressiva, ostensiva e absoluta, com notas de Euros!

O Japão, destroçado e aniquilado pelas forças aliadas durante a II Guerra, experimentando desgraçadamente os horrores de duas bombas atômicas, hoje, pela força do dinheiro, é um dos pilares do capitalismo moderno!

Com a expansão e o predomínio econômico-financeiro do bloco de países europeus, não precisamos de muito mais para uma profunda reflexão acerca do poderio do capital - talvez - jamais visto na história da humanidade. Poderio que, de forma imponente, exploradora e mais alienante do que o ideário comunista, vem solapando direitos e ditando um rumo bastante perigoso para a civilização que, formada na maioria absoluta pelas classes menos favorecidas e trabalhadoras, menos cultas e carentes de todos os recursos capazes de proporcionarem uma vida digna ao ser humano, poderá, em muito breve, rebelar-se de forma bastante raivosa e indomável contra uma elite encastelada em promíscuas ilhas da fantasia, a ponto de presenciarmos uma verdadeira carnificina humana sem precedentes na história que, Fukuyama, julgava ter chegado ao fim.

Diante da supremacia absoluta do capital e de um modelo liberal mais radical, mais insensível e mais insensato, levando à estratosfera capitalista uma elite endinheirada, mas, também, sem visão de futuro e sem projetos de um mundo mais humanizado, é possível prever uma guerra mundial travada na base de paus, pedras, facas, correntes, explosões, sabotagens e fogo capazes de, sem armas atômicas e sem mísseis intercontinentais, dizimarem o ser humano da face da terra bastando, apenas, e tão somente, que as massas tomem consciência, depois de tanto desprezo e de tanto descaso, do papel esdrúxulo, ridículo e medíocre que estão sendo forçadas a representar em um mundo no qual as elites estão cada vez mais fechadas em seus universos particulares e reluzentes, mostrando-se cada vez mais no controle total de todos os meios de produção, sem espaço para o diálogo defendido anteriormente pela própria Igreja e pelas forças políticas representativas das classes sociais menos abastadas e trabalhadoras.

Em todo o mundo, embora ninguém admita publicamente, a defesa dos “fracos e dos oprimidos” - alvos preferenciais da Igreja e de partidos políticos de natureza e de origem socialistas e trabalhistas - tem amargado enormes derrotas e sofrido verdadeira caça às bruxas, com denúncias, condenações, prisões, banimentos e proscrições, com a ascensão vertiginosa de uma direita sem visão, sem compromissos sociais, raciais e ambientais e sem princípios éticos ou morais, e com o aniquilamento de uma esquerda, com cada vez menos ideologia e, portanto, com menos compromissos com as massas, que não tem conseguido, sequer, se impor como força política alternativamente proba, ilibada e honesta, capaz de promover a necessária indução da sociedade para a trincheira da paz e da justiça social, bem como do equilíbrio de forças entre o capital e o trabalho, de modo a consolidar o estado de bem-estar tão desejado pelos revolucionários do passado.

O projeto absolutamente repugnante e ignóbil que está em curso na atual história da humanidade, é o da supremacia de uma elite que, muito mais do que nas armas, acredita e aposta todas as fichas no poder absoluto do dinheiro sobre tudo e sobre todos, valendo-se da tripartição dos poderes estatais, vislumbrada por Montesquieu, como mero instrumento de sustentáculo e de garantia dos objetivos mais mesquinhos e mais sórdidos em relação aos seres humanos mais pobres, mais carentes e, portanto, mais desvalidos, sofridos e desamparados, em um mundo no qual conflitos, guerras, terrorismos, atentados, massacres, doenças, fome e perseguições elevam para números assustadores o contingente de refugiados e de nômades que, não raro, encontram a morte no meio da travessia, o que agrada bastante aos donos do poder.

Parece uma visão bastante pessimista, sim, mas, infelizmente, parece, também, ser a realidade atual da civilização.

Pessimismo ou realidade, a situação demanda atenção e reflexão de todas as partes envolvidas, a fim de possibilitar a interrupção da saga desumana do dinheiro, que atua em detrimento do ser humano e da própria sobrevivência dos povos e das nações, e de propiciar a manutenção da luta incansável pelo restabelecimento da paz, da justiça para todos e do equilíbrio social, com vistas à preservação de toda a Criação que, queiramos ou não, está sob os nossos cuidados. Reflita sobre tudo isto, tire suas conclusões e faça a sua parte. Seja feliz, e boa sorte!

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*Luiz Antonio de Moura é um pensador espiritualista, um caminhante e um cultor do silêncio.

jan 29

NO EVANGELHO, A FORÇA PARA A CAMINHADA!

BÍBLIA SAGRADA -2

4ª SEMANA DO TEMPO COMUM – ANO B – SEGUNDA-FEIRA – 29/01/2018 –

 Evangelho (Mc 5,1-20)

O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo  segundo São Marcos.

— Glória a vós, Senhor.

1 Chegaram à outra margem do mar, Jesus e seus discípulos, na região dos gerasenos. 2 Quando desembarcou, um homem possesso de um espírito impuro, saindo dos sepulcros, logo foi ao seu encontro. 3Ele morava nos sepulcros e ninguém conseguia mantê-lo preso, nem mesmo com correntes, 4 pois muitas vezes lhe haviam algemado os pés e as mãos, e ele arrebentava as correntes, quebrava as algemas, e ninguém o dominava. 5 Passava o tempo inteiro nos sepulcros e sobre os montes, gritando e ferindo-se com pedras. 6Quando viu Jesus de longe, correu e prostrou se diante dele, 7 e gritou com voz forte: “Que é que tens tu comigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Em nome de Deus: não me atormentes!”. 8 É que Jesus lhe tinha dito: “Espírito impuro, sai deste homem!”. 9 Depois, ele lhe perguntou: “Qual é o teu nome?”. Respondeu-lhe: “Meu nome é Legião, porque somos muitos”. 10 Suplicava-lhe então, com insistência, que não o expulsasse daquela região. 11Ora, havia ali, ao pé do monte, um grande número de porcos na pastagem. 12 E os espíritos suplicaram-lhe: “Manda-nos para os porcos, e deixa-nos entrar neles”. 13Ele permitiu, e os espíritos impuros saíram do homem e entraram nos porcos. Estes, cerca de dois mil, jogaram-se com violência no mar, e se afogavam. 14 Os que tomavam conta dos porcos fugiram e espalharam a notícia pela cidade e pelos campos. Várias pessoas foram ver o que tinha acontecido. 15 E chegando perto de Jesus, viram o possesso sentado, vestido e bom de juízo: aquele mesmo que a Legião tinha possuído. Ficaram cheios de medo. 16Os que tinham visto lhes contaram então o que tinha acontecido com o possesso e com os porcos. 17 E eles insistiram para que Jesus deixasse a terra deles. 18Quando ele entrava na barca, o possesso de antes pediu para ir em sua companhia. 19 Ele não permitiu, mas lhe disse: “Vai para casa, junto dos teus, e anuncia-lhes tudo o que o Senhor te fez e como teve pena de ti”. 20 Então ele se retirou, e começou a proclamar pela região das Dez Cidades tudo quanto o Senhor lhe tinha feito, e todos ficaram admirados. 

–– Palavra da salvação!

— Glória a vós, Senhor.

REFLEXÃO:

“O verdadeiro diálogo da Igreja com outras religiões não implica perda alguma nem à fé cristã nem ao direito humano da liberdade de religião. Este diálogo deve conduzir a uma ação conjunta das religiões para o bem comum de toda a humanidade, cada uma oferecendo de si os maiores valores religiosos e humanos para o bem comum. Isto se explica pela presença, no mundo, de forças negativas que promovem a violência, a guerra, a escravidão, a pobreza, a perseguição religiosa, a destruição do planeta, o desrespeito aos direitos humanos e a todos os demais valores positivos da humanidade. Lembrar ao mundo as maravilhas que Jesus Cristo realizou, cumprindo a vontade de Deus pelo bem de toda a humanidade, é o melhor que podemos fazer.” (Autor: Pe. Valdir Marques, SJ, Doutor em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma).

 

FONTE: http://www.loyola.com.br/liturgia_diaria.asp?dia=15&mes=1&ano=2018

 

jan 29

LITURGIA DA PALAVRA: TRAÇOS DO SERVIÇO

LITURGIA DA PALAVRA

4ª SEMANA DO TEMPO COMUM – LEITURA SUGERIDA PARA HOJE – SEGUNDA-FEIRA –– 29/01/2018 ––

LEITURA DO SEGUNDO LIVRO DO PROFETA SAMUEL – (2Sm 15,13-14.30; 16,5-13a) –

Naqueles dias, 13 veio um informante a Davi com a noticia: “Os corações dos israelitas aderiram a Absalão!”.14 Davi disse aos servos que estavam com ele em Jerusalém: “Vamos, fujamos, pois não é possível escapar de Absalão! Apressai-vos em partir, a fim de que não nos alcance, sendo porventura mais ligeiro, e nos cause ruína, e passe a cidade a fio de espada”. 30 E Davi subia o monte das Oliveiras, ele ia subindo e chorando, de rosto velado e descalço; e todo o povo que estava com ele tinha o rosto velado e subia chorando.16,5 Chegando o rei a Baurim, saiu dali um homem da família de Saul, chamado Semeí, filho de Gera, proferindo maldições. 6Atirava pedras em Davi e em todos os seus oficiais, enquanto todos os guerreiros caminhavam à direita e à esquerda do rei. 7 Eis que Semeí dizia, amaldiçoando: “Vai, vai-te embora, homem de sangue, sujeito à toa! 8Javé fez cair sobre ti todo o sangue da casa de Saul, cujo lugar usurpaste! Pois Javé entregou a tua realeza às mãos de teu filho Absalão. E eis que te achas em tua desgraça porque és um homem sanguinário”. 9 Abisaí, filho de Sárvia, disse então ao rei: “Por que amaldiçoa este cão morto ao rei, meu senhor? Deixe-me passar para cortar-lhe a cabeça!”. 10 Mas Davi respondeu: “Que tendes a ver comigo, filho de Sárvia? Se ele amaldiçoa, e se Javé lhe ordenou: ‘Amaldiçoa a Davi’, quem poderia interpelá-lo: ‘Por que fazes assim?’”. 11 Em seguida Davi disse a Abisaí e a todos os seus servos: “Eis que meu filho, que saiu das minhas entranhas, conspira contra minha vida! Quanto mais este benjaminita! Deixa-o amaldiçoar, se Javé assim lho ordenou. 12 Talvez Javé considere a minha aflição, e compense com favores as maldições de hoje”. 13a Davi e seus homens prosseguiram o caminho, enquanto Semeí seguia o flanco da montanha em caminho paralelo ao de Davi, e, ao caminhar, ele ia atirando pedras e jogando terra.    

- Palavra do Senhor!

– Graças a Deus.

                                 

FONTE: http://www.loyola.com.br/liturgia_diaria.asp?dia=17&mes=1&ano=2018

jan 28

SEMANÁRIO DOMINICAL – A CHEGADA DO REINO DE DEUS

PAULO DAHER

4º DOMINGO COMUM - ANO B – O ANÚNCIO DO REINO –

 *Por Monsenhor Paulo Daher –

 DO LIVRO DO DEUTERONÔMIO 18, 15-20, Moisés disse ao povo que Deus, atendendo ao pedido do próprio povo,  irá suscitar um profeta em seu meio, cuja boca dirá tudo o que o Senhor mandar dizer. “Pedirei contas a quem não o quiser ouvir.”

Moisés poderia estar falando do modo como Deus acompanharia seu povo enviando seus mensageiros para orienta-lo em tudo. Seja também e mais ainda pela promessa do Salvador que iria fazer uma obra completa na vida religiosa do povo.

A Palavra sempre aparece em muitos momentos da manifestação da presença de Deus às pessoas, de modo especial aos que Ele envia para anunciar ao povo o que deseja que façam.

Então o primeiro passo é estar atento. Ouvir e guardar esta palavra divina manifestada na forma como o Senhor deseja.

Em nossos relacionamentos com as pessoas, a comunicação com os outros é quase uma necessidade para participarmos da vida com todos. E a forma que aprendemos desde cedo é falar, transmitir por meio da palavra o que sentimos, o que queremos dizer, o que ajuda em toda e qualquer comunicação de que necessitamos para viver bem nossa vida humana. 

E em nosso relacionamento com Deus é também o meio comum que temos: a palavra.

Jesus que se fez homem para nos salvar do pecado e nos conduzir de novo para seu Pai, é chamado de Verbo, a Palavra por excelência, como s. João escreve no início de seu evangelho.

Nos últimos três anos de sua vida, Jesus percorreu toda a Palestina e arredores dirigindo ao povo sua palavra de vida.

Muitas vezes os evangelistas nos escrevem dizendo que Ele estava falando ao povo. E  as pessoas se encantavam com as palavras que lhes dirigia. Nem sempre os mesmos evangelistas apresentam o que dizia.

Tudo o que sabemos de suas palavras é o suficiente para conhecermos melhor a Deus e seu plano de amor sobre nossas vidas.

 A  condição para valorizar esta palavra divina é ouvir com atenção, guardar o que nos diz e seguir o que manifesta por meio de suas palavras. 

NA 1ª. CARTA AOS CORÍNTIOS 7, 32-35, o apóstolo dá conselhos sobre a vida das pessoas que não são casadas para que procurem viver mais unidos ao Senhor. E aos  casadas insiste sobre suas obrigações que não tomem conta de toda a sua vida..

Desde o início a Palavra de Deus que encontramos na Bíblia ao apresentar o ser humano nos afirma que esta natureza humana foi diferenciada em ser homem e ser mulher e que na união dos dois acontece a família que é no pensamento de Deus a melhor condição para o desenvolvimento completo da própria natureza humana das pessoas.

Toda a descrição dos fatos da Bíblia antes de Cristo, orientados por Deus confirma seu plano divino sobre a necessidade da família para que o ser humano realize seu destino.

A família é instituição tão divina que o próprio Deus Pai quis que seu Filho Jesus nascesse numa família e vivesse trinta anos nela para depois iniciar todo o seu plano de recuperação religiosa da humanidade.

São Paulo orienta os casais a que vivam a sua vocação na família. E na família humana sempre houve e haverá pessoas que não constituem novas famílias por não se casarem.

O apóstolo aconselha tanto os casais em sua vida em família como os chamados solteiros. Todos temos possibilidade de viver bem nosso relacionamento com as pessoas e com Deus dentro da situação de vida em que nos encontremos.

E mais, nossa religião sempre orientou as pessoas em sua vocação pessoal, além da vivência de casados, propondo seja uma vida em comunidade religiosa realizando ações de caridade para com os necessitados. E conforme o chamado de Deus, para uma vida mais intensa de união com Deus sendo com a Igreja e para a Igreja a oração permanente que é dirigida ao Pai por todos os que precisam da graça de Deus.

EM MARCOS 1, 21-28, Jesus ensinava na sinagoga causando grande admiração de todos. Ali estava um homem possuído por um espírito mau.. Ele gritou: Que queres de nós, Jesus, vieste para nos destruir? Sei que é o santo de Deus. Jesus diz: cala-te e sai dele. Sacudindo o homem, com um grito saiu. Espantados diziam: ele manda até nos espíritos maus. A fama e Jesus se espalhava.

A missão de Jesus começava em anunciar a chegada do Novo Reino, Sentimos em vários momentos que ele faz-nos conhecer melhor Deus Pai, pois fala muitas vezes sobre o amor que Ele tem a nós. E em algumas parábolas apresenta a misericórdia divina para com os que erram.

Penso que a maneira mais compreensível que Jesus mostra de sua parte e da parte de seu Pai atraía o povo mais que o rigor dos fariseus.

No caso de hoje, antes de Jesus fazer qualquer coisa, já o espírito mau se adianta, sabendo o que iria acontecer, e de fato se deu.

Mais uma vez me encontro com um fato inusitado de possessão do demônio. Não tenho costume de analisar estes fatos por muitos motivos...

Pela leitura dos evangelhos lemos vários casos semelhantes. Sempre é milagre a libertação imediata de um mal. O que seja de fato se possessão mesmo ou não, deixo aos entendidos.

Em nossa diocese como em todas, o bispo escolhe um padre chamado exorcista para verificar casos semelhantes que aparecem hoje. Há filmes que caracterizam de maneira terrível tanto os possessos como a ação dos exorcistas... Às vezes pode ser fruto da fantasia de quem gosta do estranho.

O padre exorcista analisa caso por caso, ajudado por psicólogos, psiquiatras e especialistas em doenças nervosas para ver o que fazer em cada caso... Só depois usa um ritual próprio de orações para suplicar a presença de Deus e exigir o afastamento do chamado espírito do mal.

Para mim bastam hoje estas explicações;

Em nossa vida comum, uma boa educação religiosa desde crianças, com a participação nos sacramentos, deve ser ajudada também a saber conviver com o ambiente nada cristão da sociedade em que vivemos.

De modo especial, pela difusão de maus exemplos que a mídia apresenta seja condenando mas com dando tanto destaque noticiário mais do que de fatos positivos de pessoas que contribuem para a construção de uma sociedade mais humana e mais justa.

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* Monsenhor Paulo Daher é Vigário Geral da Diocese de Petrópolis, e colabora enviando gentilmente seus comentários aos textos litúrgicos da semana.

jan 28

NO EVANGELHO, A FORÇA PARA A CAMINHADA!

BÍBLIA - A PALAVRA DE DEUS

4ª SEMANA DO TEMPO COMUM – ANO B – DOMINGO – 28/01/2018 –

 Evangelho (Mc 1,21-28)

O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo  segundo São Marcos.

— Glória a vós, Senhor.

21 Chegaram a Cafarnaum e, no dia de sábado, Jesus entrando na sinagoga ensinava. 22 Os ouvintes se admiravam muito com o seu modo de ensinar, porque ele ensinava como quem tem autoridade, e não como os escribas.23 E estava ali, naquela sinagoga, um homem possesso de um espírito impuro, que começou a gritar: 24“Que é que tens conosco, Jesus de Nazaré? Vieste para nossa perdição? Eu te conheço: tu és o Santo de Deus!”.25 Mas Jesus o repreendeu energicamente: “Cala-te e sai deste homem!”. 26 O espírito impuro, sacudindo o homem com violência, deu um forte grito e saiu dele. 27 Todos ficaram tão espantados que perguntavam entre si: “Mas o que é isto? Aí está um ensinamento novo, dado com autoridade! Ele manda até nos espíritos impuros e eles lhe obedecem!”. 28 Sua fama se espalhou por toda parte, em toda a região vizinha à Galileia. 

–– Palavra da salvação!

— Glória a vós, Senhor.

REFLEXÃO:

“O povo não podia imaginar que além de Moisés Deus precisasse dar-lhe outro Profeta e guia. Nem imaginava que a este novo Profeta o povo devia obedecer tanto quanto a Moisés. Ora, ao longo da história Deus mandara vários profetas, mas nenhum foi semelhante a Moisés. Será o Povo Eleito que reconhecerá em Jesus o grande Profeta anunciado por Moisés, no dia em que Ele entrou em Jerusalém – dia que chamamos hoje ‘Domingo de Ramos’ – rodeado pela multidão, que aclamava: “... Este é o Profeta Jesus, de Nazaré da Galileia!” (Mt 21,11).

Por este motivo pediram a Deus um Profeta que os instruísse na vontade de Deus e na Sua obra libertadora além de Moisés, que estava se despedindo para morrer dentro de pouco tempo. Ora, será no doce rabi da Galileia, o Profeta Jesus, que o Povo Eleito ouvirá a vontade de Deus, no estabelecimento de Seu Reino na terra.(Autor: Pe. Valdir Marques, SJ, Doutor em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma).

 

FONTE: http://www.loyola.com.br/liturgia_diaria.asp?dia=15&mes=1&ano=2018

 

jan 28

A AUTORIDADE DE JESUS FRENTE AOS DEMÔNIOS

ZÉ MARIA-2

IV DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO B – O DEMÔNIO E O PECADO.

*Por Monsenhor José Maria Pereira –

O Evangelho (Mc 1, 21-28) apresenta - nos Jesus que, no dia de sábado, prega na Sinagoga de Cafarnaum.  Conta que Ele “começou a ensinar” e os seus ouvintes “se maravilhavam… porque ensinava como quem tem autoridade”. Até o espírito impuro, presente num homem, se dá conta da Sua presença e, enquanto grita, não deixa de reconhecer em Jesus “o Santo de Deus.” Ao expulsar o demônio, libertando o possesso, todos ficam maravilhados e dizem: “Que é isto? Eis uma nova doutrina e feita com tal autoridade que até manda nos espíritos impuros, e eles obedecem-lhe”. À eficácia da palavra de Jesus acrescentava a dos sinais de libertação do mal. Santo Atanásio observa que “comandar os demônios e expulsa–los não é obra humana, mas divina”; com efeito, o Senhor “afastava dos homens todas as doenças e todas as enfermidades. Quem, vendo o seu poder... ainda duvidaria que Ele é o Filho, a Sabedoria e o Poder de Deus?”

Desde a chegada de Cristo, o demônio bate em retirada, mas o seu poder é ainda muito grande e “a sua presença torna-se mais forte à medida que o homem e a sociedade se afastam de Deus” (São João Paulo II); devido ao pecado mortal, não poucos homens ficam sujeitos à escravidão do demônio, afastam-se do Reino de Deus para penetrarem no reino das trevas, do mal; convertem-se, em diferentes graus, em instrumento do mal no mundo e ficam submetidos à pior das escravidões. Jesus sabe que para libertar a humanidade do domínio do pecado, Ele deverá ser sacrificado na Cruz como verdadeiro Cordeiro Pascal. O demônio, por sua vez, procura distraí – lo em vista de o desviar ao contrário para a lógica humana de um Messias poderoso e com sucesso. A Cruz de Cristo será a ruína do demônio, e é por isso que Jesus não cessa de ensinar aos seus discípulos que para entrar na sua Glória deve sofrer muito, ser rejeitado, condenado e crucificado (cf. Lc 24, 26), dado que o sofrimento faz parte integrante da sua missão.

Jesus sofre e morre na Cruz por amor. Deste modo, considerando bem, deu sentido ao nosso sofrimento, um sentido que muitos homens e mulheres de todas as épocas compreenderam e fizeram seu, experimentando uma profunda serenidade também na amargura de árduas provas físicas e morais.

A experiência da ofensa a Deus é uma realidade. E o cristão não demora a descobrir essa profunda marca do mal e a ver o mundo escravizado pelo pecado, ensina a Gaudium et Spes, 13.

São Paulo recorda-nos que fomos resgatados por um preço muito alto (1Cor 7, 23) e exorta-nos firmemente a não voltar à escravidão. Ensina São Josemaría Escrivá: “O primeiro requisito para desterrar esse mal é procurar comportar-se com a disposição clara, habitual e atual, de aversão ao pecado. Energicamente, com sinceridade, devemos sentir – no coração e na cabeça – horror ao pecado grave” (Amigos de Deus, 243).

O pecado mortal é a pior desgraça que nos pode acontecer. Quando um cristão se deixa conduzir pelo amor, tudo lhe serve para a glória de Deus e para o serviço dos seus irmãos, os homens, e as próprias realidades terrenas são santificadas: o lar, a profissão, o esporte, a política… “Pelo contrário, quando se deixa seduzir pelo demônio, o seu pecado introduz no mundo um princípio de desordem radical, que afasta do seu Criador e é a causa de todos os horrores que se aninham no seu íntimo. Nisto está a maldade do pecado: em que os homens tendo conhecido a Deus não o honraram como Deus nem lhe renderam graças. Pelo contrário, extraviaram-se em seus vãos pensamentos, e se lhes obscureceu o coração insensato… Trocaram a verdade de Deus pela mentira e adoraram e serviram à criatura em lugar do Criador, que é bendito pelos séculos” (Rm 1, 21-25).

O pecado – um só pecado – exerce uma misteriosa influência, umas vezes oculta, outras visível e palpável, sobre a família, os amigos, a Igreja e a humanidade inteira. Se um ramo de videira é atacado por uma praga, toda a planta se ressente; se um ramo fica estéril, a videira já não produz o fruto que se esperava dela; além disso, outros ramos podem também secar e morrer.

Renovemos hoje o propósito firme de repelir tudo aquilo que possa ser ocasião, mesmo remota, de ofender a Deus: espetáculos, leituras inconvenientes, ambientes em que destoa a presença de um homem ou uma mulher que segue o Senhor de perto… Amemos muito o Sacramento da Penitência (Confissão). Meditemos com frequência a Paixão de Cristo para entender melhor a maldade do pecado.

Os santos recomendaram sempre a confissão frequente, sincera e contrita, como meio eficaz de combater essas faltas e pecados, e caminho segura de progresso interior. Dizia S. Francisco de Sales: “Deves ter sempre verdadeira dor dos pecados que confessas, por leves que sejam, e fazer o firme propósito de emendar-te daí por diante. Há muitos que perdem grandes bens e muito proveito espiritual porque, ao confessarem os pecados veniais como que por costume e só por cumprir, sem pensarem em corrigir-se, permanecem toda a vida carregados deles”.

“Oxalá não endureçais os vossos corações quando ouvirdes a sua voz” (Sl 94, 7-8). Peçamos ao Espírito Santo que nos ajude a ter um coração cada vez mais limpo e forte, capaz de cortar o menor laço que nos aprisione, e de se abrir a Deus tal como Ele espera de cada cristão. E, assim seremos capazes de entender e acolher a mensagem de São Paulo que apresenta a beleza e a grandeza do seguimento do Senhor, no Celibato.

São Paulo, adverte que os casados, sujeitos aos deveres familiares, não podem entregar-se ao serviço de Deus com a mesma liberdade que os celibatários. O Apóstolo louva e aconselha a virgindade que permite ocupar-se nas coisas de Deus com um coração indiviso e sem preocupações (1Cor 7, 32-35). A Virgindade consagrada é uma maneira típica da novidade da resposta, que devem a Deus os seguidores de Cristo e tem, ao mesmo tempo, a função de recordar a todos os crentes que, em todas as coisas, o primeiro lugar pertence a Deus.

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*Mons. José Maria Pereira, Sacerdote da Diocese de Petrópolis, é, também, Professor, Juiz do Tribunal Eclesiástico Interdiocesano de Niterói e Diocesano de Petrópolis e Vigário Paroquial de Nossa Senhora de Fátima  enviando para o Blog, semanalmente, a homilia do domingo.
 

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