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Sementes de vida, ������© tempo de semear

Arquivo por mês: novembro 2017

nov 27

EDITORIAL DA SEMANA: SÃO JOÃO DE DEUS, IMAGEM DO BOM SAMARITANO!

SÃO JOÃO DE DEUS

SÃO JOÃO DE DEUS E A MENSAGEM DE JESUS: CAMINHO PARA O CÉU –

*Por Luiz Antonio d Moura –

Há pouco tempo tive a honra, o prazer e a felicidade de tomar conhecimento da obra de São João de Deus, um santo de origem portuguesa, nascido no ano de 1495, na vila de Montemor-o-Novo, pertencente ao bispado de Évora, no Reino de Portugal. Com a ciência da obra, veio o conhecimento acerca da existência da Ordem Hospitaleira de São João de Deus, cujo objetivo é ecoar no mundo a ação do santo português, totalmente voltada para o acolhimento dos idosos, enfermos e marginalizados, pessoas que, de certa forma, não interessariam mais para a sociedade porque, com o passar dos anos e com o acúmulo das doenças e de todas as chagas impostas pela vida, foram se tornando um peso insuportável para o mundo, que vive em busca do prazer, da felicidade, da abundância de bens e das riquezas materiais.

A imagem de São João de Deus transportando nos braços um homem idoso e moribundo, criou uma marca indelével no meu espírito, calou e embargou a minha voz e trouxe algumas lágrimas aos meus olhos. Pela primeira vez na vida, refletindo sobre aquela imagem, eu me vi diante da materialização da mensagem viva de Jesus: “tive fome, e deste-me de comer; tive sede, e deste-me de beber; peregrino, acolheste-me; nu, vestiste-me; enfermo, viestes me visitar” (Mt 25, 35-36). Refletir sobre o significado daquela imagem, antes de conhecer a história do santo, me trouxe à mente algumas das lições mais importantes deixadas por Jesus. Mensagens que perpassam a ciência e a sabedoria humanas; fogem de todos os estereótipos de grandeza, de bondade, de santidade e de amor que conhecemos. Mensagens que, tal qual a verdadeira chave dourada, abrem as portas dos Céus para quem consegui-las decifrar e pô-las em prática no curso da existência terrena.

Deus, na sua infinita e inigualável sabedoria, permite que as pessoas recebam mensagens por meio de anjos escolhidos a dedo por Ele. E, em toda a minha vida, sempre, sempre, estes anjos estiveram, e ainda estão, presentes e atuantes. É extremamente verdadeira a frase: “foi Deus quem te mandou vir aqui”, dita inúmeras vezes por nós quando, em apuros ou em grande necessidade, recebemos a visita inesperada de um amigo, ou até mesmo de um estranho, que chega para nos socorrer. Embora muitos de nós não saibamos reconhecer, aquela pessoa, naquele momento, age na condição de anjo enviado, sim, por Deus, porque é assim que Ele age no mundo. Pois bem, um dos anjos enviados pelo Senhor para me apresentar à obra de São João de Deus foi o Irmão Raimundo Cassiano Ferraz, cuja residência é no Lar de São João de Deus, em Itaipava (Petrópolis-RJ).

Esse Irmão, do qual tenho a honra e a satisfação de ter sido admitido como amigo, convidou-me para visitar o Lar de São João de Deus. Acertamos a visita pelo menos por umas duas ou três vezes, até que um dia eu disse: “vou lá”. E fomos, eu e minha esposa. E, uma vez lá, ficamos deslumbrados com o ambiente acolhedor; com a presença de idosos, de ambos os sexos, alguns, inclusive, enfermos e cadeirantes; com o trabalho executado por funcionários e por voluntários; com o carinho com o qual cada um daqueles seres humanos são tratados. Seres humanos que, certamente, um dia foram pessoas de muito valor e de muita importância tanto para a comunidade, quanto para a  própria sociedade, mas, que, agora, “não têm mais o mesmo prestígio e a mesma importância de outrora”, dentro da lógica excludente e exclusiva do mundo, restando-lhes, apenas, os sempre presentes familiares e alguns poucos amigos.

Uma coisa, no entanto, intrigava o meu espírito: aquela instituição é inspirada em quem? Logo, logo, fui informado que o Lar de São João de Deus é inspirado na vida e na obra do Santo, que é, também, patrono e inspirador da Ordem Hospitaleira, cujo objetivo é, na medida do possível, ecoar no mundo a mensagem de acolhimento daqueles que sofrem e que, de alguma forma, vivem próximos da exclusão e do abandono social.

A atuação de São João de Deus, cuja vida foi dedicada ao acolhimento e ao socorro aos pobres, enfermos, marginalizados e necessitados, conduziu-me à estrada que fazia a ligação entre Jerusalém e Jericó, usada por Jesus para descrever a inusitada cena do homem que, vítima de ladrões cruéis, encontra-se ferido, desprovido e, quase morto, jogado num canto da estrada, à espera de alguém que pudesse socorrê-lo. Jesus conta que, primeiro, passou um sacerdote que, ao perceber o homem ferido e caído, logo desviou-se dele e foi embora sem prestar qualquer socorro. Em seguida, veio um levita, um homem letrado e conhecedor da lei sagrada. Também este, ao ver o pobre diabo caído, ferido e moribundo, tratou de mudar o seu percurso e, também, seguiu em frente, sem prestar qualquer auxílio. Por último, conta Jesus, veio um samaritano, que estava de viagem. Ora, dentre os três que passaram por aquela estrada naquele momento e naquelas circunstâncias, o samaritano era justamente quem deveria provocar maior receio no homem ferido, dada a animosidade existente entre judeus e samaritanos. Animosidade secular, desde os tempos de Esdras, da volta do exílio e da reconstrução do Templo.

Entretanto, Jesus lança o olhar na direção daqueles que o ouviam, e prossegue na narrativa. Aquele samaritano, de quem nada poderia ser esperado por um judeu ferido, foi justamente o que desceu da sua montaria, aproximou-se do moribundo cheio de misericórdia, e limpou as feridas com carinho e com atenção, derramando sobre elas azeite e vinho. Depois, colocando-o sobre o animal que o transportava, seguiu com ele até a hospedaria mais próxima, oferecendo-lhe o tão necessário repouso e descanso. Na manhã seguinte, o samaritano decide seguir em frente em sua viagem, deixando o homem ferido e já acolhido, aos cuidados do dono da pensão, a quem entrega duas moedas de prata e recomenda: “Cuida dele e o que gastares a mais, na volta eu te pagarei”  (Lc 10, 35).

Para mim a obra desencadeada por São João de Deus, encaixa-se perfeitamente na parábola do bom samaritano, porque em toda a sociedade são perceptíveis atitudes semelhantes às do sacerdote e à do levita que, vendo  um pobre coitado caído, sujo e ferido, quase à morte, dele se desviam por outro caminho e seguem em frente, sem prestar o socorro necessário. Quantos de nós, passamos todos os dias por estes pobres coitados feridos, sujos, famintos, enfermos e necessitados e, cheios de críticas, desviamo-nos deles e seguimos em frente, rumo à satisfação das nossas carências consumistas, individualistas e egoístas?

É digno de relato que João de Deus não era homem de posses, ou filho de família tradicional ou rica, mas, homem que vivia em absoluta pobreza, mal vestido, descalço, sem agasalhos para o frio e sem reservas de comestíveis. Sobrevivia e realizava as obras de caridade por meio das esmolas que pedia e recebia das pessoas que, a despeito de julgarem-no um louco, viam o trabalho por ele executado, recolhendo os pobres, os doentes, os órfãos, os indigentes, as prostitutas e os famintos, levando-os, inicialmente, para uma casa alugada com a ajuda de algumas pessoas devotas, segundo o primeiro biógrafo do santo, Francisco de Castro, sacerdote, teólogo e “reitor” do hospital de São João de Deus, de  Granada.

A obra de São João de Deus, cujas sementes ainda estão presentes nos dias de hoje, traz a marca inconfundível da Sagrada Face de Cristo. Do Cristo piedoso, misericordioso, atencioso e acolhedor, que não mandou ninguém criar qualquer religião, mas, mandou vivermos a lei do amor, da misericórdia e do acolhimento. Quem, realmente, desejar salvar sua alma e entrar no Reino dos Céus, cuide destes pobres, abandonados, feridos, enfermos, famintos e moribundos, para que possa, no dia da Redenção, ouvir da boca do próprio Jesus: “Vinde, benditos de meu Pai, recebei por herança o Reino preparado para vós desde a fundação do mundo. Pois tive fome e me destes de comer. Tive sede e me destes de beber. Era forasteiro e me acolhestes. Estive nu e me vestistes, doente e me visitastes, preso e viestes  me ver. Em verdade vos digo: cada vez que o fizestes a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes”  (Mt 25, 34-36.40).

A Ordem Hospitaleira – há 70 anos no Brasil (1947-2017) – atua como receptáculo e herdeira da obra de São João de Deus, e deve ser conhecida, visitada e prestigiada por todos os cristãos, independentemente da fé que professam porque, acima de qualquer coisa ela, também, traz em si a marca profunda da mensagem de Jesus, a quem todos os cristãos dizem seguir.

No Brasil, a OH – Ordem Hospitaleira – cujo Superior é o Irmão Augusto Vieira Gonçalves, está em Itaipava - Petrópolis-RJ; em São Paulo-SP; em Aparecida do Taboado-MS; e em Divinópolis-MG. Para maiores detalhes e informações pode ser acessado o endereço: www.saojoaodedeus.org.br

Em Petrópolis, graças a atuação da Ordem Hospitaleira, existe o Lar de São João de Deus, cuja fundação e história estão intimamente ligadas à pessoa e ao trabalho incansável e  dedicado do Irmão José J. Fernandes, falecido no ano de 2015, aos 101 anos de idade, e que tem no Centro de Atividades Irmão Fernandes (CAIF/2016) a expressão maior do reconhecimento por todo o bem realizado.

Não posso deixar de registrar a existência de muitas outras grandes obras de caridade, de acolhimento e de cuidado com os mais pobres, enfermos, feridos, abandonados e necessitados, inspiradas em outros santos, ainda que não reconhecidos oficialmente pela Igreja de Roma. Todas, sem nenhuma dúvida, revelam a mesma face de Jesus, e são exemplos vivos da mensagem do Cristo piedoso, misericordioso, bondoso e acolhedor.

Este texto é, acima de tudo, expressão de felicidade, de gratidão, de fé e de compartilhamento do conhecimento acerca de uma das mais belas vida e obra de que tive notícia – a de São João de Deus – na qual pude identificar a imagem perfeita do Filho de Deus. Lendo-o, não fique alheio(a). Seja feliz, e boa sorte!

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*Luiz Antonio de Moura é um caminhante, um pensador espiritualista e um cultor do silêncio.

nov 26

SALMO DE HOJE: LEIA E REFLITA

SALMO 90

SALMO DO DIA (26/11/2017) – CANTANDO OU RECITANDO, APROXIMA-TE DO SENHOR –

SALMO – Sl 22,1-2a.2b-3.5-6

R. O Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma.

2 Pelos prados e campinas verdejantes

ele me leva a descansar.

Para as águas repousantes me encaminha,

3 e restaura as minhas forças.

R. O Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma.

5 Preparais à minha frente uma mesa,

bem à vista do inimigo,

e com óleo vós ungis minha cabeça;

o meu cálice transborda.

R. O Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma.

6 Felicidade e todo bem hão de seguir-me

por toda a minha vida;

e, na casa do Senhor, habitarei

pelos tempos infinitos.  

R. O Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma.

 

FONTE: http://www.catolicoorante.com.br/liturgia/

     

nov 26

NA LEITURA DO EVANGELHO, A FORÇA PARA A CAMINHADA!

BÍBLIA SAGRADA -2

34º DOMINGO DO TEMPO COMUM – SOLENIDADE DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, REI DO UNIVERSO – 26/11/2017 –

Evangelho (Mt 25,31-46)

O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo  segundo São Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 31 Quando o Filho do Homem vier em sua glória, acompanhado de todos os anjos, então se assentará em seu trono glorioso. 32 Todos os povos da terra serão reunidos diante dele, e ele separará uns dos outros, assim como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. 33 E colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda. 34 Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: `Vinde benditos de meu Pai! Recebei como herança o Reino que meu Pai vos preparou desde a criação do mundo! 35 Pois eu estava com fome e me destes de comer; eu estava com sede e me destes de beber; eu era estrangeiro e me recebestes em casa; 36 eu estava nu e me vestistes; eu estava doente e cuidastes de mim; eu estava na prisão e fostes me visitar'. 37 Então os justos lhe perguntarão: `Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? com sede e te demos de beber? 38 Quando foi que te vimos como estrangeiro e te recebemos em casa, e sem roupa e te vestimos? 39 Quando foi que te vimos doente ou preso, e fomos te visitar?' 40 Então o Rei lhes responderá: `Em verdade eu vos digo, que todas as vezes que fizestes isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizestes!' 41 Depois o Rei dirá aos que estiverem à sua esquerda: `Afastai-vos de mim, malditos! Ide para o fogo eterno, preparado para o diabo e para os seus anjos. 42 Pois eu estava com fome e não me destes de comer; eu estava com sede e não me destes de beber; 43 eu era estrangeiro e não me recebestes em casa; eu estava nu e não me vestistes; eu estava doente e na prisão e não fostes me visitar'. 44 E responderão também eles: `Senhor, quando foi que te vimos com fome, ou com sede, como estrangeiro, ou nu, doente ou preso, e não te servimos?' 45 Então o Rei lhes responderá: `Em verdade eu vos digo, todas as vezes que não fizestes isso a um desses pequeninos, foi a mim que não o fizestes!' 46 Portanto, estes irão para o castigo eterno, enquanto os justos irão para a vida eterna'.

–– Palavra da Salvação!

— Glória a vós, Senhor.

                                

FONTE: http://www.catolicoorante.com.br/liturgia

nov 26

LITURGIA DA PALAVRA: TRAÇOS DO SERVIÇO

liturgia-setembro-de-2016

LEITURAS SUGERIDAS PARA HOJE – 34º DOMINGO DO TEMPO COMUM – SOLENIDADE DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, REI DO UNIVERSO – 26/11/2017 –

PRIMEIRA LEITURA

LEITURA DA PROFECIA DE EZEQUIEL – (Ez 34,11-12.15-17) –

11 Assim diz o Senhor Deus: Vede! Eu mesmo vou procurar minhas ovelhas e tomar conta deles. 12 Como o pastor toma conta do rebanho, de dia, quando se encontra no meio das ovelhas dispersas, assim vou cuidar de minhas ovelhas e vou resgatá-las de todos os lugares em que foram dispersadas num dia de nuvens e escuridão. 15 Eu mesmo vou apascentar as minhas ovelhas e fazê-las repousar - oráculo do Senhor Deus - . 16 Vou procurar a ovelha perdida, reconduzir a extraviada, enfaixar a da perna quebrada, fortalecer a doente, e vigiar a ovelha gorda e forte. Vou apascentá-las conforme o direito. 17 Quanto a vós, minhas ovelhas - assim diz o Senhor Deus - eu farei justiça entre uma ovelha e outra, entre carneiros e bodes.

– Palavra do Senhor!

– Graças a Deus.

SALMO RESPONSORIAL

–  O Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma.

–  O Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma.

SEGUNDA LEITURA

LEITURA DA PRIMEIRA CARTA DE SÃO PAULO AOS CORÍNTIOS (1Cor 15,20-26.28)

 Irmãos: 20 Na realidade, Cristo ressuscitou dos mortos como primícias dos que morreram. 21 Com efeito, por um homem veio a morte e é também por um homem que vem a ressurreição dos mortos. 22 Como em Adão todos morrem, assim também em Cristo todos reviverão. 23 Porém, cada qual segundo uma ordem determinada: Em primeiro lugar, Cristo, como primícias; depois, os que pertencem a Cristo, por ocasião da sua vinda. 24 A seguir, será o fim, quando ele entregar a realeza a Deus-Pai, depois de destruir todo principado e todo poder e força. 25 Pois é preciso que ele reine até que todos os seus inimigos estejam debaixo de seus pés. 26 O último inimigo a ser destruído é a morte. 28 E, quando todas as coisas estiverem submetidas a ele, então o próprio Filho se submeterá àquele que lhe submeteu todas as coisas, para que Deus seja tudo em todos.

Palavra do Senhor! 

– Graças a Deus. 

                                

FONTE: http://www.catolicoorante.com.br/liturgia

nov 26

VENHA A NÓS O VOSSO REINO

ZÉ MARIA-2

SOLENIDADE DE CRISTO REI – CRISTO REI E PASTOR –

*Por Mons. José Maria Pereira  –

Com a Solenidade de Cristo, Rei do Universo, encerramos o Ano Litúrgico. No próximo domingo será o primeiro domingo do Advento, um novo Ano Litúrgico; início da preparação para o Natal. Ainda que as festas da Epifania, Páscoa e Ascensão sejam também festas de Cristo Rei e Senhor de todas as coisas criadas, a festa de hoje foi especialmente instituída para nos mostrar Jesus como único soberano de uma sociedade que parece querer viver de costas para Deus.

Jesus veio ao mundo para buscar e salvar o que estava perdido; veio em busca dos homens dispersos e afastados de Deus pelo pecado. E como estavam feridos e doentes, curou-os e vendou-lhes as feridas. Tanto os amou que deu a vida por eles. Como Rei, vem para revelar o amor de Deus, para ser o Mediador da Nova Aliança, o Redentor do homem. No Prefácio da Missa fala-se de Jesus que ofereceu ao Pai “um reino de verdade e de vida, de santidade e de graça, de justiça, de amor e de paz”.

Assim é o Reino de Cristo, do qual somos chamados a participar e que somos convidados a dilatar mediante um apostolado fecundo. O Senhor deve estar presente nos nossos familiares, amigos, vizinhos companheiros de trabalho… “Perante os que reduzem a religião a um cúmulo de negações, ou se conformam com um catolicismo de meias-tintas; perante os que querem por o Senhor de cara contra a parede, ou colocá-Lo num canto da alma…, temos de afirmar, com as nossas palavras e com as nossas obras, que aspiramos a fazer de Cristo um autêntico Rei de todos os corações…, também dos deles” (São Josemaria Escrivá, Sulco, nº 608).

Disse São João Paulo II: “A Igreja tem necessidade sobretudo de grandes correntes, movimentos e testemunhos de santidade entre os fiéis, porque é da santidade que nasce toda a autêntica renovação da Igreja, todo o enriquecimento da fé e do seguimento cristão, uma reatualização vital e fecunda do cristianismo com as necessidades dos homens, uma renovada forma de presença no coração da existência humana e da cultura das nações”.

Continua São João Paulo ll ao encerrar o Jubileu do Ano 2000: “Terminando o Jubileu, retoma-se o caminho comum; no entanto, apontar a santidade permanece mais que nunca uma urgência da pastoral. Em primeiro lugar,  não hesito em dizer que o horizonte para o qual deve tender todo caminho pastoral é a santidade.

Assim, é preciso redescobrir , em todo seu valor programático, o capítulo V da Constituição Dogmática Lumem Gentium, intitulado “Vocação universal à santidade.”

Professar a Igreja como santa significa apontar seu rosto de Esposa de Cristo, que a amou, entregando-se por ela precisamente para a santificar (Ef 5, 25-26). Este dom de santidade, por assim dizer, objetiva, é oferecido a cada batizado.

Por sua vez , o dom se traduz num dever que deve dirigir toda a existência cristã: ““Esta é a vontade de Deus: a vossa santificação.” (1Ts 4,3). É um compromisso que diz respeito não apenas a alguns, pois os cristãos de qualquer estado ou ordem são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade.” (S. João Paulo II, Carta Apostólica Novo Millennio Ineunte, 30)

A atitude do cristão não pode ser de mera passividade em relação ao reinado de Cristo no mundo. Nós desejamos ardentemente esse reinado. É necessário que Cristo reine em primeiro lugar na nossa inteligência, mediante o conhecimento da sua doutrina e o acatamento amoroso dessas verdades reveladas. É necessário que reine na nossa vontade, para que se identifique cada vez mais plenamente com a vontade divina. É necessário que reine no nosso coração, para que nenhum amor se anteponha ao amor de Deus. É necessário que reine no nosso corpo, templo do Espírito Santo; no nosso trabalho profissional, caminho de santidade… Convém que Ele reine!”(Papa Pio XI).

Cristo é um Rei que recebeu todo o poder no Céu e na terra, e governa sendo manso e humilde de coração, servindo a todos, porque não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida para a redenção de muitos.

O texto do profeta Ezequiel salienta o amor de Cristo-Rei, que veio estabelecer o seu reinado, não com a força de um conquistador, mas com a bondade e a mansidão do Pastor: “Assim diz o Senhor Deus: “Vede! Eu mesmo vou procurar minhas ovelhas e tomar conta delas. Como o pastor toma conta do rebanho, de dia, quando se encontra no meio das ovelhas dispersas, assim vou cuidar de minhas ovelhas e vou resgatá-las de todos os lugares em que foram dispersadas num dia de nuvens e escuridão” (Ez 34, 11-12).

São Paulo ensina que a soberania de Cristo sobre toda a criação cumpre-se agora no tempo, mas alcançará a sua plenitude definitiva depois do Juízo universal. “É necessário que Ele reine…” (1Cor 15,25).

O Evangelho (Mt 25, 31-46) mostra que há um discernimento, um juízo. Jesus que tinha sempre falado do Bom-Pastor que “reúne” as ovelhas num só rebanho (Jo 10,16), agora fala do Pastor que “separa” ovelha de outra ovelha e forma dois rebanhos eternos: um para os carneiros e outro para as ovelhas. O Pastor deixa o lugar ao Rei-Juiz que senta “no trono de sua glória.”

Creio que o pensamento central seja este. Nossa vida se divide em dois tempos: o primeiro, aqui neste mundo, onde estamos vivendo. Nele encontramos Cristo como “Bom-Pastor”; a decisão depende de nós; é o que São Paulo chama o tempo propício ou o dia da salvação (2Cor 6,2). Chegará, porém, o momento em que se atravessará uma porta e se entrará numa nova fase: aquela em que se encontrará Cristo como juiz, em que a decisão não estará mais em nossas mãos, em que não haverá mais tempo para debate ou defesa, mas somente para sentença. Deixemos que Cristo reine em nossa vida! Deus não criou o mundo para uma espécie de jogo de se correr atrás, no qual nada é sério e nada é definitivo. “Lá onde a árvore cai, ali fica.” (Ecl 11,3); atrás não se volta, nem para informar os próprios irmãos, como queria fazer o rico avarento (Lc 16,27).Daí o absurdo da reencarnação pregada pelo Espiritismo: “O homem morre uma só vez, e logo em seguida vem o juízo” (Hb 9,27).

Diz-nos a Palavra de Deus: “Animai-vos mutuamente cada dia durante todo o tempo compreendido na palavra hoje, para não acontecer que alguém se torne empedernido com a sedução do pecado” (Hb 3,13).

Agora, portanto, Cristo é para nós ainda o bom pastor cantado por Ezequiel (cf. Ez 34,11-17).

Ao mesmo tempo, pedimos-lhe que nos reforce a vontade de colaborar na tarefa de estender o seu reinado ao nosso redor e em tantos lugares em que ainda não o conhecem.

“Venha a nós o vosso Reino”.

Que esse Reino venha de fato ao nosso coração e ao coração de todos os homens: Reino de Verdade e de Vida; Reino de Santidade e de Graça; Reino de Justiça, de Amor e de Paz…

Sejamos mensageiros desse Reino, na família, na rua, na sociedade, no ambiente de trabalho… E, que Maria, a Mãe Santa do nosso Rei, Rainha da Paz, Rainha do nosso coração, cuide de nós como somente Ela o sabe fazer!

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*Mons. José Maria Pereira, Sacerdote da Diocese de Petrópolis, é, também, Professor, Juiz do Tribunal Eclesiástico Interdiocesano de Niterói e Diocesano de Petrópolis e Vigário Paroquial de Nossa Senhora de Fátima  enviando para o Blog, semanalmente, a homilia do domingo.
 

nov 25

SALMO DE HOJE: LEIA E REFLITA

SALMO É VIDA

SALMO DO DIA (25/11/2017) – CANTANDO OU RECITANDO, APROXIMA-TE DO SENHOR –

SALMO – Sl 9,2-3. 4.6. 16b.19

R. Cantarei de alegria, ó Senhor, pois me livrastes!

2 Senhor, de coração vos darei graças, 

as vossas maravilhas cantarei!

3 Em vós exultarei de alegria, 

cantarei ao vosso nome, Deus Altíssimo!

R. Cantarei de alegria, ó Senhor, pois me livrastes!

4 Voltaram para trás meus inimigos, 

perante a vossa face pereceram;

6 Repreendestes as nações, e os maus perdestes, 

apagastes o seu nome para sempre.

R. Cantarei de alegria, ó Senhor, pois me livrastes!

16a Os maus caíram no buraco que cavaram,  

nos próprios laços foram presos os seus pés.

19 Mas o pobre não será sempre esquecido, 

nem é vã a esperança dos humildes.

R. Cantarei de alegria, ó Senhor, pois me livrastes!

 

FONTE: http://www.catolicoorante.com.br/liturgia/

     

nov 25

NA LEITURA DO EVANGELHO, A FORÇA PARA A CAMINHADA!

biblia-2017

33ª SEMANA DO TEMPO COMUM – SÁBADO – 25/11/2017 – 

“Como todos nós vivemos num mundo marcado pelo materialismo, cada vez mais somos tentados a fazer da matéria a causa da nossa felicidade e nos fecharmos nessa realidade para analisar todas as coisas e, com isso, não somos capazes de ver outros caminhos para a felicidade ou até mesmo outras condições de vida que Deus pode nos conceder para o nosso bem, como é o caso da vida eterna. O erro que os saduceus cometeram e que aparece no evangelho de hoje é esse: se tornaram tão materialistas que ficaram incapazes de abrir o próprio coração para a proposta da vida plena que nos é feita pelo próprio Deus” 

Evangelho (Lc 20,27-40)

O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo  segundo São Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo:  27 Aproximaram-se de Jesus alguns saduceus,  que negam a ressurreição,  28 e lhe perguntaram:  'Mestre, Moisés deixou-nos escrito:  se alguém tiver um irmão casado  e este morrer sem filhos,  deve casar-se com a viúva  a fim de garantir a descendência para o seu irmão.  29 Ora, havia sete irmãos.  O primeiro casou e morreu, sem deixar filhos.  30 Também o segundo  31 e o terceiro se casaram com a viúva.  E assim os sete: todos morreram sem deixar filhos.  32 Por fim, morreu também a mulher.  33 Na ressurreição, ela será esposa de quem?  Todos os sete estiveram casados com ela.'  34 Jesus respondeu aos saduceus:  'Nesta vida, os homens e as mulheres casam-se,  35 mas os que forem julgados dignos  da ressurreição dos mortos e de participar da vida futura,  nem eles se casam nem elas se dão em casamento;  36 e já não poderão morrer, pois serão iguais aos anjos,  serão filhos de Deus, porque ressuscitaram.  37 Que os mortos ressuscitam,  Moisés também o indicou na passagem da sarça,  quando chama o Senhor 'o Deus de Abraão,  o Deus de Isaac e o Deus de Jacó'.  38 Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos,  pois todos vivem para ele.'  39 Alguns doutores da Lei disseram a Jesus:  'Mestre, tu falaste muito bem.'  40 E ninguém mais tinha coragem  de perguntar coisa alguma a Jesus. 

–– Palavra da salvação!

— Glória a vós, Senhor.

                                

FONTE: http://www.catolicoorante.com.br/liturgia

 

nov 25

LITURGIA DA PALAVRA: TRAÇOS DO SERVIÇO

LITURGIA ESPECIAL

LEITURA SUGERIDA PARA HOJE – 33ª SEMANA DO TEMPO COMUM – SÁBADO – 25/11/2017 –

LEITURA DO PRIMEIRO LIVRO DOS MACABEUS – (1Mc 6,1-13) –

Naqueles dias:  1 O rei Antíoco estava percorrendo  as províncias mais altas do seu império,  quando ouviu dizer que Elimaida, na Pérsia,  era uma cidade célebre por suas riquezas, sua prata e ouro,  2 e que seu templo era fabulosamente rico,  contendo véus tecidos de ouro e couraças e armas  ali deixadas por Alexandre, filho de Filipe, rei da Macedônia,  que fora o primeiro a reinar entre os gregos.  3 Antíoco marchou para lá e tentou apoderar-se da cidade,  para saqueá-la, mas não o conseguiu,  pois seus habitantes haviam tomado conhecimento do seu plano  4 e levantaram-se em guerra contra ele.  Obrigado a fugir, Antíoco afastou-se acabrunhado,  e voltou para a Babilônia.  5 Estava ainda na Pérsia,  quando vieram comunicar-lhe  a derrota das tropas enviadas contra a Judéia.  6 O próprio Lísias, tendo sido o primeiro  a partir de lá à frente de poderoso exército,  tinha sido posto em fuga.  E os judeus tinham-se reforçado em armas e soldados,  graças aos abundantes despojos  que tomaram dos exércitos vencidos.  7 Além disso, tinha derrubado a Abominação,  que ele havia construído sobre o altar de Jerusalém.  E tinham cercado o templo com altos muros,  e ainda fortificado Betsur, uma das cidades do rei.  8 Ouvindo as notícias,  o rei ficou espantado e muito agitado.  Caiu de cama e adoeceu de tristeza,  pois as coisas não tinham acontecido  segundo o que ele esperava.  9 Ficou assim por muitos dias,  recaindo sempre de novo numa profunda melancolia,  e sentiu que ia morrer.  10 Chamou então todos os amigos e disse:  'O sono fugiu de meus olhos  e meu coração desfalece de angústia.  11 Eu disse a mim mesmo:  A que grau de aflição cheguei  e em que ondas enormes me debato!  Eu, que era tão feliz e amado, quando era poderoso!  12 Lembro-me agora das iniquidades  que pratiquei em Jerusalém.  Apoderei-me de todos os objetos de prata e ouro  que lá se encontravam,  e mandei exterminar sem motivo os habitantes de Judá.  13 Reconheço que é por causa disso  que estas desgraças me atingiram,  e com profunda angústia vou morrer em terra estrangeira'.       

- Palavra do Senhor!

– Graças a Deus.

                                

FONTE: http://www.catolicoorante.com.br/liturgia

nov 20

EDITORIAL DA SEMANA: AFASTE-SE DA HIPOCRISIA E DOS HIPÓCRITAS

HIPOCRISIA

A HIPOCRISIA É A MÃE DE TODOS OS FUNDAMENTALISMOS –

*Por Luiz Antonio de Moura –

A base da hipocrisia é a dissimulação dos sentimentos, e das práticas, mais comuns nos seres humanos quando, passar para o mundo exterior a posição defendida perante o público em geral, traz bônus e benefícios capazes de assegurarem a boa aceitação no seio de uma sociedade que, de uma maneira ou de outra, age da mesma forma. Daí a sinergia, por exemplo, entre autoridades, políticos, empresários e a mídia que, só divulga o que é do seu interesse e, por seu turno, as autoridades, os políticos e o empresariado, normalmente, dizem somente aquilo que agrada à grande mídia que, por sua vez, trata de projetá-los institucional, local, regional e nacionalmente. É um tremendo círculo vicioso que, infelizmente, contamina o cidadão comum e o faz agir da mesma forma no dia-a-dia da vida, tornando cada dia mais difícil a arregimentação de amigos de verdade, porque desconfiamos das intenções de quem caminha, às vezes durante anos, do nosso lado.

Contra esta hipocrisia que, apesar dos séculos e dos milênios, em nada difere dos tempos mais remotos da história da civilização, Jesus Cristo já se insurgia em relação aos fariseus que, apesar de serem como eram e de agirem como agiam, viviam nas praças públicas condenando quem praticasse qualquer boa ação em dia de sábado ou, como no caso da mulher adúltera, queriam apedrejar aquela que fora encontrada em adultério, afirmando estarem cumprindo a lei mosaica, da qual se diziam fieis cultores. Em tantas outras passagens os Evangelistas narram a impaciência de Jesus com aqueles homens que tinham-se em alta conta perante a sociedade de então.

O mundo de hoje, em pleno século XXI, em nada difere daqueles tempos. É do conhecimento público, até daqueles que não gostam de ouvir notícias, que os homens e as mulheres que exercem alguma forma de poder ou que detêm a primazia na formação da opinião alheia, falam em público tudo aquilo que, aparentemente, agrada à maioria da sociedade, mas, que, no entanto, no “escurinho do cinema”, fazem coisas do arco da velha! Estão aí, para quem quiser rememorar, as dezenas de investigações, colocando debaixo dos holofotes cabeças sobre as quais, em muitos casos, pouca gente acreditava  fosse possível pairar dúvidas quanto à moral, à ética e à fidelidade aos compromissos assumidos perante o público em geral. Pessoas que pedem “cadeia” para os ladrões, mas, que, de repente, são acusadas e condenadas por roubo; pedem severa punição para os corruptos, mas, que, não muito tarde, são pegas com as contas bancárias forradas de notas vindas da corrupção; pessoas que pregam a modernidade, mas, que, no “escondidinho dos seus escritórios e gabinetes”, atuam e articulam para a manutenção dos sistemas mais retrógrados possíveis, por meio dos quais auferem lucros exorbitantes; pessoas que, longe das câmeras da TV Central, sede social de todos os hipócritas, ajudam a destruir a economia e as finanças do país, mas, que, ao verem fotógrafos, cinegrafistas e jornalistas da Rede Mãe, pregam que a única salvação da economia nacional é uma profunda e inadiável reforma no sistema previdenciário, com a condenação de milhões de trabalhadores a doarem mais dez ou doze anos de suas vidas ao trabalho árduo, a fim de se evitar a “quebra” do país.

Sem falarmos sobre os que são, de forma veemente, contrários à pena de morte, mas, que, quando o tema é aborto, aprovam e lutam para assegurarem a morte de quem gostaria de nascer; dos que pedem severa punição para os criminosos, mas, que, na família, escodem a verdade sobre as atividades de alguns dos seus membros; pessoas que pregam contra a corrupção, mas, que, se receberem um afagozinho, vendem seu voto, furam filas e até pagam uma propinazinha para conseguirem certas vantagens sociais ou políticas.

Por trás de grandes pregadores da Palavra de Deus, sejam de que profissão de fé forem, encontramos os gananciosos, os avarentos, os exploradores, os adúlteros, os corruptos, os pedófilos e os violentos, sempre pregando de braço erguido para o Céu, condenando bravamente tudo aquilo que, na calada da noite, praticam sem o menor pudor, acreditando-se completamente ocultos.

Diante de tais, e tão poucos exemplos, podemos identificar a figura inconfundível do fundamentalismo religioso, social ou político, filho legítimo da hipocrisia. Por estas e por outras é que devemos, sempre, desconfiar bastante dos fundamentalistas porque, tal qual os fariseus da época de Jesus, defendem projetos, ideias ou doutrinas, mas, não saem ilesos de uma boa investigação, seja a que título for. São, como o próprio Cristo já dizia, sepulcros caiados: por fora, estão branquinhos e bem pintados, bem adornados e com aparência de limpeza e de pureza, mas, por dentro, cheios de podridão e de mau cheiro e quem for capaz de abrir a tampa principal, não resistirá ao forte odor exalado.

É preciso ter coragem para reproduzir, ao vivo e com todas as cores, tudo o que o coração está ditando, e não, ouvir uma coisa vinda do mais profundo do ser, e dizer outra, só para agradar à plateia ou a determinados personagens, em nome de uma maioria que só faz crescer a mediocridade, porque deixa de externar o que tem de melhor em si para, aparentemente, ficar do lado do “politicamente correto”, sem se dar conta de estar sendo vista por aqueles que, com maior e melhor visão, enxergam perfeitamente todos os passos que estão sendo dados pelos que só querem aplausos, títulos, câmeras e microfones. Que não se deixem enganar, estão sendo vistos, filmados e fotografados por câmeras invisíveis aos olhos dos enganadores, falsos, mentirosos e hipócritas que, por suas características, caminham de olhos vendados. Vistos e catalogados e, no momento oportuno, serão desmascarados pelos mesmos meios que, hoje, utilizam para externarem sua hipocrisia e sua mediocridade, apresentando-se como se fossem as maiores celebridades da modernidade além de, infelizmente, estarem sendo copiados diuturnamente por outros, menos avisados e menos sábios ainda, porque, quem copia o errado normalmente recebe outro adjetivo.

É preciso ter coragem para, dentro de casa, no escritório, nos gabinetes, nos locais de trabalho, na rua e, ao final, em todos os lugares e no trato com as mais diversas pessoas, agir de forma coerente com aquilo que, em público e diante da tal plateia e dos holofotes midiáticos, é falado e propagado como a expressão mais nítida do pensamento e do sentimento humanos, cuidando para não dizer e defender coisas que, na prática não são sustentadas. Vencer a hipocrisia é desafio para todos nós, durante todos os dias das nossas vidas!

Este texto é um convite à reflexão: será que não estamos sendo tão hipócritas quanto os hipócritas que nos cercam? Se a resposta for afirmativa, melhor repensarmos o nosso proceder, abandonando nossos fundamentalismos e parando de julgar severamente os nossos semelhantes, pois, assim, conforme assegurou Jesus, deixaremos, também, de ser julgados o que, ao final de todas as contas, já será um ganho e tanto, considerando o montante das nossas dívidas e dos nossos delitos perante o Criador. Reflita sobre isto e, se  julgar necessário, faça os devidos ajustes enquanto é tempo. Seja feliz, e boa sorte!

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*Luiz Antonio de Moura é um caminhante, um pensador espiritualista e um cultor do silêncio.

nov 19

SALMO DE HOJE: LEIA E REFLITA

SALMO DE HOJE

SALMO DO DIA (19/11/2017) – CANTANDO OU RECITANDO, APROXIMA-TE DO SENHOR –

SALMO – Sl 127,1-2.3.4-5

R. Felizes os que temem o Senhor e trilham seus caminhos!

1 Feliz és tu se temes o Senhor

e trilhas seus caminhos!

2 Do trabalho de tuas mãos hás de viver,

serás feliz, tudo irá bem!

R. Felizes os que temem o Senhor e trilham seus caminhos! 

3 A tua esposa é uma videira bem fecunda

no coração da tua casa;

os teus filhos são rebentos de oliveira

ao redor de tua mesa.

R. Felizes os que temem o Senhor e trilham seus caminhos! 

4 Será assim abençoado todo homem

que teme o Senhor.

5 O Senhor te abençoe de Sião,

cada dia de tua vida;

para que vejas prosperar Jerusalém.  

R. Felizes os que temem o Senhor e trilham seus caminhos!

 

FONTE: http://www.catolicoorante.com.br/liturgia/

 

 

 

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