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Sementes de vida, ������© tempo de semear

Arquivo por mês: outubro 2017

out 30

EDITORIAL DA SEMANA: OS SINAIS ESTÃO SENDO EMITIDOS

SINAIS DOS TEMPOS

SINAIS DOS TEMPOS: É PRECISO RECONHECER E REFLETIR –

*Por Luiz Antonio de Moura –

O homem comum pode ser pobre, analfabeto e viver nas condições mais precárias possíveis, na cidade ou na roça, empregado ou subempregado, porém, é detentor de inteligência e, não raro, de muita sabedoria. Pois bem, este ser humano, independentemente do sexo, é capaz de perceber aquilo que os grandes, os intelectuais letrados e frequentadores dos meios acadêmicos, sociais e políticos mais badalados do mundo não conseguem ver nem sentir: os sinais dos tempos. Esta é a maior diferença entre o ser humano comum e os “outros”, que vivem patrocinando-se mutuamente nas grandes aventuras sociais, artísticas, políticas, acadêmicas, religiosas e, também, não raro, nas longas estadas pela Europa e pelo Oriente, aonde vão em busca de óleos e de bálsamos exorcizantes e purificadores. Para estes, falar em “sinais dos tempos” é revelar alienação religiosa, fundamentalismo e ignorância porque, para eles, isso não passa de mera falácia de quem não tem o que falar. São os grandes do nosso e de todos os tempos que, como disse Jesus, não conseguem acrescentar uma hora, sequer, na contagem dos seus dias!

O homem e a mulher comuns, no entanto, tal qual a formiga pressente os dias de chuva, estão percebendo que os sinais dos tempos estão aí, dispostos e visíveis para quem consegue enxergá-los, revelando o bem e o mal, o bom e o péssimo, em alguns casos, até, apertando o cerco em torno da raça humana, tamanhas as atrocidades cometidas mundo afora pela mão forte e poderosa de Estados autoritários, máfias e criminosos de toda espécie, com a conivência de instituições públicas, religiosas e judiciais que, em diversas oportunidades, e de forma bastante conveniente, se calam e fingem não perceberem ou saberem de nada.

Em meio a tantos sinais trocados, dois chamaram a minha atenção recentemente: o primeiro, vindo de onde menos se pode esperar: de um senador da República. Este homem que, por razões óbvias, não vou citar o nome, no dia 18 de outubro de 2017, ocupando a mesa e o microfone da  Presidência da Instituição, e ladeado por outros dois ou três senadores, inicia a fala chamando a atenção dos presentes para o que, inicialmente, chama de ataque frontal à família, em decorrência de uma polêmica nascida em torno de uma exposição de “arte”, na qual um homem completamente nu, deitado no chão, fica exposto à visitação, e ao toque das mãos das pessoas, inclusive, de crianças admitidas sem qualquer censura pelo museu expositor e levadas pelos pais e mães. O senador, indignado, repudia o ato em si, assim como repudia toda uma gama de renomados artistas que saem em defesa da “arte”, ignorando completamente a agressão visual e o impacto psicológico sobre crianças que, talvez pela primeira vez nas suas curtas existências, podem tocar sem medo nas partes íntimas de um ser humano adulto, vale dizer: podem tocar no pênis, no saco e nos pelos de um homem adulto, sem que isso possa ser, sequer, questionado perante uma sociedade hipócrita que, de um lado, luta e faz propaganda contra atos de pedofilia e, de outro, acolhe com vigor iniciativas cuja natureza é mais pedófila do que propriamente artística.

Este mesmo senador, na sequência da sua fala, revela-se mais uma vez indignado com fotos que chegaram-lhe às mãos, nas quais um homem, também nu, ostenta uma imagem de Nossa Senhora de Aparecida aconchegada na região dos seus órgãos genitais. Em seguida, o homem reduz a imagem a pó e espalha tudo sobre sua genitália, num gesto de afronta direta aos devotos da santa.

O senador, confessando-se evangélico por convicção, repudia de forma veemente aquele ato, chamando a atenção para a sacralidade daquela imagem, como objeto de devoção, para toda a comunidade católica e, criando alguns neologismos afirma estarmos vivendo dias de “cristofobia”, de “católico-fobia”, de “evangélico-fobia” e de “espiritismo-fobia”, conclamando todos os fieis cristãos a mostrarem suas caras e a saírem em defesa dos princípios, do sagrado, da moral, da fé e do próprio Evangelho de Jesus Cristo.

Quando um político qualquer, que em nosso país é detentor das piores avaliações possíveis diante da sociedade, por tudo o que a classe política representa e faz, sai em defesa da família, do respeito à inocência das crianças, do sagrado, do direito de devoção e do respeito à fé, voltando-se contra os chamados “intelectuais afortunados” e contra um arremedo de arte, é porque os sinais estão fortes demais. Sinais de degradação e de desrespeito ao outro e às suas mais sagradas convicções. Nada tem a ver com moral, com religiosidade ou com fundamentalismo religioso. Mas, e acima de tudo, com o respeito ao próximo, enquanto pessoa humana detentora dos mais comezinhos direitos, dentre os quais a primazia é sempre do respeito inarredável e inatacável. E, pior de tudo, quando o ser humano precisa usar o próprio corpo para expor em público, chamando isso de arte, é porque tornou-se o mais degradante dos seres racionais, revelando a total incapacidade de criar algo novo, à moda dos grandes e imortais artistas do passado que, a cada pincelada e a cada martelada no cinzel revelavam toda a genialidade da raça humana. E, para completar a repelente degradação racional, surgem outros, também denominados artistas, que fazem fila para aplaudir o irracional e em defesa da incompetência criativa daquele que, nada mais tendo a apresentar, lança o próprio corpo na sarjeta em busca da fama e do prestígio que certamente chegam por vias oblíquas. É o caos! Michelangelo, Rafael, Donatello, Leonardo da Vinci, Rodin e outros tantos ficariam ruborizados de vergonha com o estado atual da “arte” e o nível intelectual e racional dos que hoje querem ser reconhecidos como “artistas”.

O outro sinal que chamou minha atenção, este de forma bastante positiva, foi uma notícia publicada em jornal de grande circulação[1], dando conta do renascimento da Igreja Ortodoxa da Rússia e da adesão de aproximadamente 80% dos russos, incluindo a alta cúpula política do país, aos costumes e às práticas religiosas. A igreja na Rússia passou pela prova de fogo do comunismo e, pior, do Estado totalitário e altamente repressor que, por sete décadas, segundo a notícia, levou 80% dos clérigos para a prisão ou para a morte. Em uma das mensagens deixadas na cova da Iria, em Fátima – Portugal – Nossa Senhora manifestou sua preocupação com a Rússia anunciando, no entanto, que chegaria o tempo da conversão. E, pelo que tudo indica, já chegou. Nos termos da notícia publicada, um alto membro do Departamento Sinodal para a Interação da Igreja com o Público e a Mídia, o restabelecimento da Igreja Ortodoxa e a própria Rússia revelam uma grande lição aprendida por ambas depois dos verdadeiros “anos de chumbo”: “A impossibilidade de se construir uma vida normal sem Deus.”

Estes são sinais positivos dos tempos modernos, nos quais, por tudo o que vemos e ouvimos, somos levados a crer que está tudo irremediavelmente perdido. Não está! Apesar de tudo, de todos e dos diversos sinais trocados emitidos na nossa direção, pelos mesmos de sempre, precisamos aguçar nossos pontos sensitivos para percebermos que, à nossa volta, coisas muito boas, valiosas e altamente positivas estão acontecendo e que nem tudo o que chega pelas antenas da TV é verdade, apesar das imagens.

Lendo este texto, faça uma varredura em torno de si e perceba quantos sinais positivos estão sendo emitidos por Deus, pelos Anjos e, por fim, pela própria vida que reina absoluta e de forma abundante em toda a natureza. Faça isso. Seja feliz, e boa sorte!

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*Luiz Antonio de Moura é um caminhante, um pensador espiritualista e um cultor do silêncio
[1] O GLOBO. Edição de 26/10/2017. Caderno Mundo. Pág. 29 – Por Vivian Oswald (enviada especial).

out 29

AMARÁS AO SENHOR TEU DEUS

LUDOVICO GARMUS

30º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ESCUTA ISRAEL –

*Por Frei Ludovico Garmus, ofm –

ORAÇÃO: “Deus eterno e todo-poderoso, aumentai em nós a fé, a esperança e a caridade e dai-nos amar o que ordenais para conseguirmos o que prometeis”.

1. PRIMEIRA LEITURA: Ex 20,20-26

Se fizerdes algum mal à viúva e ao órfão,

minha cólera se inflamará contra vós.

Após a destruição de Samaria (722 a.C.) e a anexação do Reino do Norte pela Assíria, muitos israelitas se refugiaram em Judá, especialmente, em Jerusalém. Quando Samaria foi destruída, os refugiados do reino de Israel tornaram-se “estrangeiros” em Judá, e passaram a receber a mesma proteção que já recebiam as viúvas e os órfãos. Neste contexto surge a lei que os protege. O motivo para este gesto de solidariedade é que também “vós fostes estrangeiros na terra do Egito”. O próprio Deus se apresenta como o defensor da viúva e do órfão. Da mesma forma quem pertence ao povo da Aliança deve agora também proteger “o estrangeiro, o órfão e a viúva” (Dt 14,28-29; 16,11-14; 24,19-21). Motivo: “porque sou misericordioso”. Jesus dirá: “Sede misericordiosos como vosso Pai é misericordioso” (Lc 6,36). No Evangelho de hoje Jesus coloca o amor ao próximo como a si mesmo como o segundo maior mandamento.

SALMO RESPONSORIAL: Sl 17 (18)

Eu vos amo, ó Senhor, sois minha força e salvação.

2. SEGUNDA LEITURA: 1Ts 1,5c-10

Vós vos convertestes, abandonando os falsos deuses,

para servir a Deus, esperando o seu Filho.

Paulo se alegra com os cristãos de Tessalônica, que acolheram “a Palavra com a alegria do Espírito Santo”. Abandonaram os falsos deuses e se converteram à mensagem do Evangelho, “para servir o Deus vivo e verdadeiro”. Em meio às perseguições que sofriam, tornaram-se imitadores de Paulo e do próprio Cristo. O que os anima é a fé na ressurreição dos mortos e a esperança na vinda do Senhor. A vivência nesta vida de fé e esperança fez deles um exemplo, conhecido de todos na região. – Como estamos vivendo nossa fé e esperança nos tempos difíceis que nos fazem sofrer?

ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO

Se alguém me ama, guardará a minha palavra,

e meu Pai o amará, e a ele nós viremos.

3. EVANGELHO: Mt 22,34-40

Amarás o Senhor teu Deus, e ao teu próximo como a ti mesmo.

A pergunta dos fariseus reflete o embaraço que eles mesmos sentiam diante das 248 prescrições e 365 proibições em que especificavam as obrigações da Lei de Moisés. Na resposta Jesus extrai o primeiro e maior mandamento do Xemá Yisrael (“Escuta, Israel”), oração oficial que o judeu devia recitar duas vezes ao dia: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento” (Dt 6,4-5). Jesus responde que este é o maior dos mandamentos, mas o aproxima do segundo maior mandamento, que considera “semelhante ao primeiro”, citando Lv 19,8: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Destes dois grandes mandamentos – diz Jesus – dependem toda a Lei e os profetas. Os dez mandamentos do Catecismo da Igreja Católica também se resumem nos mandamentos do amor a Deus (1º ao 3º mandamento) e do amor ao próximo (4º ao 10º mandamento). Em Mc 12,32-34 um escriba confirma o modo o modo como Jesus resume toda a Lei em dois mandamentos. E o texto paralelo de Lucas termina com a pergunta do fariseu: “E quem é o meu próximo?”, pois em Lv 19,8 o próximo é alguém do próprio povo. E Jesus lhe responde com a parábola do Bom Samaritano: o próximo é aquele de quem eu me aproximo, podendo ser um estrangeiro ou alguém desconhecido, que precisa do meu cuidado. E o evangelista João lembra que o mandamento do amor a Deus e ao próximo são inseparáveis: “Quem não ama o seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê” (1Jo 4,20).

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*Frei Ludovico Garmus é Doutor em Exegese Bíblica, Professor de Exegese no Instituto Teológico Franciscano-ITF, em Petrópolis, escritor, conferencista e colabora com o nosso Blog, autorizando a reprodução de textos e de reflexões de sua autoria.

out 29

SEMANÁRIO DOMINICAL

PAULO DAHER30º. DOMINGO – AMARÁS AO SENHOR TEU DEUS DE TODO O TEU CORAÇÃO –

*Por Monsenhor Paulo Daher –

NO LIVRO DO ÊXODO 22, 20-26, O Senhor faz muitas recomendações: não oprimir os estrangeiros, nem órfão ou viúvas. Emprestar dinheiro sem cobrar juros. O que tomar emprestado devolva quanto antes. Quem clamar por mim eu o ouvirei, porque sou misericordioso.

O mundo começou com poucas pessoas. Foi crescendo, buscando outros lugares. Hoje na terra há pessoas em todos os continentes. Uns sempre viveram no mesmo lugar. Outros saíram de suas terras. Outros ainda forma expulsos de onde viviam.

Onde encontrarmos uma pessoa, conheçamos ou não, faz parte de nossa família humana e queremos que seja também da família cristã.

No relacionamento humano encontramos pessoas diferentes. Nosso olhar para qualquer pessoa não pode considera-la desconhecida. Todos somos irmãos porque filhos do mesmo Pai que está nos céus. Por isso todos merecem nossa consideração. Alguns até precisam mais de nossa atenção.

O princípio, portanto do respeito e amor pelas pessoas jamais poderá ser: se eu o conheço merece minha atenção. Todos merecem e às vezes até precisam de minha atenção. Em todos os pontos. Seja nas necessidades materiais seja nas necessidades espirituais e de amizade.

Um princípio que muita gente não aceita e também nem quer pensar é: eu fiz tudo para chegar aonde estou, nessa estabilidade de vida. Se alguém não se esforçou e está necessitado, a culpa é dele, ele é que deve se virar.

Quanto possível, tentando não favorecer a “preguiça” de lutar, devemos estender nossa mão para ajudar. E não conseguirmos a mudança de vida da pessoa, paciência. Fiz minha parte. O resto cabe a ela correr atrás.

Dentro do possível não é bom ajudar em questão de dinheiro ou de alimentos etc. simplesmente. Bolsa família sem nenhuma exigência, ou outras ajudas sem acompanhamento de trabalho, dá impressão que subiram de nível social. Fica sendo mais jogada política como acontece em época de eleições. Temos de mostrar e facilitar caminho para a própria pessoa, se puder, lutar para conseguir se levantar. Facilitar ajuda a quem não mexe uma palha para sair de sua situação de pobreza é favorecer ficar sempre pedindo. Não é digno de uma pessoa.

NA 1ª CARTA AOS TESSALONICENSES 1,5c-10, o apóstolo elogia esses cristãos por o imitarem acolhendo com alegria do Espírito Santo a Palavra apesar das tribulações. Por vocês esta Palavra se difundia na Macedônia e na Acácia. E sua fé se propagou por toda a parte. Todos comentam isso. Pois abandonaram os falsos deuses para servir ao Deus vivo, com a graça de Jesus.

O apóstolo não deixa de dar uma palavra de ânimo às comunidades por ele iniciadas. Acompanhando os trabalhos, os progressos e o zelo que mostram perseverando além dos primeiros entusiasmos.

O apóstolo sempre lembra a presença e a ação do Espírito Santo no início e continuidade de seus trabalhos. Em muitos momentos da vida de S. Paulo lemos como o Espírito age em sua vida e na vida dos cristãos. Jesus havia prometido que seu Espírito inspiraria todos que o seguissem e de modo especial em momento de sofrimento e perseguição.

Pensemos um pouco na experiência em nossa vida e na vida de muitas pessoas em relação à dinâmica do amor. Com exemplos simples, fáceis de entender, mesmo quem não tenha vivido momentos em que o amor tudo transformou.

O amor que aparece nos bebês em relação principalmente à própria mãe. Manifesta-se na união íntima física de vida que passa pela mãe. Cada batida dos dois corações se completam. Tocam profundamente tanto a mãe como o filho para toda a vida. E no crescimento, na amamentação, no aconchego quente dos braços maternos, nos olhares que se cruzam, no choro, no riso, no sono, no apoio para começar a dar os primeiros passos.

Tudo isso não é só sensibilidade física ou sensação só de prazer. Parte daí mas é inspirado pelo amor. Ou melhor, o que a Bíblia diz que nós somos imagem e semelhança de Deus, é não nosso físico (corporal) mas nosso espírito, e de modo fundamental o amor e pelo amor.

Esta força divina dá-nos condições de superar até nossa fragilidade, como acontece com a mãe diante de seu filho entre a vida e a morte, sustentando-se firme na vigília sem comer nada, sem dormir, até superar o momento crítico de vida ou morte dele.  

O Espírito Santo, Amor do Pai e do Filho, deu força aos cristãos de Roma diante das dificuldades que encontravam para abandonar a vida fácil da cidade e perseverar em sua fé. É o mesmo que o Senhor pede de nós diante da sociedade de hoje, pior do que os de Roma.

EM MATEUS 22, 34-40, um fariseu pergunta a Jesus qual é o maior mandamento da Lei. Jesus responde: “amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração. E o segundo é também importante: Amarás teu próximo como a ti mesmo. Toda a Lei depende disso.”

Não sei bem o porquê da pergunta do fariseu. Sabia muito bem a resposta. O que de fato ele quereria saber?

Suponho que ele não acreditava que Jesus era o que estava mostrando com sua palavra fácil e seus milagres. Seria mais um a enganar o povo com sua maneira diferente de ensinar. E ainda em qualquer lugar e cidade fora de Jerusalém, dando atenção aos doentes pecadores, aos leprosos alijados da sociedade. Contra todas as regras Jesus aceitava qualquer pessoa de qualquer nível social ou doença e em qualquer lugar fora ou dentro dos muros das cidades.

Então para eles o 1º mandamento talvez fosse o maior e o único, pois Deus é que merece toda a atenção e louvor. E de fato é assim mesmo. Mas como Ele é Pai de muitos filhos e o verdadeiro pai é o que só é pai porque tem filhos e esses pois são irmãos entre si. Jamais pode alegrar um pai quem diz que quer bem a ele e não dá atenção a seu filho.

É a lógica ou a ilógica do amor. Ele é rico e exigente. Entendemos muito pouco o amor, porque suas reações nos desconcertam.

Explique-me o caso de um avô ranzinza e reclamador, exigente com as pessoas... De repente aparece um netinho carinhoso e amigo ao qual não se pode resistir. O avô vira, desculpem, um bobão. Derrete-se todo e o netinho também se derrete quando está com o avô. Aceita qualquer brincadeira, os dois tornam-se iguais e igualmente felizes.

Observando o relacionamento entre as pessoas em suas várias idades, percebemos as diferenças e a variedade de convivência.

Jesus disse que o amor a Deus é o primeiro e o mais importante na ordem do ser e do modo de existir. Mas é um dom, uma força que nem entendemos, nem conseguimos alcançar. Mas o Senhor nos deu uma faísca desse amor que toma conta de todo o nosso ser, pois é um dom divino, acima de nossa capacidade de entender e nos envolve por todos os lados por dentro e por fora. Podemos dizer que somos como que iluminados totalmente por uma luz que toca todo o nosso ser.

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 *Monsenhor Paulo Daher é Sacerdote da Diocese de Petrópolis, e colabora enviando gentilmente seus comentários aos textos litúrgicos da semana.

out 29

NA LEITURA DO EVANGELHO, A FORÇA PARA A CAMINHADA!

BÍBLIA NOVÍSSIMA

30º DOMINGO DO TEMPO COMUM – 29/10/2017 –

Evangelho (Mt 22,34-40)

O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo  segundo São Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo: 34 Os fariseus ouviram dizer que Jesus tinha feito calar os saduceus. Então eles se reuniram em grupo, 35 e um deles perguntou a Jesus, para experimentá-lo: 36 'Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?' 37 Jesus respondeu: '`Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento!' 38 Esse é o maior e o primeiro mandamento. 39 O segundo é semelhante a esse: `Amarás ao teu próximo como a ti mesmo'. 40 Toda a Lei e os profetas dependem desses dois mandamentos.

–– Palavra da Salvação!

— Glória a vós, Senhor.

                                

FONTE: http://www.catolicoorante.com.br/liturgia

out 29

É PRECISO AMAR A DEUS E AO PRÓXIMO

 

ZÉ MARIA-2XXX DOMINGO DO TEMPO COMUM – MANDAMENTO DA ALEGRIA –

*Por Mons. José Maria Pereira –

Os fariseus, em grupos, continuam preparando armadilhas para Jesus; querem provocar afirmações polêmicas de Jesus, para poder acusá-lo e condená-lo.

Os fariseus perguntam: “Qual é o maior dos mandamentos?” Alguns afirmavam que o maior de todos os mandamentos era guardar o sábado. Outros diziam que todos os mandamentos tinham o mesmo valor. Além disso, os Judeus tinham 613 mandamentos (a maioria proibições).

Jesus responde, buscando fundamentação em duas passagens da Bíblia: “Amarás o Senhor teu Deus com todas…” (Dt 6,5). E, “amarás o teu próximo como a ti mesmo…” (Lv 19,18).

Define o Amor de Deus e ao próximo como o centro essencial da Lei. Esses dois mandamentos são a expressão maior da vontade de Deus. É o resumo de toda a Bíblia. Podemos dizer que Jesus convida à alegria, porque é um apelo ao amor. O mandamento do amor é ao mesmo tempo o da alegria, pois esta virtude ensina São Tomás: “não é diferente da caridade, mas um certo ato e efeito seu”. Por isso, um dos elementos mais claros para medirmos o grau da nossa união com Deus é verificarmos o nível de alegria e bom humor que pomos no cumprimento do dever, no trato com os outros, à hora de enfrentarmos a dor e as contrariedades.

Quando os fariseus se aproximaram de Jesus e lhe perguntaram qual era o principal mandamento da Lei, Jesus respondeu-lhes: “Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todas as tuas forças. O segundo é semelhante a ele: Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. É disto que precisamos: de procurar o rosto de Deus com tudo o que temos e somos, e de servir o nosso próximo, abrindo-nos a ele e esquecendo-nos de nós mesmos, fugindo da preocupação obsessiva pelo conforto, abandonando a nossa vaidade e orgulho, colocando o olhar longe de nós mesmos…, amando.

Muitos pensam que serão mais felizes quando possuírem mais coisas, quando forem mais admirados…, e se esquecem de que só necessitamos de “um coração enamorado”. O nosso coração foi feito por Deus para alcançar a sua plenitude, a sua completa realização, nos bens eternos, no seu Criador! Portanto nenhum amor pode saciar o nosso coração, se vier a faltar o Amor com maiúscula! Os outros amores limpos – se não forem limpos, não serão amor- só adquirem o seu verdadeiro sentido quando se procura o Senhor sobre todas as coisas. É por isso que nem o egoísta, nem o invejoso, nem quem tem colocada a sua alma nos bens da terra… podem saborear a alegria que Jesus prometeu aos seus discípulos, porque não saberão amar, no sentido mais profundo e nobre da palavra. Ensina Santa Teresa: “Quando é perfeito, o amor tem esta força: leva-nos a esquecer do nosso próprio contentamento para contentar Aquele a quem amamos. E verdadeiramente é assim, porque, ainda que sejam grandíssimos os trabalhos, se nos afiguram doces quando percebemos que contentamos a Deus” (Fundações, 5,10).

Exorta S. Paulo: “Alegrai-vos sempre no Senhor! Repito, alegrai-vos!” (Fl 4,4). Quando a alma está alegre, abre-se e ganha asas para voar para Deus e para exceder-se no serviço aos outros; um coração alegre está mais perto de Deus, dispõe-se a levar a cabo grandes tarefas e é estímulo para os seus irmãos.

Quando se diz em linguagem figurada que esta ou aquela casa “parece um inferno”, vem-nos à mente um lar sem amor, sem alegria, sem Cristo. Um lar cristão deve ser alegre, porque nele está o Senhor que o preside, e porque ser discípulo seu significa, entre outras coisas, viver essas virtudes humanas e sobrenaturais a que está tão intimamente unida a alegria: generosidade, cordialidade, espírito de sacrifício, simpatia, empenho por tornar mais amável a vida de todos…

Fujamos da tristeza! A alma entristecida cai com facilidade no pecado e fica sem forças para o bem; caminha com certeza para a derrota. “Assim como a traça corrói o vestido, e o caruncho a madeira, assim a tristeza prejudica o coração do homem.” (São Bernardo). Se alguma vez sentimos que esta doença da alma nos ronda ou já se introduziu em nós, examinemos onde está colocado o nosso coração.

Ensina Sto. Agostinho: “O pecado é o motivo de tua tristeza. Deixa que a santidade seja o motivo de tua alegria. A busca de Deus é a busca da alegria. O encontro com Deus é a própria alegria. O que mais Deus odeia depois do pecado é a tristeza, porque nos predispõe ao pecado”.

Diz o Doc. De Aparecida, nº 29: “Desejamos que a alegria que recebemos no encontro com Jesus Cristo chegue a todos os homens e mulheres feridos pelas adversidades. A alegria do discípulo é antídoto frente a um mundo aterrorizado pelo futuro e oprimido pela violência e pelo ódio. Conhecer a Jesus é o melhor presente que qualquer pessoa pode receber; tê-lo encontrado foi o melhor que ocorreu em nossas vidas, e fazê-lo conhecido com nossa palavra e obras é nossa alegria.”

No encerramento do Mês das Missões, a Igreja nos relembra que todo cristão deve ser missionário.

Vivendo intensamente os dois amores (a Deus e ao próximo), crescerá também em nós um novo ardor missionário.

“O Dia Mundial das Missões reavive em cada um o desejo e a alegria de ir ao encontro da humanidade levando Cristo a todos” (Bento XVI).

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*Monsenhor José Maria Pereira, Sacerdote da Diocese de Petrópolis, é, também, Professor, Juiz do Tribunal Eclesiástico Interdiocesano de Niterói e Diocesano de Petrópolis e Vigário Paroquial de Nossa Senhora de Fátima  enviando para o Blog, semanalmente, a homilia do domingo.

out 29

LITURGIA DA PALAVRA: TRAÇOS DO SERVIÇO

LITURGIA - 2017

LEITURAS SUGERIDAS PARA HOJE – 30º DOMINGO DO TEMPO COMUM – 29/10/2017 –

PRIMEIRA LEITURA

LEITURA DO LIVRO DO ÊXODO – (Ex 22,20-26) –

Assim diz o Senhor: 20 Não oprimas nem maltrates o estrangeiro, pois vós fostes estrangeiros na terra do Egito. 21 Não façais mal algum à viúva nem ao órfão. 22 Se os maltratardes, gritarão por mim e eu ouvirei o seu clamor. 23 Minha cólera, então, se inflamará e eu vos matarei à espada; vossas mulheres ficarão viúvas  e órfãos os vossos filhos. 24 Se emprestares dinheiro a alguém do meu povo, a um pobre que vive ao teu lado, não sejas um usurário, dele cobrando juros. 25 Se tomares como penhor o manto do teu próximo, deverás devolvê-lo antes do pôr-do-sol. 26 Pois é a única veste que tem para o seu corpo, e coberta que ele tem para dormir. Se clamar por mim, eu o ouvirei, porque sou misericordioso.

– Palavra do Senhor!

– Graças a Deus.

SALMO RESPONSORIAL

– Eu vos amo, ó Senhor, sois minha força e salvação.

– Eu vos amo, ó Senhor, sois minha força e salvação.

SEGUNDA LEITURA

LEITURA DA CARTA DE SÃO PAULO AOS TESSALONICENSES (1Ts 1,5c-10)

Irmãos: 5c Sabeis de que maneira procedemos entre vós, para o vosso bem. 6 E vós vos tornastes imitadores nossos, e do Senhor, acolhendo a Palavra com a alegria do Espírito Santo, apesar de tantas tribulações. 7 Assim vos tornastes modelo para todos os fiéis da Macedônia e da Acaia. 8 Com efeito, a partir de vós, a Palavra do Senhor não se divulgou apenas na Macedônia e na Acaia, mas a vossa fé em Deus propagou-se por toda parte. Assim, nós já nem precisamos de falar, 9 pois as pessoas mesmas contam como vós nos acolhestes e como vos convertestes, abandonando os falsos deuses, para servir ao Deus vivo e verdadeiro, 10 esperando dos céus o seu Filho, a quem ele ressuscitou dentre os mortos: Jesus, que nos livra do castigo que está por vir. 

Palavra do Senhor! 

– Graças a Deus. 

                                

FONTE: http://www.catolicoorante.com.br/liturgia

out 28

SALMO DE HOJE: LEIA E REFLITA

SALMO DE HOJE

SALMO DO DIA (28/10/2017) – CANTANDO OU RECITANDO, APROXIMA-TE DO SENHOR –

SALMO – Sl 18(19A),2-3.4-5

R. Seu som ressoa e se espalha em toda terra.

2 Os céus proclamam a glória do Senhor,

e o firmamento, a obra de suas mãos;

3 o dia ao dia transmite esta mensagem,

a noite à noite publica esta notícia.

R. Seu som ressoa e se espalha em toda terra.

4 Não são discursos nem frases ou palavras,

nem são vozes que possam ser ouvidas;

5 seu som ressoa e se espalha em toda a terra,

chega aos confins do universo a sua voz.

R. Seu som ressoa e se espalha em toda terra.

 

FONTE: http://www.catolicoorante.com.br/liturgia/

 

out 28

NA LEITURA DO EVANGELHO, A FORÇA PARA A CAMINHADA!

BÍBLIA - 2016

29ª SEMANA DO TEMPO COMUM – SÁBADO – 28/10/2017 – 

“Jesus não quis realizar sozinho a obra do Reino, mas chamou apóstolos e discípulos para serem seus colaboradores. Nós, ao contrário, muitas vezes queremos fazer tudo sozinhos e afirmamos que os outros mais atrapalham que ajudam. Com isso, negamos a principal característica da obra evangelizadora que é a sua dimensão comunitário-participativa, além de nos fazermos autossuficientes, perfeccionistas e maquiavélicos, pois em nome do resultado do trabalho evangelizador, excluímos os próprios evangelizadores, fazendo com que os fins justifiquem os meios e vivendo a mentalidade do mundo moderno da política de resultados, isto porque muitas vezes não somos evangelizadores, mas adoradores de nós mesmos” 

Evangelho (Lc 6,12-19)

O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo  segundo São Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

12 Naqueles dias, Jesus foi à montanha para rezar.  E passou a noite toda em oração a Deus.  13 Ao amanhecer, chamou seus discípulos  e escolheu doze dentre eles,  aos quais deu o nome de apóstolos:  14 Simão, a quem impôs o nome de Pedro, e seu irmão André;  Tiago e João;  Filipe e Bartolomeu;  15 Mateus e Tomé;  Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado Zelota;  16 Judas, filho de Tiago,  e Judas Iscariotes, aquele que se tornou traidor.  17 Jesus desceu da montanha com eles  e parou num lugar plano.  Ali estavam muitos dos seus discípulos  e grande multidão de gente de toda a Judéia e de Jerusalém,  do litoral de Tiro e Sidônia.  18 Vieram para ouvir Jesus  e serem curados de suas doenças.  E aqueles que estavam atormentados por espíritos maus  também foram curados.  19 A multidão toda procurava tocar em Jesus,  porque uma força saía dele, e curava a todos. 

–– Palavra da salvação!

— Glória a vós, Senhor.

                                

FONTE: http://www.catolicoorante.com.br/liturgia

 

out 28

LITURGIA DA PALAVRA: TRAÇOS DO SERVIÇO

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LEITURA SUGERIDA PARA HOJE – 29ª SEMANA COMUM – SÁBADO – 28/10/2017 –

LEITURA DA CARTA DE SÃO PAULO AOS EFÉSIOS – (Ef 2,19-22) –

Irmãos: 19 Já não sois mais estrangeiros nem migrantes, mas concidadãos dos santos. Sois da família de Deus. 20 Vós fostes integrados no edifício que tem como fundamento os apóstolos e os profetas, e o próprio Jesus Cristo como pedra principal. 21 É nele que toda a construção se ajusta e se eleva para formar um templo santo no Senhor. 22 E vós também sois integrados nesta construção, para vos tornardes morada de Deus pelo Espírito..     

- Palavra do Senhor!

– Graças a Deus.

                                

FONTE: http://www.catolicoorante.com.br/liturgia

out 22

SEMANÁRIO DOMINICAL

PAULO DAHER

29º. DOMINGO – DEVEMOS PAGAR IMPOSTOS AO CÉSAR DE HOJE?

 *Por Monsenhor Paulo Daher –

EM ISAÍAS 45, 1.4-6, o profeta fala do futuro Messias que se voltará para todos os povos. E se apresenta: “eu sou o Senhor, não existe outro. Que todos saibam: eu sou o Senhor, não há outro.”

Embora tenhamos capacidade para avaliar as muitas qualidade que temos e as muitas fragilidades, ouvindo o Senhor, deveríamos dobrar os joelhos para adora-lo como Senhor de nossa vida.

Mas nossa visão míope muitas vezes enxerga o que queremos ver e deixamos de lado tudo o que pareça ser mais que nós e queira conduzir nossa vida. Pois julgamos-nos por nossa inteligência e praticidade como senhores de nossa própria vida.

É por isso que em sua paciência, Deus não se cansa de lembrar à nossa memória, que esquece sempre o que não nos interessa: Eu sou Deus. Eu sou o Senhor de suas vidas. Tenho todo este universo em minhas mãos.

Somos como certos jovens que não querem se submeter ao que chamam “tirania” de seus pais e juntam-se a um grupo que lhes promete  futuro melhor e ficam sendo como aqueles carneiros de cabeça baixo seguindo toda a tropa, um atrás do outro, sem ver nada e sem saber para onde os estão levando e cairão juntos no mesmo abismo, como conta a fábula.

Diz o provérbio latino que o povão, a massa humana gosta de ser enganada. Digam-nos os políticos...

Muita gente acha que ter um Deus que “manda “ em nossa vida é um atraso. A liberdade, dom de Deus, fica cega pela ambição ou pela ideologia, que acaba desrespeitando nossas capacidades e nos iguala a animais submissos a outras forças sem Deus comandando a vida humana.

Hoje de coração  repitamos com toda a fé: Creio, meu Deus que és o Senhor de minha vida. Não quero me submeter a ninguém mais. Aceita-me, Senhor Deus, meu Pai e único Amigo. Toma conta de minha vida.

NA 1ª CARTA AOS TESSALONICENSES, 1, 1-5b,   o apóstolo com Silvano e Timóteo agradecem a Deus com suas orações pela fé que esses cristãos demonstram com a firmeza de sua esperança e a alegre atuação de sua caridade. E a alegria é maior ainda porque o evangelho chegou até eles não somente pelas palavras, mas pela força amorosa do  Espírito Santo.

Admiramos a alegria de Paulo quando vê que a Palavra de Deus está dando frutos onde esteve como Cristo prometeu. É só deixar-se guiar pelo Espírito de Jesus, que todo o bem acontece.

O caminho da fé é simples, mas exigente. A graça de Deus toca os corações pela Palavra ouvida. Ela nos mostra por luz interior divina a alegria de ouvir Deus falando a nós como um Pai carinhoso que nos dá segurança no presente e nos aponta para um futuro promissor.

Na terra as primeiras pessoas que nos ensinam a falar e a ouvir são nossos pais. E nesse convívio diário aos poucos vão transmitindo a maneira de seguir o melhor caminho para realizar nossa vida. O exemplo de seu amor e dedicação cala profundamente em nossos corações mais que todas as palavras. Estas sempre expressam os sentimentos sinceros de seu amor.

Na fé o caminho é semelhante. Os que nos apresentam o Senhor Jesus como nosso melhor amigo, não nos fazem só conhece-lo. Porque este gesto é como ligar a tomada de nossa vida à energia que vem de fora a iluminar toda a nossa vida. É assim o amor verdadeiro.

A fé é um modo diferente de conhecer. Porque nos coloca diante do Deus vivo e todo Amor. É impossível não se sentir atraído por Cristo.

A comunicação que Ele exerce sobre nós é diferente da palavra que ouvimos de pessoas que nos são apresentadas, seja pelos livros de história, seja na vida comum de relacionamento humano.

É semelhante a estar diante do sol que sempre nos aquece. É uma luz que  não nos ilumina só por fora. Quando o Senhor se apresenta a nós Ele nos vê totalmente no que fomos, no que somos e no que queremos ser. Conhece nossos pensamentos, desejos, sonhos e provoca uma reação diferente de tudo o que possamos sentir com coisas que possamos conhecer.

É impossível fugir a seu olhar amoroso.

Quem se afasta do Sol divino encontra nas luzes do mundo sempre como noites não estreladas. Parece perdido numa grande floresta ouvindo vozes que atraem e convidam para o que ainda nem sabemos o que é.

EM MATEUS 22, 15-21, os chefes religiosos elogiam Jesus e depois com malícia perguntam: se deviam pagar imposto aos romanos que dominavam a Palestina, sua pátria. Jesus sabendo o que queriam, pediu uma moeda. Pergunta:” de quem é esta inscrição e figura na moeda?” Dizem: “de César.” Jesus conclui:” deem a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.”

Os fariseus não dão sossego! E não aprendem. Perdem tempo em preparar armadilhas em que eles mesmos acabam caindo. Parece que eles acham que estão sempre diante de um carpinteiro da roça de Nazaré analfabeto, que não estudou em nenhuma escola deles. Como ousa dar lição de moral a eles, os sábios da lei, os poderosos diante das autoridades romanas?

O ser humano normal tem capacidade de discernimento, sabendo separar e distinguir uma coisa da outra. Mas pelo tipo de educação que se recebe, há pessoas que são verdadeiras e sinceras e outras que se valem da própria inteligência para manipular a verdade a seu bel prazer.

Esta última atitude em geral se for em coisas pequenas e sem valor, embora não condiga com  a verdade, causará males menores.

Mas quando acontecer com situações sérias e de consequências perniciosas para muitas pessoas, é muito séria.    

Aconselha-se a evitar também as situações de menores consequências. Porque seu hábito sempre é caminho para grandes males.

Entre Deus e nós, não devemos praticar simulações, como se pudéssemos enganar a Deus. Um ser criado, mesmo o mais lúcido anjo de Deus, sempre é visto por Deus em tudo o que é, pensa, deseja, planeja.

Somos eternas crianças diante do Senhor. Como esses “inocentes” não conseguimos enganar com nossa aparência.

Enfim o que seria dar a César o que é de César? No caso dos judeus, pela situação politica, os romanos governavam a Palestina. Apesar de ser um afronta ao povo de Deus, havia uma autoridade que governava a ordem política e social da região. Por isso precisava ser respeitada.

Dar a Deus... O que não ofendesse as leis de Deus poderiam ser acatadas. O que fosse contra Deus e contra a consciência religiosa, a autoridade estava ofendendo a uma lei maior: amar a Deus e jamais desobedecer as leis e orientações que Ele nos deixou para guiar nossa vida.

Não aceitar, não seguir as práticas da ideologia de gênero é de direito divino! é importante obedecer mais a Deus que  aos homens.(At 5, 29).

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*Monsenhor Paulo Daher é Sacerdote da Diocese de Petrópolis, e colabora enviando gentilmente seus comentários aos textos litúrgicos da semana.

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