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Sementes de vida, ������© tempo de semear

Arquivo por mês: maio 2017

mai 31

NO EVANGELHO, A FORÇA PARA A CAMINHADA

MARIA VISITA ISABEL

7ª SEMANA DA PÁSCOA – VISITAÇÃO DE NOSSA SENHORA – QUARTA-FEIRA – 31/05/2017 –

Evangelho (Lc 1,39-56)

O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas

— Glória a vós, Senhor.

39Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia. 40Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. 41Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo.

42Com um grande grito exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto de teu ventre!” 43Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? 44Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. 45Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu”.

46Maria disse: “A minha alma engrandece o Senhor, 47e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, 48porque olhou para a humildade de sua serva. Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada, 49porque o Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor. O seu nome é santo, 50e sua misericórdia se estende, de geração em geração, a todos os que o temem.

51Ele mostrou a força de seu braço: dispersou os soberbos de coração. 52Derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes. 53Encheu de bens os famintos, e despediu os ricos de mãos vazias. 54Socorreu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, 55conforme prometera aos nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre”. 56Maria ficou três meses com Isabel; depois voltou para casa.

– Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

 

FONTE: http://liturgiadiaria.cnbb.org.br

mai 31

LITURGIA DA PALAVRA: MAIO, MÊS DE MARIA

Nossa Senhora de Fátima - 4

LEITURA SUGERIDA PARA HOJE – 7ª SEMANA DA PÁSCOA – QUARTA-FEIRA – VISITAÇÃO DE NOSSA SENHORA – 31/05/2017 –

LEITURA DA PROFECIA DE SOFONIAS – (Sf 3,14-18) –

14Canta de alegria, cidade de Sião; rejubila, povo de Israel! Alegra-te e exulta de todo o coração, cidade de Jerusalém! 15O Senhor revogou a sentença contra ti, afastou teus inimigos; o rei de Israel é o Senhor, ele está no meio de ti, nunca mais temerás o mal. 16Naquele dia, se dirá a Jerusalém: “Não temas, Sião, não te deixes levar pelo desânimo! 17O Senhor, teu Deus, está no meio de ti, o valente guerreiro que te salva; ele exultará de alegria por ti, movido por amor; exultará por ti, entre louvores, 18como nos dias de festa. Afastarei de ti a desgraça, para que nunca mais te cause humilhação”.

– Palavra do Senhor!

– Graças a Deus.

  FONTE: http://liturgia.cancaonova.com/liturgia/

mai 30

NO EVANGELHO, A FORÇA PARA A CAMINHADA

BÍBLIA NOVÍSSIMA

7ª SEMANA DA PÁSCOA – TERÇA-FEIRA – 30/05/2017 –

Evangelho (Jo 17,1-11a)

O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo João

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1Jesus ergueu os olhos ao céu e disse: “Pai, chegou a hora. Glorifica o teu Filho, para que o teu Filho te glorifique a ti, 2e, porque lhe deste poder sobre todo homem, ele dê a vida eterna a todos aqueles que lhe confiaste.

3Ora, a vida eterna é esta: que eles te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e àquele que tu enviaste, Jesus Cristo. 4Eu te glorifiquei na terra e levei a termo a obra que me deste para fazer. 5E agora, Pai, glorifica-me junto de ti, com a glória que eu tinha junto de ti antes que o mundo existisse.

6Manifestei o teu nome aos homens que tu me deste do meio do mundo. Eram teus, e tu os confiaste a mim, e eles guardaram a tua palavra. 7Agora eles sabem que tudo quanto me deste vem de ti, 8pois dei-lhes as palavras que tu me deste, e eles as acolheram, e reconheceram verdadeiramente que eu saí de ti e acreditaram que tu me enviaste.

9Eu te rogo por eles. Não te rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus. 10Tudo o que é meu é teu e tudo o que é teu é meu. E eu sou glorificado neles. 11aJá não estou no mundo, mas eles permanecem no mundo, enquanto eu vou para junto de ti”.

– Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

 

FONTE: http://liturgiadiaria.cnbb.org.br

mai 30

LITURGIA DA PALAVRA: MAIO, MÊS DE MARIA

Nossa Senhora de Fátima - 4

LEITURA SUGERIDA PARA HOJE – 7ª SEMANA DA PÁSCOA – TERÇA-FEIRA – 30/05/2017 –

LEITURA DO LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS – (At 20,17-27) –

Naqueles dias, 17de Mileto, Paulo mandou um recado a Éfeso, convocando os anciãos da Igreja. 18Quando os anciãos chegaram, Paulo disse-lhes: “Vós bem sabeis de que modo me comportei em relação a vós, durante todo o tempo, desde o primeiro dia em que cheguei à Ásia. 19Servi ao Senhor com toda a humildade, com lágrimas e no meio das provações que sofri por causa das ciladas dos judeus.

20Nunca deixei de anunciar aquilo que pudesse ser de proveito para vós, nem de vos ensinar publicamente e também de casa em casa. 21Insisti, com judeus e gregos, para que se convertessem a Deus e acreditassem em Jesus nosso Senhor.

22E agora, prisioneiro do Espírito, vou para Jerusalém sem saber o que aí me acontecerá. 23Sei apenas que, de cidade em cidade, o Espírito Santo me adverte, dizendo que me aguardam cadeias e tribulações. 24Mas, de modo nenhum, considero a minha vida preciosa para mim mesmo, contanto que eu leve a bom termo a minha carreira e realize o serviço que recebi do Senhor Jesus, ou seja, testemunhar o Evangelho da graça de Deus.

25Agora, porém, tenho a certeza de que vós não vereis mais o meu rosto, todos vós entre os quais passei anunciando o Reino. 26Portanto, hoje dou testemunho diante de todos vós: eu não sou responsável se algum de vós se perder, 27pois não deixei de vos anunciar todo o projeto de Deus a vosso respeito”.

– Palavra do Senhor!

– Graças a Deus.

  FONTE: http://liturgia.cancaonova.com/liturgia/

mai 29

NÃO DÁ MAIS PRA SUPORTAR, EXPLODE CORAÇÃO!

O POVO NAS RUAS-3AS PESSOAS DE BEM, NÃO PODEM FICAR EM SILÊNCIO –

*Por Luiz Antonio de Moura –

Desde a inauguração deste Blog, no ano de 2014, tomamos a decisão de não utilizarmos este espaço para qualquer manifestação de natureza política ou político-partidária, por questões de princípios. O espaço é genuinamente destinado à divulgação de matérias relacionadas com o cristianismo, com a Teologia e com todos os seus derivados. A nosso ver, a política, no sentido amplo do termo, não teria vaga nesta reserva.

Entretanto, hoje mais do que nunca, estou convencido de que todos nós, em qualquer tempo e lugar, temos o dever cívico e cristão de manifestar nossa opinião, decididamente contra tudo o que está sendo articulado pelos detentores do poder no Brasil.

Não podemos ficar em silêncio diante da torpeza, do descaramento, da falta de princípios éticos, morais, sociais e legais demonstrados por diversos homens públicos que, no comando e no gerenciamento da “coisa pública”, locupletaram-se a si e aos seus associados, desfalcando o Estado de tal forma que, agora, querem tirar do povo, por meio de leis casuísticas, inoportunas e sem sentido técnico, ou mesmo econômico, tudo o que puderem, sob a pecha de “bons administradores”, de “gerenciadores de crises”, de “homens de visão” etc.

Na verdade, estamos todos submetidos a um cenário draconiano, sendo comandados por pessoas que jamais poderiam ocupar o lugar que estão ocupando e que, embora surpreendidas por delações das mais variadas, insistem na permanência na vaga ocupada, em alguns casos, sem a legitimidade do escrutínio popular.

Nesta vala comum de cadáveres que insistem em continuar caminhando, recusando-se à sepultura da história, encontramos pessoas e grupos organizados, preparados e representados diante da Justiça e da sociedade para o papel de vítimas permanentes. Não fizeram nada de errado, não se lembram de nada do que fizeram, prestaram contas de tudo, não sabem, não viram e não se conhecem mutuamente, enfim, estão aí, feito zumbis tomando fôlego novo a cada dia e, associando-se a novos personagens para a manutenção da farra e da rapinagem.

Devemos clamar para a Justiça, sim. Mas, devemos clamar, também, para a atuação da polícia federal, para que, cada vez mais, publique o conteúdo de todas as investigações que estão sendo feitas. O povo tem o direito de saber quais foram (ou ainda quais são) os crimes cometidos por aqueles que ele, eventualmente, votou para representa-lo. Os Ministros do STF devem fazer jus aos títulos que recebem diariamente, e não se deixarem levar pela intimidação de pessoas que estão, indevidamente, ocupando o lugar de gestores públicos e de legisladores oportunistas que, em muitos casos, estão legislando para darem a contrapartida pelo dinheiro da corrupção que já receberam.

O povo precisa parar de fazer “piadinhas” nas redes sociais e sair para as ruas, exigindo deposições urgentes destes mandatários indiciados pela prática de crimes contra o Erário, contra o Estado e, de resto, contra todos nós que pagamos os impostos, desde um simples IPTU, ao robusto Imposto de Renda, sem falarmos no FGTS e nas contribuições para a Previdência Social. Até quando, vamos assistir a tudo isso calados? Até quando vamos saber que estamos contribuindo para o enriquecimento ilícito desta gente, e vamos continuar fazendo “gracinhas” nas redes sociais, como se estivéssemos assistindo um filme de comédia barata?

Estamos passando por um momento bastante difícil. Um momento no qual são poucas as instituições mantenedoras da ordem, da justiça, da lei e da punição daqueles que sempre acreditaram que jamais seriam vistos, reconhecidos, delatados, investigados, condenados e presos.

Não podemos mais ficar em silêncio, sob pena de estarmos condenando nossos filhos e netos a viverem desastradamente em uma sociedade comandada por um exército de zumbis, apodrecidos e malcheirosos, que usam o terno e a gravata para tentarem esconder a sua lepra incurável.

Precisamos gritar bem alto para que esta gente seja, imediatamente, afastada dos cargos de comando, de gerenciamento e de legislação que ocupam e que, apesar de tudo, seja preparado o caminho para as eleições de 2018 com, inclusive, a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte para uma necessária Reforma da Constituição que aí está, com mudanças profundas nos sistemas político, federativo, econômico, tributário e eleitoral.

A partir daí, sim, poderão falar em Reformas trabalhista e previdenciária, com as mudanças que o tempo exige, porém, sem atacar e ferir de morte todos nós que, com terrível sacrifício, conseguimos chegar até aqui. Reformas que, com toda certeza, serão indutoras de novas políticas nas áreas sociais, educacionais e de previdência social. Nada parecido com o que estão propondo agora, que é uma reposição dos fundos desviados ao longo do tempo, dos cofres públicos.

Tenho certeza de que este texto não será lido por nenhuma das sérias autoridades do Poder Judiciário, da Polícia Federal ou do Ministério Público que, apesar de tudo, têm lutado para a necessária mudança de tudo o que aí está, mas, que os do povo que o lerem reflitam sobre o nosso papel de cidadãos e de cidadãs e, comunicando-se uns com os outros deem início ao processo de verdadeira mudança, manifestando imediata e diretamente o nosso desconforto, insatisfação e desejo de mudança urgente, ainda que usando uma camisa com estes slogans estampados, para que todos eles saibam que não os queremos mais à frente do Poder.

Para que saibam que, se quem manda em tudo é o mercado, somos nós que mandamos no mercado porque, sem nós, povo, nem eles nem o mercado teriam condições de existir ou de subsistir. Em toda a história da civilização, todas as mudanças promovidas nasceram ou contaram com a participação direta do POVO. Nós temos a força. Nós somos a força. Precisamos usá-la de forma pacífica, generosa e séria, porém, de forma persistente e contundente. Quando crianças, vimos nossos pais e responsáveis olharem para nós com a cara fechada, séria e denotando insatisfação com o nosso proceder. Sem violência, deixavam claro que não estávamos agradando. Era o bastante! Agora, precisamos fazer o mesmo: olhar para essa gente com o semblante sério, de antipatia e de reprovação por tudo o que estão fazendo conosco e com o país que, bem ou mal, conseguimos trazer até aqui.

Reflita sobre o meu, o seu e o nosso papel nesta história e, deixando de lado as “piadinhas” e as “gracinhas” das redes sociais, convide amigos, colegas e vizinhos para, juntos, demonstrarmos nossa insatisfação, inconformismo e reprovação com toda esta atitude nefasta, praticada por alguns cujo lugar adequado é atrás das grades por um bom tempo e a total impossibilidade de retorno à vida política. Caso contrário, eles continuarão onde estão e nós pagaremos caro pela manutenção dos seus vícios e maus hábitos que os acompanham de geração em geração.

O papel a que somos convidados é cívico, porque queremos resguardar e defender o país que estão tirando de nós; é teológico, porque o clamor do povo sempre chega aos ouvidos do Senhor que não tarda em enviar o socorro; é cristão, porque Jesus não se conformou com a injustiça e com o sofrimento impostos ao povo. Com fé, com determinação e de forma responsável e pacífica precisamos encontrar meios para demonstrar o nosso repúdio ao que estes compatriotas desviados do bom caminho estão fazendo com o nosso país e, por fim, com todos nós. Reflitamos!

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*Luiz Antonio de Moura é um caminhante, um pensador e um cultor do silêncio.

mai 29

NO EVANGELHO, A FORÇA PARA A CAMINHADA

BÍBLIA NOVÍSSIMA

7ª SEMANA DA PÁSCOA – SEGUNDA-FEIRA – 29/05/2017 –

Evangelho (Jo 16,29-33)

O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo João

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 29os discípulos disseram a Jesus: “Eis, agora falas claramente e não usas mais figuras. 30Agora sabemos que conheces tudo e que não precisas que alguém te interrogue. Por isto cremos que vieste da parte de Deus”. 31Jesus respondeu: “Credes agora? 32Eis que vem a hora – e já chegou – em que vos dispersareis, cada um para seu lado, e me deixareis só. Mas eu não estou só; o Pai está comigo. 33Disse-vos estas coisas para que tenhais paz em mim. No mundo, tereis tribulações. Mas tende coragem! Eu venci o mundo!”

– Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

 

FONTE: http://liturgiadiaria.cnbb.org.br

mai 29

LITURGIA DA PALAVRA: MAIO, MÊS DE MARIA

Nossa Senhora de Fátima - 4

LEITURA SUGERIDA PARA HOJE – 7ª SEMANA DA PÁSCOA – SEGUNDA-FEIRA – 29/05/2017 –

LEITURA DO LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS – (At 19,1-8) –

1Enquanto Apolo estava em Corinto, Paulo atravessou as regiões montanhosas e chegou a Éfeso. Aí encontrou alguns discípulos e perguntou-lhes: 2“Vós recebestes o Espírito Santo quando abraçastes a fé?” Eles responderam: “Nem sequer ouvimos dizer que existe o Espírito Santo!”

3Então Paulo perguntou: “Que batismo vós recebestes?” Eles responderam: “O batismo de João”. 4Paulo disse-lhes: “João administrava um batismo de conversão, dizendo ao povo que acreditasse naquele que viria depois dele, isto é, em Jesus”. 5Tendo ouvido isso, eles foram batizados no nome do Senhor Jesus.

6Paulo impôs-lhes as mãos e sobre eles desceu o Espírito Santo. Começaram então a falar em línguas e a profetizar. 7Ao todo, eram uns doze homens. 8Paulo foi então à sinagoga e, durante três meses, falava com toda convicção, discutindo e procurando convencer os ouvintes sobre o reino de Deus.

– Palavra do Senhor!

– Graças a Deus.

 

FONTE: http://liturgia.cancaonova.com/liturgia/

mai 28

EDITORIAL DA SEMANA: POR QUE CULPAR OS OUTROS?

DE QUEM É A CULPA

POR QUE A CULPA É SEMPRE DELES?

*Por Luiz Antonio de Moura –

A pergunta tema desta reflexão parte de uma atitude incontestável da nossa parte: sempre dizemos que “o outro” ou “os outros” são responsáveis por falhas, erros e equívocos. Dizemos isso, com a nítida intenção de deixar claro que nós, que estamos falando, nada temos a ver com tais erros, falhas ou equívocos.

Assim, costumamos dizer que “esse povo é isso ou aquilo”, “o brasileiro age desta ou daquela forma”, “o homem é culpado por este ou por aquele fato”. Enfim, quem narra, sempre aparece como figura totalmente à parte da narrativa ou do seu objeto.

Isso ocorre, em minha opinião, porque sempre temos a pretensão de mostrar que somos de outra espécie, que não agimos de forma errada, não falhamos e não cometemos equívocos, sempre deixando para terceiros a carga pesada da culpa. Tem-se aí, sem dúvida, uma atitude egocentrista, por meio da qual procuramos mostrar que, caso estivéssemos na condição do outro, ou dos outros, agiríamos de forma distinta, tentando passar a ideia de que somos portadores de outras virtudes e outros conhecimentos.

É muito fácil, por exemplo, fazer críticas em relação às pessoas eleitas para, no Congresso Nacional, representarem a sociedade. Normalmente, dizemos a uma só voz: “o povo brasileiro não sabe votar” ou “esse povo vota nesses (...) porque é ignorante” e outras coisas do gênero. No entanto, se fizermos uma busca honesta e sincera nos sites relacionados com a matéria, vamos encontrar, se é que lembramos em quem votamos da última vez, nossos candidatos envolvidos na mesma situação na qual estão aqueles cujas as eleições nós atribuímos “ao povo brasileiro” ou ao “povo ignorante”. Este é apenas um pequeno exemplo. Outros exemplos podem ser extraídos da questão cultural, na forma escorreita, ou não, de expressão na língua nativa; na capacidade intelectual e por aí vai.

Precisamos perceber, de uma vez por todas que, com exceção daquelas pessoas que vêm de outros países, todos nós fazemos parte desta sociedade contra a qual desferimos nossas acusações. Não existe “o povo brasileiro”. O que existe é “nós, o povo brasileiro”. Não existe “este povo”. O que existe é “nós, o povo”, porque estamos, gostemos ou não, inseridos no mesmo ambiente político, cultural e intelectual e, graças a esta “fatalidade”, estamos todos no mesmo barco e, quando um erra, todos erramos. Quando um escolhe mal, todos escolhemos mal. Não dá mais para continuarmos jogando a culpa no outro porque nós, de uma forma ou de outra, também temos cometido erros, falhas e equívocos. Qual de nós nunca se arrependeu de ter votado neste ou naquele candidato, nesta ou naquela candidata? Qual de nós, nunca apoiou, em algum momento da vida, uma ideia ou um projeto equivocados? Qual de nós, nunca cometeu uma gafe qualquer no campo da cultura ou do conhecimento, tentando tirar onda de intelectual? Que atire a primeira pedra!

Precisamos, então, assumir que somos passageiros do mesmo voo e que, queiramos ou não, se a aeronave cair por excesso de peso nós, com o nosso peso, alto, médio ou baixo, contribuímos para acelerar a queda. No caso, não adianta ficarmos jogando a culpa no gordinho ou na gordinha sentados lá atrás, nas últimas poltronas.

A culpa não é deles, dos outros, é nossa, de todos nós que, juntos, formamos um todo defeituoso, ignorante, inculto ou analfabeto. Não podemos esquecer que “eles”, na verdade, somos “nós”.

Assim entendendo, poderemos agir de forma mais solidária na busca pelas soluções de todos os nossos problemas, sejam eles sociais, familiares, comunitários, culturais, políticos, educacionais etc.

Enquanto continuarmos achando, e pregando, que tudo o que está errado é culpa “deles”, os outros, vamos continuar demonstrando que nós sabemos de tudo e, se for assim, estaremos assumindo a culpa pela inação, porque, se somos os tais, então devemos corrigir tudo o que está errado. E, por que não o fazemos? Então, sabendo que, sozinhos nada podemos, mas, que, precisamos dos outros, é melhor aliarmo-nos aos demais para que, juntos, possamos corrigir todos os erros, falhas e equívocos, sem nos importarmos com a culpa propriamente dita.

O cenário atual do mundo exige uma tomada de consciência de todos nós, uma assunção de culpas e de responsabilidades e a decisão de união para a solução dos problemas mais gritantes pelos quais estamos passando, a fim de juntos, possibilitarmos a continuidade da vida sobre a terra. Caso contrário, dentro em breve o mundo será lançado na pior de todas as batalhas: uma guerra fratricida na qual mataremos uns aos outros nas ruas, estradas, vilas e aldeias, até o extermínio total da nossa espécie. Reflita sobre este tema e ajude a disseminá-lo, pois, daí podem surgir soluções eficazes e capazes de proporcionar um longo período de paz, de amor, de união e de não violência entre todos nós. Sejamos felizes, e tenhamos boa sorte!

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*Luiz Antonio de Moura é um caminhante, um pensador e um cultor do silêncio.

mai 28

ESTAREI CONVOSCO TODOS OS DIAS

LUDOVICO GARMUS

DOMINGO DA ASCENSÃO – JESUS É LEVADO AO CÉUS –

*Por Frei Ludovico Garmus, ofm –

ORAÇÃO: “Ó Deus todo-poderoso, a ascensão do vosso Filho já é nossa vitória. Fazei-nos exultar de alegria e fervorosa ação de graças, pois, membros de seu corpo, somos chamados na esperança a participar de sua glória”.

1. LEITURA: At 1,1-11

Jesus foi levado aos céus, à vista deles.

Lucas escreveu dois livros: o Evangelho e os Atos dos Apóstolos. Nestes livros ele divide a história da salvação em três tempos: a) o tempo da promessa é o Antigo Testamento até o final da atividade de João Batista; b) o tempo da realização da promessa, que é a vida pública de Jesus, desde o batismo até a Ascensão ao céu; c) o tempo da Igreja, que se inicia com o dom do Espírito Santo. Na liturgia de hoje celebramos o término do segundo tempo: do batismo de Jesus até sua ascensão ao Céu. No trecho da Palavra de Deus que acabamos e escutar Lucas lembra o seu primeiro livro, o Evangelho, onde escreveu sobre “tudo o que Jesus começou a fazer e ensinar”. Isto é, desde o batismo de Jesus até o dia em que “foi elevado ao alto”. Mas esta frase também sugere que, no segundo livro, os Atos dos Apóstolos, vai falar daquilo que a Igreja, movida pela força do Espírito Santo, continuou a “fazer e ensinar”. – O tempo da Igreja é inaugurado pelo próprio Jesus Ressuscitado, que durante quarenta dias instruiu os apóstolos sobre as “coisas referentes ao Reino de Deus”. Entre elas, Jesus recomenda que não se afastem de Jerusalém até receberem o Espírito Santo. Jesus ressuscitado estava falando com os discípulos sobre o Reino de Deus. Mas, os apóstolos e discípulos ainda lhe perguntavam: “Senhor, é agora que vais restabelecer o reino de Israel?” Em vez do reino de Israel Jesus lhes traça o programa do anúncio dão Reino de Deus. Para cumprir a missão deveriam receber o Espírito Santo: “Sereis minhas testemunhas em Jerusalém, Judeia e Samaria, até os confins da terra”. A cena dos apóstolos fitando os céus, para onde Jesus era levado, introduz anjos que os chamam de volta à realidade da missão. Jesus vai voltar um dia, sim, mas agora é o momento de cumprir a ordem de executar a missão delineada por Jesus: Com a força do Espírito Santo, ser testemunha do Ressuscitado em Jerusalém, Judeia e Samaria, até os confins da terra (v. 8). A nós, que recebemos o Espírito Santo, Jesus confia também esta mesma missão, até quando ele vier para “julgar os vivos e os mortos” (Creio).

SALMO RESPONSORIAL: Sl 46

Por entre aclamações Deus se elevou,

o Senhor subiu ao toque da trombeta.

2. SEGUNDA LEITURA: Ef 1,17-23

E o fez sentar-se à sua direita nos céus.

O Apóstolo nos convida a abrirmos o coração, para sabermos qual é a esperança que o chamado divino nos dá; qual é a riqueza de nossa herança com os santos e que imenso poder Deus exerce naqueles que nele creem. A ascensão marca a glorificação de Jesus de Nazaré, o Filho de Deus encarnado, que se fez servo “humilde e obediente, até a morte numa cruz. Foi por isso que Deus o exaltou...” (Fl 2,8-9; cf. Hb 5,7-9). Jesus Cristo conclui sua missão aqui na terra e nos concede a força do Espírito Santo, para cumprirmos a missão de anunciar e viver o seu evangelho.

ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO

Ide ao mundo, ensinai aos povos todos;

Convosco estarei, todos os dias,

Até o fim dos tempos, diz Jesus.

3. EVANGELHO: Mt 28,16-20

Toda a autoridade me foi dada no céu e sobre a terra.

As mulheres que foram ver o túmulo de Jesus, um anjo explica que Jesus tinha ressuscitado; por isso, o túmulo estava vazio. Elas deviam comunicar aos discípulos que Jesus ressuscitado queria encontrar-se com eles na Galileia, onde o veriam. Foi na Galileia dos gentios que “brilhou uma grande luz” quando Jesus iniciou sua pregação (Mt 4,15-16). Este encontro com o Ressuscitado foi marcado durante a última ceia. Jesus previu que todos o haveriam de abandar no momento da morte. Mas reafirmou que, mesmo abandonado por todos, haveria de ressuscitar e iria à frente deles à Galileia para se encontrar com seus discípulos (Mt 26,32). De fato, o encontro com o Ressuscitado aconteceu num monte indicado por Jesus. Em Mateus, foi num monte que Jesus proclamou as bem-aventuranças e a sua mensagem. Agora, é de um monte que Jesus envia os discípulos para a missão. Ao verem o Ressuscitado, os discípulos se prostraram, mas alguns ainda duvidavam. Jesus, no entanto, envia a todos para a missão, também aos que duvidavam: “Ide e fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo quanto eu vos ordenei”. Para se tornar cristão é preciso ter fé em Deus que é Pai, crer em Cristo seu Filho e no Espírito Santo que está conosco; é preciso ser ensinado e ensinar a observar tudo quanto Jesus ordenou. É preciso confiar, ter fé, que não estamos cumprindo a missão sozinhos. Ele está e estará sempre conosco.

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*Frei Ludovico Garmus é Doutor em Exegese Bíblica, Professor de Exegese no Instituto Teológico Franciscano-ITF, em Petrópolis, escritor, conferencista e colabora com o nosso Blog, autorizando a reprodução de textos e de reflexões de sua autoria.

mai 28

SEMANÁRIO DOMINICAL

PAULO DAHER

ASCENSÃO DO SENHOR –

*Por Monsenhor Paulo Daher –

 EM ATOS 1, 1-11, São Lucas diz que falou sobre toda a vida de Jesus. Então chegou o momento em que Jesus numa refeição confirma a missão dos apóstolos. Que fiquem em Jerusalém esperando a realização das promessas do Pai. Jesus prometeu enviar o Espírito Santo para que eles fossem testemunhas desde Jerusalém até o fim do mundo. Então Jesus foi levado aos céus à vista deles. Anjos disseram:” porque estão olhando para o céu, Jesus levado aos céus vai voltar do mesmo modo.”

 São Lucas já havia escrito sobre Jesus em seu evangelho. Agora inicia outro livro sagrado: Atos dos Apóstolos. E narra a Ascensão de Jesus aos céus. 

Começou numa refeição. No oriente, até hoje, reunir-se para a refeição é momento de toda a família se encontrar, para se olhar um ao outro, para com a alimentação e na bebida manifestar a alegria do encontro. 

Os evangelhos mostram Jesus várias vezes tomando refeição; Em quase todas as vezes acontece algo de especial para as pessoas ou Ele mesmo diz algo de grande valor. 

A primeira vez foi na festa de casamento em Caná (Jo 2,1-10) quando transformou a água em vinho, seu primeiro milagres. 

A última refeição no cenáculo na 5ª. feira antes de ser preso, na véspera de sua morte é caracterizada no início com estas palavras: Desejei ardentemente comer esta Páscoa com vocês(Lc 22, 15) E além de abrir seu coração sobre o amor a seu Pai e a todos nós, deixou-nos a Eucaristia. 

Agora numa última refeição na terra, ao despedir-se de sua vida visível neste mundo, dá-nos um grande presente que iria ser confirmado nove dias depois: sua Igreja, iluminada por seu Santo Espírito. 

E S. Mateus completa a cena total com esta promessa maravilhosa de Jesus: Eu vou estar com vocês todos os dias, até o fim dos tempos. (Mt 28, 20b)

E os apóstolos entre tristes, saudosos, quase órfãos olham para Jesus que vai subindo aos céus... Os anjos os despertam para a realidade atual: Jesus vai para os céus, mas estará sempre com vocês na terra. Como para uma mãe o filho por toda a vida é sempre aquele bebê precisando de presença e proteção, assim também a Igreja, os seus seguidores tenham fé, Jesus não os deixará órfãos. Eu vou ficar com vocês para sempre. 

NA CARTA AOS EFÉSIOS 1, 17-23, o apóstolo afirma: Deus Pai lhes dê o Espírito de Sabedoria, para reconhecerem a esperança que abre seus corações. Pois manifestou sua força em Cristo que está  à sua direita nos céus com toda a autoridade. Tudo colocou a seus pés. Ele está acima de tudo, é Cabeça da Igreja. 

Conhecemos na história dos países lideranças de pessoas que foram capazes de orientar o povo por caminhos que realizaram benefícios para toda a população. 

Reconhecemos nessas pessoas um espírito altruísta capaz de gestos que respeitem e promovam a dignidade de todos de qualquer classe social. 

Na ordem natural da vida humana aparecem portanto pessoas dotadas de um espírito que respeita cada pessoa no que ela é de direito e as promove. 

E essa capacidade faz superar o egoísmo que em geral aparece em nós desde crianças, de início como sobrevivência natural, depois como busca mesmo de nós mesmos, deixando os outros de lado ou em segundo plano. 

E toda essa maneira altruísta é de inspiração divina: Deus vem em nosso auxílio. 

Em se tratando depois de uma ação muito mais benéfica que é a religiosa, com mais razão Deus irá conduzir muitas pessoas para beneficiar seus semelhantes. 

E nós sabemos pela Palavra de Deus que o Senhor deu de fato à sua Igreja este poder de abrir caminhos para que todas as pessoas encontrem o Senhor da Vida. 

Admiramos a bondade  e misericórdia de Deus que nos enviou seu próprio Filho para que assumindo a vida humana realizasse nossa salvação na terra.

Mas Ele foi mais longe. Jesus não veio, deu exemplo, deixou o recado e foi embora. Não. Ele veio para ficar. De início da maneira muito humana numa família, numa sociedade, num tempo histórico do passado. 

Mas com sua Igreja visível realiza a todo o momento os mesmos milagres de renovação de vida que tiveram lugar na Palestina quando por aqui passou. 

A aparência simples de Jesus, um cidadão da Galileia, da pequena cidade de Nazaré, mesmo por seus milagres, infelizmente não convenceu a inveja dos chefes religiosos de seu tempo que o condenaram à morte na cruz.

 Ainda hoje também muitos só veem Jesus como um cidadão simples do povo, que criou ilusões para o povo de então e para todos os que seguiram seus passos até hoje. 

Mas para nós que temos fé, Deus Pai: Tudo colocou aos pés de Jesus. Ele está acima de tudo, é Cabeça da Igreja. E é o nosso Salvador. 

EM MATEUS 28,16-20, os discípulos foram para a Galileia. Viram Jesus, prostraram-se diante dele. E Jesus disse:” toda a autoridade me foi dada no céu e sobre a terra: vão e façam meus discípulos todos os povos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando a seguir tudo o que lhes ordenei. Eu vou estar com vocês até o fim dos tempos.” 

 Jesus teve o tempo que quis e foi suficiente para iniciar toda a ação salvadora das pessoas. Deu os primeiros passos. Deixou os apóstolos e sua Igreja para continuar esta ação salvadora de todas as pessoas. 

A sabedoria e o poder e Deus dá sempre o primeiro passo em tudo o que é e  acontece em nossa vida. Ele nos fez com tantas qualidades para que começando a caminhar orientados por ele, nós por nós mesmos somos capazes de continuar o nosso destino. 

A Palavra de Jesus não foi só para seu tempo. É palavra de vida eterna, isto é, que alimenta nosso viver em todos os momentos.  Ele é o Caminho por onde devemos guiar- nos, Ele é a Verdade que orienta nossos passos, Ele é nossa Vida, mantendo-nos despertos para todos os momentos de nossa existência.

Quando Deus criou o ser humano o fez à sua imagem e semelhança. Não é aparência, nem máscara, nem faz de conta. Semelhante a tudo o que uma criança herda de seus pais e ancestrais. É marca profunda na essência do ser.

Admiramos a capacidade criativa, “sustentativa” e procriativa de todos os seres vivos. Não vem pelo força da matéria, mas emana da ligação com o próprio poder divino. 

A ligação, união, ação renovadora da presença de Cristo em sua Igreja, não é algo extrínseco, como se Deus pegasse na mão de cada um para conduzi-lo.

Um grande dom que deu ao ser humano é a liberdade e a vontade que devem realizar a sua autonomia: todos somos responsáveis por nossos atos. Não somos robôs! 

Em sua Igreja no meio dos homens, guiados por homens, iluminados por Deus a mensagem de amor de Jesus vai sendo conhecida, amada e vivida por tantos séculos.  

A razão de nossa Igreja apresentar os santos é essa: eles de forma e grau mais perfeitos mostrar como o ser humano pode manifestar sua semelhança com Deus.

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*Monsenhor Paulo Daher é Sacerdote da  Diocese de Petrópolis, e colabora enviando gentilmente seus comentários aos textos litúrgicos da semana.

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