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Sementes de vida, ������© tempo de semear

Arquivo por mês: abril 2017

abr 30

EDITORIAL DA SEMANA: A SABEDORIA DO SILÊNCIO

A SABEDORIA DO SILÊNCIO

NO SILÊNCIO, JESUS DISSE TUDO. PRECISAMOS OUVIR E COMPREENDER –

*Por Luiz Antonio de Moura –

            Jesus, como sabemos, não deixou nenhum texto escrito e, tampouco, ordenou que alguém escrevesse qualquer coisa sobre Ele. A única referência acerca do uso da escrita por Jesus é o episódio da mulher pecadora, que escribas e fariseus queriam apedrejar. Ali, o Evangelista João narra que Jesus, enquanto os acusadores da mulher bradavam em alta voz, escrevia alguma coisa na terra (Jo 8, 6-8).

          Em matéria literária, portanto, Jesus emudeceu! Certamente avaliou que, já àquela altura da história, havia muita coisa escrita. O que faltava era, com certeza, o cumprimento de tudo o que rezavam a lei e os profetas.

        Entretanto, Jesus diante do Sinédrio, de Herodes e de Pilatos fez silêncio perturbador e que, ainda hoje, deve ocupar nossa mente em profunda reflexão.

        O Evangelista Marcos narra que Jesus, diante do Sinédrio ouviu diversas acusações e testemunhos inflamados contra Ele e contra tudo o que disse e que fez. Nem uma palavra, nenhum gesto. Em nenhum momento pediu a palavra para se defender. Em dado momento, o sumo sacerdote, irritado, pergunta a Jesus: “Não respondes nada? O que é isto que dizem contra ti?” Mas Jesus permaneceu calado. Calado num momento e perante um cenário propício ao discurso, no qual Ele poderia, por exemplo, ter aberto a boca e jogado por terra todos os pecados, as transgressões, as corrupções, as traições, os adultérios, os desvios financeiros e todos os pecados de cada um dos presentes, a começar pelo sumo pontífice. Depois, olhando nos olhos de cada uma das falsas testemunhas, fazer o mesmo. Poderia, ainda, propor questões impossíveis de serem resolvidas por aqueles senhores ilustres, deixando-os totalmente desconcertados e desacreditados perante o povo. Mas, não! Jesus preferiu o silêncio. Ouviu tudo calado e só abriu a boca para questionar um ato de violência gratuito cometido por um dos guardas, após, gentilmente, ter respondido a uma pergunta feita pelo chefe supremo (Jo 18, 23). Jesus, preferindo o silêncio para se defender, não deixou de responder à pergunta direta sobre seus discípulos e sua doutrina!

            Diante de Herodes, a mesma postura. Silêncio! Em meio a diversas acusações, zombarias e chacotas, humilhações e provocações, o Evangelista Lucas afirma que Jesus nada respondeu (Lc 23, 9).

            Na presença de Pilatos Jesus manteve-se íntegro e em silêncio. Agora é Mateus quem narra que Pilatos, intrigado com a postura de Jesus, indaga: “Não ouves de quantas coisas te acusam? Mas não lhe respondeu palavra alguma, de modo que o governador ficou em extremo admirado” (Mt 27, 13-14). Em dado momento, na narrativa do Evangelista João, Pilatos fica irritado com Jesus porque, não querendo condená-lo injustamente, não conseguia desvencilhar-se da pressão dos judeus enraivecidos. Então Pilatos olha para Jesus e pergunta sobre sua origem e, diante do silêncio, brada com Jesus: “Não respondes? Não sabes que tenho poder para te soltar, e também para te crucificar?” (Jo 19, 10).

        Nos três episódios envolvendo acusadores e autoridades, Jesus optou pelo silêncio. Podia ter falado! Podia ter feito milagres e prodígios estonteantes. Mas, não. Apenas o silêncio. Por que? É a pergunta que fazemos. Por que ficou em silêncio Aquele que tantas vezes havia maravilhado as multidões com o seu discurso salvífico e com suas maravilhosas parábolas? Por que o silêncio quando, com apenas palavras, poderia ter derrotado todos e cada um dos seus algozes? Sem armas, sem espadas, sem o uso da força, sem sangue derramado. Apenas umas poucas e sábias palavras! Silêncio. (faça silêncio no seu coração neste instante).

            Jesus conhecia perfeitamente todos aqueles espíritos, sabia de onde procediam e que interesses defendiam e, portanto, sabia que nada que dissesse teria qualquer valor. A decisão dos acusadores fora tomada de cabeça fria, bem planejada, bem combinada, bem arquitetada e fruto de investigação de cada passo, de cada milagre e de cada palavra produzidos por Jesus, tudo, com o auxílio de traidores, dentre os quais apenas Judas Iscariotes ganhou destaque histórico. Jesus não apenas evitou dar maiores explicações, mas, também, deixou claro, ao menos para nós, que estava bastante consciente do como procedia, ao dizer para os interrogadores: “Eu falei publicamente ao mundo; ensinei sempre na sinagoga e no templo, onde concorrem todos os judeus, e nada disse em segredo. Por que me interrogas? Interroga aqueles que ouviram o que eu disse; eles sabem o que eu tenho feito” (Jo 18, 20-21). Ao fazer essas afirmações Jesus respondia a todas as perguntas. Nada mais deveria ser dito. Nada mais faria sentido. Ou seja, “vocês têm todas as respostas ou pelo menos sabem onde buscá-las, por que, então, fazerem perguntas inúteis a mim?” O silêncio de Jesus dizia tudo: qualquer coisa a mais que Ele dissesse só teria o efeito de inflamar, ainda mais, os horrores daquele julgamento. Jesus viu, ouviu, avaliou e, ainda que em silêncio, agiu!

            Esse é o ponto essencial para a nossa vida: quantas vezes perdemos-nos com discursos e com falatórios inúteis, que só servirão para incendiar ainda mais o ambiente e a situação? Quantas vezes abandonamos o silêncio, para dizer e repetir tudo o que os nossos algozes já sabem com sobra? Por que insistimos em ficar dando explicações a quem já assinou a nossa sentença de condenação? Sentença de culpa e de condenação à morte social e comunitária, à pobreza, à solidão, à exclusão, ao desprezo, à exploração, à humilhação, ao anonimato. Se nossos acusadores e nossos algozes fizessem conforme sugerido por Jesus, se perguntassem a quem nos conhece a fundo, a quem nos ouviu e a quem recebeu de nós algo de bom. Se perguntassem aos nossos amigos, familiares e a todos os que já receberam algo de positivo da nossa parte, jamais nos condenariam. Se investigassem sobre o esforço e o sacrifício com que vivemos e sobrevivemos, se sondassem a respeito do nosso proceder sincero, honesto e cheio de bons propósitos, jamais assinariam a sentença com a nossa condenação. No entanto, “eles” nada querem saber. Querem apenas nos condenar e pronto. Diante destes furiosos acusadores e impiedosos algozes, falar mais o quê? No silêncio, Jesus disse tudo. E nós, devemos aprender a lição. Falar? Somente o necessário, útil e saudável. Certa vez Jesus advertiu seus seguidores dizendo: “Seja o vosso falar: sim, sim; não, não. Tudo o que disto passa, procede do maligno” (Mt 5, 37).

            Precisamos, portanto, ouvir em profundidade o significado do silêncio de Jesus e aprendermos a agir da mesma forma, para não acabarmos jogando pérolas aos porcos (Mt 7, 6), permitindo que pessoas, instituições e estruturas comprometidas com o mal e que defendem interesses obscuros pisem e magoem o tesouro secreto e protegido que cada um de nós carrega na alma e no coração, tesouro concedido por Deus desde toda a eternidade e para toda a eternidade. Reflita sobre este texto (em silêncio). Boa sorte, e seja feliz!

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*Luiz Antonio de Moura é um caminhante e um cultor do silêncio.

abr 30

SEMANÁRIO DOMINICAL: EM EMAÚS, JESUS PARTE O PÃO NOVAMENTE

PAULO DAHER

3º. DOMINGO DE PÁSCOA – AO PARTIR O PÃO, ELES O RECONHECERAM –

*Por Monsenhor Paulo Daher –

 EM ATOS 2, 14.22-33, no dia de Pentecostes Pedro com os apóstolos falou à multidão anunciando Jesus, quem foi, o que fez de bem a tanta gente. E foi crucificado. Lembrou as palavras do rei Davi que previam a ressurreição do Salvador.  Jesus ressuscitou e disso nós somos testemunhas. E agora Ele está à direita de Deus. E derramou seu Espírito que fora prometido pelo Pai.

Quem ama procura conhecer sempre mais a pessoa a quem ama.

As primeiras palavras dos apóstolos sobre o novo reino de Deus, era falar de Jesus. Quem foi, o que fez por todos nós, seus sofrimentos, sua morte da cruz e sua ressurreição.

Falar sobre o poder de Jesus, a sabedoria de suas palavras, o fato de atrair multidões para ouvi-lo, curar as enfermidades mais diversas e até ressuscitar mortos, é uma parte da mensagem de Cristo.

A segunda razão é que Deus Pai o enviou à terra para ser o nosso Salvador, assumir sobre si nossos pecados e pedir por nós perdão ao Pai.

A terceira razão é levar-nos de volta para a casa do Pai, de onde fugimos com nossos pecados, para viver o grande presente que recebemos: somos filhos de Deus. E mais somos irmãos entre nós: muito recebemos, muito temos de dar a todos.

Pelo batismo, somos novas criaturas, e recebemos a missão de ir em busca de novos irmãos para o reino de Cristo.

Ninguém dá o que não tem. Se temos de fazer com que outras pessoas conheçam Jesus, nós em primeiro lugar devemos procurar conhecer mais ainda nosso Salvador. Mas não só a história da vida dele que o evangelho nos apresenta.

O conhecimento da pessoa de Cristo só será mais comprometedor se nós “convivermos” com Ele. Pois não podemos só dar notícias dele. Temos de apresentar a experiência pessoal que tivermos de convivência com Ele.

Jesus não é um personagem histórico que viveu há dois mil anos atrás, como tantas pessoas como reis e imperadores daquela época..

Quando rezamos com nossa Igreja: Jesus ressuscitou e está vivo no meio de nós, devemos estar com Ele, ouvindo sua Palavra, orando com Ele e pedindo que ore conosco ao Pai. Temos de ter mesmo um conhecimento pessoal de Jesus. É como dizia. S. João no Apocalipse: Eis que Eu estou à porta e bato. Se escutar minha voz e abrir, virei a ele, cearei com ele e ele comigo(Ap 3,20)

NA 1ª, CARTA DE PEDRO, 1, 17-21, diz quem invoca a Deus como Pai, deve respeitar a Deus nesta vida. Pois fomos resgatados de uma vida sem sentido à procura de bens perecíveis, pelo sangue de Cristo.  Ele já antes da criação do mundo foi destinado para esta missão. Por Ele temos a fé em Deus que o ressuscitou e o elevou à glória. Assim nossa fé e esperança estão em Deus.

O apóstolo começa a valorizar o que Jesus conquistou para nós: podemos invocar a Deus como nosso Pai. Além de tudo o que Cristo falou de seu Pai e do que Ele manda dizer que quer ser Pai para nós, para que ficasse bem gravado em nossa mente e em nosso coração Jesus nos ensinou e pediu que nos expressássemos assim em nossas orações: Pai nosso...

Nós, encantados com tantas coisas desta vida, às vezes nos iludimos pensando que isso é que vida para ser vivida.

Tudo neste mundo passa muito depressa. Nem dá tempo de gozar mesmo o de que é que realmente gostamos. Tudo envelhece rápido.

O doce de algodão é imagem clara do que gostamos e que logo se esvai.

Pela fé em Cristo ressuscitado, por sua presença em nossa vida, fortalecemos a esperança que nos assegura um futuro mais estável em Deus.

Nós mantemos nosso corpo, nosso organismo por meio da alimentação. Esta se transforma em sangue que controla nossa vida.

Em relação à nossa pessoa: o que conquistamos de conhecimento, de amadurecimento de nossa inteligência, de nossa vontade, liberdade e sensibilidade, em toda a nossa vivência psicológica nos transforma em criaturas mais amadurecidas para a vida.

E se juntamente com este enriquecimento, minha vida religiosa de fé esperança e caridade me  colocou envolvido pelo amor de Deus, por uma fraternidade sincera e participativa, estarei mais preparado para viver na eternidade a experiência da felicidade que só Deus é  e pode comunicar, para todo o sempre.

EM LUCAS 24, 13-35,  no dia da ressurreição de Jesus dois discípulos saíram da cidade e foram para Emaús. Iam conversando quando Jesus se aproximou e os foi acompanhando. Não o reconheceram. Perguntou sobre que estavam conversando. Eles se espantaram por ele não saber dos últimos acontecimentos. E Jesus:“que foi?” Eles então falaram sobre Jesus, todo o bem que tinha feito ao povo. Por fim fora crucificado. Algumas mulheres falaram que anjos tinham dito que ele estava vivo, três dias depois de sepultado... Então Jesus começou a falar com eles sobre tudo o que os profetas tinham dito e que se realizara em Jesus... Quando iam chegando à moradia deles, pararam e o convidaram para entrar. E na mesa, quando Jesus benzeu o pão, o reconheceram. Então Ele desapareceu. Na mesma hora voltaram para Jerusalém para contar tudo o que havia acontecido.

Esses discípulos parecem que são de nosso tempo. Gente apressada como nós. O que ouvem, parece que não escutam. Hoje gostamos de estar sempre ligados a tudo e quando percebemos, não estamos nem aí.

Quando criança viajava de trem, o Maria Fumaça. Olhávamos pela janela e víamos a paisagem correr tão depressa. Quando queríamos observar algo que chamava nossa atenção, já havia passado.

Corre, corre, vida! Estou vivendo ou a vida está me arrastando? Vemos e não fotografamos a imagem. Ouvimos e logo esquecemos o que nos disseram. Corremos mais tropeçando no caminho em alguma direção.

Um desconhecido os encontra e caminha com eles, curioso pela sua conversa aflita, pelo ar triste, e Ele lhes pergunta o que foi que aconteceu? Aí eles começam a lembrar passo a passo a vida de Jesus. Incrível foi a apresentação fiel de tudo que era Jesus e do que fizera durante três anos.

A luminosidade de seus olhos quando falavam, se obscureceu quando concluíram com ar triste, desanimados: pois é, ele foi crucificado. Já faz três dias que isto aconteceu... É verdade que umas mulheres vieram dizer que ele está vivo, ressuscitado. Mas a ele mesmo ninguém viu...

Quando nossa fé entra na escuridão da dúvida, do sofrimento, da decepção, esquecemos tudo de bom que aconteceu. E a palavra chave da situação de então foi: nós esperávamos que...

O sentimento mais demolidor é a desesperança, a falta de chão, de confiança em algo que foi a raiz de todo o bem e parece que foi arrancada...

O sacramento da confissão é a imagem deste fato. Deus nos pergunta: que foi? que houve? você estava tão confiante em mim e se deixou levar por seus sonhos loucos egoístas... Aí quando nos abrimos sinceramente ao Senhor despejando tudo o que está azedando nosso espírito, nossa vida...

E Deus: que é que você está dizendo?

Perdeu todo o encanto de ser meu amigo, meu filho?

Você pode mudar, pode escolher outros amores, mas você para mim é sempre meu filho querido. Estou sempre olhando para a estrada de sua vida para ver seus passos retornando à minha casa...

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*Monsenhor Paulo Daher é Sacerdote da  Diocese de Petrópolis, e colabora enviando gentilmente seus comentários aos textos litúrgicos da semana.

abr 30

OS DISCÍPULOS DE EMAÚS RECEBERAM O RESSUSCITADO EM CASA!

LUDOVICO GARMUS

3º DOMINGO DEPOIS DA PÁSCOA – EM EMAÚS, A RECORDAÇÃO DAS PROMESSAS –

*Por Frei Ludovico Garmus, ofm

Oração: “Ó Deus, que o vosso pela sua renovação espiritual, para que, tendo recuperado agora com alegria a condição de filhos de Deus, espere com plena confiança o dia da ressurreição”.

1. Primeira leitura: At 2,14.22-33

Não era possível que a morte o dominasse.

No dia de Pentecostes os judeus comemoravam em Jerusalém a doação da Lei de Moisés. Na mesma ocasião estavam reunidos em Jerusalém, também, os apóstolos com dezenas de discípulos e discípulas, no monte Sião. A comunidade estava reunida em oração, com portas e janelas fechadas, por medo dos judeus. De repente, houve um forte ruído do céu, acompanhado de um vento impetuoso e línguas de fogo, enchendo toda a casa onde os discípulos estavam reunidos. Era a manifestação do Espírito Santo prometida por Jesus, antes da ascensão de Jesus ao céu (At 2,1-4). Muitos judeus peregrinos acorreram ao lugar para ver o que estava acontecendo. Em meio a uma intensa alegria, abrem-se as portas e janelas e os discípulos saem da casa. Pedro, então, toma a palavra para explicar ao povo o sentido de tudo o que estava acontecendo. Em seu discurso, Pedro dirige-se aos ouvintes judeus (v. 22-24) o “querigma”, isto é, a proclamação da paixão, morte e ressurreição de Jesus que visa levar os ouvintes à conversão e à fé em Jesus. Os acontecimentos do “querigma” pascal são pura iniciativa de Deus, nome repetido quatro vezes. A ação divina por meio de Jesus é pública: “tudo isso vós mesmos o sabeis”, porque as coisas aconteceram “entre vós”. Mas, a ressurreição de Jesus é presenciada apenas pelas testemunhas qualificadas (v. 32), as 120 pessoas reunidas no cenáculo com os apóstolos. Pedro cita o salmo 15, argumentando que Davi, profeticamente, fala da ressurreição de Jesus, “eu vós o matastes, pregando-o numa cruz” (v. 25-33). Deus Pai ressuscitou Jesus dentre os mortos (cf. Lc 9,21-22.43-45; 18,31-34) e o exaltou à sua direita na glória do céu. O Pai concedeu a Jesus o Espírito Santo que havia prometido, e Jesus o derramou sobre as testemunhas de sua ressurreição. Os ouvintes estavam presenciando a ação do Espírito Santo derramado sobre as testemunhas.

Salmo responsorial: Sl 15 (16)

Vós me ensinais vosso caminho para a vida;

junto de vós felicidade sem limites!

2. Segunda leitura: 1Pd 1,17-21

Fostes resgatados pelo precioso sangue de Cristo,

cordeiro sem mancha!

Desde antes da criação do mundo Deus nos amou e no fim dos tempos enviou seu próprio Filho para nos salvar. Não foi com ouro ou prata que Cristo nos resgatou do pecado e da morte, mas com seu próprio sangue, entregando sua vida como máxima expressão de amor. Mas Deus o ressuscitou dos mortos – diz Pedro – e por isso alcançamos a fé em Deus. Pela fé estamos firmemente ancorados em Deus. Assim, nossa fé e esperança estão guardadas no coração de Deus. É o que cantamos no Salmo responsorial: “Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio”.

Aclamação ao Evangelho

Senhor Jesus, revelai-nos o sentido da Escritura;

Fazei o nosso coração arder, quando falardes.

3. Evangelho: Lc 24,13-35

Reconheceram-no ao partir o pão.

Lucas coloca três narrativas relacionadas com a ressurreição de Jesus, todas, no primeiro dia da semana, dia especial em que os cristãos celebravam a ressurreição do Senhor (At 20,7). Na primeira conta como as mulheres, discípulas de Jesus desde a Galileia (Lc 8,1-3), que o acompanharam até testemunharem sua morte na cruz (23,55), se dirigem ao túmulo levando perfumes, mas não encontram o corpo de Jesus. Dois anjos lhes explicam que o túmulo está vazio porque Jesus ressuscitou como havia dito. Elas levam a notícia aos discípulos. Eles, porém, não acreditam na explicação dada pelos anjos. Pedro, no entanto, vai conferir o túmulo vazio e fica apenas admirado. Segue, então, a narrativa sobre os discípulos de Emaús, que hoje escutamos. Após a manifestação do Ressuscitado os dois discípulos voltam imediatamente a Jerusalém para contar sua experiência aos apóstolos, que lhes comunicam: “O Senhor ressuscitou de verdade e apareceu a Simão”. Segue, então, no mesmo dia, já de noite, a aparição de Jesus a todos os que estavam reunidos. – As experiências de Jesus se dão enquanto as pessoas estão reunidas falam de Jesus, contam e recordam o que Ele fez e falou. Os anjos recordam que Jesus ressuscitou conforme havia dito na Galileia. Jesus leva a boa notícia de sua ressurreição aos discípulos tristes e desanimados, recorda as Escrituras e se manifesta a eles ao partir do pão. Tudo aponta para a liturgia eucarística que estamos celebrando. A celebração da Eucaristia na comunidade reunida no Dia do Senhor é o lugar privilegiado para a experiência da presença viva do Cristo Ressuscitado, que nos quer alimentar com sua palavra e com seu corpo e sangue.

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* Frei Ludovico Garmus é Doutor em Exegese Bíblica, Professor de Exegese no Instituto Teológico Franciscano-ITF, em Petrópolis, escritor, conferencista e colabora com o nosso Blog, autorizando a reprodução de textos e de reflexões de sua autoria.

abr 30

NO EVANGELHO, UM NOVO CAMINHO É PROPOSTO!

BÍBLIA DE DOMINGO

3º DOMINGO DA PÁSCOA – 30/04/2017 –

Evangelho  (Lc 24,13-35)

O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo  São Lucas

— Glória a vós, Senhor.

13Naquele mesmo dia, o primeiro da semana, dois dos discípulos de Jesus iam para um povoado, chamado Emaús, distante onze quilômetros de Jerusalém. 14Conversavam sobre todas as coisas que tinham acontecido. 15Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles.16Os discípulos, porém, estavam como que cegos, e não o reconheceram. 17Então Jesus perguntou: 'O que ides conversando pelo caminho?' Eles pararam, com o rosto triste, 18e um deles, chamado Cléofas, lhe disse: 'Tu és o único peregrino em Jerusalém que não sabe o que lá aconteceu nestes últimos dias?' 19Ele perguntou: 'O que foi?' Os discípulos responderam: 'O que aconteceu com Jesus, o Nazareno, que foi um profeta poderoso em obras e palavras, diante de Deus e diante de todo o povo. 20Nossos sumos sacerdotes e nossos chefes o entregaram para ser condenado à morte e o  crucificaram. 21Nós esperávamos que ele fosse libertar Israel, mas, apesar de tudo isso, já faz três dias que todas essas coisas aconteceram! 22É verdade que algumas mulheres do nosso grupo nos deram um susto. Elas foram de madrugada ao túmulo 23e não encontraram o corpo dele. Então voltaram, dizendo que tinham visto anjos e que estes afirmaram que Jesus está vivo. 24Alguns dos nossos foram ao túmulo e encontraram as coisas como as mulheres tinham dito. A ele, porém, ninguém o viu.' 25Então Jesus lhes disse: 'Como sois sem inteligência e lentos para crer em tudo o que os profetas falaram! 26Será que o Cristo não devia sofrer tudo isso para entrar na sua glória?' 27E, começando por Moisés e passando pelos Profetas, explicava aos discípulos todas as passagens da Escritura que falavam a respeito dele. 28Quando chegaram perto do povoado para onde iam, Jesus fez de conta que ia mais adiante. 29Eles, porém, insistiram com Jesus, dizendo: 'Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando!' Jesus entrou para ficar com eles. 30Quando se sentou à mesa com eles, tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e lhes distribuía. 31Nisso os olhos dos discípulos se abriram e eles reconheceram Jesus. Jesus, porém, desapareceu da frente deles. 32Então um disse ao outro: 'Não estava ardendo o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho, e nos explicava as Escrituras?' 33Naquela mesma hora, eles se levantaram e voltaram para Jerusalém onde encontraram os Onze reunidos com os outros. 34E estes confirmaram: 'Realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão!' 35Então os dois contaram o que tinha acontecido no caminho, e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão.

– Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

 

FONTE: http://liturgiadiaria.cnbb.org.br

 

abr 30

NO PARTIR O PÃO, JESUS REVELA-SE EM EMAÚS

ZÉ MARIA-2

III DOMINGO DE PÁSCOA – OS DISCÍPULOS DE EMAÚS –

*Por Mons. José Maria Pereira –

No dia da Ressurreição, à tarde, Jesus, sob as aparências de um peregrino, junta-se aos dois discípulos que se dirigem para Emaús e falam, entre si, dos acontecimentos surpreendentes da sexta-feira anterior, em Jerusalém. (Lc 24, 13-35)

Os discípulos estão tristes, desanimados, decepcionados, frustrados…

Aguardavam um Messias glorioso, um Rei poderoso, um vencedor e encontram-se diante de um derrotado, que tinha morrido na Cruz.

Aparece um peregrino, que caminha com eles… Ao longo da conversa com Jesus os discípulos passam da tristeza à alegria, recuperam a esperança e com isso o afã de comunicar a alegria que há nos seus corações, tornando-se deste modo anunciadores e testemunhas de Cristo ressuscitado.

Jesus caminha junto daqueles dois homens que perderam quase toda a esperança, de modo que a vida começa a parecer-lhes sem sentido. Compreende a sua dor, penetra nos seus corações, comunica-lhes algo da vida que nele habita. “Quando, ao chegar àquela aldeia, Jesus faz menção de seguir o caminho; porém os discípulos insistiram com Jesus para que Ele ficasse com eles. Reconhecem-no depois ao partir o pão: O Senhor, exclamam, esteve conosco! Então disseram um para o outro: “Não estava ardendo o nosso coração quando Ele nos falava e nos explicava as Escrituras? (Lc 24,32). Cada cristão deve tornar Cristo presente entre os homens; deve viver de tal maneira que todos com quem tem contato sintam o bom odor de Cristo (2 Cor 24,32); o bom odor de Cristo deve atuar de forma que, através das ações do discípulo, se possa descobrir o rosto do Mestre” (Cristo que passa, nº 105).

A conversa dos dois discípulos com Jesus a caminho de Emaús, resume perfeitamente a desilusão dos que tinham seguido o Senhor, diante do aparente fracasso que representava para eles a Sua morte.

Jesus, em resposta ao desalento dos discípulos, vai pacientemente descobrindo-lhes o sentido de toda a Sagrada Escritura acerca do Messias: “Não era preciso que o Cristo padecesse estas coisas e assim entrasse na Sua glória?” Com estas palavras o Senhor desfaz a ideia que ainda poderiam ter de um Messias terreno e político, fazendo-lhes ver que a missão de Cristo é sobrenatural: a salvação do gênero humano.

Na Sagrada Escritura estava anunciado que o plano salvador de Deus se realizaria por meio da Paixão e Morte redentora do Messias. A Cruz não é um fracasso, mas o caminho querido por Deus para o triunfo definitivo de Cristo sobre o pecado e sobre a morte (1 cor 1, 23-24).

A presença e a palavra do Mestre recupera estes discípulos desanimados, e acende neles uma esperança nova e definitiva: “Iam os dois discípulos para Emaús. O seu caminho era normal, como o de tantas outras pessoas que passavam por aquelas estradas. E aí, com naturalidade, aparece-lhes Jesus e vai com eles, com uma conversa que diminui a fadiga.

“Jesus, no caminho! Senhor, que grande és Tu sempre! Mas comoves-me quando Te rebaixas para nos acompanhares, para nos procurares na nossa lida diária. Senhor, conhece-nos a simplicidade de espírito, o olhar limpo, a mente clara, que permitem entender-Te, quando vens sem nenhum sinal externo da Tua glória!

Termina o trajeto ao chegar à aldeia e aqueles dois que, sem o saberem, tinham sido feridos no fundo do coração pela palavra e pelo amor de Deus feito homem, têm pena de que Ele se vá embora. Porque Jesus despede-se como quem vai para mais longe (Lc 24,28). Nosso Senhor nunca Se impõe! Quer que O chamemos livremente, desde que entrevimos a pureza do Amor que nos colocou na alma. Temos de O deter à força e pedir-lhe: fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando (Lc 24,29).

Somos assim: sempre pouco atrevidos, talvez por falta de sinceridade, talvez por pudor. No fundo pensamos: fica conosco, porque as trevas nos rodeiam a alma e só Tu és luz, só Tu podes acalmar esta ânsia que nos consome! Porque entre as coisas belas, honestas, não ignoramos qual é a primeira: possuir sempre Deus” (São Gregório Nazianzeno).

Depois da escuta da Palavra e o partir o Pão, os discípulos de Emaús sentem agora a urgência de voltar a Jerusalém!… Partem logo para anunciar a descoberta aos irmãos e, junto com eles, proclamam a fé: “ O Senhor ressuscitou!” É o impulso à Missão.

Os discípulos dizem: “enquanto Ele nos falava, ardia o nosso coração!”

A verdade é que: Sem a Eucaristia, sem a Palavra, os outros nos cansam, nos assustam. Com a Palavra e com o partir o Pão, reconhecemos que Cristo está no próximo. Reconhecemos que Cristo está do nosso lado e a presença dele é capaz de nos reanimar.

 Quando Jesus Cristo saiu, os discípulos levantaram-se e foram correndo contar a boa nova para os outros discípulos –  São João Paulo II disse: “Os discípulos de Emaús, que repletos de esperança e de alegria por terem reconhecido o Senhor “na fração do pão”, regressaram a Jerusalém sem hesitações para narrar aos irmãos aquilo que acontecera ao longo do caminho”. (33-35) Todos nós somos convidados a dar testemunho da ressurreição de Cristo pela Eucaristia que comungamos. Essa é a missão e o compromisso que temos por ser Igreja e tomarmos parte da mesa do Senhor. Missa, que significa missão, é o envio do batizado, pela Igreja, a proclamar que Cristo vive e reina. 

Peçamos, como os discípulos: “Fica conosco, Senhor!” Que possamos reconhecê-Lo nos pequenos gestos de cada dia.

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* Monsenhor Paulo Daher é Sacerdote da  Diocese de Petrópolis, e colabora enviando gentilmente seus comentários aos textos litúrgicos da semana.
   

abr 30

LITURGIA DA PALAVRA: CAMINHAR COM O CRISTO RESSUSCITADO

Sacred objects, bible, bread and wine

LEITURA SUGERIDA PARA HOJE – 3º DOMINGO DA PÁSCOA – 30/04/2017 –

PRIMEIRA LEITURA

LEITURA DO LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS – (At 2,14.22-33) –

No dia de Pentecostes, 14Pedro de pé, junto com os onze apóstolos, levantou a voz e falou à multidão: 22'Homens de Israel, escutai estas palavras: Jesus de Nazaré foi um homem aprovado por Deus, junto de vós, pelos milagres, prodígios e sinais que Deus realizou, por meio dele, entre vós. Tudo isto vós bem o sabeis. 23Deus, em seu desígnio e previsão, determinou que Jesus fosse entregue pelas mãos dos ímpios, e vós o matastes, pregando-o numa cruz. 24Mas Deus ressuscitou a Jesus, libertando-o das angústias da morte, porque não era possível que ela o dominasse. 25Pois Davi dele diz: Eu via sempre o Senhor diante de mim, pois está à minha direita para eu não vacilar. 26Alegrou-se por isso meu coração e exultou minha língua e até minha carne repousará na esperança. 27Porque não deixarás minha alma na região dos mortos nem permitirás que teu Santo experimente corrupção. 28Deste-me a conhecer os caminhos da vida e a tua presença me encherá de alegria. 29Irmãos, seja-me permitido dizer com franqueza que o patriarca Davi morreu e foi sepultado e seu sepulcro está entre nós até hoje. 30Mas, sendo profeta, sabia que Deus lhe jurara solenemente que um de seus descendentes ocuparia o trono. 31É, portanto, a ressurreição de Cristo que previu e anunciou com as palavras: Ele não foi abandonado na região dos mortos e sua carne não conheceu a corrupção. 32Com efeito, Deus ressuscitou este mesmo Jesus e disto todos nós somos testemunhas. 33E agora, exaltado pela direita de Deus, Jesus recebeu o Espírito Santo que fora prometido pelo Pai, e o derramou, como estais vendo e ouvindo.

- Palavra do Senhor

- Graças a Deus.

SALMO RESPONSORIAL

— Vós me ensinais vosso caminho para a vida; junto de vós felicidade sem limites! — Vós me ensinais vosso caminho para a vida; junto de vós felicidade sem limites!

SEGUNDA LEITURA

LEITURA DA PRIMEIRA CARTA DE SÃO PEDRO – (1Pd 1,17-21) –

Caríssimos: 17Se invocais como Pai aquele que sem discriminação julga a cada um de acordo com as suas obras, vivei então respeitando a Deus durante o tempo de vossa migração neste mundo. 18Sabeis que fostes resgatados da vida fútil herdada de vossos pais, não por meio de coisas perecíveis, como a prata ou o ouro, 19mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem mancha nem defeito. 20Antes da criação do mundo, ele foi destinado para isso, e neste final dos tempos, ele apareceu, por amor de vós. 21Por ele é que alcançastes a fé em Deus. Deus o ressuscitou dos mortos e lhe deu a glória, e assim, a vossa fé e esperança estão em Deus.

- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.

  

FONTE: http://liturgia.cancaonova.com/liturgia/

abr 29

NO EVANGELHO, UM NOVO CAMINHO É PROPOSTO!

BÍBLIA - A PALAVRA DE DEUS

2ª SEMANA DA PÁSCOA – SÁBADO – 29/04/2017 –

Evangelho  (Jo 6,16-21)

O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo  São João

— Glória a vós, Senhor.

16Ao cair da tarde, os discípulos desceram ao mar. 17Entraram na barca e foram em direção a Cafarnaum, do outro lado do mar. Já estava escuro, e Jesus ainda não tinha vindo ao encontro deles. 18Soprava um vento forte e o mar estava agitado. 19Os discípulos tinham remado mais ou menos cinco quilômetros, quando enxergaram Jesus, andando sobre as águas e aproximando-se da barca. E ficaram com medo. 20Mas Jesus disse: 'Sou eu. Não tenhais medo'. 21Quiseram, então, recolher Jesus na barca, mas imediatamente a barca chegou à margem para onde estavam indo.

– Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

 

FONTE: http://liturgiadiaria.cnbb.org.br

 

abr 29

LITURGIA DA PALAVRA: CAMINHAR COM O CRISTO RESSUSCITADO

liturgia-setembro-de-2016

LEITURA SUGERIDA PARA HOJE – SÁBADO – 2ª SEMANA DA PÁSCOA – 29/04/2017 –

LEITURA DO LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS – (At 6,1-7) –

1Naqueles dias: o número dos discípulos tinha aumentado, e os fiéis de origem grega começaram a queixar-se dos fiéis de origem hebraica. Os de origem grega diziam que suas viúvas eram deixadas de lado no atendimento diário. 2Então os Doze Apóstolos reuniram a multidão dos discípulos e disseram: 'Não está certo que nós deixemos a pregação da Palavra de Deus para servir às mesas. 3Irmãos, é melhor que escolhais entre vós sete homens de boa fama, repletos do Espírito e de sabedoria, e nós os encarregaremos dessa tarefa. 4Desse modo nós poderemos dedicar-nos inteiramente à oração e ao serviço da Palavra'. 5A proposta agradou a toda a multidão. Então escolheram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo; e também Felipe, Prócoro, Nicanor, Timon, Pármenas e Nicolau de Antioquia, um pagão que seguia a religião dos judeus. 6Eles foram apresentados aos apóstolos, que oraram e impuseram as mãos sobre eles. 7Entretanto, a Palavra do Senhor se espalhava. O número dos discípulos crescia muito em Jerusalém, e grande multidão de sacerdotes judeus aceitava a fé.

 - Palavra do Senhor!

- Graças a Deus.

 

FONTE: http://liturgiadiaria.cnbb.org.br/

abr 28

NO EVANGELHO, UM NOVO CAMINHO É PROPOSTO!

BÍBLIA - A PALAVRA DE DEUS

2ª SEMANA DA PÁSCOA – SEXTA-FEIRA – 28/04/2017 –

Evangelho  (Jo 6,1-15)

O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo  São João

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo: 1Jesus foi para o outro lado do mar da Galileia, também chamado de Tiberíades. 2Uma grande multidão o seguia, porque via os sinais que ele operava a favor dos doentes. 3Jesus subiu ao monte e sentou-se aí, com os seus discípulos. 4Estava próxima a Páscoa, a festa dos judeus. 5Levantando os olhos, e vendo que uma grande multidão estava vindo ao seu encontro, Jesus disse a Filipe: 'Onde vamos comprar pão para que eles possam comer?' 6Disse isso para pô-lo à prova, pois ele mesmo sabia muito bem o que ia fazer. 7Filipe respondeu: 'Nem duzentas moedas de prata bastariam para dar um pedaço de pão a cada um'. 8Um dos discípulos, André, o irmão de Simão Pedro, disse: 9'Está aqui um menino com cinco pães de cevada e dois peixes. Mas o que é isso para tanta gente?' 10Jesus disse: 'Fazei sentar as pessoas'. Havia muita relva naquele lugar, e lá se sentaram, aproximadamente, cinco mil homens. 11Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu-os aos que estavam sentados, tanto quanto queriam. E fez o mesmo com os peixes. 12Quando todos ficaram satisfeitos, Jesus disse aos discípulos: 'Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca!' 13Recolheram os pedaços e encheram doze cestos com as sobras dos cinco pães, deixadas pelos que haviam comido. 14Vendo o sinal que Jesus tinha realizado, aqueles homens exclamavam: 'Este é verdadeiramente o Profeta, aquele que deve vir ao mundo'. 15Mas, quando notou que estavam querendo levá-lo para proclamá-lo rei, Jesus retirou-se de novo, sozinho, para o monte.

– Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

 

FONTE: http://liturgiadiaria.cnbb.org.br

 

abr 28

LITURGIA DA PALAVRA: CAMINHAR COM O CRISTO RESSUSCITADO

liturgia-setembro-de-2016

LEITURA SUGERIDA PARA HOJE – SEXTA-FEIRA – 2ª SEMANA DA PÁSCOA – 28/04/2017 –

LEITURA DO LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS – (At 5,34-42) –

Naqueles dias: 34Um fariseu, chamado Gamaliel, levantou-se, então, no Sinédrio. Era mestre da Lei e todo o povo o estimava. Gamaliel mandou que os acusados saíssem por um instante. 35Depois disse: 'Homens de Israel, vede bem o que estais para fazer contra esses homens. 36Algum tempo atrás apareceu Teudas, que se fazia passar por uma pessoa importante, e a ele se juntaram cerca de quatrocentos homens. Depois ele foi morto e todos os que o seguiam debandaram, e nada restou. 37Depois dele, no tempo do recenseamento, apareceu Judas, o galileu, que arrastou o povo atrás de si. Contudo, também ele morreu e todos os seus seguidores se dispersaram. 38Quanto ao que está acontecendo agora, dou-vos um conselho: não vos preocupeis com esses homens e deixai-os ir embora. Porque, se este projeto ou esta atividade é de origem humana será destruído. 39Mas, se vem de Deus, vós não conseguireis eliminá-los. Cuidado para não vos pordes em luta contra Deus!' E os membros do Sinédrio aceitaram o parecer de Gamaliel. 40Chamaram então os apóstolos, mandaram açoitá-los, proibiram que eles falassem em nome de Jesus, e depois os soltaram. 41Os apóstolos saíram do Conselho, muito contentes, por terem sido considerados dignos de injúrias, por causa do nome de Jesus. 42E cada dia, no Templo e pelas casas, não cessavam de ensinar e anunciar o evangelho de Jesus Cristo.

 - Palavra do Senhor!

- Graças a Deus.

 

FONTE: http://liturgiadiaria.cnbb.org.br/

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