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Sementes de vida, ������© tempo de semear

Arquivo por mês: janeiro 2017

jan 31

EVANGELHO: CELEBRAR UM ANO CHEIO DE GRAÇAS

LER A BÍBLIA

SÃO JOÃO BOSCO – TERÇA-FEIRA – 31/01/2017 –

Evangelho  (Mc 5,21-43)

 — O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

—  PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo  Marcos

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 21Jesus atravessou de novo, numa barca, para outra margem. Uma numerosa multidão se reuniu junto dele, e Jesus ficou na praia. 22Aproximou-se, então, um dos chefes da sinagoga, chamado Jairo. Quando viu Jesus, caiu a seus pés, 23e pediu com insistência: “Minha filhinha está nas últimas. Vem e põe as mãos sobre ela, para que ela sare e viva!” 24Jesus então o acompanhou. Numerosa multidão o seguia e comprimia. 25Ora, achava-se ali uma mulher que, há doze anos, estava com hemorragia; 26tinha sofrido nas mãos de muitos médicos, gastou tudo o que possuía, e, em vez de melhorar, piorava cada vez mais. 27Tendo ouvido falar de Jesus, aproximou-se dele por detrás, no meio da multidão, e tocou na sua roupa.28Ela pensava: “Se eu ao menos tocar na roupa dele, ficarei curada”. 29A hemorragia parou imediatamente, e a mulher sentiu dentro de si que estava curada da doença. 30Jesus logo percebeu que uma força tinha saído dele. E, voltando-se no meio da multidão, perguntou: “Quem tocou na minha roupa?” 31Os discípulos disseram: “Estás vendo a multidão que te comprime e ainda perguntas: ‘Quem me tocou’?” 32Ele, porém, olhava ao redor para ver quem havia feito aquilo. 33A mulher, cheia de medo e tremendo, percebendo o que lhe havia acontecido, veio e caiu aos pés de Jesus, e contou-lhe toda a verdade. 34Ele lhe disse: “Filha, a tua fé te curou. Vai em paz e fica curada dessa doença”.

35Ele estava ainda falando, quando chegaram alguns da casa do chefe da sinagoga, e disseram a Jairo: “Tua filha morreu. Por que ainda incomodar o mestre?” 36Jesus ouviu a notícia e disse ao chefe da sinagoga: “Não tenhas medo. Basta ter fé!” 37E não deixou que ninguém o acompanhasse, a não ser Pedro, Tiago e seu irmão João. 38Quando chegaram à casa do chefe da sinagoga, Jesus viu a confusão e como estavam chorando e gritando. 39Então, ele entrou e disse: “Por que essa confusão e esse choro? A criança não morreu, mas está dormindo”.40Começaram então a caçoar dele. Mas, ele mandou que todos saíssem, menos o pai e a mãe da menina, e os três discípulos que o acompanhavam. Depois entraram no quarto onde estava a criança. 41Jesus pegou na mão da menina e disse: “Talitá cum” — que quer dizer: “Menina, levanta-te!” 42Ela levantou-se imediatamente e começou a andar, pois tinha doze anos. E todos ficaram admirados. 43Ele recomendou com insistência que ninguém ficasse sabendo daquilo. E mandou dar de comer à menina.

–  Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

  FONTE http://liturgia.cancaonova.com/liturgia/  

jan 31

LITURGIA DA PALAVRA: NOVO ANO, NOVAS ESPERANÇAS!

liturgia-setembro-de-2016

LEITURA SUGERIDA PARA HOJE – SÃO JOÃO BOSCO – TERÇA-FEIRA – 31/01/2017 –

LEITURA DA CARTA AOS HEBREUS – (Hb 12,1-4) –

Irmãos, 1rodeados como estamos por tamanha multidão de testemunhas, deixemos de lado o que nos pesa e o pecado que nos envolve.

Empenhemo-nos com perseverança no combate que nos é proposto, 2com os olhos fixos em Jesus, que em nós começa e completa a obra da fé. Em vista da alegria que lhe foi proposta, suportou a cruz, não se importando com a infâmia, e assentou-se à direita do trono de Deus.

3Pensai pois naquele que enfrentou uma tal oposição por parte dos pecadores, para que não vos deixeis abater pelo desânimo. 4Vós ainda não resististes até o sangue na vossa luta contra o pecado.

- Palavra do Senhor

- Graças a Deus.

  FONTE: http://liturgia.cancaonova.com/liturgia/

jan 30

EVANGELHO: CELEBRAR UM ANO CHEIO DE GRAÇAS

LER A BÍBLIA

4ª SEMANA DO TEMPO COMUM – SEGUNDA-FEIRA – 30/01/2017 –

Evangelho  (Mc 5,1-20)

 — O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

—  PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo  Marcos

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1Jesus e seus discípulos chegaram à outra margem do mar, na região dos gerasenos. 2Logo que saiu da barca, um homem possuído por um espírito impuro, saindo de um cemitério, foi a seu encontro.3Esse homem morava no meio dos túmulos e ninguém conseguia amarrá-lo, nem mesmo com correntes.4Muitas vezes tinha sido amarrado com algemas e correntes, mas ele arrebentava as correntes e quebrava as algemas. E ninguém era capaz de dominá-lo. 5Dia e noite ele vagava entre os túmulos e pelos montes, gritando e ferindo-se com pedras. 6Vendo Jesus de longe, o endemoninhado correu, caiu de joelhos diante dele 7e gritou bem alto: “Que tens a ver comigo, Jesus, Filho do Deus altíssimo? Eu te conjuro por Deus, não me atormentes!” 8Com efeito, Jesus lhe dizia: “Espírito impuro, sai desse homem!” 9Então Jesus perguntou: “Qual é o teu nome?” O homem respondeu: “Meu nome é ‘Legião’, porque somos muitos”. 10E pedia com insistência para que Jesus não o expulsasse da região. 11Havia aí perto uma grande manada de porcos, pastando na montanha. 12O espírito impuro suplicou, então: “Manda-nos para os porcos, para que entremos neles”. 13Jesus permitiu. Os espíritos impuros saíram do homem e entraram nos porcos. E toda a manada — mais ou menos uns dois mil porcos — atirou-se monte abaixo para dentro do mar, onde se afogou. 14Os homens que guardavam os porcos saíram correndo e espalharam a notícia na cidade e nos campos. E as pessoas foram ver o que havia acontecido. 15Elas foram até Jesus e viram o endemoninhado sentado, vestido e no seu perfeito juízo, aquele mesmo que antes estava possuído por Legião. E ficaram com medo.16Os que tinham presenciado o fato explicaram-lhes o que havia acontecido com o endemoninhado e com os porcos. 17Então começaram a pedir que Jesus fosse embora da região deles. 18Enquanto Jesus entrava de novo na barca, o homem que tinha sido endemoninhado pediu-lhe que o deixasse ficar com ele. 19Jesus, porém, não permitiu. Entretanto, lhe disse: “Vai para casa, para junto dos teus e anuncia-lhes tudo o que o Senhor, em sua misericórdia, fez por ti”. 20E o homem foi embora e começou a pregar na Decápole tudo o que Jesus tinha feito por ele. E todos ficavam admirados.

–  Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

  FONTE http://liturgia.cancaonova.com/liturgia/  

jan 30

LITURGIA DA PALAVRA: NOVO ANO, NOVAS ESPERANÇAS!

liturgia-setembro-de-2016

LEITURA SUGERIDA PARA HOJE – 4ª SEMANA COMUM – SEGUNDA-FEIRA – 30/01/2017 –

LEITURA DA CARTA AOS HEBREUS – (Hb 11,32-40) –

Irmãos, 32que mais devo dizer? Não teria tempo de falar mais sobre Gedeão, Barac, Sansão, Jefté, Davi, Samuel e os profetas. 33Estes, pela fé, conquistaram reinos, praticaram a justiça, foram contemplados com promessas, amordaçaram a boca dos leões, 34extinguiram o poder do fogo, escaparam do fio da espada, recobraram saúde na doença, mostraram-se valentes na guerra, repeliram os exércitos estrangeiros. 35Mulheres reencontraram os seus mortos pela ressurreição. Outros foram esquartejados, ou recusaram o resgate, para chegar a uma ressurreição melhor. 36Outros ainda sofreram a provação dos escárnios, experimentaram o açoite, as correntes, as prisões. 37Foram apedrejados, foram serrados, ou morreram a golpes de espada. Levaram vida errante, vestidos com pele de carneiro ou pelos de cabra; oprimidos e atribulados, sofreram privações. 38Eles, de quem o mundo não era digno, erravam pelos desertos e pelas montanhas, pelas grutas e cavernas da terra. 39E, no entanto, todos eles, se bem que pela fé tenham recebido um bom testemunho, apesar disso não obtiveram a realização da promessa. 40Pois Deus estava prevendo, para nós, algo melhor. Por isso não convinha que eles chegassem à plena realização sem nós.

- Palavra do Senhor

- Graças a Deus.

  FONTE: http://liturgia.cancaonova.com/liturgia/

jan 29

EDITORIAL DA SEMANA: SER AUTÊNTICO

OPINIÃO

DIZER O QUE PENSA, PODE FAZER A DIFERENÇA - 

*Por Luiz Antonio de Moura - 

É preciso externar nossos pensamentos e ideias de forma a encaixá-los na nossa rotina de vida, fugindo das regras impostas por terceiros que, além de não possuírem qualquer compromisso conosco, pouco ou nada sabem a nosso respeito. Assim, não podemos nos deixar levar por leviandades alheias, apenas porque partem de pessoas que, em tese, possuem credibilidade acadêmica, religiosa, política ou social. Há que se respeitar, também, minorias que, apesar do qualificativo, existem e atuam de forma  incisiva no dia-a-dia da história.

Cada um de nós é único perante Deus e, como tal, somos identificados, analisados e, no limiar da nossa existência, seremos julgados pelo conjunto das nossas ações e/ou omissões. Por esta razão, temos que fazer valer, em nós, por nós e pelos que nos cercam o que de melhor julgamos poder oferecer a nós mesmos e aos nossos semelhantes.

Em vista de tudo isto, precisamos agir em defesa da vida, da liberdade e dos princípios com os quais assumimos compromissos inalienáveis. É prudente, neste momento ímpar da recente história do século menino, encarar os desafios nacionais e globais a que estamos expostos, sem deixar de lado questões fundamentais, como o próprio direito à vida, à liberdade, à expressão, à locomoção e à pertença a esta ou àquela sociedade.

A melhor forma de mostrarmos nossa interatividade com o meio a que pertencemos é, goste-se ou não, o exercício refletido e crítico da política. Por meio dele, elegemos e apresentamo-nos como elegíveis e, também, por meio dele, fiscalizamos, cobramos e descredenciamos os indignos da representatividade.

O Brasil está exigindo este proceder dos seus cidadãos. O mundo assim o exige também. O exercício da política é praticado por todos nós, em todos os dias da nossa existência, seja de forma direta ou indireta; em cada setor em que estivermos atuando no seio da sociedade, lá estarão as atitudes voltadas para os interesses pessoais, comunitários, individuais, religiosos, partidários e/ou institucionais e é por isso, e a partir de então, que devemos refletir bastante sobre a importância que cada um de nós tem no mundo. Não podemos, e não devemos, nos omitir, sob pena de sermos obrigados a aceitar tudo o que os sistemas de domínio, de exploração e de opressão estão ávidos para impor a cada homem, a cada mulher e, enfim, a cada ser humano. Reflita sobre isto e sobre o papel que você tem desempenhado no meio em que está inserido(a) e, se for o caso, faça as mudanças necessárias enquanto é tempo. Participe de forma serena, crítica e responsável e convide outros a agirem da mesma forma. Assim, poderemos acreditar em um mundo melhor. Boa sorte, e seja feliz!

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*Administrador do Blog

jan 29

FELIZES OS POBRES EM ESPÍRITO!

LUDOVICO GARMUS

4º DOMINGO DO TEMPO COMUM –

*Por Frei Ludovico Garmus, ofm –

Oração: “Concedei-nos, Senhor nosso Deus, adorar-vos de todo o coração, e amar todas as pessoas com verdadeira caridade”.

1. Primeira leitura: Sf 2,3; 3,12-13

Deixarei entre vós um punhado de homens humildes e pobres.

O profeta Sofonias é contemporâneo do profeta Jeremias, um pouco antes da conquista de Nínive, capital da Assíria por Nabucodonosor da Babilônia. Era um tempo de incertezas, pois logo Babilônia haveria de dominar Jerusalém. Sofonias sabe que Deus tem preferência pelos pobres. Para salvar seu povo, Deus não precisa dos ricos e poderosos que confiam apenas em seu próprio poder. Por isso o profeta exorta os humildes agricultores a buscar a Deus, praticando a justiça e os mandamentos. Em vez da falsa segurança oferecida pelos poderosos, na hora do perigo, o único refúgio é a proteção do Senhor. Os humildes e pobres são o resto de Israel. É neles que o Senhor porá sua esperança. Os poderosos praticam a injustiça, falam mentiras, prometendo uma segurança e salvação enganosas. Deus deposita sua esperança nos pobres que nele confiam e os fará viver em paz e segurança.

Salmo responsorial: Sl 145

Felizes os pobres em espírito,

porque deles é o Reino dos Céus.

2. Segunda leitura: 1Cor 1,26-31

Deus escolheu o que o mundo considera como fraco.

Paulo tentou apresentar aos filósofos de Atenas um “Deus desconhecido”, que tomou forma humana, foi morto mais ressuscitou. Quando os filósofos ouviram falar de ressurreição começaram a zombar de Paulo e o mandaram embora (cf. At 17,16-34). Em Corinto procurou falar, sobretudo, para gente humilde e pobre, trabalhadores portuários, anunciando não um Cristo glorioso, mas crucificado, “escândalo para os judeus e loucura para os gentios”. Na leitura de hoje, Paulo lembra aos cristãos de Corinto que entre eles havia poucos sábios (filósofos), poderosos ou nobres. Lembra que Deus costuma escolher gente humilde e fraca para com fundir os sábios e poderosos deste mundo (1ª leitura). É graças a este modo de Deus agir que os coríntios estão unidos a Cristo. Não precisam buscar a sabedoria dos filósofos de Atenas. O próprio Deus tornou-se para os cristãos: sabedoria, justiça, santificação e libertação. Os cristãos de Corinto pouco têm de mérito próprio para se gloriar: “Quem se gloria, glorie-se no Senhor”. – Temos um coração humilde e agradecido por tudo o que Cristo fez e faz para nós?

Aclamação ao Evangelho

Meus discípulos, alegrai-vos, exultai de alegria,

pois bem grande é a recompensa que no céu tereis, um dia!

3. Evangelho: Mt 5,1-12a

Bem-aventurados os pobres em espírito.

1. Evangelho: Mt 5,1-12a

Alegrai-vos e exultai, porque será grande

a vossa recompensa nos céus.

As bem-aventuranças o caminho mais rápido a ser seguido pelo discípulo, para socorrer com presteza o clamor dos sofredores, pobres e injustiçados e alcançar a “grande recompensa nos céus (v. 10 e 12). Antes de tudo é preciso ter presente que “Reino dos Céus” em Mateus equivale a “Reino de Deus” em Marcos e Lucas. Mateus escreve para cristãos de origem judaica e em respeito à tradição judaica, evita pronunciar a palavra “Deus”, substituindo-a pela palavra “Céus”. O “Reino dos Céus” não se identifica com a recompensa final da vida eterna em Deus (cf. Mc 10,17-30). Antes, é o caminho a percorrer na vida cristã para ganhar a vida eterna.

Entre os bem-aventurados Mateus cita três grupos. O primeiro grupo é dos sofredores: os pobres, os aflitos, os mansos (humildes) e os que têm fome e sede de justiça (v. 3-6). O segundo grupo é dos que socorrem os necessitados do primeiro grupo: são os misericordiosos, os puros de coração e os que promovem a paz (v. 7-9). O terceiro grupo é composto pelos do primeiro e do segundo grupo; são os que vivem o projeto do Reino de Deus, anunciado e vivido por Jesus. São perseguidos porque são solidários com os pobres, os aflitos, os humildes e injustiçados e os defendem. São caluniados e perseguidos pelo simples fato de serem cristãos.

Não podemos pensar que a formulação de algumas bem-aventuranças no futuro signifique algo que Deus vai realizar sem a nossa participação, somente na vida eterna. Deus enviou seu Filho ao mundo para nos trazer o Reino de Deus, o Reino que pedimos no Pai-Nosso. Jesus pôs em prática o programa deste Reino que veio anunciar. Quem quer seguir o caminho de Jesus deve assumir também este programa. Assim, os aflitos serão consolados quando nós os consolarmos. Os mansos possuirão a terra quando nós lutarmos com eles. Os que têm fome e sede de justiça serão saciados quando nós os defendermos. Os miseráveis e pobres alcançarão misericórdia quando nós tivermos misericórdia com eles. Os Santos seguiram o exemplo de Jesus e colocaram em prática as bem-aventuranças do Reino de Deus. Jesus é o modelo para todos nós: “Jesus percorria todas as cidades e aldeias ensinando nas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando toda enfermidade e doença. Vendo o povo, sentiu compaixão dele porque estava cansado e abatido, como ovelhas sem pastor” (Mt 9,35-36). – O Bom Pastor que deu a vida pelas suas ovelhas, depois de nos ter alimentado pela Palavra de Deus, vai agora nos alimentar pela Eucaristia. Assim, com a força de seu Espírito colocaremos em prática as bem-aventuranças.

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*Frei Ludovico Garmus é Doutor em Exegese Bíblica, Professor de Exegese no Instituto Teológico Franciscano-ITF, em Petrópolis, escritor, conferencista e colabora com o nosso Blog, autorizando a reprodução de textos e de reflexões de sua autoria.

jan 29

EVANGELHO: CELEBRAR UM ANO CHEIO DE GRAÇAS

o-sermao-da-montanha

4º DOMINGO DO TEMPO COMUM – 29/01/2017 –

Evangelho  (Mt 5,1-12a)

 — O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

—  PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo  Mateus

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1Vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e sentou-se. Os discípulos aproximaram-se, 2e Jesus começou a ensiná-los:

3”Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus.

4Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados.

5Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra.

6Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.

7Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.

8Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.

9Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus.

10Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. 11Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e mentindo disserem todo tipo de mal contra vós, por causa de mim. 12aAlegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus.

–  Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

  FONTE http://liturgia.cancaonova.com/liturgia/  

jan 29

JESUS ABRE AS PORTAS DO REINO

SERMÃO DA MONTANHA - 2

IV DOMINGO DO TEMPO COMUM – ONDE ESTÁ A FELICIDADE? –

*Por Monsenhor José Maria Pereira –

          Jesus está diante de uma multidão imensa! Esperam d’Ele a sua doutrina salvadora, que dará sentido às suas vidas. Então Jesus subiu ao monte e começou a ensinar-lhes (Mt 5, 1-12).

            É esta a ocasião que Jesus aproveita para traçar uma imagem profunda do verdadeiro discípulo.

         Trata-se do Evangelho das bem-aventuranças que constitui um resumo do Sermão da Montanha e de todo o Evangelho de Jesus Cristo.

            “Bem-aventurado” significa feliz, ditoso, e em cada uma das Bem-Aventuranças Jesus começa por prometer a felicidade e por indicar os meios para consegui-la. Por que Jesus começa falando da felicidade? Porque em todos os homens há uma tendência irresistível para serem felizes; esse é o fim que têm em vista em todos os seus atos; mas muitas vezes buscam a felicidade no lugar em que ela não se encontra, em que só acharão tristeza.

          “Jesus começou a ensiná-los: Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mt 5, 2-3).

            A atitude fundamental exigida para participar do Reino dos Céus é a pobreza em espírito. Pobre em espírito é todo aquele que tem a atitude de confiança da criança em relação a seus pais. Pobre em espírito é quem coloca toda a sua confiança no Senhor. É o que não coloca sua segurança nos bens materiais, na glória e na fama, mas em Deus. O cristão considera-se diante de Deus como um filho pequeno que não tem nada em propriedade; tudo é de Deus seu Pai e a Ele o deve. A pobreza em espírito, quer dizer, a pobreza cristã, exige o desprendimento dos bens materiais e austeridade no uso deles.

        O espírito de pobreza, a fome de justiça, a misericórdia, a pureza de coração, o suportar injúrias por causa do Evangelho são aspectos de uma única atitude da alma: o abandono em Deus, a confiança absoluta e incondicional no Senhor.

            Em geral o homem antigo, mesmo no povo de Israel, procurava a riqueza, o gozo, a estima, o poder, e considerava tudo isso como a fonte de toda a felicidade. Jesus traça um caminho diferente. Exalta e abençoa a pobreza, a doçura, a misericórdia, a pureza, a humildade.

          Com as Bem-aventuranças, o pensamento fundamental que Jesus queria inculcar nos ouvintes era este: só o servir a Deus torna o homem feliz.

     O conjunto de todas as Bem-aventuranças traça, pois, um único ideal: o da santidade. Ao escutarmos hoje novamente essas palavras do Senhor, reavivamos em nós esse ideal como eixo de toda a nossa vida. Como nos diz o Apóstolo S. Paulo: “Esta é a vontade de Deus: a vossa santificação” (1Ts 4, 3). Chama cada um à santidade e a cada um pede amor: a jovens e velhos, a solteiros e casados, aos que têm saúde e aos enfermos, a cultos e ignorantes; trabalhem onde trabalharem, estejam onde estiverem.

       Sejam quais forem as circunstâncias por que atravessemos na vida, temos que sentir-nos convidados a viver em plenitude a vida cristã. Não pode haver desculpas, não podemos dizer a Deus: “Esperai, Senhor, que se solucione este problema, que me recupere desta doença, que deixe de ser caluniado ou perseguido…, e então começarei de verdade a buscar a santidade”. Seria um triste engano não aproveitarmos precisamente essas circunstâncias duras para nos unirmos mais a Deus.

          “Bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem e perseguirem…Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus” (Mt 5, 11-12). Assim como nenhuma coisa da terra nos pode proporcionar a felicidade que todos procuramos, assim nada nos pode tirá-la se estivermos unidos a Deus. A nossa felicidade e a nossa plenitude procedem de Deus. Peçamos ao Senhor que transforme as nossas almas, operando uma mudança radical nos nossos critérios sobre a felicidade e a infelicidade.

          Seremos necessariamente felizes se estivermos abertos aos caminhos de Deus em nossas vidas. Quando os homens, para encontrarem a felicidade, experimentam caminhos diferentes do da vontade de Deus, diferentes daquele que o Mestre nos traçou, no fim só encontram solidão e tristeza. Longe do Senhor, só se colhem frutos amargos e, de uma forma ou de outra, acaba-se como o filho pródigo enquanto esteve longe da casa paterna: comendo bolotas e cuidando de porcos (Lc 15, 11-32).

         São felizes aqueles que seguem o Senhor, aqueles que lhe pedem e fomentam dentro de si o desejo de santidade.

       Quando nos falta alegria, com certeza, é porque não procuramos a Deus de verdade, no trabalho, naqueles que nos rodeiam, nas dificuldades. Não será, talvez, porque ainda não estamos inteiramente desprendidos? “Alegre-se o coração dos que procuram o Senhor”!

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*Mons. José Maria Pereira, Sacerdote da Diocese de Petrópolis, é, também, Professor e Reitor do Seminário Diocesano Nossa Senhora do Amor Divino, colaborando com este Blog enviando, semanalmente, a homilia do domingo e, quinzenalmente, a de quarta-feira.
 

jan 29

LITURGIA DA PALAVRA: NOVO ANO, NOVAS ESPERANÇAS!

liturgia-novembro-de-2016

LEITURAS SUGERIDAS PARA HOJE – 4º DOMINGO DO TEMPO COMUM – 29/01/2017 –

PRIMEIRA LEITURA

LEITURA DO LIVRO DO PROFETA SOFONIAS – (Sf 2,3; 3,12-13) –

3Buscai o Senhor, humildes da terra, que pondes em prática seus preceitos; praticai a justiça, procurai a humildade; achareis talvez um refúgio no dia da cólera do Senhor.

3,12E deixarei entre vós um punhado de homens humildes e pobres. E no nome do Senhor porá sua esperança o resto de Israel.

13Eles não cometerão iniquidades nem falarão mentiras; não se encontrará em sua boca uma língua enganadora; serão apascentados e repousarão, e ninguém os molestará.

- Palavra do Senhor

- Graças a Deus.

SALMO RESPONSORIAL

— Felizes os pobres em espírito,/ porque deles é o Reino dos Céus.

— Felizes os pobres em espírito,/ porque deles é o Reino dos Céus.

SEGUNDA LEITURA

LEITURA DA PRIMEIRA CARTA DE SÃO PAULO AOS CORÍNTIOS (1Cor 1,26-31)

26Considerai vós mesmos, irmãos, como fostes chamados por Deus. Pois entre vós não há muitos sábios de sabedoria humana nem muitos poderosos nem muitos nobres.

27Na verdade, Deus escolheu o que o mundo considera como estúpido, para assim confundir os sábios; Deus escolheu o que o mundo considera como fraco, para assim confundir o que é forte; 28Deus escolheu o que para o mundo é sem importância e desprezado, o que não tem nenhuma serventia, para assim mostrar a inutilidade do que é considerado importante, 29para que ninguém possa gloriar-se diante dele.

30É graças a ele que vós estais em Cristo Jesus, o qual se tornou para nós, da parte de Deus: sabedoria, justiça, santificação e libertação, 31para que, como está escrito, “quem se gloria, glorie-se no Senhor”.

- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.

  FONTE: http://liturgia.cancaonova.com/liturgia/

jan 28

QUEM CONHECE ESTE HOMEM?

JESUS - UMA PERSONALIDDE - 2

UM HOMEM SEM IGUAL –

*Por Luiz Antonio de Moura –

            Ninguém conhecia aquele homem que, feito caminhante, viajava por entre as montanhas e as planícies conversando com todos os que se dispunham a dar-lhe alguma atenção. Era bom de conversa, alegre, disposto, feliz como quem tem de tudo e em grande abundância. No entanto, ninguém conhecia a sua origem, sua profissão, seu endereço.

            Por onde passava, ele chamava a atenção de tantos, e com tal vigor, que muitos deixavam tudo de lado para segui-lo, só pelo prazer de ouvi-lo contar diversas histórias. Histórias simples, mas que traziam embutidas esperanças, perspectivas e, o mais atraente, uma paz e uma serenidade jamais vistas por qualquer um daqueles homens e mulheres.

        Havia naquela sociedade uma casta de pessoas totalmente desprestigiada e desprezada mesmo, pessoas que, sequer, podiam aproximar-se das demais: eram os portadores da terrível lepra, uma doença incurável e segregacionista. Via-se um leproso, imediatamente corria-se na direção oposta, evitando-se qualquer forma ou possibilidade de comunicação, contato ou mesmo de aproximação.

            No entanto, para aquele homem especial, nada disso tinha importância. Quando via um leproso, ele tomava a iniciativa de se aproximar do infeliz e, mesmo a contragosto do pobre coitado, fazia questão de estar próximo, de tocar, de abraçar e de, no final de tudo, de livrá-lo daquela maldição. Seus seguidores ficavam estupefatos, admirados por presenciarem cenas de tamanha dedicação ao semelhante.

        Também naquele tempo, a religiosidade era extremamente forte e excludente, graças ao conceito exacerbado do pecado. Os pecadores, para os religiosos daquela época, deviam ser evitados a todo custo, a fim de evitar-se a contaminação espiritual.

         Mas, aquele homem tinha predileção pelos pecadores. Andava com eles, comia nas casas deles, bebia com eles e, quase sempre, perdoava os pecados de todos eles, coisa que profanava o templo sagrado daquela religiosidade forjada na hipocrisia.

            Apesar de tudo, aquele homem pregava o amor a Deus e ao próximo; defendia o perdão sempre e em qualquer circunstância; exortava a todos a busca incessante pelo Reino de Deus; chamava de bem aventurados os pobres em espírito, os que choram, os mansos, os que têm fome e sede de justiça, os misericordiosos, os puros de coração, os pacíficos, os perseguidos por causa da justiça e os caluniados por serem seus amigos e seguidores; curava os enfermos; fazia ver, o cego; falar, o mudo; andar, o aleijado; sorrir, o triste e desanimado; acreditar na vida, o pecador excluído.

        Mortos, retornaram à vida por suas mãos. Famílias voltaram a sorrir depois de terem seus membros libertos do maligno, graças à intervenção daquele homem. E, mais que tudo isto, ele prometeu a vida eterna a todos os que nele cressem.

      Homem igual jamais existiu. No entanto, um dia foi traído, preso, interrogado, condenado, açoitado, crucificado e, por fim, morto em uma cruz de madeira.

         Sepultado na cavidade de uma rocha, retomou a vida por obra do Pai, que jamais o abandonou.

        Hoje, aquele homem ainda caminha no meio do povo sem ser reconhecido, pede pão e água; trabalho e morada; igualdade e respeito, liberdade e reconhecimento; justiça e inclusão e, no entanto, viramos as costas para Ele todos os dias.

         Mas, não passaremos imunes, se não conseguirmos enxerga-Lo e socorrê-Lo, na pessoa dos nossos semelhantes, porque Ele mesmo disse: “Tudo o que fizerdes a um desses irmãos mais pequeninos, a mim estarão fazendo”.

         Bem aventurados os que ouvem a Palavra do Caminhante, seguem seus passos, observam seus mandamentos e imitam seus gestos e atitudes. Ainda temos tempo. Precisamos agir enquanto podemos, seguindo a exortação do Apóstolo Paulo Por isso, enquanto temos tempo, façamos o bem a todos os homens, mas particularmente aos irmãos na fé”  (Gl 6,10).

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*Luiz Antonio de Moura é graduado em Direito (Universidade Católica de Petrópolis), pós-graduado em Direito do Trabalho (Universidade Estácio de Sá) e em Administração Pública (Fundação Getúlio Vargas-RJ), trabalha no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região - RJ e, atualmente, é aluno de Teologia no Instituto Teológico Franciscano - ITF, em Petrópolis-RJ. Administra o site www.lisaac.blog.br e a página Sementes de vida: É tempo de semear, no Facebook.

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