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Sementes de vida, ������© tempo de semear

Arquivo por mês: setembro 2016

set 30

A BÍBLIA É O MAPA DA SALVAÇÃO. PRECISA SER EXPLORADO

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DIA DA BÍBLIA, INÍCIO DE UMA JORNADA!

*Por Luiz Antonio de Moura -

Num mundo no qual existe uma data comemorativa para tudo e para todos, é normal que exista, também, uma data reservada para comemorar o dia da Bíblia. Porém, comemorar uma data exige conhecer bem o objeto que está sendo comemorado. No caso, é importante ter um conceito do que é a Bíblia e, neste aspecto, muitas pessoas têm um conceito que beira ao preconceito, achando tratar-se de um livro muito difícil, antigo e ultrapassado. É preciso combater e reverter esta tendência.

A começar pelo real conceito da Bíblia: Coletânea de Livros, dividida em dois Testamentos – Antigo e Novo – divinamente inspirados, escritos em forma de narrativas reais, simbólicas, românticas, históricas, poéticas, proféticas e sapienciais, cuja principal finalidade é evidenciar a presença de Deus no convívio com os homens de todas as gerações.

Se as narrativas são expostas desta ou daquela forma, o que deve sobressair é a presença viva de Deus em cada tempo da existência humana, até o ponto em que o próprio Deus, encarnando no seio da Virgem Maria, vem ao mundo e caminha fisicamente entre todos os homens, na pessoa de Jesus Cristo.

Toda a composição da Bíblia conduz sempre na mesma direção: indicar aos homens a necessidade de cumprimento dos mandamentos de Deus e de observação dos ensinamentos de Jesus Cristo, como condição para o alcance da graça divina e, consequentemente, salvação das suas almas. Este direcionamento está presente, por exemplo, nos livros que compõem o Pentateuco – Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio – por meio dos quais faz-se uma longa caminhada desde a narrativa da criação, expulsão do paraíso, dilúvio, a destruição de Sodoma e Gomorra, passando pela escravidão e libertação do povo hebreu, no Egito, chegando às tábuas da Lei, entregues por Deus a Moisés, rumando, em seguida para a terra Prometida.

Esta é apenas a parte inicial, daí por diante, seguem-se outros 41 Livros até chegar-se ao Novo Testamento, onde a figura principal é Jesus, sua doutrina e ensinamentos, passando pelos Atos dos Apóstolos, as Cartas Apostólicas chegando, finalmente, ao Apocalipse, somando 27 outros Livros e totalizando 73 Livros.

Este conjunto magnífico de Livros pavimenta a longa estrada que conduz ao Reino de Deus. Lê-los e interpretá-los é tarefa para toda a vida do fiel. É uma tarefa inexaurível. Talvez, alguns já tenham vencido o desafio de ler a Bíblia de ponta a ponta, no entanto, se repetir a leitura, será premiado com novas visões e com novos entendimentos, tamanha a ligação entre o texto sagrado e a vida de cada um de nós. E quantas vezes fizer o mesmo exercício, tantas colherá resultados bastante distintos, a significar que a Bíblia deve ser lida de forma pausada, meditativa e continuada.

Não importa o quão difícil seja compreendê-la, o importante é persistir na  busca constante porque, com a inspiração do Espírito Santo, tudo se torna claro como a luz do sol.

Se você possui uma Bíblia, abra-a e leia com atenção. Depois reflita sobre a leitura. Medite sobre o que leu, fazendo uma comparação com o momento que está vivendo. Veja se o texto escolhido relaciona-se, de alguma forma, com tudo o que está acontecendo, ou já aconteceu, na sua vida. Depois, passe para a leitura de outro texto, e assim, prossiga por toda a vida. Um dia, você compreenderá que a Palavra do Senhor é Viva e Caminhante, seguindo seus passos por onde quer que você vá, até a entrada no Reino da Vida.

Faça a experiência ainda hoje e, no próximo ano, terá novidades para contar e para testemunhar. Não faça da Bíblia apenas mais um Livro na sua estante, transforme-a no principal Livro da sua casa, deixando fora da estante, em um lugar de destaque, à vista de todos, como exemplo a ser seguido! Seja feliz e muita luz para você e todos os seus próximos.

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*Luiz Antonio de Moura é graduado em Direito (Universidade Católica de Petrópolis), pós-graduado em Direito do Trabalho (Universidade Estácio de Sá) e em Administração Pública (Fundação Getúlio Vargas-RJ), trabalha no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região - RJ e, atualmente, é aluno de Teologia no Instituto Teológico Franciscano - ITF, em Petrópolis-RJ. Administra o site www.lisaac.blog.br e a página Sementes de vida: É tempo de semear, no Facebook.
 

set 30

EVANGELHO: ESTRADA QUE CONDUZ AO REINO DE DEUS

BÍBLIA DE DOMINGO

26ª SEMANA COMUM – SEXTA-FEIRA – 30/09/2016 –

 Evangelho  (Lc 10,13-16)

 — O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

—  PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas

— Glória a vós, Senhor.

 Naquele tempo, disse Jesus: 13“Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque se em Tiro e Sidônia tivessem sido realizados os milagres que foram feitos no vosso meio, há muito tempo teriam feito penitência, vestindo-se de cilício e sentando-se sobre cinzas. 14Pois bem: no dia do julgamento, Tiro e Sidônia terão uma sentença menos dura do que vós. 15Ai de ti, Carfanaum! Serás elevada até o céu? Não, tu serás atirada no inferno. 16Quem vos escuta a mim escuta; e quem vos rejeita a mim despreza; mas quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou”.

 –  Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

  FONTE http://liturgia.cancaonova.com/liturgia/

set 30

LITURGIA: A SERVIÇO DO SENHOR, SERVINDO A TODOS

liturgia-setembro-de-2016

LEITURA SUGERIDA PARA HOJE – 26ª SEMANA COMUM – SEXTA-FEIRA – 30/09/2016 –

LEITURA DO LIVRO DE DANIEL – (Jó 38,1.12-21; 40,3-5) –

1O Senhor respondeu a Jó, do meio da tempestade, e disse: 12 “Alguma vez na vida deste ordens à manhã, ou indicaste à aurora o seu lugar, 13 para que ela apanhe a terra pelos quatro cantos, e sejam delas sacudidos os malfeitores? 14 A terra torna a argila compacta, e tudo se apresenta em trajes de gala, 15 mas recusa-se a luz dos malfeitores e quebra-se o braço rebelde. 16Chegaste perto das nascentes do Mar, ou pousaste no fundo do Oceano? 17 Foram-te franqueadas as portas da Morte, ou viste os portais das Sombras? 18 Examinaste a extensão da Terra? Conta-me, se sabes tudo isso! 19 Qual é o caminho para a morada da luz, e onde fica o lugar das trevas? 20 Poderia alcançá-las em seu domínio e reconhecer o acesso à sua morada? 21 Deveriassabê-lo, pois já tinhas nascido e grande é o número dos teus anos!” 40,3 Jó respondeu ao Senhor, dizendo: 4“Fui precipitado. Que te posso responder? Porei minha mão sobre a boca. 5 Falei uma vez, não replicarei; uma segunda vez, mas não falarei mais”.

- Palavra do Senhor

- Graças a Deus.

  FONTE: http://liturgia.cancaonova.com/liturgia/

set 29

PACIÊNCIA E TOLERÂNCIA: É PRECISO EXERCITAR

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NA RAIZ DA PACIÊNCIA, A COMPREENSÃO –

*Por Luiz Antonio de Moura –

      Vivemos dias de turbulência: intolerâncias religiosas, políticas, raciais, sociais e de gênero que, não raro, geram conflitos sangrentos mundo afora, donde decorrem consequências ainda mais avassaladoras para a humanidade como um todo.

       Paciência e tolerância são irmãs gêmeas e, na ausência de uma, fatalmente a outra não estará presente, e diante destas ausências, o cenário está preparado para explodir. Esta explosão ocorre em qualquer lugar onde possam ser encontrados seres humanos que, diferentemente dos animais irracionais, não seguem instintos, mas, são impulsionados de forma impetuosa para a direção que parecer mais ajustada ao momento vivido. Pessoas aparentemente mansas e pacíficas, em determinados momentos e diante de determinadas circunstâncias, transformam-se em verdadeiros dragões, expelindo fogo pela boa e pelas narinas com potencial para incendiar qualquer ambiente. Conheço pessoas assim, a questão não é teórica, não, é real.

       E, diante de tais situações, é normal que outras pessoas acabem sendo envolvidas, até de forma inconsciente, fazendo parte de um blá, blá, blá terrível, estressante, cansativo, constrangedor e, por que não dizer, até mesmo vergonhoso. De tanto conviver em ambiente tão explosivo, graças ao temperamento irracional, destemperado e ilógico de muitos indivíduos, a perda da paciência ou da tolerância passa a ser um fator a ser considerado habitual nas relações humanas. Não temos mais tanta paciência e/ou tolerância como tinham nossos pais e avós. Somos uma geração impaciente e intolerante, graças ao comportamento desregrado, desumano e desrespeitoso a que somos expostos no dia-a-dia da nossa caminhada.

        Entretanto, nem tudo está perdido! É possível fazer retenção de parcela significativa de paciência e de tolerância, sem perder a cabeça e a razão, fazendo exercícios mentais mediante os quais procura-se compreender que as pessoas, normalmente, agem por impulsos que, muitas vezes são, por elas, incontroláveis, ou seja, não conseguem vencer a força de pressão interna. Existem pessoas, por exemplo, que exigem tanto de si mesmas, que acabam estressando quem convive no seu entorno. Existem outras, que são pacatas demais, não são capazes de tomar atitudes diante das situações mais banais do dia-a-dia, fazendo com que outras pessoas passem boa parte do tempo tentando modificar aquele tipo de comportamento. Diante do insucesso, muitos perdem a paciência ou se tornam intolerantes a tal ponto que sequer conseguem conviver com tais pessoas em um mesmo ambiente.

     Uma situação que me deixa bastante descontrolado é a falta de respeito e de consideração humana que muitas pessoas demonstram umas para com as outras. Eu sempre penso que é fácil seguir o conselho de Jesus: não fazer ao outro o que não queremos que seja feito a nós. No entanto, não é assim que a coisa funciona. Muitas e muitas pessoas estão pouco se lixando para o outro. Agem de forma egocêntrica e mandam o outro às favas. E, se formos tentar catalogar situações conhecidas, vamos escrever um livro, tamanha a lista que cada um de nós conhece.

         A solução é, repito, fazer exercícios de modo a sempre, sempre, em primeiro lugar, antes de qualquer forma de impaciência ou de intolerância, compreender que o outro não está agindo de forma voluntária, mas, movido por um impulso qualquer que, diante das diversas situações levam-no a agir daquela forma que, não apenas nós, mas, todos de um modo geral, criticam e reprovam. Compreender que, assim como o bêbado age pelo impulso do álcool que atua no seu organismo, ou como o drogado, que é dirigido pelo efeito danoso da droga, muitas pessoas agem sob a influência incontrolável da falta de educação, de respeito, de princípios, de caráter, de consideração pelo outro, de fé, de senso de autocrítica etc. Uma influência tão forte e tão avassaladora, que acaba por atingir-nos profundamente, levando-nos à perda da paciência e da tolerância. Muitas vezes, o mal que invade o outro, atinge-nos de tal forma que nos leva a agir de forma insana e semelhante àquele que está sendo vítima de um impulso aterrador.

        É difícil, eu sei, mas é útil fazermos o exercício de procurar compreender o que se passa com o outro, antes de sermos fatalmente atingidos e levados a agir com total impaciência e grande intolerância. Compreender o sofrimento que acomete o outro, não é tentar justificá-lo em suas ações tresloucadas, mas é, antes de mais nada, uma forma de preservarmo-nos da queda a que o outro já está exposto. Quando não nos controlamos, acabamos por agir de forma idêntica, o que significa dizer que, se o outro quer briga, encontra em nós os adversários ideais. Normalmente, quando tudo termina, somos nós, e não o outro, que ficamos aborrecidos com a nossa própria atitude percebendo, agora de cabeça fria, que poderíamos ter evitado aquela situação apenas com o silêncio ou, com a simples desconsideração dos fatos.

      Não poucas pessoas boas, justas, sensatas, corretas e ajustadas mentalmente, estão atrás das grades, ou no cemitério porque, num momento impensado, e sob a influência do mal que acometeu o outro, terminaram cometendo algo mais grave que o outro, que estava dominado por impulsos incontroláveis, ou, o que é pior, perderam a vida ou mesmo a saúde física.

      Apesar de ser uma proposta bastante difícil de ser executada, vale a pena tentar porque, do sucesso desta tentativa, depende a nossa paz, tranquilidade e serenidade. O monge, no alto da montanha e sentado na posição de lótus, não é um ser imune aos impulsos que cercam todos os seres humanos, mas, por meio de sucessivos exercícios físicos e espirituais, ele se torna quase inatingível pelos impulsos que influenciam todos os que estão à sua volta.

     Esse é o primeiro exercício. O segundo, é lutar para não sermos vítimas dos tais impulsos incontroláveis, mantendo-nos na maior serenidade possível, sem nos deixar influenciar pela lógica do mundo, que tem no relógio e no bolso, o epicentro de um tremendo vulcão que, quando menos esperamos, expele as lavas da pressa, da agitação, da pressão sobre os outros, da excessiva e desnecessária preocupação e do desmantelamento do nosso castelo interior, no qual devem, sempre, reinar a paz, a serenidade, a paciência e tolerância.

       É preciso, antes de qualquer coisa, ser sábio, para não ser tragado pela impaciência e pela intolerância. Como o monge no alto da montanha, reflita!

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*Luiz Antonio de Moura é graduado em Direito (Universidade Católica de Petrópolis), pós-graduado em Direito do Trabalho (Universidade Estácio de Sá) e em Administração Pública (Fundação Getúlio Vargas-RJ), trabalha no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região - RJ e, atualmente, é aluno de Teologia no Instituto Teológico Franciscano - ITF, em Petrópolis-RJ. Administra o site www.lisaac.blog.br e a página Sementes de vida: É tempo de semear, no Facebook.

set 29

EVANGELHO: ESTRADA QUE CONDUZ AO REINO DE DEUS

BÍBLIA DE DOMINGO

26ª SEMANA COMUM – QUINTA-FEIRA – 29/09/2016 –

 Evangelho  (Jo 1,47-51)

 — O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

—  PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo   João

— Glória a vós, Senhor.

 Naquele tempo, 47Jesus viu Natanael que vinha para ele e comentou: “Aí vem um israelita de verdade, um homem sem falsidade”. 48Natanael perguntou: “De onde me conheces?” Jesus respondeu: “Antes que Filipe te chamasse, enquanto estavas debaixo da figueira, eu te vi”. 49Natanael respondeu: “Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel”. 50Jesus disse: “Tu crês porque te disse: “Eu te vi debaixo da figueira? Coisas maiores que esta verás!” 51E Jesus continuou: “Em verdade, em verdade eu vos digo: Vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem”.

  –  Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

  FONTE http://liturgia.cancaonova.com/liturgia/

set 29

LITURGIA: A SERVIÇO DO SENHOR, SERVINDO A TODOS

liturgia-setembro-de-2016

LEITURA SUGERIDA PARA HOJE – 26ª SEMANA COMUM – QUINTA-FEIRA – 29/09/2016 –

LEITURA DO LIVRO DE DANIEL – (Dn 7,9-10.13-14) –

9Eu continuava olhando até que foram colocados uns tronos, e um Ancião de muitos dias aí tomou lugar. Sua veste era branca como neve e os cabelos da cabeça, como lã pura; seu trono eram chamas de fogo, e as rodas do trono, como fogo em brasa. 10Derramava-se aí um rio de fogo que nascia diante dele; serviam-no milhares de milhares, e milhões de milhões assistiam-no ao trono; foi instalado o tribunal e os livros foram abertos. 13Continuei insistindo na visão noturna, e eis que, entre as nuvens do céu, vinha um como filho de homem, aproximando-se do Ancião de muitos dias, e foi conduzido à sua presença. 14Foram-lhe dados poder, glória e realeza e todos os povos, nações e línguas o serviam: seu poder é um poder eterno que não lhe será tirado, e seu reino, um reino que não se dissolverá.

- Palavra do Senhor

- Graças a Deus.

  FONTE: http://liturgia.cancaonova.com/liturgia/

set 28

AQUI COMEÇA UMA VERDADEIRA SAGA

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CAÇADORES DE BONS EXEMPLOS –

*Por Luiz Antonio de Moura –

            Quase todos os meios de comunicação estão envolvidos com a divulgação de notícias. Notícias que, impreterivelmente, falam de guerras, mortes, doenças, corrupção, desastres naturais, tráfico humano e de drogas, assassinatos, discórdias em família, preconceitos, intolerâncias, crises políticas e econômicas, enfim... só coisas ruins. Fatos que, bem analisados, são de tirar a crença no futuro da humanidade e, por que não dizer, na própria divindade. É isso o que a mídia tem para mostrar, ou então, um marketing ilusório, passando ao largo de toda a realidade vivida pela grande massa popular.

            O fato concreto é que, poucos são os veículos de comunicação que mostram as coisas boas que existem, não apenas no mundo, mas, no próprio Brasil, do qual muita gente boa prefere distância, para não se envolver com nada de muito sério. Sério mesmo, dizem, já basta a minha vida!

            E assim, geração após geração, vamos caminhando e esperando pelo tão falado “país do futuro”, uma utopia que nunca chega. Nunca chega, porque já está no meio de nós.

            Recentemente, numa rara oportunidade, assisti a um programa de televisão no qual apresentavam um documentário sobre o trabalho de um casal que, há alguns anos atrás, decidiu partir Brasil afora, em busca de bons exemplos. O nome do projeto é bastante sugestivo: CAÇADORES DE BONS EXEMPLOS.

            Iara e Eduardo[1] saíram em busca de tudo de bom que o ser humano é capaz de fazer por si e por seus semelhantes e o resultado é a catalogação de mais de 1000 (mil) casos, na verdade, 1150 casos de bons exemplos.

            Por email, entrei em contato com eles e pedi autorização para divulgar, aqui no blog, tudo o que eles viram, ouviram e registraram por este nosso país riquíssimo de bons e atuantes espíritos. Pessoas que, ainda que não sejam canonizadas, vivem de forma santa, dedicando-se ao trabalho em favor de quem nada possui, muitas vezes, nem esperança.

            Apesar do site que o casal desenvolveu para dar visibilidade ao trabalho  – www.cacadoresdebonsexemplos.com.br – pareceu-me boa a ideia de criar uma página especial – BONS EXEMPLOS: VIDA, DECISÃO E ATITUDE – no Blog, para divulgar esta e outras iniciativas do gênero, a fim de mostrar para as pessoas que, apesar de tudo o que dizem, e que em grande parte é verdade, sim, ainda existem pessoas muito boas e criativas, envolvidas com trabalhos muito sério e de grande envergadura. Trabalho capaz de levar alegria, esperança e prosperidade a milhares de outros seres humanos.

            Ao mesmo tempo em que vamos publicar estas e outras iniciativas, deixamos abertas as portas do blog, por meio do email falelisaac@gmail.com para que qualquer pessoa possa trazer para nós notícias acerca de outros trabalhos bem sucedidos, terminados ou em andamento, a fim de darmos a necessária e saudável publicidade.

            É importante vencermos, não a realidade, mas, o pessimismo no qual por vezes somos mergulhados à força de notícias ruins, que traçam um mundo em estado totalmente caótico, onde nada dá certo ou funciona, deixando-nos sempre a impressão de que o fim é iminente. Nada disso! Paralelamente ao noticiário catastrófico, muita coisa boa está acontecendo nas grandes, médias e pequenas cidades, nos lugarejos, nas aldeias, nas escolas das periferias, nos fundos das igrejas e de outros centros, muitas vezes improvisados com criatividade, amor, atenção, carinho e uma incontrolável vontade de fazer as coisas acontecerem. É exatamente esse trabalho que queremos divulgar e que os CAÇADORES DE BONS EXEMPLOS estão disponibilizando para nós, como resultado do seu périplo por todo o Brasil.

        Ainda nesta semana estaremos publicando o primeiro de muitos casos catalogados pela Iara e pelo Eduardo. Será muito bom para todos nós. Aguardem.

            Vamos lá! 

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[1] Tudo começou com o casal Iara e Eduardo, que cansados de ouvir notícias ruins resolveram tomar uma atitude…sem patrocínio e nenhum vínculo religioso ou político, venderam o apartamento e saíram em uma viagem durante 5 anos (2011/2015) pelo mundo em busca de bons exemplos. Pessoas que fazem a diferença na comunidade que vivem, executando algum projeto social. Eles acreditam que existem muito mais ações positivas do que ações negativas no mundo. Neste período percorreram mais de 225.000 km, catalogaram mais de 1.150 projetos por todos os estados brasileiros. Agora, esta ação se transformou em uma grande mobilização para divulgação do bem, onde participam mais de 110.000 pessoas pelas redes sociais. Caçadores de bons exemplos, somos nós, você e todos aqueles que querem construir um mundo melhor. Junte-se a nós e venha ser a mudança que queremos ver no mundo!

O que é um bom exemplo:

Pessoas que fazem a diferença no mundo executando algum projeto social ou ação positiva. Pessoas que buscam soluções, ao invés de focarem somente nos problemas.

set 28

EVANGELHO: ESTRADA QUE CONDUZ AO REINO DE DEUS

BÍBLIA DE DOMINGO

26ª SEMANA COMUM – QUARTA-FEIRA – 28/09/2016 –

 Evangelho  (Lc  9,57-62)

 — O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

—  PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo   Lucas

— Glória a vós, Senhor.

 Naquele tempo, 57enquanto Jesus e seus discípulos caminhavam, alguém na estrada disse a Jesus: “Eu te seguirei para onde quer que fores”.

58Jesus lhe respondeu: “As raposas têm tocas e os pássaros têm ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde repousar a cabeça”. 59Jesus disse a outro: “Segue-me”. Este respondeu: “Deixa-me primeiro ir enterrar meu pai”. 60Jesus respondeu: “Deixa que os mortos enterrem os seus mortos; mas tu, vai anunciar o Reino de Deus”. 61Um outro ainda lhe disse: “Eu te seguirei, Senhor, mas deixa-me primeiro despedir-me dos meus familiares”. 62Jesus, porém, respondeu-lhe: “Quem põe a mão no arado e olha para trás não está apto para o Reino de Deus”.

  –  Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

  FONTE http://liturgia.cancaonova.com/liturgia/

set 28

LITURGIA: A SERVIÇO DO SENHOR, SERVINDO A TODOS

liturgia-setembro-de-2016

LEITURA SUGERIDA PARA HOJE – 26ª SEMANA COMUM – QUARTA-FEIRA – 28/09/2016 –

LEITURA DO LIVRO DE JÓ – (Jó 9,1-12.14-16) –

1Jó respondeu a seus amigos e disse: 2“Sei muito bem que é assim: como poderia o homem ser justo diante de Deus? 3Se quisesse disputar com ele, entre mil razões não haverá uma para rebatê-lo. 4Ele é sábio de coração e poderoso em força; quem poderia enfrentá-lo e ficar ileso? 5Ele desloca as montanhas, sem que elas percebam e as derruba em sua cólera. 6Ele abala a terra em suas bases e suas colunas vacilam. 7Ele manda ao sol que não brilhe e guarda escondidas as estrelas. 8Sozinho desdobra os céus, e caminha sobre as ondas do mar. 9Criou a Ursa e o Órion, as Plêiades e as constelações do Sul. 10Faz prodígios insondáveis, maravilhas sem conta. 11Se passa junto de mim, não o vejo, e quando se afasta, não o percebo. 12Se ele apanha uma presa, quem ousa impedi-lo? Quem pode dizer-lhe: — ‘Que está fazendo?’ 14Quem sou eu para replicar-lhe, e contra ele escolher meus argumentos? 15Ainda que eu tivesse razão, não poderia replicar, e deveria pedir misericórdia ao meu juiz. 16Se eu clamasse e ele me respondesse, não creio que daria atenção à minha voz”.

- Palavra do Senhor

- Graças a Deus.

  FONTE: http://liturgia.cancaonova.com/liturgia/

set 27

O EXEMPLO DE MOISÉS PRECISA SER SEGUIDO

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A SARÇA ARDENTE, NUMA CONCEPÇÃO CONTEMPORÂNEA –

*Por Luiz Antonio de Moura –

                O Livro do Êxodo narra o episódio em que Moisés, pastoreando as ovelhas do sogro, Jetro, segue na direção do monte Horeb, uma elevação montanhosa e escarpada onde, talvez, naqueles dias de secura e de aridez, pudesse conduzir o rebanho a um ambiente de alimento mais abundante. Moisés, que havia fugido do Egito para não ser preso ou morto pelos homens do faraó e do futuro rei, Ramsés, após ter revelada sua verdadeira origem – hebraica – encontra abrigo em terras distantes onde, inclusive, contrai núpcias e, a partir de então, tenta refazer sua vida.

                É de se supor que aquele Moisés que conduzia o rebanho, no monte Horeb, era um homem meditativo, tentando encontrar um rumo para a própria vida já que, agora, era um chefe de família. Séfora, a esposa, havia lhe dado dois filhos (Gérson e Eliezer) e ele não era mais um simples hebreu a serviço do Egito, mas, um desertor, fugitivo mesmo, que precisava retomar o seu rumo.

            Eis que, em um daqueles dias de pastoreio, Moisés é surpreendido com uma sarça ardendo em chamas, sem que o fogo conseguisse consumi-la. A sarça é um pequeno arbusto, natural das regiões montanhosas e, portanto, resistente ao clima seco e quente mas, daí a resistir ao fogo intenso já um pouco demais. Moisés também ficou espantado com o fato. observa o cenário à distância e, com certeza, aguarda por um pouco de tempo, para ver o que aconteceria com o pequeno arbusto. Depois de um certo tempo, sem que nada de novo ocorresse com a sarça, e cheio de curiosidade, ele resolve se aproximar para ver do que se tratava realmente. Avança na direção do inexplicável e do insondável. Avança e logo, logo, é retido pela voz de Deus que, do meio da sarça ardente, chama pelo seu nome e ordena que, dos pés, retire as sandálias, alertando-o sobre a santidade do terreno. A partir de então, a história é conhecida, ou pode sê-lo com a leitura do Livro do Êxodo.

            No cerne da questão envolvendo a sarça ardente está o desejo de Deus de libertar o povo do jugo da escravidão a que estava submetido, no Egito. Para a missão libertadora, Moisés é designado, apesar de todas as suas limitações: dificuldade na pronúncia das palavras, comodidade da vida do campo e, o maior de todos, o receio de retornar à terra de onde saíra fugido. Deus, porém, elimina todas as dificuldades apresentadas e envia o velho pastor ao campo de batalha.

                O recurso à narrativa bíblica tem um objetivo claro: traçar um paralelo entre a sarça ardente e o mundo de hoje, que também está ardendo em chamas sem que seja consumido. O mundo está ardendo nas chamas dos conflitos raciais, religiosos, políticos, bélicos, famélicos, sanitários e naturais decorrentes da mesma ambição, intolerância, prepotência, arrogância e orgulho que incitavam o faraó a agir da forma com que agia diante do povo pobre, sofrido e escravizado. E quando se fala em “povo pobre, sofrido e escravizado”, não se está querendo falar de gente chorosa, desesperada, abandonada e pisoteada. Não, está-se falando de um povo comum, como o de hoje, que sofria, e que ainda hoje sofre, nas mãos dos poderosos daquela e todas as épocas.

                No entanto, assim como o Senhor olhou para o mundo e viu e ouviu o clamor do povo hebreu, lançado do centro do cativeiro, Ele ainda vê e ouve o clamor do povo de hoje que sofre tanto quanto sofreram os hebreus de então. A diferença é que, diante do arbusto ardente em chamas, surgiu um Moisés curioso, que aproximou-se para ver o que realmente estava acontecendo e, então, ouviu a voz de Deus e, então, tornou-se instrumento da mudança. Mudança que importou na libertação do povo. Ao contrário, hoje o mundo arde em chamas sem que apareça um Moisés, curioso sim, mas, disposto a compreender o que está acontecendo e apto para ouvir a voz do mesmo Deus que, ainda hoje, quer libertar o povo de todas as formas de escravidão. E, quando eventualmente surge alguém decidido a interpretar o que está acontecendo com o mundo em chamas, é imediatamente enquadrado numa ou n’outra ideologia e, rapidamente, é afastado do cenário por forças tão ou mais poderosas do que as do faraó daquele tempo.

             O homem de hoje percebe o mundo ardente, porém, acredita conhecer as razões das chamas e dispensa a voz de Deus preferindo, ele próprio, encontrar as soluções de todos os seus problemas e, no desvario, lança mais combustível no cenário, fazendo com que o pouco que resta, termine por incendiar-se também.

            Hoje, diante de todas as chamas, existem temas sobre os quais é impossível falar em público. Temas que envolvem o homem, a mulher, a família, a religião, a sociedade, enfim, mas, que não podem ser debatidos abertamente em público, sob pena de elevar a temperatura a tal ponto que o incêndio torne-se generalizado e aí, sim, tudo será consumido de vez.

           Precisamos nos aproximar da sarça ardente e, tal qual Moisés, retirarmos dos pés as sandálias do medo, da insegurança, da autossuficiência, da arrogância, da prepotência, do orgulho, da insensatez, da intolerância, do fundamentalismo e da má vontade para, então, e somente então, ouvirmos a voz de Deus que, por meio de Jesus Cristo, que conduzir o povo para uma nova etapa da nossa existência. Uma etapa que prepara para a caminhada pelo deserto deste mundo e para a chegada na nova Terra Prometida: O Reino dos Céus.

         Se não fizermos esse exercício, e se preferimos continuar inventando o que denominamos como “formas inteligentes e criativas” de resolução de problemas, sem o necessário e salvador mergulho na Palavra de Deus e na consequente observância dos já tão relativizados mandamentos continuaremos, geração após geração, a ser cativos. Cativos de um mundo onde reinam os estereótipos “inteligentemente criados” por aqueles que sempre estiveram no comando. Cativos, hoje mais do que ontem, de um componente midiático que se arvora no papel de “formador de opinião” e que, no desempenho deste papel, tem levado de roldão milhões e milhões de seres humanos para o mais profundo abismo.

              O convite é para fazermos o que Deus determinou que Moisés fizesse: retornar para a terra de onde fugimos. Retornar para a prostração humilde diante do Senhor, sem sandálias, sem medo e sem qualquer outro empecilho, para ouvirmos o que Deus tem reservado para nós que, apesar de todos os pesares, sempre fomos o Seu povo, o povo de Deus. Retornar para o silêncio uterino, quando somente a voz de Deus poderá será ouvida e fazer com que reaprendamos o caminho de volta ao Pai.

          E nunca devemos nos esquecer: na saída do cativeiro, se for necessário atravessar o mar agitado pelos algozes, as águas serão divididas novamente e poderemos caminhar em terreno propício, de modo a não voltarmos a ser reféns. É preciso coragem, decisão e... ação! É preciso parar, observar, compreender, ouvir e agir. Somente assim nossa história será mudada. História de um povo cujo Deus é o Senhor e que tem em Jesus Cristo o único e verdadeiro salvador. Reflitamos!

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*Luiz Antonio de Moura é graduado em Direito (Universidade Católica de Petrópolis), pós-graduado em Direito do Trabalho (Universidade Estácio de Sá) e em Administração Pública (Fundação Getúlio Vargas-RJ), trabalha no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região - RJ e, atualmente, é aluno de Teologia no Instituto Teológico Franciscano - ITF, em Petrópolis-RJ. Administra o site www.lisaac.blog.br e a página Sementes de vida: É tempo de semear, no Facebook.

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