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Sementes de vida, ������© tempo de semear

Arquivo por mês: julho 2016

jul 31

UM PONTO DE ENCONTRO COM DEUS

JOSEMARIA ESCRIVÁ

“O MUNDO, LUGAR DE ENCONTRO COM DEUS”

 *Texto de São Josemaria Escrivá –

Precisas de formação, porque deves ter um profundo senso de responsabilidade, que promova e anime a atuação dos católicos na vida pública, com o respeito devido à liberdade de cada um, e recordando a todos que têm de ser coerentes com a sua fé. (Forja, 712)

Um homem ciente de que o mundo - e não só o templo - é o lugar do seu encontro com Cristo, ama este mundo, procura adquirir um bom preparo intelectual e profissional, vai formando - com plena liberdade - seus próprios critérios sobre os problemas do meio em que se desenvolve; e, por consequência, toma suas próprias decisões, as quais, por serem decisões de um cristão, procedem além disso de uma reflexão pessoal, que tenta humildemente captar a vontade de Deus nesses detalhes pequenos e grandes da vida.

Mas jamais esse cristão se lembra de pensar ou dizer que desce do templo ao mundo para representar a Igreja, e que suas soluções são as soluções católicas para aqueles problemas. Isso não pode ser, meus filhos! Isso seria clericalismo, catolicismo oficial, ou como queiram chamá-lo. Em qualquer caso, é violentar a natureza das coisas. Há que difundir por toda a parte uma verdadeira mentalidade laical, que deve levar a três conclusões: temos que ser suficientemente honrados, para arcar com a nossa própria responsabilidade pessoal; temos que ser suficientemente cristãos, para respeitar os irmãos na fé, que propõem - em matérias de livre opinião - soluções diversas da que cada um sustenta; e temos que ser suficientemente católicos, para não nos servirmos de nossa Mãe a Igreja, misturando-a em partidarismos humanos (...)

Interpretem, portanto, minhas palavras, como elas são realmente: um chamado para que exerçam - diariamente!, não apenas em situações de emergência - os direitos que têm; e para que cumpram nobremente as obrigações que têm como cidadãos - na vida pública, na vida econômica, na vida universitária, na vida profissional - assumindo com valentia todas as consequências das suas livres decisões, e arcando com o peso da correspondente independência pessoal. E essa cristã mentalidade laical permitirá fugir de toda e qualquer intolerância, de todo fanatismo; vou dizê-lo de um modo positivo: fará que todos convivam em paz com todos os concidadãos, e fomentará também a convivência nas diversas ordens da vida social. (Questões Atuais do Cristianismo, 116-117).

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*Josemaria Escrivá de Balaguer, fundador do Opus Dei,  nasceu em Barbastro (Espanha), em 09 de janeiro de 1902. Ordenado sacerdote em 28 de março de 1925, exerce seu ministério de forma clandestina durante a Primeira Grande Guerra Mundial, refugiando-se em diversos lugares durante a guerra civil na Espanha, a partir de 1936, até instalar-se no sul da França (Burgos), retornando a Madri no final da guerra, em 1939, ano em que concluir os estudos de doutorado em Direito. A partir de 1946 fixa residência em Roma, onde obtém o doutorado em Teologia, pela  Universidade Lateranense. Foi nomeado consultor de duas Congregações Vaticanas, membro da Pontifícia Academia de Teologia e Prelado de honra de Sua Santidade. Faleceu em Roma, no dia 26 de junho de 1975, sendo beatificado em 17 de maio de 1992 e Proclamado Santo em 06 de outubro de 2002, pelo Papa João Paulo II.

jul 31

VÓS FOSTES, Ó SENHOR, UM REFÚGIO PARA NÓS

NOSSO REFÚGIO

18º DOMINGO DO TEMPO COMUM

*Por Frei Ludovico Garmus, ofm –

Oração: “Manifestai, ó Deus, vossa inesgotável bondade para com os filhos e filhas que vos imploram e se gloria de vos ter como criador e guia, restaurando para eles a vossa criação e conservando-a renovada”.

1. Primeira leitura: Ecl 1,2; 2,21-23

Que resta ao homem de todos os seus trabalhos?

A palavra de Deus que ouvimos na primeira leitura é de um autor do 3º séc. III a.C., chamado Eclesiastes ou Coélet. Era um sábio que instruía o povo, ao ar livre, como os filósofos gregos ambulantes de seu tempo. É um homem de fé, mas de uma fé adulta e questionadora, em busca do sentido da vida. Como outros livros sapienciais (Provérbios, Cânticos, Eclesiástico e Sabedoria), o autor recolhe a sabedoria de sua experiência de vida e de outros sábios, em busca de princípios para uma vida feliz aqui na terra. A fé judaica do tempo de Coélet ainda não tinha desenvolvido a crença na vida eterna. Pensava-se que as pessoas justas e piedosas que observassem a Lei seriam recompensadas neste mundo com as “bênçãos” divinas, como vida longa, riquezas, vida longa e muitos filhos. Coélet questiona tudo, até as recompensas divinas aqui na terra. O texto ouvido começa com um refrão “Vaidade das vaidades, tudo é vaidade”. Melhor seria traduzir como “ilusão, pura ilusão, tudo é ilusão”. À luz deste refrão, questiona todas as “certezas” que a religião judaica lhe oferecia. Todos, bons e maus, morrem e vão parar na morada dos mortos, o xeol ou infernos. O “Credo” que recitamos lembra que Jesus, ao morrer na cruz, também foi parar na “mansão dos mortos”, mas ao 3º dia ressuscitou e resgatou todos os mortos do xeol para julgá-los e para dar a vida eterna aos bons. Para Coélet, trabalhar para acumular riquezas (Evangelho) não traz felicidade. A qualquer hora a pessoa pode morrer, sem gozar da felicidade, deixando os bens para que nada fez para os merecer.

Salmo responsorial: Sl 89

Vós fostes, ó Senhor, um refúgio para nós.

2. Segunda leitura: Cl 3,1-5.9-11

Esforçai-vos por alcançar as coisas do alto, onde está Cristo.

Domingo passado Paulo lembrava que, pelo Batismo, o cristão morre para o pecado, para ressuscitar com Cristo para uma vida nova. “Deus nos trouxe para a vida, junto com Cristo, e a todos nós perdoou os pecados”. Hoje continua a refletir sobre as consequências para a vida cristã. Pelo Batismo e pela fé o cristão é convidado a voltar-se para “as coisas do alto, onde está Cristo” ressuscitado. Pela fé, “nossa vida está escondida com Cristo em Deus”. Quando Cristo voltar para julgar os vivos e os mortos, nós também apareceremos revestidos da glória do Cristo ressuscitado. Após esta reflexão, Paulo exorta os cristãos a viver uma vida que corresponda à fé. Isso significa morrer para tudo o que pertence liga às coisas terrenas que levam ao pecado (homem velho), como os vícios e a cobiça dos bens terrenos (Evangelho), para se revestir do “homem novo”, chamado se renovar “segundo a imagem do seu Criador”. Isto é, Deus nos criou à sua imagem e semelhança. Para realizar este projeto original de amor, Deus enviou o seu Filho, que se encarnou no seio da Virgem Maria. O Filho de Deus assumiu a natureza humana para nos fazer participantes de sua natureza divina. Esta é a resposta cristã aos questionamentos de Coélet (1ª leitura) sobre em que consiste a felicidade do ser humano. Pela fé, nossa felicidade/vida está “escondida, com Cristo, em Deus”.

Aclamação ao Evangelho: Mt 5,3

Felizes os humildes de espírito,

Porque deles é o Reino dos Céus.

3. Evangelho: Lc 12,13-21

E para quem ficará o que tu acumulaste?

Lucas apresenta Jesus como alguém que veio anunciar a boa-nova aos pobres (Lc 4,18-19). No trecho que ouvimos Lucas traz sentenças de Jesus sobre pobreza e riqueza. Jesus estava ensinando, cercando pela multidão, quando alguém grita do meio da multidão: “Mestre, dize ao meu irmão que reparta a herança comigo”. E Jesus responde: “Homem, quem me encarregou de julgar ou de dividir vossos bens?” Fiel ao programa lançado na sinagoga de Nazaré, Jesus se nega a se fazer juiz. Pela sua prática e ensinamento Jesus estabelece os princípios para viver o Reino de Deus que anuncia. Veio para anunciar a boa-nova aos pobres e ensina a partilhar ou dividir os bens. Basta lembrar o milagre da “multiplicação” dos pães e peixes. O verdadeiro milagre não é a multiplicação, e sim, a “divisão” dos pães... Os primeiros cristãos assim o entendiam quando deles Lucas diz: “Tudo entre eles era comum” (At 4,32). Jesus critica a ganância/cobiça e ensina: “vida de um homem não consiste na abundância de bens” (cf. 1ª leitura). E aprofunda o ensinamento com a parábola do homem que fez uma grande colheita, construiu amplos armazéns e pensava: agora posso comer, beber, descansar e aproveitar a vida. Mas Deus o chama de “louco”, insensato, porque na mesma noite haveria de morrer. E conclui com a sentença: “Onde estiver vosso tesouro, aí estará também vosso coração” (v. 34). Exemplos do dia a dia nos ensinam que a “esperteza” (sabedoria?) em levar vantagem à custa dos pobres na realidade é estupidez. A riqueza não traz felicidade, diz o provérbio. A riqueza do cristão está na partilha, sua vida feliz está escondida com Cristo em Deus(2ª leitura).

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*Frei Ludovico Garmus é Doutor em Exegese Bíblica, Professor de Exegese no Instituto Teológico Franciscano-ITF, em Petrópolis, escritor, conferencista e colabora com o nosso Blog, autorizando a reprodução de textos e de reflexões de sua autoria.

jul 31

SEMANÁRIO DOMINICAL

PAULO DAHER

18º DOMINGO ANO C – 31.07.2016 - 

 *Por Mons. Paulo Daher –

 No livro do Eclesiastes, 1, 2; 2,21-23, afirma: vaidade das vaidades tudo e vaidade. Um homem trabalhou, conseguiu muito dinheiro e bens. Morre e deixa para os outros. Que vantagem a pessoa tem por tanto esforço  e preocupação dia após dia? Seu trabalho muitas vezes o aborrece. Nem à noite seu coração tem sossego. Isso é vaidade.

        A palavra vaidade tem como primeiro sentido: ser vazio, estar vazio, quase como:  não tem razão de ser, não vale nada.

       O que vale em nossa vida é o que tem sentido para ser. Todo o resto é acessório, dispensável.  A vida é necessária para dar razão ao que fazemos, Manter a vida pela saúde, pelo trabalho, para sentir-nos bem com os outros compensa o trabalho que temos.

       A Vida é um dom precioso. Dela devemos cuidar com todo empenho. Ela é fonte de muitos bens para todos nós.Nós viemos das mãos  carinhosas de Deus. Nossa vida é um verdadeiro presente do Senhor.

        Cristo mostrou com sua vida humana unida à divindade a escolha que fez para nos salvar. Deus comunica a todos nós sua própria vida, seu amor, sua maneira de sentir a vida.  Renascemos para uma vida nova de união com Deus, beneficiando toda a nossa vida comum. Ela é o princípio de nossa comunicação com Deus. Com a vida que temos podemos descobrir Deus observando a natureza, e tudo o que acontece.

        A razão  da saúde é viver bem a tal ponto que possamos participar de tudo o que seja manifestação  religiosa de minha fé. A vida bem vivida deve trazer-nos a paz. Correr atrás das coisas para acumular bens, para se sentir poderoso, dominador, não tem sentido.

      Tudo o que com trabalho honesto conquistarmos neste mundo deve estar a serviço da vida cada dia. Acumular bens demasiados traz preocupa-ções para cuidar deles enquanto nem vivemos.

Na carta aos Colossences,3, 1-5.9-11, o apóstolo afirma qye se ressuscitamos com Cristo devemos buscar as coisas do alto.  “Pensem mais nas coisas do alto e não nas da terra, pois nossa vida está escondida com Cristo em Deus. Pois quando Cristo se manifestar glorioso mós também participaremos desta glória. Por isso devemos  afastar´nos de todo o pecado. Deixamos de lado os hábitos do homem velho e nos revestimos do homem novo segundo a imagem do Criador. Não há mais diferença de raças e línguas pois Cristo é tudo em todos.

            Ressuscitar com Cristo leva a buscar as coisas do alto. Quem está morto, perdeu a vida e as possibilidades que ela dá a todos em todos os sentidos.  Cristo realizou com sua vida humana, movido por seu poder divino,  uma transformação da vida de todas as pessoas.

         O que mais chamou à atenção foram seus milagres. Mas ser ouvido por multidões que iniciaram sua fé nele, o Salvador de todos, foi a razão maior de sua vinda à terra.

        Antes mesmo de ressuscitar,  Cristo já tocou os pensamentos e os corações de seus seguidores para valorizarem mais as coisas do alto. Quer dizer:  viver na terra pensando no céu. E a cada momento ter sempre a melhor intenção no que fazemos. Buscar as coisas do alto significa ter sempre vontade de buscar o bem para nós e para os outros. Dar sentido mais espiritual e religioso a todos os nossos gestos.

         E crer que Cristo ressuscitou dos mortos é acreditar e confiar em sua presença em nossas vidas. Seja por sua Igreja, pelos sacramentos, pela Palavra de Deus anunciada que conduz a vida das pessoas.

     Cristo ressuscitado pede que abandonemos os hábitos do velho homem e nos revistamos do homem novo conforme a imagem inicial que o Pai desejou e realizou para nossa vida.

      Homem velho é quem se acostuma com sua busca de prazeres egoístas que envelhecem nossa vida.  Homem novo é a pessoa despojando-se de hábitos que o afastavam de Deus, adquire novo modo de ser, de pensar e agir que o tornam disposto a seguir com fidelidade e alegria o Mestre.

         E sem privilégios de raça ou nação: todos com Cristo pertencem a uma só pátria: a daqueles que vivem felizes com amor fraterno a todos.

  Em Lucas, 12, 13-21, alguém vem pedir a Jesus que julgue seu caso de divisão de bens de sua família... Sem dar resposta Cristo chama à atenção para a ambição de bens terrenos. E contou: um homem em sua fazenda  teve uma grande produção de cereais. Contente mandou aumentar seus celeiros. E feliz com tanta riqueza disse: eia amigo, descansa, coma e beba com alegria por muitos anos. Mas naquela noite veio a falecer. Jesus termina:”é assim que acontece com quem só acumula bens para esta vida.”

    Muitas vezes Jesus fala sobre a riqueza, os bens desta terra, fazendo suas observações. Nós seres humanos quando descobrimos nossa capacidade de fazer crescer tudo o que temos, ficamos satisfeitos e assumimos o ar de dominadores e senhores de tudo na vida. No entanto essa nossa vida é tão frágil, tão vulnerável.

      Ajuntem para vocês tesouros no céu, onde nem ferrugem corrói e onde ladrões não podem roubar. (Mt 6,20)  São as riquezas que adquirimos em nossa vida. Tudo isso podemos perder pelo fogo, por enchente, por roubo, por descuido ou até  mesmo por gastos exagerados. 

Paulo escreve: A piedade (a vida religiosa com Deus) é uma fonte de lucro quando sabe se contentar com o necessário. (1Tm 6, 6-10)  Pois nada trouxemos a este mundo, como também nada podemos levar dele. 

       Quem quer tornar-se rico cai na tentação, em muitos desejos inúteis que o arrastam para muitas aflições e para uma vida sem sentido.”

   “Os tesouros”  chamados “do céu” são nossa vida de entendimento com todos, pensando no bem de todos e fazendo-os felizes. É nossa vida de união com Deus por meio da oração, da leitura da palavra de Deus, na participação das atividades de nossa religião. Os sacramentos também são fonte de muitos bens espirituais.

      Uma senhora sentia inveja de um casal que viera morar ao lado  numa casa modesta. Conseguiu transformá-la numa casa bem moderna e bonita.  Um paisagista realizou um  jardim com muitas plantas raras e coloridas de todos os tipos. Chamava a atenção de todos os que passavam por ali. Construíram uma garage bem espaçosa onde colocaram vários carros novos e até  um barco. No Natal os vizinhos pagaram uma companhia de eletricidade que transformou a casa num castelo iluminado.

        A vizinha notou que o lixo dos vizinhos dava inveja: toda a semana uma montanha de caixas transbordava de latas.

     Passados uns anos, os vizinhos se mudaram. O casamento acabou. A casa foi vendida e o desfile de encomendas terminou.

      No jornal, um artigo sobre eles falava em desfalque em que se envolveram.      O desejo de riqueza ostensiva terminou em ruína.

       Que nossos olhos não queiram enxergar só as aparências das coisas nem o brilho das riquezas materiais.  Ao trabalhar com os bens necessários para uma vida melhor, não nos apeguemos demais a eles.

          Busquemos com mais amor os bens espirituais.

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*Monsenhor Paulo Daher é Sacerdote da  Diocese de Petrópolis, e colabora enviando gentilmente seus comentários aos textos litúrgicos da semana.

jul 31

EVANGELHO: VIDA PARA A NOSSA VIDA

BÍBLIA NOVÍSSIMA

18º DOMINGO COMUM – 31/07/2016 –

 Evangelho  (Lc 12,13-21)

 — O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

—  PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo  Lucas

— Glória a vós, Senhor.

 Naquele tempo, 13alguém, do meio da multidão, disse a Jesus: “Mestre, dize ao meu irmão que reparta a herança comigo”.

14Jesus respondeu: “Homem, quem me encarregou de julgar ou de dividir vossos bens?”

15E disse-lhes: “Atenção! Tomai cuidado contra todo tipo de ganância, porque, mesmo que alguém tenha muitas coisas, a vida de um homem não consiste na abundância de bens”.

16E contou-lhes uma parábola: “A terra de um homem rico deu uma grande colheita. 17Ele pensava consigo mesmo: ‘O que vou fazer? Não tenho onde guardar minha colheita’.

18Então resolveu: ‘Já sei o que fazer! Vou derrubar meus celeiros e fazer maiores; neles vou guardar todo o meu trigo, junto com os meus bens. 19Então poderei dizer a mim mesmo: Meu caro, tu tens uma boa reserva para muitos anos. Descansa, come, bebe, aproveita!’20Mas Deus lhe disse: ‘Louco! Ainda esta noite, pedirão de volta a tua vida. E para quem ficará o que tu acumulaste?’

21Assim acontece com quem ajunta tesouros para si mesmo, mas não é rico diante de Deus”.

 –  Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

  FONTE http://liturgia.cancaonova.com/liturgia/

jul 31

A VIDA NÃO ESTÁ NA ABUNDÂNCIA DE BENS

TESOUROS NO CÉU

VALOR DOS BENS MATERIAIS –

*Por Mons. José Maria Pereira –

Um homem vem a Jesus pedindo que diga ao irmão que reparta consigo a herança. Depois de responder que Ele não é juiz sobre a questão, Jesus adverte: “Tomai cuidado contra todo tipo de ganância, porque, mesmo que alguém tenha muitas coisas, a vida de um homem não consiste na abundância de bens” (Lc 12, 15). E conta a parábola do homem que acumulou riquezas e morreu logo em seguida (Cf. Lc. 12, 13-21). Jesus conclui: “Assim acontece com quem ajunta tesouros para si mesmo, mas não é rico diante de Deus”. Dependendo do uso que se faça dela, a riqueza pode constituir a perdição do homem.

O Senhor ensina-nos que é uma insensatez colocar o coração, feito para a eternidade, na ânsia de riqueza e de bem estar material, porque nem a felicidade nem a vida verdadeiramente humana se fundamentam neles: “A vida de um homem não consiste na abundância de bens.” O rico da parábola revela o seu ideal de vida no diálogo que trava consigo próprio. Está seguro de si por ter muitos bens e por basear neles a sua estabilidade e felicidade. Viver é para ele, como para tantas pessoas, desfrutar do máximo que puder: trabalhar pouco, comer, beber, ter uma vida cômoda, dispor de reservas para longos anos. Este é o seu ideal.

E como dar segurança a uma vida construída a partir desse sentido puramente material dos dias? Diz: Armazenarei…No entanto, tudo o que não se constrói sobre Deus está falsamente construído. A segurança que os bens materiais podem dar é frágil e além disso insuficiente, porque só Deus pode nos tornar plenamente felizes. A fonte da vida está só em Deus.

Podemos perguntar-nos hoje: onde está o nosso coração? Em que se ocupa? Com que se preocupa? Com que se alegra ou com que se entristece? Daí ter mais consciência de que o nosso destino definitivo é o Céu, e que, se não o alcançarmos, nada de nada terá valido a pena.

A nossa passagem pela terra é um tempo para merecer; foi o próprio Senhor que nos deu esse tempo. Recorda-nos a Bíblia que “não temos aqui moradia (cidade) permanente, mas vamos em busca da futura” (Hb 13, 14). O Senhor virá chamar-nos, pedir-nos contas dos bens que nos deixou em depósito para que os administrássemos criteriosamente: a inteligência, a saúde, os bens materiais, a capacidade de amizade, a possibilidade de tornar felizes os que temos à nossa volta… O Senhor virá um só vez, talvez quando menos O esperamos, como o ladrão na noite (Mt 25, 43), como um relâmpago no Céu (Mt 24, 27), e é preciso que nos encontre bem preparados. Quem vive só para os bens materiais, Deus o chama de néscio, louco! Não podemos nos esquecer que os bens são simples meios para alcançarmos a meta que o Senhor nos marcou. Nunca devem ser o fim dos nossos dias aqui na terra.

“Ainda nesta noite, pedirão de volta a tua vida…” (Lc 12, 20). O tempo é escasso: esta mesma noite…, e talvez nós estejamos pensando em muitos anos, como se a nossa passagem pela terra houvesse de durar para sempre! Os nossos dias estão numerados e contados; estamos nas mãos de Deus. Dentro de algum tempo – que nunca será tão longo como quereríamos –, encontrar-nos-emos face a face com o Senhor.

Meditar sobre o nosso fim, o encontro definitivo com Deus, ajuda-nos a aproveitar todas as circunstâncias desta vida para merecer e reparar pelos pecados, recuperando o tempo perdido. “Quem vive como se tivesse de morrer cada dia – visto que é incerta nossa vida por natureza – não pecará, já que o bom temor extingue grande parte da desordem dos apetites; pelo contrário, quem julga que vai ter uma vida longa, facilmente se deixa dominar pelos prazeres” (Santo Atanásio).

A insensatez do homem rico consiste em que considerou a posse de bens materiais como o único fim da sua existência e a garantia da sua segurança. É legítima a aspiração do homem a possuir o necessário para a sua vida e o seu desenvolvimento, mas ter como bem absoluto a posse de bens materiais acaba por destruir o homem e a sociedade.

O cristão não pode desprezar ou depreciar a existência temporal, pois toda ela deve servir como preparação para a sua existência definitiva com Deus no Céu. Só quem se torna rico diante de Deus, quem acumula tesouros que Deus reconhece como tais é que tira proveito certo destes dias terrenos. Fora isso, o resto é viver de enganos: “O homem passa como uma sombra, apenas sopro as riquezas que amontoa, sem saber para quem” (Sl 39 (38), 7).

A consideração da morte ensina-nos também a aproveitar bem os dias, pois o tempo que temos pela frente não é muito longo. “Este mundo, meus filhos, escapa-nos das mãos. Não podemos perder o tempo, que é curto. Compreendo muito bem aquela exclamação de S. Paulo a Corinto: “O tempo é breve!, como é breve a duração da nossa passagem pela terra! Para um cristão coerente, estas palavras ressoam no mais íntimo do seu coração como uma censura perante a falta de generosidade, e como um convite constante para que seja leal. Verdadeiramente, é curto o nosso tempo para amar, para dar, para desagravar” (São Josemaria Escrivá).

Aproveitemos bem, muito bem, cada instante de nossa existência!

A meditação das verdades eternas é uma ajuda eficaz para darmos à nossa vida o seu verdadeiro sentido.

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*Mons. José Maria Pereira, Sacerdote da Diocese de Petrópolis, é, também, Professor e Reitor do Seminário Diocesano Nossa Senhora do Amor Divino, colaborando com este Blog enviando, semanalmente, a homilia do domingo e, quinzenalmente, a de quarta-feira.

jul 31

NA LITURGIA, OS FRUTOS DA PALAVRA!

Sacred objects, bible, bread and wine

LEITURAS SUGERIDAS PARA HOJE – 18º DOMINGO TEMPO COMUM – 31/07/2016 –

PRIMEIRA LEITURA

LEITURA DO LIVRO DO ECLESIASTES – (Ecl 1,2;2,21-23) –

 2“Vaidade das vaidades, diz o Eclesiastes, vaidade das vaidades! Tudo é vaidade”. 2,21Por exemplo: um homem que trabalhou com inteligência, competência e sucesso, vê-se obrigado a deixar tudo em herança a outro que em nada colaborou. Também isso é vaidade e grande desgraça.

22De fato, que resta ao homem de todos os trabalhos e preocupações que o desgastam debaixo do sol?23Toda a sua vida é sofrimento, sua ocupação, um tormento. Nem mesmo de noite repousa o seu coração. Também isso é vaidade.

 .- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.         

SALMO RESPONSORIAL

— Vós fostes, ó Senhor, um refúgio para nós.

— Vós fostes, ó Senhor, um refúgio para nós.

SEGUNDA LEITURA

LEITURA DA SEGUNDA CARTA DE SÃO PAULO AOS  COLOSSENSES  (Cl 3,1-5.9-11)

Irmãos: 1Se ressuscitastes com Cristo, esforçai-vos por alcançar as coisas do alto, onde está Cristo, sentado à direita de Deus; 2aspirai às coisas celestes e não às coisas terrestres. 3Pois vós morrestes, e a vossa vida está escondida, com Cristo, em Deus.

4Quando Cristo, vossa vida, aparecer em seu triunfo, então vós aparecereis também com ele, revestidos de glória.

5Portanto, fazei morrer o que em vós pertence à terra: imoralidade, impureza, paixão, maus desejos e a cobiça, que é idolatria.

9Não mintais uns aos outros. Já vos despojastes do homem velho e da sua maneira de agir 10e vos revestistes do homem novo, que se renova segundo a imagem do seu Criador, em ordem ao conhecimento.

11Aí não se faz distinção entre judeu e grego, circunciso e incircunciso, inculto, selvagem, escravo e livre, mas Cristo é tudo em todos.

- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.

  FONTE http://liturgia.cancaonova.com/liturgia/

jul 30

EVANGELHO: VIDA PARA A NOSSA VIDA

BÍBLIA DE DOMINGO

17ª SEMANA COMUM – SÁBADO – 30/07/2016 –

 Evangelho  (Mt 14,1-12)

 — O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

—  PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo  Mateus

— Glória a vós, Senhor.

 1Naquele tempo, a fama de Jesus chegou aos ouvidos do governador Herodes. 2Ele disse a seus servidores: “É João Batista, que ressuscitou dos mortos; e, por isso, os poderes miraculosos atuam nele”. 3De fato, Herodes tinha mandado prender João, amarrá-lo e colocá-lo na prisão, por causa de Herodíades, a mulher de seu irmão Filipe.

4Pois João tinha dito a Herodes: “Não te é permitido tê-la como esposa”. 5Herodes queria matar João, mas tinha medo do povo, que o considerava como profeta. 6Por ocasião do aniversário de Herodes, a filha de Herodíades dançou diante de todos, e agradou tanto a Herodes 7que ele prometeu, com juramento, dar a ela tudo o que pedisse.

8Instigada pela mãe, ela disse: “Dá-me aqui, num prato, a cabeça de João Batista”. 9O rei ficou triste, mas, por causa do juramento diante dos convidados, ordenou que atendessem o pedido dela. 10E mandou cortar a cabeça de João, no cárcere. 11Depois a cabeça foi trazida num prato, entregue à moça e esta a levou a sua mãe. 12Os discípulos de João foram buscar o corpo e o enterraram. Depois foram contar tudo a Jesus.

 –  Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

  FONTE http://liturgia.cancaonova.com/liturgia/

jul 30

NA LITURGIA, OS FRUTOS DA PALAVRA!

LITURGIA DO NATAL - 3

LEITURA SUGERIDA PARA HOJE – 17ª SEMANA COMUM – SÁBADO – 30/07/2016 –

LEITURA DO LIVRO DO PROFETA JEREMIAS – (Jr 26,11-16.24) –

Naqueles dias, 11os sacerdotes e profetas dirigiram-se aos chefes e a todo o povo, dizendo: “Este homem foi julgado réu de morte, porque profetizou contra esta cidade, como ouvistes com vossos ouvidos”.

12Disse Jeremias aos dignitários e a todo o povo: “O Senhor incumbiu-me de profetizar para esta casa e para esta cidade através de todas as palavras que ouvistes. 13Agora, portanto, tratai de emendar a vossa vida e as obras, ouvi a voz do Senhor, vosso Deus, que ele voltará atrás da decisão que tomou contra vós. 14Eu estou aqui, em vossas mãos, fazei de mim o que vos parecer conveniente e justo, 15mas ficai sabendo que, se me derdes a morte, tereis derramado sangue inocente contra vós mesmos e contra esta cidade e seus habitantes, pois em verdade o Senhor enviou-me a vós para falar tudo isso a vossos ouvidos”.

16Os chefes e o povo em geral disseram aos sacerdotes e profetas: “Este homem não merece ser condenado à morte; ele falou-nos em nome do Senhor, nosso Deus”. 24Jeremias passou a ter proteção de Aicam, filho de Safã, para não cair nas mãos do povo e evitar ser morto.

- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.

  FONTE http://liturgia.cancaonova.com/liturgia/

jul 29

EVANGELHO: VIDA PARA A NOSSA VIDA

BÍBLIA DE DOMINGO

17ª SEMANA COMUM – SEXTA-FEIRA – 29/07/2016 –

 Evangelho  (Jo 11,19-27)

 — O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

—  PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo  João

— Glória a vós, Senhor.

 Naquele tempo, 19muitos judeus tinham vindo à casa de Marta e Maria para as consolar por causa do irmão.20Quando Marta soube que Jesus tinha chegado, foi ao encontro dele. Maria ficou sentada em casa.

21Então Marta disse a Jesus: “Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido. 22Mas mesmo assim, eu sei que o que pedires a Deus, ele te concederá”. 23Respondeu-lhe Jesus: “Teu irmão ressuscitará”.24Disse Marta: “Eu sei que ele ressuscitará na ressurreição, no último dia”.

25Então Jesus disse: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, mesmo que morra, viverá. 26E todo aquele que vive e crê em mim, não morrerá jamais. Crês isto?” 27Respondeu ela: “Sim, Senhor, eu creio firmemente que tu és o Messias, o Filho de Deus, que devia vir ao mundo”.

 –  Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

  FONTE http://liturgia.cancaonova.com/liturgia/

jul 29

NA LITURGIA, OS FRUTOS DA PALAVRA!

LITURGIA DO NATAL - 3

LEITURA SUGERIDA PARA HOJE – 17ª SEMANA COMUM – SEXTA-FEIRA – 29/07/2016 –

LEITURA DA PRIMEIRA CARTA DE SÃO JOÃO – (1Jo 4,7-16) –

7Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece Deus. 8Quem não ama, não chegou a conhecer Deus, pois Deus é amor.

9Foi assim que o amor de Deus se manifestou entre nós: Deus enviou o seu Filho único ao mundo, para que tenhamos vida por meio dele. 10Nisto consiste o amor: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi ele que nos amou e enviou o seu Filho como vítima de reparação pelos nossos pecados. 11Caríssimos, se Deus nos amou assim, nós também devemos amar-nos uns aos outros. 12Ninguém jamais viu a Deus. Se nos amamos uns aos outros, Deus permanece conosco e seu amor é plenamente realizado entre nós. 13A prova de que permanecemos com ele, e ele conosco, é que ele nos deu o seu Espírito.

14E nós vimos, e damos testemunho, que o Pai enviou o seu Filho como Salvador do mundo. 15Todo aquele que proclama que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece com ele, e ele com Deus. 16E nós conhecemos o amor que Deus tem para conosco, e acreditamos nele. Deus é amor: quem permanece no amor, permanece com Deus, e Deus permanece com ele.

- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.

  FONTE http://liturgia.cancaonova.com/liturgia/

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