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Sementes de vida, ������© tempo de semear

Arquivo por mês: maio 2016

mai 31

EVANGELHO: A PORTA DE ENTRADA NO REINO DE DEUS

A PORTA DE ENTRADA

VISITAÇÃO DE NOSSA SENHORA – TERÇA-FEIRA – 31/05/2016 –

 Evangelho  (Lc 1,39-56)

 — O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

—  PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo  Lucas

— Glória a vós, Senhor.

 39Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia. 40Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. 41Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo.

42Com um grande grito exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto de teu ventre!”43Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? 44Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. 45Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu”.

46Maria disse: “A minha alma engrandece o Senhor, 47e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador,48porque olhou para a humildade de sua serva. Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada,49porque o Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor. O seu nome é santo, 50e sua misericórdia se estende, de geração em geração, a todos os que o temem.

51Ele mostrou a força de seu braço: dispersou os soberbos de coração. 52Derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes. 53Encheu de bens os famintos, e despediu os ricos de mãos vazias. 54Socorreu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, 55conforme prometera aos nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre”. 56Maria ficou três meses com Isabel; depois voltou para casa.

–  Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

  FONTE http://liturgia.cancaonova.com/liturgia/  

mai 31

LITURGIA DA PALAVRA: UMA PONTE PARA DEUS

UMA PONTE PARA DEUS

LEITURA SUGERIDA PARA HOJE – 9ª SEMANA COMUM - TERÇA-FEIRA – 31/05/2016 –

 LEITURA DA PROFECIA DE SOFONIAS – (Sf 3,14-18) –

 14Canta de alegria, cidade de Sião; rejubila, povo de Israel! Alegra-te e exulta de todo o coração, cidade de Jerusalém! 15O Senhor revogou a sentença contra ti, afastou teus inimigos; o rei de Israel é o Senhor, ele está no meio de ti, nunca mais temerás o mal. 16Naquele dia, se dirá a Jerusalém: “Não temas, Sião, não te deixes levar pelo desânimo! 17O Senhor, teu Deus, está no meio de ti, o valente guerreiro que te salva; ele exultará de alegria por ti, movido pelo amor; exultará por ti, entre louvores, 18como nos dias de festa. Afastarei de ti a desgraça, para que nunca mais te cause humilhação”.

 .- Palavra do Senhor.

 - Graças a Deus.         

   FONTE http://liturgia.cancaonova.com/liturgia/

mai 30

ORAÇÕES A SANTO ANTÔNIO

SANTO ANTONIO DE PÁDUA - 2

ORAÇÕES PARA SANTO ANTÔNIO - 

"Bendito seja Deus, em Seus anjos e em Seus santos" - 

Oh! Santo Antônio, lírio dentre os santos, vosso amor a Deus e caridade por vossos irmãos, fez-vos digno, quando na terra, de possuir poderes milagrosos.

Incentivado por este pensamento, eu te imploro que obtenhas para mim (pedido).

Oh! gentil e amoroso Santo Antônio, cujo coração estava sempre cheio de simpatia humana, faça meu pedido aos ouvidos do doce Menino Jesus, a quem carregastes com amor em vossos braços, e a gratidão meu coração entrego ao Menino Jesus, pelos benefícios que vos concedeu, oh! querido Santo Antônio. Amém.

ORAÇÃO DE LIBERTAÇÃO DE SANTO ANTÔNIO DE PÁDUA

Fazendo o sinal da cruz dirás com muito fervor:

Eis aqui a Cruz do Senhor, 

Fugi, potestades inimigas : 

O Leão de Judá descendente de David, 

Tem vencido. Aleluia. 

Este exorcismo usado frequentemente por Santo Antônio é muito eficaz contra as tentações do demônio, como o provam muitíssimos exemplos.

Constituem nessas palavras a breve carta de Santo Antônio que ele mesmo escreveu e entregou a uma devota sua para livra-la de uma forte e tenaz tentação.

Oração:

A vós, Antônio, cheio de amor a Deus e aos homens que tiveste a sorte de estreitar entre teus braços ao Menino-Deus, a ti cheio de confiança, recorro na presente tribulação que me acompanha...

Te peço também por meus irmãos mais necessitados, pelos que sofrem, pelos oprimidos, pelos marginalizados, pelos que hoje mais necessitem de tua proteção.

Fazei que nos amemos todos como irmãos, que no mundo haja amor e não ódios. Ajudai-nos a viver a mensagem de Cristo.

Vós, em presença do Senhor Jesus, não cesses de interceder a Ele, com Ele, por Ele, a favor nosso ante o Pai. Amém.

mai 30

EVANGELHO: A PORTA DE ENTRADA NO REINO DE DEUS

A PORTA DE ENTRADA

9ª SEMANA COMUM - SEGUNDA-FEIRA – 30/05/2016 –

 Evangelho  (Mc 12,1-12)

 — O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

—  PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo  Marcos

— Glória a vós, Senhor.

 Naquele tempo, 1Jesus começou a falar aos sumos sacerdotes, mestres da Lei e anciãos, usando parábolas: “Um homem plan­tou uma vinha, cercou-a, fez um lagar e construiu uma torre de guarda. Depois arrendou a vinha a alguns agricultores, e viajou para longe. 2Na época da colheita, ele mandou um empregado aos agricultores para receber a sua parte dos frutos da vinha.

3Mas os agricultores pegaram no empregado, bateram nele, e o mandaram de volta sem nada. 4Então o dono da vinha mandou de novo mais um empregado. Os agricultores bateram na cabeça dele e o insultaram.5Então o dono mandou ainda mais outro, e eles o mataram. Trataram da mesma maneira muitos outros, batendo em uns e matando outros. 6Restava-lhe ainda alguém: seu filho querido. Por último, ele mandou o filho até aos agricul­tores, pensando: ‘Eles respeitarão meu filho’. 7Mas aqueles agri­cultores disseram uns aos outros: ‘Esse é o herdeiro. Vamos matá-lo, e a herança será nossa. 8Então agarraram o filho, o mataram, e o jogaram fora da vinha. 9Que fará o dono da vinha? Ele virá, destruirá os agricultores, e entregará a vinha a outros. 10Por aca­so, não lestes na Escritura: ‘A pedra que os construtores deixa­ram de lado, tornou-se a pedra mais importante; 11isso foi feito pelo Senhor e é admirável aos nossos olhos?'”

12Então os chefes dos judeus procuraram prender Jesus, pois compreenderam que havia contado a parábola para eles. Po­rém, ficaram com medo da multidão e, por isso, deixaram Je­sus e foram-se embora.

–  Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

  FONTE http://liturgia.cancaonova.com/liturgia/

mai 30

LITURGIA DA PALAVRA: UMA PONTE PARA DEUS

UMA PONTE PARA DEUS

LEITURA SUGERIDA PARA HOJE – 9ª SEMANA COMUM - SEGUNDA-FEIRA – 30/05/2016 –

 LEITURA DA SEGUNDA CARTA DE SÃO PEDRO – (2Pd 1,2-7) –

 Caríssimos, 2graça e paz vos sejam concedidas abundantemente, porque conheceis Deus e Jesus, nosso Senhor. 3O seu divino poder nos deu tudo o que contribui para a vida e para a piedade, mediante o conhecimento daquele que, pela sua própria glória e virtude, nos chamou. 4Por meio de tudo isso nos foram dadas as preciosas promessas, as maiores que há, a fim de que vos tornásseis participantes da natureza divina, depois de libertos da corrupção, da concupiscência no mundo. 5Por isso mesmo, dedicai todo o esforço em juntar à vossa fé a virtude, à virtude o conhecimento, 6ao conhecimento o autodomínio, ao autodomínio a perseverança, à perseverança a piedade, 7à piedade o amor fraterno e ao amor fraterno, a caridade.

 .- Palavra do Senhor.

 - Graças a Deus.         

   FONTE http://liturgia.cancaonova.com/liturgia/

mai 29

JESUS SE SURPREENDE COM A FÉ DO CENTURIÃO – FREI LUDOVICO GARMUS COMENTA

JESUS E O CENTURIÃO - 2

NEM MESMO EM ISRAEL ENCONTREI TAMANHA FÉ! 9º DOMINGO DO TEMPO COMUM –

*Por Frei Ludovico Garmus, ofm –

Oração: “Ó Deus, cuja providência jamais falha, nós vos suplicamos humildemente: afastai de nós o que é nocivo, e concedi-nos tudo o que for útil”.

1. Primeira leitura: 1Rs 8,41-43

Quando um estrangeiro vier rezar no teu Templo, escuta-o.

O texto da primeira leitura faz parte de uma longa oração proferida pelo rei Salomão quando foi inaugurado o Templo e arca da aliança foi ali introduzida. O texto é nitidamente posterior ao exílio da Babilônia. Poucos dos judeus dispersos em vários países da região, após a destruição de Jerusalém em 587 a.C., voltaram para a Judeia. Os que não voltaram formaram comunidades nos países em que permaneceram; são os judeus da dispersão ou diáspora. A parte da oração que escutamos está preocupada com os judeus da diáspora, distantes do Templo e com os pagãos simpatizantes do judaísmo. Salomão pede que os judeus da diáspora, se de longe orarem, e estenderem as mãos em direção ao Templo, sejam atendidos por Deus, “lá no céu onde habita” (cf. 1Rs 8,30.38). Pede que todos sejam ouvidos, “mesmo o estrangeiro que não faz parte do teu povo”. A partir do exílio firma-se a fé num único Deus, o Deus de Israel. Na experiência de Israel, Deus quer ser mais acessível para atender às necessidades de todos os povos. Porque, na verdade, os deuses dos outros povos, representados por imagens, não são nada. São meros ídolos, estátuas feitas por mãos humanas (cf. Is 40,12-20), que não tem poder nenhum (cf. Baruc, cap. 4). Pela presença dos judeus na diáspora, os pagãos ouvem falar do “grande nome” do Deus de Israel e visitam o seu Templo, em Jerusalém. A oração pede que Deus os escute, “lá do céu onde moras” e que, conhecendo o nome de Deus, os pagãos conheçam, respeitem e o divulguem seu nome entre os povos. O Templo, porém, é apenas um intermediário da salvação da salvação. Rezando no Templo ou, de longe, voltado para o Templo, quem ouve a salva é o próprio Deus, que dispensa o Templo. Para a Samaritana, que perguntava se Deus deveria ser adorado no monte Garizim ou em Jerusalém, Jesus diz: “Os verdadeiros adoradores hão de adorar o Pai em espírito e verdade” (Jo 4,23). O próprio Jesus é o verdadeiro intermediário dos homens com Deus: “Na verdade eu vos digo: vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem” (Jo 1,51).

Salmo responsorial: Sl 116

Ide, vós, por este mundo afora

E proclamai o Evangelho a todos os povos.

2. Segunda leitura: Gl 1,1-2.6-10

Se eu ainda estivesse preocupado em agradar os homens,

não seria servo de Cristo.

Nas Cartas que escreve, Paulo procura acompanhar as comunidades por ele fundadas. Exorta os fiéis a permanecerem firmes ao evangelho por ele pregado, responde a duvidas e corrige os desvios na fé em Cristo. Escrevendo às Igrejas da Galácia, Paulo defende o evangelho que ele ensina. É o evangelho que recebeu diretamente de Cristo, o único intermediário da salvação. Quando prega o Evangelho de Cristo, Paulo não está querendo “agradar aos homens”, mas ser fiel a Cristo. Insiste que é pela fé em Cristo que obtemos a salvação e não pela observância da Lei de Moisés. Lamenta que os gálatas afastaram-se tão rápido do evangelho de Cristo para seguir “outro evangelho”, ensinado pelos que defendiam que sem observar a Lei não há salvação e, assim, dividiam a comunidade. Paulo toma posição no conflito e ordena: Quem prega outro evangelho, diferente do que ele ensinou, “seja excomungado”, isto é, excluído da comunidade.

Aclamação ao Evangelho: Jo 3,16

Deus amou o mundo tanto amou, que seu Filho entregou!

Quem no Filho crê e confia, nela encontra eterna vida.

3. Evangelho: Lc 7,1-10

Nem mesmo em Israel encontrei tamanha fé.

Lucas vê as estruturas do Império Romano com simpatia, como um campo aberto para o anúncio do Evangelho. No texto hoje lido ele nos apresenta um oficial romano (pagão) como exemplo de fé para Israel. O oficial era um homem bom, amigo dos judeus, e construiu até uma sinagoga para eles. Tinha um empregado, muito estimado, mas que estava doente, à beira da morte. Em vez de recorrer à sinagoga para salvar seu empregado, pediu que alguns anciãos judeus intercedessem junto a Jesus, cuja fama e poderes ele já conhecia. Os anciãos levaram o pedido a Jesus, que imediatamente os acompanhou até a casa do oficial. Enquanto Jesus se dirigia com os anciãos para atender ao pedido o oficial mandou alguns amigos para dizer a Jesus: “Senhor, não te incomodes, pois não sou digno de que entres em minha casa... Mas ordena com a tua palavra e meu empregado ficará curado”. O oficial romano vê a Jesus a partir de sua experiência de comandante. Bastava ele dar uma palavra de ordem e os súditos o obedeciam. Chama Jesus de “Senhor” (Kyrios), título reservado ao Imperador. Como Deus criou o universo pela sua palavra, assim também Jesus, por uma simples palavra sua, podia curar seu empregado. Jesus ficou admirado com a fé do oficial e, voltando-se para a multidão que o seguia, disse: “Eu vos declaro que nem mesmo em Israel encontrei tamanha fé”. Neste Evangelho várias atitudes de Jesus e dos que o procuram nos trazem uma lição. No começo do Evangelho Jesus tinha acabado de ensinar ao povo e no final explica à multidão o que é a verdadeira fé. No meio da multidão que o seguia, poucos eram os que viam em Jesus o “Senhor” (Kyrios), o Filho de Deus. Muitos queriam apenas tocar em Jesus ou em suas roupas para serem curados, mas na realidade não o seguiam como discípulos. O oficial romano tinha um coração bom, mas não se considerava digno de ir ao encontro de Jesus. Fez seu pedido por meio dos anciãos não em favor de um filho seu, mas de um empregado. Os anciãos se solidarizam com o oficial e intercedem a Jesus pelo empregado de um pagão amigo deles. Ao ouvir falar do pedido do pagão pelo seu empregado prestes a morrer, Jesus imediatamente se dirige à casa do oficial. Como o oficial romano, nós também não podemos tocar a Jesus. Mas esse pagão nos ensina que para seguir a Jesus, basta ouvir a sua palavra e colocá-la em prática, como a do Evangelho que acabamos de escutar. Quem procura o bem e o pratica, abre seu coração para a fé.

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*Frei Ludovico Garmus é Doutor em Exegese Bíblica, Professor de Exegese no Instituto Teológico Franciscano-ITF, em Petrópolis, escritor, conferencista e colabora com o nosso Blog, autorizando a reprodução de textos e de reflexões de sua autoria.
 

mai 29

O EVANGELHO SOB A LUZ DO ESPÍRITO SANTO

BÍBLIA - A PALAVRA DE DEUS

9º DOMINGO COMUM – 29/05/2016 –

 Evangelho  (Lc 7,1-10)

 — O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

—  PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo  Lucas

— Glória a vós, Senhor.

 Naquele tempo, 1Quando acabou de falar ao povo que o escutava, Jesus entrou em Cafarnaum.

2Havia lá um oficial romano, que tinha um empregado a quem estimava muito e que estava doente, à beira da morte. 3O oficial ouviu falar de Jesus e enviou alguns anciãos dos judeus, para pedirem que Jesus viesse salvar seu empregado.

4Chegando onde Jesus estava, pediram-lhe com insistência: “O oficial merece que lhe faças esse favor,5porque ele estima o nosso povo. Ele até nos construiu uma sinagoga”.

6Então Jesus pôs-se a caminho com eles. Porém, quando já estava perto da casa, o oficial mandou alguns amigos dizerem a Jesus: “Senhor, não te incomodes, pois não sou digno de que entres em minha casa. 7Nem mesmo me achei digno de ir pessoalmente ao teu encontro. Mas ordena com a tua palavra, e o meu empregado ficará curado. 8Eu também estou debaixo de autoridade, mas tenho soldados que obedecem às minhas ordens. Se ordeno a um: ‘Vai!’, ele vai; e a outro: ‘Vem!’, ele vem; e ao meu empregado: ‘Faze isto!’, ele o faz’”.

9Ouvindo isto, Jesus ficou admirado. Virou-se para a multidão que o seguia, e disse: “Eu vos declaro que nem mesmo em Israel encontrei tamanha fé”. 10Os mensageiros voltaram para a casa do oficial e encontraram o empregado em perfeita saúde.

–  Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

  FONTE http://liturgia.cancaonova.com/liturgia/  

mai 29

FELIZES OS QUE CRERAM – SEMANÁRIO DOMINICAL

PAULO DAHER

9º DOMINGO COMUM – 29.05.2016 –

 *Por Monsenhor Paulo Daher –

 No 1º livro dos Reis, 8, 41-43, o rei Salomão fez uma prece comovente a Deus.  Supôs que um não judeu que ouviu falar de Deus viria ao templo sagrado para orar. Que o Senhor o ouça e atenda para que todos os povos da terra conheçam o nome de Deus e o respeitem como faz o seu povo no templo que Salomão construiu. 

Pensamento e prece de um tempo em que o rei Salomão era muito inspirado pelos caminhos do bem , da verdade, em agradecimento ao Senhor por tantos gestos de carinho que recebeu. 

Seguindo as orientações de seu pai o rei Davi, Salomão construiu esta morada maravilhosa para Deus: o templo santo de Jerusalém. Seria um lugar digno para que o povo manifestasse sua fé no Deus único e verdadeiro. E que fosse um sinal vem visível da grandeza de Deus para todos os povos. 

E aí Salomão não se contém em orgulhar-se pelo feito grandioso e por esta obra estupenda para Deus, mas pensava também que este lugar poderia ser uma luz para atrair muitas pessoas para conhecerem e amarem também o Deus único e verdadeiro 

E então sua prece manifesta a acolhida que o templo deveria ser para todos os que estivessem buscando uma certeza para uma vida melhor, e pudessem encontrar neste lugar sagrado a oportunidade para esta escolha. 

Nossa religião oferece constantemente também oportunidades para todos os que com sinceridade de coração estão procurando a Deus até sem o saberem. E muitas preces nossas são nesta intenção. Que aqueles que ainda não conheçam o Cristo encontrem Jesus nos caminhos de suas vidas. 

Nós também pessoalmente conhecemos pessoas que já foram de Cristo e agora estão afastados. Até são nossos parentes e amigos. Que nossa atitude não seja de nos distanciarmos deles, como a não nos mancharmos com seus erros, ou a condená-los, mas de misericórdia, como o Papa Francisco nos pede, orar por eles. Nunca deixar de oferecer alguma oportunidade de se lembrarem do Senhor que muito os ama. 

Na Carta aos Gálatas, 1, 1-2.6-10, o apóstolo Paulo, confessa ter sido escolhido por Deus para uma missão apostólica. Daí lamenta que os gálatas tenham tão rápido esquecido a mensagem de Cristo. Recomenda que não devam dar atenção a quem ensina evangelho diferente de Cristo. Que sejam rigorosos, não aceitando que continue no meio dos fiéis. Mesmo que as palavras dele agradem. Ele, Paulo não se preocupa em para agradar a alguém ensinar evangelho diferente. 

Todos que recebemos  a redenção de Cristo e somos guiados por Ele não só devemos cuidar deste tesouro que é a presença do Senhor em nossa vida, mas recebemos a missão de fazer Cristo conhecido e amado por todas as pessoas. Mas Aquele que apresentamos a todos para que O conheçam e amem tem de ser o Cristo verdadeiro. Não o Cristo que talvez seja mais conforme nosso gosto e prazer. 

Paulo que se encontrou com Jesus na estrada de Damasco,(At 9, 3-6) iluminado inteiramente por sua luz, sente que, assim como o Cristo verdadeiro e exigente tem guiado sua vida pessoal e sua missão, deve ser apresentado como é, sem adaptações nem concessões ao gosto de cada um. 

Não basta transmitir aos outros uma luz fraca de vela da fé, que não transforma a vida de ninguém, antes o acomoda ao que deseja. Temos de transmitir a tocha ardente do amor de Cristo com todas os desafios diante de forças contrárias. Foi isso que inspirou os mártires dos primeiros séculos e os de hoje. Foi esta imagem fiel do Cristo Crucificado e Ressuscitado vivo no meio de nós que conduziu e conduz todos os santos. 

De vez em quando volta à minha memória a frase de Santa Teresa de Ávila: ou sofrer ou morrer! Sempre me incomodou e confundiu. Como se não sofrer prefiro morrer! Que é isso? Este sofrer é a luta constante pelo reino de Deus em nós e em nosso trabalho missionário. É não ficar parado, esperando o Reino acontecer. 

Enquanto estamos vivos somos chamados à ação, a ir ao encontro, a não descansar. Para descansar teremos toda a eternidade. (Rm 13, 11-14). 

Há pessoas que começam bem sua vida cristã em sua família, na paróquia. Com o tempo e mudando de lugar ou ainda vivendo em outros ambientes, vão esmorecendo em sua fé e se acomodando à vida mais fácil, mais conforme o que Jesus chamava do espírito do mundo. Este mundo que procura mais satisfazer o seu ego. 

Que o Espírito Santo continue a nos iluminar e aquecer com seu amor sem desanimar. Que nossas promessas de retomar o caminho da verdade e do bem não fiquem só em palavras.        

Em Lucas, 7, 1-10, um oficial romano ouviu falar de Jesus e mandou anciãos judeus pedirem a Ele que curasse um seu empregado que estava doente. Eles elogiaram a bondade e a amizade do oficial. Jesus foi, mas quando estava a meio do caminho,  o oficial mandou dizer que Jesus não precisava ir à sua casa, bastava que dali dissesse uma palavra e sabia que o curaria. Jesus se admirou e disse que não tinha visto tanta fé em alguém. Ao chegarem em casa os empregados encontraram o enfermo já curado. 

Admiramos este oficial romano, que ajudava muito os judeus em sua vida religiosa. E tendo ouvido falar de Jesus pediu por seu empregado enfermo. Há muita gente que se vale de sua posição social e poder para atender às necessidades dos outros. 

O ser humano quando investido de uma certa força pessoal ou social às vezes perde a cabeça. Torna-se como que senhor dos outros. Nada temos que não tenhamos recebido de Deus (1 Cor 4, 7)para servir aos outros. 

Realizamos melhor nossa vida não olhando mais para nós mesmos. Homem algum é uma ilha, diz-se. E é verdade. A afirmação da bíblia: não é bom que o homem esteja só(Gn 2,18), caracteriza nossa natureza. Desde o início de nossa existência dependemos dos outros. Mas uma vez amadurecidos devemos participar também da vida de todos. 

Se eu pensar só em mim mesmo, vou me prejudicar. Não tenho tudo o que preciso. A vida humana, como tudo em a natureza, depende da participação de outros. Não devemos confundir personalidade, individualidade com individualismo egoísta. Todos precisam de mim como eu preciso de todos. A participação em vez de ser tirar algo de mim, me acrescenta mais ainda o que preciso. 

Na vida há sempre mão e contra mão. Percorrer as estradas da vida sozinho vai me apresentar mil surpresas. Quem vai leva o desejo, o ideal, a esperança. Quem volta e se comunica, confirma qual o verdadeiro caminho. 

A experiência de cada pessoa fica perdida se for guardada só para si.

Sobre a figura deste oficial romano, admiramos sua preocupação com seu empregado e a fé que foi elogiada por Jesus. Cristo uniu duas coisas: a atenção amiga para com um que o servia, e a confiança em Jesus. Sua fé tem origem no que ouvira falar de Cristo. Não era nem judeu, nem seguidor. Mas o que ouvira falar de Jesus, sem nem o ver, nem acompanhá-lo foi suficiente para acreditar no poder do Senhor. 

Felizes os que não viram e creram (Jo 20.29).

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*Monsenhor Paulo Daher é Sacerdote da  Diocese de Petrópolis, e colabora enviando gentilmente seus comentários aos textos litúrgicos da semana.

mai 29

JESUS E O CENTURIÃO – A PALAVRA DO SACERDOTE

JESUS E O CENTURIÃO

SABER PEDIR –

*Por Mons. José Maria Pereira –

            O Evangelho (Lc 7, 1-10) apresenta-nos a figura de um centurião que é modelo de muitas virtudes: fé, humildade, confiança no Senhor.

            Este centurião é também para nós um exemplo de homem que sabe pedir. A fé deste homem arrancou a admiração de Jesus, porque se diz que “Jesus ficou admirado”.

            É uma fé humilde. A humildade deste homem é verdadeiramente surpreendente e transparece em tantos particulares (Não só nas famosas palavras: Eu não sou digno..., antes de tudo da relação que há entre ele e seu servo: aquele servo não é uma coisa, mas uma pessoa, um amigo(“a quem prezava”); por ele, se dispõe pessoalmente, e esta é humildade, da melhor qualidade! Indica que, também na vida, ele não é um homem que olha os outros do alto de seu cargo, não faz pesar sua superioridade, mas sabe colocar-se ao lado dos mais humildes. Em segundo lugar, ele não vai pessoalmente a Jesus, porque, como pagão, se considera indigno de comparecer à sua frente.

            É a própria fé deste homem que é humilde; tem uma fé  capaz de deslocar montanhas, e não o percebe, aliás, parece até se envergonhar, porque tenta justificá-la. Como se dissesse: nenhum mérito há de minha parte em crer que tu podes curar meu servo; vejo como me obedecem meus súditos!

            Mas exatamente aqui está o milagre de sua fé que arranca a admiração de Jesus: “Também eu estou debaixo de autoridade, mas tenho soldados que obedecem às minhas ordens. Se ordeno a um: Vai, ele vai; e a outro: Vem! ele vem; e ao meu empregado: Faze isto!, ele o faz” (Lc 7, 8). A lógica é clara: ele responde pelos próprios atos diante de seu superior, este por sua vez ao governador local, que por fim responde a César, em Roma. A autoridade que se espera seja exercida por Jesus se encontra nas mesmas condições. A argumentação é notável!

            Este homem entendeu – certamente pelo dom do Espírito Santo – que os milagres de Jesus brotam de sua obediência ao Pai e isto, em Israel, não o tinha entendido ninguém, nem mesmo os discípulos mais íntimos! Entende-se por que Jesus ficou comovido.

            O ensinamento mais importante desse texto evangélico é a fé do centurião; a qualidade daquela fé! É uma fé humilde, sim, mas corajosa; dir-se-ia até mal-educada, indiscreta, segura demais de si, se isto não resultasse que a Jesus agradava exatamente assim: “Em verdade, vos digo: se alguém disser a esta montanha: arranca-te e joga-te no mar, sem duvidar no coração, mas acreditando que vai acontecer, então acontecerá” (Mc 11,23). O dito de Jesus quer dizer que a fé faz superar todos os obstáculos; que entre o que Deus pede ao homem com a fé e aquilo que ele está disposto a lhe dar há a mesma desproporção que existe entre um grãozinho de mostarda e um monte que se desloca.

            O centurião colocou seu servo nas mãos de Jesus; sabia que não podia fazer outra coisa a não ser o bem: e voltando para a casa do centurião os que haviam sido enviados, encontraram o servo curado.

            Eis o ensinamento do Evangelho de hoje: crer de maneira simples e corajosa, ousar muito em matéria de fé, pedir “sem duvidar.”

            Nossa fé é, muitas vezes, extremamente intelectual, muito cerebral; consiste em crer que aquilo que Deus falou seja verdadeiro(crer na veracidade de Deus), mas não em crer que o que prometeu acontecerá (crer no poder de Deus). Enfim, falta-nos a fé nos milagres.

            Revistamo-nos da humildade do centurião com aquelas palavras que ele foi o primeiro a dizer e que atravessaram os séculos até nós: Senhor, não sou digno; mas abracemos também sua fé: Dize somente uma palavra e eu ficarei curado.

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*Mons. José Maria Pereira, Sacerdote da Diocese de Petrópolis, é, também, Professor e Reitor do Seminário Diocesano Nossa Senhora do Amor Divino, colaborando com este Blog enviando, semanalmente, a homilia do domingo e, quinzenalmente, a de quarta-feira.

mai 29

NA LITURGIA, A PRESENÇA DO ESPÍRITO SANTO

LITURGIA EM FOCO

LEITURAS SUGERIDAS PARA HOJE – 9º DOMINGO COMUM – DOMINGO – 29/05/2016 –

 PRIMEIRA LEITURA

 LEITURA DO PRIMEIRO LIVRO DOS REIS – (1Rs 8,41-43) –

 Naqueles dias, Salomão rezou no Templo, dizendo: 41“Senhor, pode acontecer que até um estrangeiro que não pertence a teu povo, Israel, 42escute falar de teu grande nome, de tua mão poderosa e do poder de teu braço. Se, por esse motivo, ele vier de uma terra distante, para rezar neste templo, 43Senhor, escuta então do céu onde moras e atende a todos os pedidos desse estrangeiro, para que todos os povos da terra conheçam o teu nome e o respeitem, como faz o teu povo Israel, e para que saibam que o teu nome é invocado neste templo que eu construí”.

 .- Palavra do Senhor.

 - Graças a Deus.         

 SALMO RESPONSORIAL

 — Ide, vós, por este mundo afora/ e proclamai o Evangelho a todos!

— Ide, vós, por este mundo afora/ e proclamai o Evangelho a todos!

 SEGUNDA LEITURA

 LEITURA DA CARTA DE SÃO PAULO AOS GÁLATAS  (Gl 1,1-2.6-10)

 1Eu, Paulo, apóstolo — não por iniciativa humana, nem por intermédio de nenhum homem, mas por Jesus Cristo e por Deus Pai que o ressuscitou dos mortos — 2e todos os irmãos que estão comigo, às Igrejas da Galácia.

6Admiro-me de terdes abandonado tão depressa aquele que vos chamou, na graça de Cristo, e de terdes passado para um outro evangelho. 7Não que haja outro evangelho, mas algumas pessoas vos estão perturbando e querendo mudar o Evangelho de Cristo.

8Pois bem, mesmo que nós ou um anjo vindo do céu vos pregasse um evangelho diferente daquele que vos pregamos, seja excomungado. 9Como já dissemos e agora repito: Se alguém vos pregar um evangelho diferente daquele que recebestes, seja excomungado.

10Será que eu estou buscando a aprovação dos homens ou a aprovação de Deus? Ou estou procurando agradar aos homens? Se eu ainda estivesse preocupado em agradar aos homens, não seria servo de Cristo.

- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.

  FONTE http://liturgia.cancaonova.com/liturgia/

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