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Sementes de vida, ������© tempo de semear

Arquivo por mês: fevereiro 2016

fev 29

O PAPA FRANCISCO EM SINTONIA COM JESUS

LEONARDO BOFF - ATUAL

O PAPA FRANCISCO RESGATA O BOM-SENSO DE JESUS –

 *Por Leonardo Boff –

             O eixo estruturador dos discursos do Papa Francisco não são as doutrinas e os dogmas da Igreja Católica. Não que as preze menos. Sabe que elas são criações teológicas criadas historicamente. Elas provocaram guerras de religião, cismas, excomunhões, teólogos e mulheres (como Joana D’Arc e as tidas por “bruxas”) queimados na fogueira da inquisição. Isso durou por séculos e o autor destas linhas fez uma amarga experiência no cubículo onde se interrogavam os acusados no edifício severo da ex-Inquisição, à esquerda da basílica de São Pedro.

            O Papa Francisco revoluciona o pensamento da Igreja remetendo-se à prática do Jesus histórico. Ela resgata o que hodiernamente se chama “a Tradição de Jesus” que é anterior aos atuais evangelhos, escritos 30-40 anos após a sua execução na cruz. A Tradição de Jesus ou também, como nos Atos dos Apóstolos se chama “o caminho de Jesus” se funda mais em valores e ideais que em doutrinas. Essenciais são o amor incondicional, a misericórdia, o perdão, a justiça e a preferência pelos pobres e marginalizados e a total abertura a Deus Pai. Ele, na verdade, não pretendeu fundar una nova religião. Ele quis nos ensinar a viver. Viver com fraternidade, solidariedade e cuidado de uns para com os outros.

            O que mais ressalta em Jesus é o bom-senso. Dizemos que alguém tem bom senso quando para cada situação tem a palavra certa, o comportamento adequado e quando atina logo com o cerne da questão. O bom-senso está ligado à sabedoria concreta da vida. É distinguir o essencial do secundário. É a capacidade de ver e de colocar as coisas em seu devido lugar. O bom-senso é o oposto ao exagero. Por isso, o louco e o gênio que em muitos pontos se aproximam, aqui se distinguem fundamentalmente. O gênio é aquele que radicaliza o bom-senso. O louco, radicaliza o exagero.

            Jesus, como nos testemunham os evangelhos, evidenciou-se como um gênio do bom-senso. Um frescor sem analogias perpassa tudo o que diz e faz. Deus em sua bondade, o ser humano com sua fragilidade, a sociedade com suas contradições e a natureza com seu esplendor comparecem numa imediatez cristalina. Não faz teologia. Nem apela para princípios morais superiores. Nem se perde numa casuística tediosa e sem coração. Suas palavras e atitudes mordem em cheio no concreto onde a realidade sangra é levada a tomar uma decisão diante de si mesmo e de Deus.

            Suas admoestações são incisivas e diretas: ”reconcilia-te com teu irmão”(Mt 5,24). “Não jureis de maneira nenhuma”(Mt 5, 34). “Não resistais aos maus e, se alguém te esbofetear a face direita, dá-lhe também a outra”(Mt 5, 39).”Amai vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem”(Mt,5, 34). “Quando deres esmola, que a mão esquerda não saiba o que faz a direita”(Mt 6, 3).

            Esse bom-senso tem faltado à Igreja institucional (Papas, bispos e padres), não à Igreja da base, especialmente em questões morais. Aqui é severa e implacável. Sacrifica as pessoas em sua dor aos princípios abstratos. Rege-se antes pelo poder do que pela misericórdia. E os santos e sábios nos advertem: onde impera o poder, se esvai o amor e desaparece a misericórdia.

            Como é diferente o Papa Francisco. A qualidade principal de Deus, nos diz, é a misericórdia. À miúde repete: “Sede misericordiosos como vosso Pai celeste é misericordioso”(Lc 6, 36). Ele explica o sentido etimológico da misericórdia: miseris cor dare”: “dar o coração aos míseros”, aos que padecem. Numa fala no Angelus de 6 de abril de 2014 diz com voz alterada: ”Escutai bem: não existe limite algum para a misericórdia divina oferecida a todos”. Pede que a multidão repita com ele: “Não existe limite algum para a misericórdia divina oferecida a todos”.

            Dá uma de teólogo ao recordar a concepção de São Tomás de Aquino segundo o qual, no que se refere à prática, a misericórdia é a maior das virtudes “porque cabe-lhe derramar-se para os outros e mais ainda socorre-los em suas debilidades”.

            Cheio de misericórdia, face aos riscos da epidemia da zica abre espaço para o uso de anticoncepcionais. Trata-se de salvar vidas: “evitar a gravidez não é um mal absoluto”, disse em sua vista ao México em fevereiro deste ano. Aos novos cardeais diz com todas as palavras: “A Igreja não condena para sempre. O castigo do inferno com o qual atormentava os fiéis não é eterno”. Deus é um mistério de inclusão e de comunhão, jamais de exclusão. A misericórdia é sempre triunfante.

            Isso significa que temos que interpretar as referências ao inferno na Bíblia, não fundamentalisticamente, mas pedagogicamente, uma forma de nos levar a fazer o bem. Logico, não se entra de qualquer jeito no Reino da Trindade. Passar-se-á pela clínica purificadora de Deus até irromper, purificados, para dentro da eternidade bem-aventurada.

            Tal mensagem é verdadeiramente libertadora. Ela confirma sua exortação apostólica “A alegria do Evangelho”.

            Tal alegria é oferecida a todos, também aos não cristãos, porque é uma caminho de humanização e de libertação.

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*Leonardo Boff é articulista do JB on line escreveu:” Os direitos do coração”, Paulus 2016.
**Leonardo Boff foi professor de Teologia no Instituto Teológico Franciscano de Petrópolis. Coordenou as publicações religiosas da Editora Vozes. Foi professor de Ética e Filosofia da Religião na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e professor-visitante em várias universidades estrangeiras. Hoje é referência nacional na reflexão de temas como ética, ecologia e espiritualidade. É membro da Iniciativa Internacional Carta da Terra. Publicou mais de 70 livros, alguns premiados no Brasil e no estrangeiro. É colunista do Jornal do Brasil, on line, e de jornais de inúmeras cidades brasileiras. Contato –www.leonardoboff.com
 

fev 29

VINDE ESPÍRITO SANTO, ENCHEI OS CORAÇÕES DOS VOSSOS FIEIS!

ESPÍRITO SANTO-4

ORAÇÃO PEDINDO DONS DO ESPÍRITO SANTO (Is 11,1-3)

    Espírito Santo, concedei-me o dom da sabedoria, a fim de que cada vez mais aprecie as coisas divinas e, abrasado pelo fogo do Vosso amor, prefira com alegria as coisas do céu a tudo o que é mundano, e me una para sempre a Cristo, sofrendo neste mundo por Seu amor.

   Espírito Santo, concedei-me o dom do entendimento, para que, iluminado pela luz celeste da Vossa graça, bem entenda as sublimes verdades da salvação e da doutrina da santa religião.

   Espírito Santo, concedei-me o dom do conselho, tão necessário nos melindrosos passos da vida, para que escolha sempre aquilo que mais Vos seja do agrado, siga em tudo Vossa divina graça e saiba socorrer meu próximo com bons conselhos.

   Espírito Santo, concedei-me o dom da fortaleza, para que despreze todo respeito humano, fuja do pecado, pratique a virtude com santo fervor e afronte com paciência, e mesmo com alegria do espírito, o desprezo, o prejuízo, as perseguições e a própria morte, antes de renegar por palavras e obras a Cristo.

   Espírito Santo, concedei-me o dom da ciência, para que conheça cada vez mais minha própria miséria e fraqueza, a beleza da virtude e o valor inestimável da alma, e para que sempre veja claramente as ciladas do demônio, da carne, do mundo, a fim de evitá-las.

   Espírito Santo, concedei-me o dom da piedade, que me tornará delicioso o trato e colóquio Convosco na oração e me fará amar a Deus com íntimo amor como meu Pai, a Maria Santíssima como minha mãe e a todos os homens como meus irmãos em Jesus Cristo.

   Espírito Santo, concedei-me o dom do temor de Deus, para que me lembre sempre, com suma reverência e profundo respeito, da Vossa divina presença, trema como os anjos diante da Vossa divina majestade e nada receie tanto como desagradar Vossos santos olhos!

    Vinde, Espírito Santo, ficai comigo e derramai sobre mim Vossas divinas bênçãos. Em nome de Jesus. Amém.

fev 29

EVANGELHO DE HOJE: LEIA E DIVULGUE

BÍBLIA - 2016

3ª SEMANA DA QUARESMA - SEGUNDA-FEIRA – 29/02/2016 –  

 Evangelho  (Lc 4,24-30)

 — O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

 — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas.

 — Glória a vós, Senhor.

Jesus, vindo a Nazaré, disse ao povo na sinagoga: 24“Em verdade eu vos digo que nenhum profeta é bem recebido em sua pátria. 25De fato, eu vos digo: no tempo do profeta Elias, quando não choveu durante três anos e seis meses e houve grande fome em toda a região, havia muitas viúvas em Israel. 26No entanto, a nenhuma delas foi enviado Elias, senão a uma viúva em Sarepta, na Sidônia. 27E no tempo do profeta Eliseu, havia muitos leprosos em Israel. Contudo, nenhum deles foi curado, mas sim Naamã, o sírio”.

28Quando ouviram estas palavras de Jesus, todos na sinagoga ficaram furiosos. 29Levantaram-se e o expulsaram da cidade. Levaram-no até o alto do monte sobre o qual a cidade estava construída, com a intenção de lançá-lo no precipício. 30Jesus, porém, passando pelo meio deles, continuou o seu caminho.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

  FONTE http://liturgia.cancaonova.com/liturgia/    

fev 29

LITURGIA: A PALAVRA VIVA NA VIDA DA IGREJA

LITURGIA DIÁRIA-2016

LEITURAS SUGERIDAS PARA HOJE – 3ª SEMANA DA QUARESMA - SEGUNDA-FEIRA 29/02/2016 –

 Primeira Leitura (2Rs 5,1-15a)

 Leitura do Segundo Livro dos Reis.

 Naueles dias, 1Naamã, general do exército do rei da Síria, era um homem muito estimado e considerado pelo seu senhor, pois foi por meio dele que o Senhor concedeu a vitória aos arameus. Mas esse homem, valente guerreiro, era leproso.

2Ora, um bando de arameus que tinha saído da Síria, tinha levado cativa uma moça do país de Israel. Ela ficou a serviço da mulher de Naamã. 3Disse ela à sua senhora: “Ah, se meu senhor se apresentasse ao profeta que reside em Samaria, sem dúvida, ele o livraria da lepra de que padece!”

4Naamã foi então informar o seu senhor: “Uma moça do país de Israel disse isto e isto”. 5Disse-lhe o rei Aram: “Vai, que eu enviarei uma carta ao rei de Israel”. Naamã partiu, levando consigo dez talentos de prata, seis mil siclos de ouro e dez mudas de roupa. 6E entregou ao rei de Israel a carta, que dizia: “Quando receberes esta carta, saberás que eu te enviei Naamã, meu servo, para que o cures de sua lepra”.

7O rei de Israel, tendo lido a carta, rasgou suas vestes e disse: “Sou Deus, porventura, que possa dar a morte e a vida, para que este me mande um homem para curá-lo de lepra? Vê-se bem que ele busca pretexto contra mim”.8Quando Eliseu, o homem de Deus, soube que o rei de Israel havia rasgado as vestes, mandou dizer-lhe: “Por que rasgaste tuas vestes? Que ele venha a mim, para que saibas que há um profeta em Israel”.

9Então Naamã chegou com seus cavalos e carros, e parou à porta da casa de Eliseu. 10Eliseu mandou um mensageiro para lhe dizer: “Vai, lava-te sete vezes no Jordão, e tua carne será curada e ficarás limpo”.

11Naamã, irritado, foi-se embora, dizendo: “Eu pensava que ele sairia para me receber e que, de pé, invocaria o nome do Senhor, seu Deus, e que tocaria com sua mão o lugar da lepra e me curaria. 12Será que os rios de Damasco, o Abana e o Fartar, não são melhores do que todas as águas de Israel, para eu me banhar nelas e ficar limpo?” Deu meia-volta e partiu indignado.

13Mas seus servos aproximaram-se dele e disseram-lhe: “Senhor, se o profeta te mandasse fazer uma coisa difícil, não a terias feito? Quanto mais agora que ele te disse: ‘Lava-te e ficarás limpo”’. 14Então ele desceu e mergulhou sete vezes no Jordão, conforme o homem de Deus tinha mandado, e sua carne tornou-se semelhante à de uma criancinha, e ele ficou purificado.

15aEm seguida, voltou com toda a sua comitiva para junto do homem de Deus. Ao chegar, apresentou-se diante dele e disse: “Agora estou convencido de que não há outro Deus em toda terra, senão o que há em Israel!”

 .- Palavra do Senhor.

 - Graças a Deus.

 SALMO RESPONSORIAL (41)

 — Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo: e quando verei a face de Deus?

 — Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo: e quando verei a face de Deus?

 — Assim como a corça suspira pelas águas correntes, suspira igualmente minh’alma por vós, ó meu Deus!

 — Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo: e quando verei a face de Deus?

 — A minh’alma tem sede de Deus, e deseja o Deus vivo. Quando terei a alegria de ver a face de Deus?

 — Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo: e quando verei a face de Deus?

 — Enviai vossa luz, vossa verdade: elas serão o meu guia; que me levem ao vosso Monte santo, até vossa morada!

 — Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo: e quando verei a face de Deus?

  

FONTE http://liturgia.cancaonova.com/liturgia/

fev 28

A ÁRVORE QUE NÃO PRODUZ FRUTOS, SERÁ CORTADA!

TRONCO DA ÁRVORE Chances e cuidados de Deus - Lc 13,1-9 -

Saudação

- A mim e a você, que navegamos neste ambiente virtual,

a paz de Deus, nosso Pai,

a graça e a alegria de Nosso Senhor Jesus Cristo,

no amor e na comunhão do Espírito Santo.

- Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!

Preparo-me para a Leitura, rezando:

Creio meu Deus,

Que estou diante de ti,

Que me vês e escutas minhas orações

És tão grande e tão santo: eu te adoro.

Tu me deste tudo, eu te agradeço.

Foste ofendido por mim:

Eu te peço perdão de todo o coração.

Tu és tão misericordioso:

Eu te peço todas as graças

que sabes serem necessárias para mim.

1. Leitura (Verdade)

O que diz o texto do dia? Leio atentamente o texto Lc 13,1-9, na minha Bíblia e observo pessoas que comentam com Jesus sobre a necessidade de arrependimento dos pecados e de contínua conversão do coração. Naquela mesma ocasião algumas pessoas chegaram e começaram a comentar com Jesus como Pilatos havia mandado matar vários galileus, no momento em que eles ofereciam sacrifícios a Deus. Então Jesus disse: - Vocês pensam que, se aqueles galileus foram mortos desse jeito, isso quer dizer que eles pecaram mais do que os outros galileus? De modo nenhum! Eu afirmo a vocês que, se não se arrependerem dos seus pecados, todos vocês vão morrer como eles morreram. E lembrem daqueles dezoito, do bairro de Siloé, que foram mortos quando a torre caiu em cima deles. Vocês pensam que eles eram piores do que os outros que moravam em Jerusalém? De modo nenhum! Eu afirmo a vocês que, se não se arrependerem dos seus pecados, todos vocês vão morrer como eles morreram. Então Jesus contou esta parábola: - Certo homem tinha uma figueira na sua plantação de uvas. E, quando foi procurar figos, não encontrou nenhum. Aí disse ao homem que tomava conta da plantação: "Olhe! Já faz três anos seguidos que venho buscar figos nesta figueira e não encontro nenhum. Corte esta figueira! Por que deixá-la continuar tirando a força da terra sem produzir nada?" Mas o empregado respondeu: "Patrão, deixe a figueira ficar mais este ano. Eu vou afofar a terra em volta dela e pôr bastante adubo. Se no ano que vem ela der figos, muito bem. Se não der, então mande cortá-la."

Refletindo

Num mundo em que se busca justificativa para tudo e isenção das culpas mais evidentes, falar em arrependimento, significando admitir que se cometeu erro e se busca um processo de reconhecimento e de conversão, parece muito difícil. Parece até “fora de moda”. No entanto, é a proposta do Reino, é o que fala Jesus ao povo. Na narração do Evangelho de Lucas o que para os galileus foi uma desgraça passou a ser uma advertência aos demais. No Salmo 50 já se recitava: “Atenção, vós que esqueceis a Deus (...) A quem corrige sua conduta, eu farei desfrutar a salvação de Deus” (VV. 22 e 24). A parábola contada pelo Mestre, aponta para a paciência de Deus que espera e que cerca de cuidados a figueira que não produz frutos. Ele “afofa a terra em volta dela”, ou seja, oferece-lhe possibilidades. Põe “bastante adubo”, quer dizer, apresenta-lhe incentivos que visam suprir as deficiências em substâncias vitais à sobrevivência. Deus é representado neste homem que espera frutos de sua figueira. O tempo de Jesus Mestre não é só de admoestação, mas de oportunidade de conversão, de salvação. O texto fala de 3 anos de improdutividade da figueira. Deus é infinitamente paciente, mas cada árvore – cada um de nós – pode esgotar seu tempo de tolerância.

2. Meditação (Caminho)

O que o texto diz para mim, hoje? Entro em diálogo com o texto. Reflito e atualizo. Como vejo as catástrofes no mundo de hoje? Os tsunamis, as enchentes, as secas, os terremotos? Como está meu processo de conversão? Admito que erro, que preciso viver um processo contínuo de conversão? Minha figueira tem produzido frutos? Quais são os adubos de Deus na minha vida? Meditando Os bispos em Aparecida falaram de quatro eixos que devem ser reforçados na Igreja. O primeiro deles é a conversão. Dizem: “ Em nossa Igreja devemos oferecer a todos os nossos fiéis um “encontro pessoal com Jesus Cristo”, uma experiência religiosa profunda e intensa, um anúncio kerigmático e o testemunho pessoal dos evangelizadores, que leve a uma conversão pessoal e a uma mudança de vida integral “ (DAp 226, a).

3.Oração (Vida)

O que o texto me leva a dizer a Deus?

Oração da CFE 2016

Deus da vida, da justiça e do amor,

Tu fizeste com ternura o nosso planeta,

morada de todas as espécies e povos.

Dá-nos assumir, na força da fé

e em irmandade ecumênica,

a corresponsabilidade na construção

de um mundo sustentável

e justo, para todos.

No seguimento de Jesus,

Com a Alegria do Evangelho

e com a opção pelos pobres.

Amém!

4.Contemplação (Vida e Missão)

Qual meu novo olhar a partir da Palavra? Vou olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus. Vou eliminar do meu modo de pensar e agir aquilo que não vem de Deus, que não é conforme o Projeto de Jesus Mestre, que me impede de dar frutos. Vou demonstrar pela vida que vivo em contínua conversão.

Bênção

- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.

- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.

- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.

- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

Ir. Patrícia Silva, fsp

patricia.silva@paulinas.com.br

fev 28

REFLEXÕES SOBRE AS LEITURAS DO DIA

PAULO DAHER

3º domingo da Quaresma – 28.02 - 

*Por Monsenhor Paulo Daher - 

 No livro do Êxodo,  3, 1-8a.13-15,  Moisés apascentando o rebanho de Jetro, perto do Monte Horeb, reparou que a planta sarça estava em chamas mas não se consumia ! Foi ver de perto. Ouviu uma voz:                 ”  – Moisés! Moisés!”  Respondeu: “  –  Aqui estou !”  E de novo a voz disse: “  – Não te aproximes. Tira as sandálias, porque a terra em pisas é sagrada. Eu sou o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó.”  (Moisés, velou sua face, com medo de olhar para o Senhor.) “ Eu ouvi o clamor de meu povo. Venho libertá-lo de seus sofrimentos no Egito e conduzi-lo para uma terra onde corre leite e mel.” Moisés falou: “  –  Quando eu disser ao povo que o Senhor me mandou, vão perguntar:  – Quem é ele?”  O Senhor falou:  “ –  Dirás:  Eu sou aquele que é. O Deus de seus pais Abraão, Isaque e Jacó me enviou a vocês.”

            Não podemos conhecer com antecedência todos os caminhos de Deus. Podemos organizar nossa vida, preparar o que pretendemos ser e fazer. Enfim sobre nossa vida pessoal temos muitas possibilidades de escolha. E mesmo assim deparamos muitas vezes com surpresas.  

            Mas convivemos com outras pessoas. Juntando o que somos e fazemos. As possibilidades de abarcar as circunstâncias de nossas vidas, ficam mais desconhecidas ainda.

            Em nossa maneira comum de pensar e programar, podemos visua-lizar causas e efeitos de ações em a natureza, e muitas vezes no relaciona-mento entre as pessoas. Mesmo assim deparamos com o imprevisível.

             A vida de Moisés é cheia de surpresas. Seu nome significa, “salvo das águas”. Procure acompanhar a vida dele no livro do Êxodo a partir do c.2). Página por página deste livro encontramos surpresas após surpresas.

            No trecho de hoje, este misterioso e inusitado encontro de Deus com Moisés dá início a uma grande epopeia do povo judeu, já escravo no Egito.

            Este caso com os detalhes pode ajudar-nos a trabalhar um pouco mais no crescimento de nossa fé. Cada dia buscando na Palavra de Deus não só um conhecimento maior e melhor de quem é Cristo, mas relacionarmos mais com o Senhor. Isto vai fazer-nos sentir mais de perto Jesus e como ele quer dar-se a conhecer mais a nós. Trata-se quase como exercício de convivência com o Mestre como fizeram os apóstolos e todos os santos.

            Nossa maneira de conhecer alguém não é só saber o que dizem dele, nem mesmo o que essa pessoa fala, mas como reage na vida pessoal, em seu relacionamento com os outros e com os fatos da vida.

            O modo de viver e se relacionar com os outros ajuda-nos mais a conhecer quem é alguém do que só ouvir falar dele e até ouvi-lo.

Se você tiver paciência, escolha um momento calmo, prepare-se por uma oração confiante ao Espírito Santo, e comece a se lembrar de tudo o que até hoje aconteceu em sua vida desde o tempo em que tiver memória.

            Não demore nos momentos tristes ou de sofrimento. Descubra a mão de Deus guiando cada passo de sua vida. Diante de cada quadro diga com toda a fé e amor: Obrigado, Senhor. Sei que estás conduzindo minha vida. Eu a coloco em tuas mãos. E no final de tudo, faça uma prece sincera de louvor ao Senhor por sua bondade e misericórdia para com você. Peça a Nossa Senhora que ensine você a orar com fé entregando seu passado, seu presente e seu futuro nas misericordiosas mãos do Senhor. 

Na 1ª carta aos Coríntios, 10,1-6.10-12, o apóstolo lembra a caminhada do povo de Deus pelo deserto, guiados pela nuvem, atravessaram o mar, se alimentaram do mesmo alimento espiritual na esperança do Cristo. E muitos morreram no deserto porque não obedeceram ao Senhor. Não sigam pois seu mau exemplo. É uma lição para nós. Quem pensa estar em pé tome cuidado para não cair.     

            Os acontecimentos mais antigos da caminhada do povo de Deus fazem parte da História da Salvação, mas são sempre relembrados para valorizarmos a presença de Deus em nossa história.

            Servem também de exemplo para nós, como s. Paulo neste trecho nos escreve. Por meio dos que nos precederam vamos aos poucos conhecendo os planos de Deus que vão se realizando, as respostas das pessoas, como foram, a ação de Deus em todos esses momentos.

            Tenhamos a humildade diante de nossas respostas que nem sempre agradam a Deus e aprendamos as lições de vida para nós também não incorrermos nos mesmos erros.  

            Jesus em suas palavras para o povo mostra os passado, comenta os que então estavam à frente do povo, e pede atenção para não repetir os mesmos erros dos que viveram antes.

            Todos os exemplos das pessoas sobre as quais a Bíblia fala, e também das que vamos conhecendo ao longo de nossa vida, mostram a grandeza e a fragilidade da natureza humana. Pede de nós também uma atitude humilde, reconhecendo que o que elas fizeram nós também somos capazes de fazer.

            As orientações de nossa Igreja têm sempre em vista orientar nossa inteligência, formar nossa vontade e nos levar a buscar as luzes e forças de Deus para vivermos melhor como filhos de Deus e irmãos de tanta gente.

            A vivência religiosa a que somos convidados a participar durante cada ano ajuda-nos a trabalhar constantemente no fortalecimento da fé que vai levar-nos a confiar em Deus pela esperança, e conduzir-nos do amor a Deus aos cuidados dos outros.

           Continuemos na quaresma a descobrir como viver melhor a misericórdia que o papa Francisco nos propôs para este ano.

            Uma ideia: que tal trabalhar nossos pensamentos e julgamentos sobre as pessoas, querendo ver só o seu lado bom. E se nos chamam à atenção suas falhas, como entendê-las para orar por eles e ajudá-los.   

Em Lucas,  13,1-9,  vieram dizer a Jesus que Pilatos havia morto galileus. E contaram também sobre os dezoito sobre quem caiu a torre de Siloé. Jesus comenta: "pensam que eles eram mais pecadores que os outros? "E se vocês não se converterem, também sofrerão." E contou: "um senhor plantou uma figueira em seu terreno. Tempos depois veio colher frutos e não encontrou. Disse: "faz três anos que venho colher fruto e não encontro. Não vamos mais ocupar este terreno com ela. Cortem-na.” Alguém disse: "deixa ainda neste ano. Vou adubá-la e cuidar dela. Se não der fruto poderás cortá-la."

            Para algumas pessoas que não tiveram formação humana e religiosa que possam orientar suas vidas, os acontecimentos adversos que aparecem são motivo de preocupação porque em geral se pode dizer que não sabem  seu destino. Deixam-se conduzir pelos fatos e por opiniões alheias.

Alguns cristãos parecem esquecer as orientações que tiveram no passado e vivem mais ou menos como os que citamos. Outros, pela formação segura que têm, procuram observar os fatos e buscam um sentido além do que é apresentado. Sem estar culpando ninguém, confiam na providência divina que tudo conduz para o bem das pessoas.

A observação de Cristo no caso de hoje, tenta desfazer um pouco a mania que havia entre os dirigentes religiosos do povo de seu tempo, de atribuir todos os males às pessoas sobre quem estes acontecem, dizendo: é porque eles são pecadores que aconteceu isso ou aquilo. Pois haverá acontecimentos que não podem recair sobre todos os que sofrem por eles. 

            A parábola da figueira que não produzia frutos... Em parte Cristo quisesse chamar à atenção às pessoas sobre: como a figueira, há pessoas que têm oportunidade para realizar o bem para si e para os outros, e nada fazem. Seriam como figueiras estéreis...  Diante de Deus, da vida e das pessoas, alguém que tendo oportunidades de realizar o bem para si e para os outros, está sobrando.

Quando adolescente, na formação cristã que recebíamos, querendo incentivar-nos, os sacerdotes nos observavam: água parada, apodrece!   Era esse sentido também: a água é vida, mas tem de se movimentar. Nós também se não nos mexermos perderemos a saúde.

            A observação final da parábola é a lição de vida e a maneira como Deus nos conduz com sua paciência e que também os educadores, a partir das famílias devem seguir: vamos dar mais um pouco de tempo.

Não para ver no que vai dar! Mas vamos tentar adubar a terra, aguar, cuidar mais um pouco.

            A pedagogia do sacramento da penitência é essa: não basta que saibamos como anda nossa vida e pedir perdão. Temos de tomar alguma decisão para produzir frutos bons. Confessar-se só não é a solução do problema de nosso marcar passo na vida religiosa.  Como Jesus dizia aos apóstolos pescadores: vamos mais mar adentro. Vamos à luta, usemos remos práticos, comece a remar, a lutar contra as ondas, a enfrentar noites sem pesca.

               Não se pode dormir na barca da vida ficando à mercê do vento e das ondas.

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*Monsenhor Paulo Daher é Sacerdote da  Diocese de Petrópolis, e colabora enviando semanalmente comentários ao Evangelho de domingo.
 

fev 28

FREI LUDOVICO GARMUS: REFLETINDO SOBRE A PALAVRA

LUDOVICO GARMUS

REFLETINDO SOBRE A PALAVRA - 3º DOMINGO DA QUARESMA - 28/02/2016

*Por Frei Ludovico Garmus, ofm - 

 Oração: “Ó Deus, fonte de toda misericórdia e de toda bondade, vós nos indicastes o jejum, a esmola e a oração como remédio contra o pecadoAcolhei esta confissão da nossa fraqueza para que, humilhados pela consciência de nossas faltas, sejamos confortados pela vossa misericórdia”.

 I - Primeira leitura: Ex 3,1-8a.13-15

 O “Eu sou” enviou-me a vós.

 Moisés, nascido numa família de hebreus, foi adotado e educado pela filha do faraó. Mas, ao perceber como os hebreus, seus irmãos de sangue, sofriam por causa da dura escravidão, revoltou-se e se propôs libertá-los. Na tentativa de socorrer seu povo, acabou assassinando um egípcio e teve que fugir para o deserto. Casou-se, então, com uma das filhas de Jetro e cuidava do rebanho de seu sogro. A vida de Moisés parecia resolvida, pois tinha família e trabalho. Mas, seus irmãos de sangue continuavam escravos no Egito. Sem dúvida, enquanto cuidava do rebanho, lembrava-se do sofrimento de seu povo. Numa destas andanças pelo deserto ficou surpreso ao ver um espinheiro em chamas, sem se consumir. Curioso, aproxima-se. Na chama de fogo aparece-lhe “o anjo do Senhor”. Ouve a voz do Senhor: “Não te aproximes! Tira as sandálias dos pés, porque o lugar onde estás é uma terra santa”. Deus então se apresenta como o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó, o Deus dos antepassados. E apresenta-se como um Deus misericordioso, que vê a aflição de seu povoouve seu clamor, conhece seu sofrimento e desce para libertá-lo. Deus então chama Moisés para tornar visível a misericórdia divina, porque Moisés também viu a aflição, ouviu o clamor e conheceu o sofrimento dos israelitas. Por isso, Deus escolheu Moisés para, em seu nome, libertar o povo [texto hoje omitido]. Moisés, porém, perseguido de morte, temia enfrentar o faraó. No entanto, o mais difícil era convencer seu povo a respeito do projeto divino de libertação e ter autoridade para agir em nome de Deus. Por isso, Moisés pergunta pelo nome de quem o enviava para esta missão. E obtém esta resposta: “Eu sou aquele que sou”. “Se lhe perguntarem, dirás ‘Eu sou’ enviou-me a vós”. Deus é Aquele que está aqui, junto a Moisés, junto aos hebreus oprimidos, junto a nós para nos libertar, porque é misericordioso. É o mesmo Deus dos antepassados, Abraão, Isaac e Jacó.

 Salmo responsorial: Sl 102

O Senhor é bondoso e compassivo.

II -  Segunda leitura: 1Cor 10,1-6.10-12

A vida do povo com Moisés no deserto foi escrita para ser exemplo para nós.

Na 1ª carta à comunidade de Corinto Paulo apresenta-se como modelo a ser seguido. Ele é como um atleta de Cristo (cf. 1Cor 9,24-27). Tem uma meta definida que é anunciar a boa-nova de Cristo e levar todos os recém-convertidos à união definitiva com o Senhor. Num estádio – diz Paulo – muitos são os atletas que correm, e apenas um deles conquista a vitória. Para conquistar a vitória, o atleta deve ter a meta bem definida e preparar-se para alcançá-la. O desejo de Paulo é que todos os batizados a alcancem. No texto que hoje ouvimos, o Apóstolo adverte os cristãos de Corinto a não desistirem da corrida apenas iniciada com o batismo. Como argumento, faz uma leitura “espiritual”, isto é, cristã do evento do êxodo do Egito. No relato do êxodo, a nuvem era o símbolo da presença do Deus libertador. A “nuvem” estava presente na saída do Egito, na travessia do Mar Vermelho e na caminhada pelo deserto, rumo à terra prometida. Sob a proteção da nuvem “todos passaram pelo mar, e todos foram batizados em Moisés, sob a nuvem e pelo mar” (alusão ao batismo em Cristo). Foram alimentados pelo maná (Ceia do Senhor), todos beberam da mesma água tirada do rochedo espiritual – “esse rochedo era o Cristo” –, que os acompanhava no deserto (cf. Mt 16,18; Jo 4,14). No entanto, diz Paulo, a maior parte deles morreu no deserto, não chegou à terra prometida. E comenta: “Esses fatos aconteceram para serem exemplos para nós”. O batismo é apenas o início de uma caminhada. Não podemos retroceder ou ficar parados. É preciso seguir o exemplo de Paulo, o atleta de Cristo. Somos “Igreja em saída”, diz o Papa Francisco, uma Igreja que, animada pelo Espírito Santo, caminha com Cristo e em Cristo, para a união definitiva com Deus.

 III - Evangelho: Lc 13,1-9

 Se vós não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo.

 Jesus estava a caminho de Jerusalém. Ia acompanhado pelos discípulos e pelo povo que vinha da Galileia, para a festa da Páscoa. No caminho, duas vezes havia anunciado aos discípulos que em Jerusalém seria entregue pelos chefes do povo para ser condenado à morte. Durante a viagem contaram a Jesus que em Jerusalém Pilatos acabara de matar um grupo de galileus, enquanto ofereciam sacrifícios no Templo. A grande afluência de povo para a festa da Páscoa era ocasião para revoltas populares de caráter político, contra a dominação romana. E os romanos intervinham com violência para coibir qualquer tentativa nesse sentido. Esse deve ter sido o motivo da intervenção sangrenta de Pilatos. Na boca do povo, a avaliação do acontecido: esses galileus morreram porque eram pecadores. Ao receber a notícia do massacre, Jesus aproveita a oportunidade para convidar os discípulos e o povo à conversão. Em vez de condenar como pecadores os que sofreram a desgraça, diz Jesus, todos deviam examinar seus pecados e converter-se: “se vós não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo”. Como exemplo, lembra o acidente em que morreram 18 pessoas enquanto construíam a torre de Siloé. Em ambos os casos Jesus não vê o pecado como causa da desgraça, e sim, a desgraça como oportunidade de conversão.

Em seguida, na parábola da figueira estéril, Jesus deixa claro que a misericórdia divina antecede à sua justiça. A vinha era uma espécie de pomar e simboliza o povo de Israel (cf. Is 5,1-7). Na vinha eram plantadas não apenas videiras, mas também outras árvores frutíferas, como a figueira, a oliveira e até mesmo cereais. Deus é o dono que plantou a vinha (Israel) e confiou-a aos cuidados do jardineiro, que é Jesus. Na parábola, o dono, de tempos em tempos, visitava a vinha para conferir a quantidade e qualidade da produção. Ao examinar a figueira, diz ao jardineiro: “Já faz três anos que venho procurando figos nesta figueira e nada encontro”. E mandou cortar a figueira. O jardineiro, porém, pediu ao dono que desse mais um tempo. Ele iria redobrar os cuidados com a figueira. “Pode ser – dizia ele – que venha a dar frutos”. Se, no ano seguinte, o patrão não encontrasse os frutos esperados, poderia então mandar cortar a figueira. O Filho de Deus, o Eleito pelo Pai (Transfiguração), “não quebra o caniço rachado, nem apaga o pavio que ainda fumega” (Mt 12,20).

Deus dá um tempo ao pecador, na esperança de que se converta. Mas, esse tempo tem como limite a vida presente. Por isso, Jesus chora sobre a cidade: “Jerusalém! Jerusalém!… Quantas vezes eu quis reunir teus filhos, como a galinha reúne os pintinhos debaixo das asas, e tu não quiseste” (Lc 13,34)!

“Sede misericordiosos como vosso Pai é misericordioso” (Lc 6,36). Quaresma: “Eis o tempo de conversão, eis o dia da salvação!”

 

fev 28

EVANGELHO DE HOJE: LEIA E DIVULGUE

BÍBLIA DE DOMINGO

3º DOMINGO DA QUARESMA - 28/02/2016 –  

 Evangelho  (Lc 13,1-9)

 — O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

 — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas.

 — Glória a vós, Senhor.

1Naquele tempo, vieram algumas pessoas trazendo notícias a Jesus a respeito dos galileus que Pilatos tinha matado, misturando seu sangue com o dos sacrifícios que ofereciam.

2Jesus lhes respondeu: “Vós pensais que esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus, por terem sofrido tal coisa? 3Eu vos digo que não. Mas se vós não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo.

4E aqueles dezoito que morreram, quando a torre de Siloé caiu sobre eles? Pensais que eram mais culpados do que todos os outros moradores de Jerusalém? 5Eu vos digo que não. Mas, se não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo”.

6E Jesus contou esta parábola: “Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha. Foi até ela procurar figos e não encontrou. 7Então disse ao vinhateiro: ‘Já faz três anos que venho procurando figos nesta figueira e nada encontro. Corta-a! Por que está ela inutilizando a terra?’

8Ele, porém, respondeu: ‘Senhor, deixa a figueira ainda este ano. Vou cavar em volta dela e colocar adubo.9Pode ser que venha a dar fruto. Se não der, então tu a cortarás’”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

 

FONTE http://liturgia.cancaonova.com/liturgia/    

fev 28

SEM CONVERSÃO, SEM SALVAÇÃO!

CONVERSÃO AO SAGRADO CORAÇÃO

APELO À CONVERSÃO –

*Por Monsenhor José Maria Pereira –

            O chamamento à conversão constitui o tema central do terceiro domingo da Quaresma.

            O Profeta Ezequiel diz: “Convertei-vos, senão vós morrereis” (Ez 33,11). Deste modo uma questão se impõe: Que significa converter-se? Trata-se, antes de tudo, da conformidade das ações com a vontade divina, à qual cumpre uma adesão total. É a obediência da fé.

            No texto de Ex 3, 1-15 aparece indicado o relato da vocação de Moisés para ser o guia do seu povo e organizar a sua saída do Egito. O êxodo do povo escolhido é figura do itinerário de desapego e de conversão que o cristão está chamado a realizar, de modo muito particular, no tempo da Quaresma.

            O Papa Bento XVI assim se expressou: “converter-se significa não viver como todo mundo vive, não fazer o que todo mundo faz, não se sentir justificado fazendo ações duvidosas, ambíguas ou más pelo fato de que outros assim procedem; começar a olhar a própria vida com os olhos de Deus, portanto, procurar o bem, mesmo se isto contesta a sociedade. Não se submeter ao julgamento dos homens, mas, sim, à avaliação de Deus, ou em outras palavras: procurar um novo estilo de vida, uma vida nova”. Não se trata assim de um falso moralismo, mas de não se perder de vista a essência da mensagem de Cristo, mantendo firmemente o dom da nova amizade, o dom da comunhão com Jesus.

            No Evangelho (Lc 13, 1-9) é forte o apelo à conversão: o texto fala de dois acontecimentos trágicos daqueles dias: a matança de Pilatos… e a queda da torre de Siloé: 18 mortos.

            Jesus não concorda que a desgraça é sinal do castigo de Deus, pelo contrário, é um apelo de conversão aos sobreviventes: “Vocês pensam que eles eram mais pecadores do que vocês? Se vocês não se converterem, morrerão todos do mesmo modo…” (Lc 13, 2-3). Palavras severas que nos fazem compreender que, com Deus, não se pode brincar; e, no entanto, palavras que procedem do amor de Deus que, por todos os meios, quer a salvação de todas as suas criaturas.

           Conversão não é apenas uma penitência externa, ou um simples arrependimento dos pecados; é um convite à mudança de vida, de mentalidade, de atitudes, de forma que Deus e os seus valores passem a estar em primeiro lugar. Significa abraçar a Cruz!

            Já ensinava o Mestre: “Se alguém quiser vir após mim, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” (Mt 16,24). Não existe verdadeira conversão, nem autêntico seguimento do Senhor sem a Cruz. As palavras de Jesus Cristo têm plena vigência em todos os tempos, uma vez que foram dirigidas a todos os homens, pois quem não carrega a sua cruz e me segue – diz – nos Ele a cada um – não pode ser meu discípulo.

            Carregar a Cruz – aceitar a dor e as contrariedades que Deus permite para nossa purificação, cumprir com esforço os deveres próprios, assumir voluntariamente a mortificação cristã – é condição indispensável para seguir o Mestre.

            “Que seria de um Evangelho, de um cristianismo sem Cruz, sem dor, sem o sacrifício da dor?, perguntava-se o Papa Paulo VI. Seria um Evangelho, um cristianismo sem Redenção, sem salvação, da qual – devemos reconhecê-lo com plena sinceridade temos necessidade absoluta. O Senhor salvou-nos por meio da Cruz; com a sua morte, devolveu-nos a esperança, o direito à vida…” Seria um cristianismo desvirtuado que não serviria para alcançar o Céu, pois “o mundo não pode salvar-se senão por meio da Cruz de Cristo” (São Leão Magno).

            São Paulo escrevia que a Cruz é escândalo para os judeus, loucura para os gentios (cf. 1Cor 1,23).  E mesmo os cristãos, na medida em que perdem o sentido sobrenatural das suas vidas, não conseguem entender que só podemos seguir o Senhor através de uma vida de sacrifício, junto da Cruz.

            O Cristão que vive fugindo sistematicamente do sacrifício, que se revolta com a dor, afasta-se também da santidade e da felicidade, que se encontra muito perto da Cruz, muito perto de Cristo Redentor. “Se não te mortificas, nunca serás alma de oração” (Caminho, 172). E Santa Teresa ensina: “Pensar que (o Senhor) admite na sua amizade gente regalada e sem trabalhos é disparate”.

            Devemos perder o medo ao sacrifício, à mortificação voluntária, pois quem quer a Cruz para cada um de nós é um Pai que nos ama e que sabe o que mais nos convém.

            O Senhor quer sempre o melhor para nós: “Vinde a mim todos os que estais fatigados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei…” (Mt 11,28). Ao lado de Cristo, as tribulações e penas não oprimem, não pesam, e, pelo contrário, levam a alma a orar, a ver a Deus nos acontecimentos da vida.

            Jesus expôs aos seus ouvintes a parábola da figueira estéril. Quando vai buscar frutos, não os encontra. E o Senhor insiste na necessidade de produzir frutos abundantes (Lc 8,11-15) correspondendo às graças recebidas (Lc 12,48). Junto a este imperativo profundo, Jesus Cristo põe em relevo a paciência de Deus, na espera desses frutos. Ele não quer a morte do pecador mas que se converta e viva (Ez 33,11) e, como ensina São Paulo, “usa de paciência convosco, não querendo que alguns pereçam, mas que todos cheguem à conversão” (2Pd 3,9).Esta clemência divina, porém, não nos pode levar a descuidar os nossos deveres, adotando uma posição de preguiça e de comodidade, que tornaria estéril a própria vida. Deus, ainda que seja misericordioso, também é justo, e castigará as faltas de correspondência à sua graça.

            Ensinava São Josemaria Escrivá: “Há um caso que nos deve doer sobremaneira: o daqueles cristãos que podiam dar mais e não se decidem; que podiam entregar-se totalmente, vivendo todas as consequências da sua vocação de filhos de Deus, mas resistem a ser generosos. Deve-nos doer, porque a graça da Fé não se nos dá para ficar oculta, mas para brilhar diante dos homens (Mt 5, 15-16); porque, além disso, está em jogo a felicidade temporal e eterna dos que procedem assim. A vida cristã é uma maravilha divina, com promessa de imediata satisfação e serenidade, mas com a condição de sabermos apreciar o dom de Deus (Jo 4,10), sendo generosos sem medida ” (Cristo que passa,147).

                 Rumo à Páscoa, o Senhor nos conceda a graça de uma verdadeira conversão!

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*Mons. José Maria Pereira, Sacerdote da Diocese de Petrópolis, é, também, Professor e Reitor do Seminário Diocesano Nossa Senhora do Amor Divino, e colabora enviando semanalmente a homilia do domingo.

fev 28

LITURGIA: A PALAVRA VIVA NA VIDA DA IGREJA

Sacred objects, bible, bread and wine

LEITURAS SUGERIDAS PARA HOJE – 3º DOMINGO DA QUARESMA - 28/02/2016 –

 Primeira Leitura (Êx 3,1-8a.13-15)

Leitura do Livro do Êxodo:

Naqueles dias, 1Moisés apascentava o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote de Madiã. Levou, um dia, o rebanho deserto adentro e chegou ao monte de Deus, o Horeb.

2Apareceu-lhe o anjo do Senhor numa chama de fogo, do meio de uma sarça. Moisés notou que a sarça estava em chamas, mas não se consumia, e disse consigo: 3“Vou aproximar-me desta visão extraordinária, para ver por que a sarça não se consome”.

4O Senhor viu que Moisés se aproximava para observar e chamou-o do meio da sarça, dizendo: “Moisés! Moisés!” Ele respondeu: “Aqui estou”.

5E Deus disse: “Não te aproximes! Tira as sandálias dos pés, porque o lugar onde estás é uma terra santa”.

6E acrescentou: “Eu sou o Deus de teus pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó”.

Moisés cobriu o rosto, pois temia olhar para Deus.

7E o Senhor lhe disse: “Eu vi a aflição do meu povo que está no Egito e ouvi o seu clamor por causa da dureza de seus opressores. Sim, conheço os seus sofrimentos. 8aDesci para libertá-los das mãos dos egípcios, e fazê-los sair daquele país para uma terra boa e espaçosa, uma terra onde corre leite e mel”.

13Moisés disse a Deus: “Sim, eu irei aos filhos de Israel e lhes direi: ‘O Deus de vossos pais enviou-me a vós’. Mas, se eles perguntarem: ‘Qual é o seu nome?’, o que lhes devo responder?”

14Deus disse a Moisés: “Eu Sou aquele que sou”. E acrescentou: “Assim responderás aos filhos de Israel: ‘Eu Sou’ enviou-me a vós’”.15E Deus disse ainda a Moisés: “Assim dirás aos filhos de Israel: ‘O Senhor, o Deus de vossos Pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó enviou-me a vós’. Este é o meu nome para sempre, e assim serei lembrado de geração em geração”.

.- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.

 SALMO RESPONSORIAL (102)

 — O Senhor é bondoso e compassivo.

— O Senhor é bondoso e compassivo.

— Bendize, ó minha alma, ao Senhor,/ e todo o meu ser, seu santo nome!/ Bendize, ó minha alma, ao Senhor,/ não te esqueças de nenhum de seus favores!

— O Senhor é bondoso e compassivo.

— O Senhor é bondoso e compassivo.

— O Senhor é bondoso e compassivo.

— Pois ele te perdoa toda culpa,/ e cura toda a tua enfermidade;/ da sepultura ele salva a tua vida/ e te cerca de carinho e compaixão.

— O Senhor é bondoso e compassivo.

— O Senhor é indulgente, é favorável,/ é paciente, é bondoso e compassivo./ Quanto os céus por sobre a terra se elevam,/ tanto é grande o seu amor aos que o temem.

— O Senhor é bondoso e compassivo.

 Segunda Leitura (1Cor 10,1-6.10-12)

 Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios:

1Irmãos, não quero que ignoreis o seguinte: Os nossos pais estiveram todos debaixo da nuvem e todos passaram pelo mar; 2todos foram batizados em Moisés, sob a nuvem e pelo mar; 3e todos comeram do mesmo alimento espiritual, 4e todos beberam da mesma bebida espiritual; de fato, bebiam de um rochedo espiritual que os acompanhava — e esse rochedo era Cristo —.

5No entanto, a maior parte deles desagradou a Deus, pois morreram e ficaram no deserto.

6Esses fatos aconteceram para serem exemplos para nós, a fim de que não desejemos coisas más, como fizeram aqueles no deserto. 10Não murmureis, como alguns deles murmuraram, e, por isso, foram mortos pelo anjo exterminador. 12Portanto, quem julga estar de pé tome cuidado para não cair.

- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.

    FONTE http://liturgia.cancaonova.com/liturgia/

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