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Sementes de vida, ������© tempo de semear

Arquivo por mês: novembro 2015

nov 30

LIBERTAÇÃO E CURA: É TUDO O QUE PRECISAMOS

 ORAÇÃO

ORAÇÃO DE LIBERTAÇÃO E CURA[1] 

                            Nesta Sala de Oração, estamos contando com a presença virtual dos nossos irmãos e irmãs:

                          Vinde, Espírito Santo, penetrai as profundezas da minha alma com o Vosso amor e o Vosso poder. Arrancai as raízes mais profundas e ocultas da dor e do pecado que estão enterradas em mim. Lavai no precioso Sangue de Jesus e aniquilai definitivamente toda ansiedade que trago em mim, toda amargura, angústia, sofrimento interior, desgaste emocional, infelicidade, tristeza, ira, desespero, inveja, ódio e vingança, sentimento de culpa e de autoacusação, desejo de morte e de fuga de mim mesmo(a), toda opressão do maligno na minha alma, no meu corpo e toda insídia que ele coloca em minha mente. 

                             Ó bendito Espírito Santo, queimai com o Vosso fogo abrasador toda treva instalada dentro de mim, que me consome e impede de ser feliz. Destruí em mim todas as consequências dos meus pecados e dos pecados dos meus ancestrais, que se manifestam em minhas atitudes, minhas decisões, meu tem­peramento, minhas palavras, meus vícios. Libertai, Senhor, toda a minha descendência da herança de pecado e rebelião às coisas de Deus que eu próprio(a) lhe transmiti. Vinde, Santo Espírito! Vinde, em nome de Jesus!

                             Lavai-me no Sangue precioso de Jesus, purificai todo o meu ser, quebrai toda a dureza do meu coração, destruí todas as barreiras de ressentimento, mágoa, rancor, egoísmo, maldade, orgulho, soberba, intolerância, preconceitos e incredulidade que existem em mim. E, no poder de Jesus Cristo ressuscitado, libertai-me, Senhor! Curai-me, Senhor! Tende piedade de mim, Senhor!

                             Vinde, Santo Espírito! Fazei-me ressuscitar agora para uma vida nova, plena do Vosso amor, alegria, paz e plenitude. Creio que estais fazendo isso em mim agora e assumo pela fé a minha libertação, cura e salvação em Jesus Cristo, meu Salvador. Glórias a Vós, meu Deus! Bendito sejais para sempre! Louvado sejais, ó meu Deus!

                               Em nome de Jesus e por Maria, nossa Mãe.

    Amém e amém.

    Maïsa Castro
    ____________________________________________ [1] Orações de Poder V – Cura, Libertação e Intercessão. Maïsa Castro, org. – Raboni Editora Ltda.

    nov 30

    EIS O TEMPO DO ADVENTO: LEIA O EVANGELHO DE HOJE

    BÍBLIA NOVÍSSIMA

    SEGUNDA-FEIRA, 30 DE NOVEMBRO DE 2015 –

    Santo André, Apóstolo. Festa –

    Evangelho - Mt 4,18-22 –

    Imediatamente deixaram as redes e o seguiram –

    † Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 4,18-22 –

    18 Quando Jesus andava à beira do mar da Galileia, viu dois irmãos: Simão, chamado Pedro, e seu irmão André. Estavam lançando a rede ao mar, pois eram pescadores. 19 Jesus disse a eles: 'Segui-me, e eu farei de vós pescadores de homens.' 20 Eles, imediatamente deixaram as redes e o seguiram. 21 Caminhando um pouco mais, Jesus viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João. Estavam na barca com seu pai Zebedeu consertando as redes. Jesus os chamou. 22 Eles, imediatamente deixaram a barca e o pai, e o seguiram.            

    Palavra da Salvação!

    nov 30

    LITURGIA DA PALAVRA: SEMENTE DE VIDA

    Open holy bible with glowing cross in the middle

    LEITURAS SUGERIDAS PARA HOJE – SEGUNDA-FEIRA – 30/NOV/2015 –

    1ª Leitura - Rm 10,9-18 Salmo - Sl 18(19A),2-3.4-5 (R. 5a) Evangelho - Mt 4,18-22 Reflexão - Mt 4, 18-22

    nov 29

    NÃO EXISTEM LIMITES PARA A POESIA

    FREI ARIOVALDO -2

    PARA ALÉM DO LAMAÇAL - 

    *Por José Ariovaldo da Silva, OFM  - 

    Trágica descida,

    lama de minério,

    lama em cima,

    lama embaixo,

    lama dentro,

    lama fora,

    lama do poderoso caipora,

    escravocrata, Brasil adentro,

    mundo afora, dinheirama,

    resultante do golpe baixo,

    ferindo nossa autoestima

    - moço, fala sério!... -,

    lama devorando a vida!...

    Cá, enquanto o doce se faz amargo

    e com ele na dor nos irmanamos,

    lá, do outro lado,

    o amargo se transmuta em guerra

    pelos avessos ao mundo da paz,

    afogados na lama das armas,

    pobres deuses malditos da terra...

    Povo mineiro,

    povo brasileiro,

    embora enlameados

    por cima,

    por baixo,

    por dentro,

    por fora,

    nossa primitiva essência continua pura,

    alma sem perder a doçura

    dos anjinhos barrocos, inocentes.

    Com ela, perene, em conexão,

    veremos que esse horror de lamaçal,

    sinistro adendo ao paraíso primordial,

    esconde uma mensagem radical,

    profética verdade, afinal:

    Poderosos tombados de seus tronos,

    glória para os humildes e tementes,

    penúria para os ricos inconscientes,

    para os pobres vida eterna, luz futura.

    O Senhor Bom Jesus

    morto e vitorioso na cruz,

    - e com ele a Senhora da Piedade -,

    à frente desta imensa procissão,

    rio abaixo, em dolorosa paixão,

    é o nosso divino pregão:

    Sufocados até à morte,

    a morte não nos fará mal;

    os últimos serão os primeiros

    e os primeiros serão os últimos.

      _________________________________________________
    *Frei José Ariovaldo da Silva é frade franciscano (OFM); doutor em Liturgia pelo Pontifício Instituto Litúrgico de Roma; professor do Instituto Teológico Franciscano (Petrópolis, RJ); membro da equipe de reflexão da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da CNBB; membro do Centro de Liturgia “Dom Clemente Isnard”, ligado ao Instituto Pio XI (UNISAL – São Paulo); foi membro da Comissão para Acabamento da Basílica de Aparecida; assessor de Liturgia, conferencista, escritor.

    nov 29

    ADVENTO: UM NOVO TEMPO LITÚRGICO

    ADVENTO

    LC 21,25-28.34-36 - EM ALERTA! COMEÇA O ADVENTO - ANO C - 

    1º Domingo do Advento  - 

    Preparo-me para a Leitura Orante, fazendo uma rede de comunicação e comunhão em torno da Palavra com todas as pessoas que circulam neste ambiente virtual. Cantamos "Ó vem, senhor, não tardes mais" (ver melodia no lado direito do blog http://leituraorantedaplavra.blogspot.com)

    Ó vem, Senhor, não tardes mais! Vem Saciar nossa Sede de Paz!

    1. Ó vem, como chega a brisa do vento, Trazendo aos pobres justiça e bom tempo!

    2. Ó vem, como a chuva no chão Trazendo fartura de vida e de pão!

    3. Ó vem, como chega a luz que faltou Só tua palavra nos salva Senhor!

    4. Ó vem, como chega a carta querida Bendito carteiro do Reino da Vida!

    5. Ó vem, como chega o filho esperado Caminha conosco Jesus Bem amado!

    6. Ó vem, como chega o Libertador Das mãos do inimigo nos salva Senhor

    Rezamos a Maria da Anunciação.

    Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém

    Oração a Nossa Senhora da Anunciação Todas as gerações vos proclamem bem-aventurada, ó Maria!

    Crestes na mensagem celeste, e em vós se cumpriram grandes coisas, como vos fora anunciado. Maria, eu vos louvo! Crestes na Encarnação do Filho em vosso seio virginal e vos tornastes Mãe de Deus. Raiou então o dia mais feliz da humanidade!

    As pessoas tiveram o Mestre divino. Maria, alcançai-me a graça de uma fé viva, forte, atuante. Maria, Mãe, Mestra e Rainha dos Apóstolos, rogai por nós.

    1. Leitura (Verdade)

    O que diz o texto do dia? Leio atentamente, na Bíblia, o texto: Lc 21,25-28.34-36. E Jesus continuou: - Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas. E, na terra, todas as nações ficarão desesperadas, com medo do terrível barulho do mar e das ondas. Em todo o mundo muitas pessoas desmaiarão de terror ao pensarem no que vai acontecer, pois os poderes do espaço serão abalados. Então o Filho do Homem aparecerá descendo numa nuvem, com poder e grande glória. Quando essas coisas começarem a acontecer, fiquem firmes e de cabeça erguida, pois logo vocês serão salvos. E Jesus terminou, dizendo: - Fiquem alertas! Não deixem que as festas, ou as bebedeiras, ou os problemas desta vida façam vocês ficarem tão ocupados, que aquele dia pegue vocês de surpresa, como se fosse uma armadilha. Pois ele cairá sobre todos no mundo inteiro. Portanto, fiquem vigiando e orem sempre, a fim de poderem escapar de tudo o que vai acontecer e poderem estar de pé na presença do Filho do Homem, quando ele vier. Refletindo Começa o Advento. A Liturgia nos apresenta um cenário de parusia. A parusia é a volta gloriosa de Jesus Cristo, no final dos tempos. Jesus fala de sinais que anunciam esta volta. E recomenda a ficar de "cabeça erguida e firmes". Festas e bebedeiras poderão distrair. Jesus recomenda a estarmos conscientes da vinda do Senhor: "Fiquem alertas!"

    2. Meditação (Caminho)

    O que o texto diz para mim, hoje? Os bispos na Conferência de Aparecida lembraram: "O discípulo sabe que sem Cristo não há luz, não há esperança, não há amor, não há futuro." (DAp 146). E eu me interrogo: Cristo é minha luz, minha esperança? Posso completar minha reflexão O Advento é tempo de espera. Espera de alguém que vem. Este alguém é o Filho de Deus que traz a salvação a todos. O Advento, do latim Adventus, significa "chegada", "vinda"; do verbo Advenire: "chegar a", "início". É o primeiro tempo do Ano litúrgico, que antecede o Natal. A cor predominante do Advento é a cor roxa. Usa-se a cor roxa, sinal de penitência e conversão, porém no 3° domingo, por ser considerado domingo da alegria, pode-se usar o rosa. Coroa do Advento O tempo do Advento abrange quatro semanas. 1° Domingo (Ouvir a melodia no blog http://leituraorantedapalavra.blogspot.com)

    Uma vela, na coroa, acendemos,

    Toda sombra se esvai com sua luz;

    Vigilantes, o Senhor esperemos:

    Chegou o tempo do Advento de Jesus !

    Refrão:

    Meus irmãos, penitência e oração !

    Arrumemos nossa casa co'alegria !

    Logo a ela, o Senhor vai chegar,

    Pelo ventre imaculado de Maria !

    3.Oração (Vida)

    O que o texto me leva a dizer a Deus? Rezo, espontaneamente, com salmos e concluo com a oração

    Jesus, Divino Mestre, Nós vos adoramos, Verbo feito carne, enviado pelo Pai, para ensinar às pessoas a verdade que dá a vida.. Sois a verdade incriada, o único Mestre. "Somente vós tendes palavras de vida eterna". Nós vos louvamos e agradecemos porque nos concedestes a luz da inteligência e da fé e nos chamastes à luz da glória. Nós cremos e abrimos nossa inteligência e todo o nosso ser para aceitar e viver a vossa palavra e tudo o que nos ensinais por meio da Igreja.. Mostrai-nos, ó Senhor e Mestre, os tesouros da vossa sabedoria. Fazei que conheçamos o Pai e sejamos vossos discípulos autênticos. Aumentai nossa fé, para que vos possamos contemplar eternamente no céu.

    4.Contemplação (Vida e Missão)Qual meu novo olhar a partir da Palavra? Sinto-me discípulo/a de Jesus.

    Meu olhar deste dia será iluminado pela presença de Jesus Cristo, em atitude de alegre expectativa do Natal.

    Bênção

    - Deus nos abençoe e nos guarde. Amém. - Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém. - Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém. - Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

    Irmã Patrícia Silva, fsp patricia.silva@paulinas.com.br

    nov 29

    REFLETINDO SOBRE A LITURGIA

    ADVENTO-2

    Tempo do advento

    Quando virás para nos libertar?

    Frei José Ariovaldo da Silva, OFM  - 

                     Pensei escrever algo sobre o Advento, mas que tenha a ver com a realidade humana concreta no mundo em que vivemos hoje. Recebi do meu colega e amigo Pe. Marcelino Sivinski um lindo texto que vem ao encontro deste meu sonho. Tomo a liberdade de transcrevê-lo, pois fez muito bem a mim e, tenho certeza, o fará também ao leitor: 

                        “Manhã de domingo. Inicia a celebração. O presidente volta-se para o povo e diz: Estamos iniciando um novo ano litúrgico. ‘Nada entendi da conversa e muito menos das explicações dadas’ – sussurra alguém com seus botões. Hoje algo semelhante se repete. A pergunta está colocada: o que é o advento? Por que todos os anos ouvimos em nossas igrejas: Estamos iniciando um novo ano litúrgico? 

                  Na realidade que nos cerca, temos: Os sofrimentos da humanidade, a violência, a fome, as injustiças, a vida ameaçada e espezinhada em todos os cantos da terra. E diante de tanta dor, surge a pergunta: Senhor, nada tens a ver com isso? Quando tudo isso acabará? Quando virás para nos libertar? Perguntas que atravessaram séculos. E hoje fazem parte do nosso cotidiano e do advento. 

                     Tocados pelo sofrimento nos perguntamos: Esse mundo ainda tem salvação? Será que um dia o pobre terá vez e voz? No advento as questões se tornam mais cruciais e remexem com os sentimentos humanos. 

                      Advento lembra comunidades que há mais de cinco mil anos se fizeram essas perguntas e procuraram uma luz para enfrentar o luto e as desgraças, forças para fortalecer as energias, espaços para alimentar inspiração para sobreviver e uma esperança capaz de unir os escravos, privados do direito de viver e ser feliz. 

                       O coração do advento: O pobre espera um pedaço de pão e uma casa para morar. Sem esse sonho dos pobres não é possível entender o que seja o advento e muito menos o nascimento do Filho de Deus. 

                     Jesus nasce em Belém, cidade do pão. Faz a multiplicação dos pães. O povo recorda com saudades o maná do deserto. Na última ceia Jesus abençoa e reparte o pão. A conquista do pão de cada dia e da moradia digna é uma história de luta e resistência muito comovente na caminhada do povo de Deus. Marcada pela solidariedade, pela bravura, pela organização e morte ao egoísmo, pela força para enfrentar e vencer quando tudo parecia estar perdido. 

                   História construída com sangue e suor, desprendimento e união na conquista do alimento e da dignidade de vida para todos. Tudo isso na espera da chegada, advento, de dias melhores, do nascimento do Messias como portador da realização de todos os sonhos e expectativas. 

                   Aos poucos, chega-se à conclusão de que a conquista da liberdade e vida digna era a causa e a bandeira de luta de Deus, Senhor da vida. 

                     Conclusão que alimenta a caminhada e une corações e sonhos. E hoje, a luta continua. A libertação está chegando. É confortador recordar que a nossa causa é a de Deus. Ele fez aliança conosco. Essa aliança continua viva e é para sempre com o nascimento de Jesus. A palavra ‘Jesus’ significa ‘Deus salva’. No advento sentimos Deus tão humano e solidário. Veio morar conosco, arma sua tenda no nosso acampamento, faz do nosso corpo sua morada na pessoa do seu Filho para se aliar a nós que queremos viver felizes com mesas fartas de pão e paz entre as nações e etnias. Advento lembra a luta pela vida, tendo Deus como aliado e parceiro. 

                   Advento revive e faz nossa a luta dos pobres na conquista do pão e da liberdade com a bênção de Deus, Senhor da vida e do pão. Ainda hoje vivemos nesse advento. Todos os anos, início do Ano Litúrgico, retomamos a caminhada da busca da liberdade e do pão. 

                    Natal: Sonho de Deus presente nas realizações mais profundas do ser humano e celebração de milênios de luta em busca de pão para que haja vida digna para todos. Natal:  O Senhor chegou e continua chegando para nos libertar e dignificar e divinizar a vida”. 

                     Jesus nasceu no meio de um Império poderoso, cujo chefe, o Imperador, era adorado como Deus. E nasceu também de um povo, cuja religião era feita de riqueza, exuberância, pompa e circunstância, em meio a muita reza e pouco Deus.  No entanto, a miséria de uma multidão de famintos e doentes, abandonados, – “como ovelhas sem pastor”, dirá Jesus (Mc 6,34) – era então gritante, bradava aos céus. 

                     Também nós hoje nascemos e, conosco nasce Jesus, no meio de um Império poderoso. Não o Império romano, mas o chamado Império econômico, cujo Deus é o Capital, a quem são sacrificados milhares de seres humanos... E é disso que ele gosta!  É disso que ele precisa para manter-se no poder! Neste contexto, corremos o risco, também nós cristãos, de fazer da religião um mero supermercado religioso ou um antro de ladrões e corruptos, acomodados e despreocupados com o que acontece lá fora, na periferia. Acontece o quê? Uma multidão de pobres e sofredores numa desenfreada luta pela sobrevivência! 

                         E Jesus vem. É tempo do seu Advento. Vem do Deus verdadeiro que é Amor. Vem e, vivendo este Amor até o fim (cf. Jo 13,1), graças a Deus, desmascara os Impérios: dispersa os soberbos, derruba do trono os poderosos e eleva os humildes (cf. Lc 1,52). 

                            Que seja em nossos corpos o Espírito de Jesus, Espírito de solidariedade e justiça para com os últimos desta sociedade infectada pelo vírus da exclusão e da discriminação. Que seja em nosso corpo – pessoal e coletivo – o “reino da verdade e da vida, reino da santidade e da graça, reino da justiça, do amor e da paz” (Prefácio da Missa da Solenidade de Cristo Rei do Universo): Reino de Deus! E que os pobres desta terra possam cantar um “cântico novo” (Sl 33,3; 96,1; 149,1; Is 42,10; Ap 5,9)! Que o teu Reino aconteça, Senhor! Com a nossa humana colaboração, é claro!

    _____________________________________________________________
    *Frei José Ariovaldo da Silva é frade franciscano (OFM); doutor em Liturgia pelo Pontifício Instituto Litúrgico de Roma; professor do Instituto Teológico Franciscano (Petrópolis, RJ); membro da equipe de reflexão da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da CNBB; membro do Centro de Liturgia “Dom Clemente Isnard”, ligado ao Instituto Pio XI (UNISAL – São Paulo); foi membro da Comissão para Acabamento da Basílica de Aparecida; assessor de Liturgia, conferencista, escritor.
     
     

    nov 29

    FAREI BROTAR DE DAVI A SEMENTE DA JUSTIÇA

    VELAS COLORIDAS

    PRIMEIRO DOMINGO DO ADVENTO - ANO C -

    *Por Frei Ludovico Garmus, ofm - 

    Oração: “Ó Deus todo-poderoso, concedei a vossos fiéis o ardente desejo de possuir o reino celeste, para que, acorrendo com as nossas boas obras ao encontro do Cristo que vem, sejamos reunidos à sua direita na comunidade dos justos”. 

    1. Primeira leitura: Jr 33,14-16

    Farei brotar de Davi a semente da justiça 

    O livro do profeta Jeremias, depois de denunciar os pecados dos governantes, sacerdotes e das classes dominantes, tem uma parte de oráculos de esperança, chamada “Livro da Consolação” (Jr 30–33). A primeira secção (Jr 30–31) contém promessas de restauração para Israel do Norte. A segunda secção (Jr 32–33) traz textos de discípulos do profeta, que atualizaram as promessas de Jeremias, depois do exílio, incluindo nelas também Judá. A leitura de hoje faz parte desta atualização, que renova e especifica estas promessas. A promessa que Deus “fará germinar para Davi a semente (ou germe) da justiça” retoma a promessa de Jr 23,5-6 sobre o futuro rei e atualiza as palavras do profeta Isaías: “Um broto sairá do tronco de Jessé”, pai de Davi. Esse descendente de Jessé será um rei sábio e justo, cheio do espírito do Senhor (cf. Is 11,1-5). As palavras de nosso texto foram muito bem escolhidas para o início do Advento. Sete verbos no futuro caracterizam o texto. As promessas, cheias de esperança, reanimam nossa fé e confiança no Salvador que vem. “Virão dias”, refere-se à primeira vinda do Senhor, no Natal (Advento), que está presente no meio de nós, e cuja segunda vinda aguardamos. Deus “fará cumprir a promessa” a Israel e Judá, “fará brotar de Davi a semente da justiça”, um rei que “fará valer a lei e a justiça na terra”. Em consequência, o povo de Judá será salvo, Jerusalém terá segurança e será chamada “O Senhor é a nossa Justiça”. 

    Salmo responsorial: Sl 24

    Senhor meu Deus, a vós elevo a minha alma! 

    2. Segunda leitura: 1Ts 3,17–4,2

    Que o Senhor confirme os vossos corações na vinda de Cristo 

    Acabamos de ouvir um trecho do mais antigo escrito do Novo Testamento. É Paulo que, pelo ano 50, escreve à comunidade de Tessalônica por ele fundada. Como outros cristãos dos primeiros decênios, Paulo vivia na expectativa iminente da segunda vinda do Senhor. Nesta mesma carta, o Apóstolo declara como palavra do Senhor: Quando “o próprio Senhor descer do céu, os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os vivos, que estamos ainda na terra, seremos arrebatados juntamente com eles para as nuvens, ao encontro do Senhor nos ares” (1Ts 4,16-17). Paulo não teme a segunda vinda do Senhor.Espera-a com amor, porque ama a Cristo e sente-se por ele amado. Quem espera com amor a vinda do Senhor, procura estar sempre preparado, vivendo “a santidade sem defeito aos olhos de Deus”. Paulo lembra aos cristãos como devem estar preparados para a vinda do Senhor: “Aprendestes de nós como deveis viver para agradar a Deus”. São instruções dadas “em nome do Senhor”. Reconhece, com alegria, que eles já estão vivendo isso, mas podem progredir sempre mais. Está bem preparado quem vive a fé e a esperança, no amor. 

    Aclamação ao Evangelho: Sl 84,8

    Mostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade,

    e a vossa salvação nos concedei! 

    3.Evangelho: Lc 21,25-28.34-36

    A vossa libertação está próxima. 

    No sermão apocalíptico de Marcos, evangelho escrito antes do ano 70, os discípulos perguntavam sobre o fim de Jerusalém e sobre o fim do mundo (Mc 13,4). Em Lucas, evangelho escrito depois do ano 70, a pergunta se concentra apenas na destruição de Jerusalém: “Quando isso acontecerá e qual o sinal de queirá começar a acontecer?” (Lc 21,7). O pequeno trecho do sermão de Lucas, que hoje ouvimos, não trata tanto do fim do mundo, mas da segunda vinda do Filho do Homem. Os sinais no céu, na terra e no mar, abalando todas as forças do céu são um prenúncio da vida do Filho do Homem. Ante os sinais pavorosos, os que não creem em Cristo se encherão de angústia e terror. Os que têm fé em Cristo vão esperar confiantes a vinda do Senhor: “Quando estas coisas começarem a acontecer, levantai-vos e erguei a cabeça, porque a vossa libertação está próxima”. O cristão deve esperar o Senhor como alguém muito querido e desejado. Quem espera, deve estar preparado, deve vigiar e orar. A expectativa da vinda do Senhor não deve paralisar o cristão. De fato, enquanto Jesus subia ao céu, os discípulos ficaram parados, com os olhos fitos no céu. Então dois anjos os acordam: “… por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que foi elevado ao céu de vosso meio, voltará assim como o vistes subir para o céu” (At 1,11). Em vez de ficar olhando para o céu, eles deviam voltar a Jerusalém, aguardar o dom do Espírito Santo e partir em missão. 

    Oração sobre as oferendas: “Recebei, ó Deus, estas oferendas que escolhemos entre os dons que nos destes, e o alimento que hoje concedeis à nossa devoção torne-se prêmio da redenção eterna”

    Oração depois da Comunhão: “Aproveite-nos, ó Deus, a participação nos vossos mistérios. Fazei que eles nos ajudem a amar desde agora o que é do céu e, caminhando entre as coisas que passam, abraçar as que não passam”.

    ____________________________________________________
    LUDOVICO GARMUS
    *Frei Ludovico Garmus é Doutor em Exegese Bíblica, Professor de Exegese no Instituto Teológico Franciscano-ITF, em Petrópolis, escritor e conferencista e colabora com o nosso Blog, autorizando a reprodução de textos e de reflexões de sua autoria.
     

    nov 29

    RETRATOS DA FAMÍLIA – 2ª PARTE

    FAMÍLIA PÓS MODERNA

    A FAMÍLIA NA PÓS-MODERNIDADE - 

    PARTE II  - 

    *Por Pastor Elton Pothin  - 

                No artigo anterior, problematizamos a questão da família, vendo os diversos aspectos negativos da mesma na pós-modernidade, fruto do processo histórico pelo qual passamos. Numa palavra, podemos dizer que a pós-modernidade traz uma cultura que rompe com a tradição cristã da responsabilidade, dos limites, do respeito e da solidariedade. 

                Mas há que se considerar que a família é boa criação divina, mesmo que ameaçada. E o primeiro passo é reconhecer que essa ameaça não é somente por fatores externos, mas interna, pela falta de convicção cristã das próprias famílias que se dizem cristãs! 

                O Evangelho de Jesus Cristo coloca critérios de perdão, de fidelidade, de respeito, de solidariedade. O consumismo e o egoísmo são contrários ao Evangelho de Jesus Cristo. E estes valores precisam ser colocados na mente e no coração dos nossos filhos e filhas já desde que têm poucos meses de vida! 

                Mas é preciso considerar que são os adultos responsáveis que devem primeiro passar pela mudança, pela “conversão”, se quisermos usar este termo. O adulto responsável precisa aprender que permissividade não vai criar uma criança mais feliz porque ganha tudo o que quer, mas que vai criar uma pessoa frustrada, com baixa auto estima. A educação que permite tudo, sem limites, é uma das principais razões da drogadição e da criminalidade juvenil. 

                Neste sentido, já a Sagrada Escritura já nos orienta: Provérbios 22.15 - É natural que as crianças façam tolices, mas a correção as ensinará a se comportarem. Provérbios 23.13 - Não deixe de corrigir a criança. Provérbios 29.15 - É bom corrigir e disciplinar a criança. Quando todas as suas vontades são feitas, ela acaba fazendo a sua mãe passar vergonha. 

                Mas, como disse, a mudança precisa começar com os pais, os adultos responsáveis. Nos artigos anteriores já apontamos neste sentido (veja artigos “Os pilares da família” e “investir no relacionamento”). O bom relacionamento do casal (os pilares da família) é de fundamental importância na orientação dos filhos, porque os filhos um dia serão a cópia dos pais no sentido de viverem o exemplo recebido, tanto positivo quanto negativo. É necessário que a relação entre marido e esposa seja valorizada. O diálogo, a compreensão,   respeito, a fidelidade entre o casal são de fundamental importância e irão refletir na educação dos filhos. 

                O importante neste processo é não se “deixar levar”. Muitas vezes se diz: “todo mundo” se separa, “todo mundo” trai. “Todo mundo” faz assim. “Todo mundo” deixa os filhos fazerem isso e aquilo. Ao que sempre respondo: Eu não me chamo “todo mundo”. Eu me chamo Elton! 

                Resistir é o primeiro passo. E, junto a ele, vem o segundo: o de dar testemunho de casal e família cristã! A família passou de um período de autoritarismo masculino para o extremo do liberalismo desenfreado. Precisamos é um casamento e uma família com base cristã: amor, respeito, fidelidade, perdão, limites.  Comece por você. Comece por sua família. Cada um fazendo sua parte, somando forças com pessoas que também assim agem, poderemos construir um futuro melhor, de acordo com os valores cristãos.

    _____________________________________________
    *Pastor Elton Pothin, é natural de Arroio do Tigre-RS, formou-se em Teologia pela Faculdade de Teologia da Escola Superior de Teologia da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil em São Leopoldo/RS, em julho de 1993. Atuou como Pastor nas Comunidades de Teutônia/RS; Martin Luther (Joinville/SC) e, ultimamente, está à frente da Comunidade Evangélica de Confissão Luterana em Petrópolis-RJ.

    nov 29

    SEMANÁRIO DOMINICAL – TEMPO DO ADVENTO

    PAULO DAHER

     1° Domingo do Advento Ano C - 29/11/15  –

     *Por Mons. Paulo Daher

    A vontade de Deus é nossa santificação: cada um se renove no Senhor com os irmãos. A experiência do povo escolhido em dias de alegria e paz, como em épocas de exílio, tristeza e perseguição é lição de vida para nós. Sempre encontramos dificuldades: as pessoas que seguem o Cristo não são perfeitas, embora queiram servir a Deus e aos irmãos.Quem nos ouve nem sempre entende ou quer aceitar. Deus prometeu e enviou o Salvador. Os que confiam no Senhor, sentem-se seguros. Cristo veio libertar-nos de nossos afastamentos: dele e dos outros. Renova nossas idéias, decisões e critérios. Nossa simples vida jamais afasta o Senhor de estar conosco. Ele vem aliviar-nos de tudo o que nos oprime. Estejamos atentos à sua chegada. A oração nos leva a acreditar que chegou o tempo de Deus e o nosso tempo em que o amor de Deus se manifestará claramente. Vigiemos e oremos para que sejamos dignos de perceber a chegada do Senhor. Assim possamos olhar e ver, ouvir e entender, descobrir novas terras e novos mundos, nova maneira de enxergar o que a vida nos apresenta.

    O Advento é o ponto de chegada de Deus até nós. E ponto de partida de todos nós até Deus. Cristo já veio. Aguarda-nos ansiosamente. Ele vem ao nosso encontro. Saiamos de nossa acomodação. Colocando-nos a caminho já é viver a esperança de dias melhores.

    Participe em sua paróquia, comunidade ou edifício, da Novena de Natal. A vinda de Jesus no Natal trará muita graças e bênçãos de que precisamos para nossas vidas. Mas é preciso que nos preparemos para sua chegada. Não fechemos as portas de nossos corações como o fizeram os habitantes de Belém !

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    *Monsenhor Paulo Daher é Sacerdote da  Diocese de Petrópolis, e colabora enviando semanalmente comentários ao Evangelho de domingo.

    nov 29

    A SEGUNDA VINDA DE CRISTO!

    A VOLTA DE CRISTO-2

    FICAI PREPARADOS!

     *Mons. José Maria Pereira

                  Nesse domingo, inicia mais um Ano Litúrgico, no qual relembramos e revivemos os Mistérios da História da Salvação. A Igreja nos põe de sobreaviso com quatro semanas de antecedência a fim de que nos preparemos para celebrar de novo o Natal e, ao mesmo tempo, para que, com a lembrança da primeira vinda de Deus feito homem ao mundo, estejamos atentos a essas outras vindas do Senhor: no fim da vida de cada um e no fim dos tempos. Por isso o Advento é o tempo de preparação e de esperança.

                      A palavra ADVENTO significa “Vinda”, chegada: nos faz relembrar e reviver as primeiras etapas da História da Salvação, quando os homens se preparam para a vinda do Salvador, a fim de que também nós possamos preparar hoje em nossa vida a vinda de Cristo por ocasião do Natal.

                     Diz o profeta Jeremias: Eis que outros dias virão. E nesses dias e nesses tempos farei nascer de Davi um rebento justo que exercerá o direito e a equidade na terra, diz Deus a seu povo. Essa palavra revela um esquema constante da ação de Deus: Deus promete de antemão o que vai realizar e realiza fielmente tudo o que prometeu. A promessa, portanto, é para o homem, para que possa reconhecer o que vem de Deus, para que possa ouvi-lo com fé e testemunhá-lo com força. Este é o motivo verdadeiro e profundo pelo qual o Antigo Testamento é sempre atual inclusive para nós cristãos, que continuamos a lê-lo em nossas assembleias; ele confirma que a salvação operada por Cristo vem do mesmo Deus que a anunciara pelos profetas e demonstra a unidade do plano divino da salvação.

                   O evangelho nos leva em cheio ao “centro dos tempos”, isto é, a Jesus Cristo. Aquela vinda de Deus junto aos homens tão esperada se realizou nele: Deus voltou os olhos para o seu povo (Lc 7,16). Mas a história não parou: o tempo “se cumpriu”, mas não se completou ainda! É Jesus mesmo que orienta o homem e a Igreja para a espera de outra vinda: Então, verão o Filho do Homem vir sobre uma nuvem com grande glória e majestade (Lc 21,27). A primeira vinda na plenitude dos tempos aconteceu na humildade e no sofrimento. A segunda, no fim dos tempos, será com grande poder e glória. Nós vivemos nesta precisa situação determinada pela vinda de Jesus, isto é, “na recordação” de sua encarnação e “na espera” de sua parusia, entre um “já” e um “Não ainda”.

                        O apóstolo Paulo sugere o que devemos fazer neste meio tempo. Também o evangelho contém preciosas indicações neste sentido: vigiar, rezar, não deixar que o coração fique insensível por causa da gula, da embriaguez e das preocupações da vida; mas é, sobretudo, Paulo que tira as consequências práticas de tudo o que ouvimos até agora. Ele viveu precisamente em nossa situação, isto é, na recordação da passagem de Jesus sobre a terra e na espera “de sua vinda com todos os santos.” A palavra-chave usada pelo apóstolo é: crescer! Este é o tempo em que a semente acolhida no Batismo deve chegar à maturação, o tempo dado a cada um, e à Igreja inteira, para alcançar a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, até atingirmos o estado de homem feito, a estatura da maturidade de Cristo (Ef 4,13).

                     As leituras bíblicas, como se vê, tratam de muitos temas: a vinda de Cristo, a espera, a vigilância, o crescimento, a necessidade de uma vida cristã sóbria e empenhada.

                   Preparemos o caminho para o Senhor que chegará em breve; e se notarmos que a nossa visão está embaçada e não distinguimos com clareza essa luz que procede de Belém, é o momento de afastar os obstáculos. É tempo de fazer com especial delicadeza o exame de consciência e de melhorar a nossa pureza interior para receber a Deus. É o momento de discernir as coisas que nos separam do Senhor e de lançá-las para longe de nós. Um bom exame de consciência deve ir até as raízes dos nossos atos, até os motivos que inspiram as nossas ações. E logo buscar o remédio no Sacramento da Penitência (Confissão)!

                    “Vigiai, não sabeis em que dia o Senhor virá”. Não se trata apenas da “parusia”, mas também da vinda do Senhor para cada homem no fim da sua vida, quando se encontrar face a face com o seu Salvador; e será esse o dia mais belo, o princípio da vida eterna! “Por isso, também vós ficai preparados! Porque na hora em que menos pensais, o Filho do Homem virá” (Mt 24, 44). Toda a existência do homem é uma constante preparação para ver o Senhor, que cada vez está mais perto; mas no Advento a Igreja ajuda-nos a pedir de um modo especial: “Senhor, mostrai-me os vossos caminhos e ensinai-me as vossas veredas. Dirigi-me na vossa verdade, porque sois o meu Salvador” (Sl 24).

                        Para manter este estado de vigília, é necessário lutar, porque a tendência de todo homem é viver de olhos cravados nas coisas da terra.

                      Fiquemos alertas! Assim será se cuidarmos com atenção da oração pessoal, que evita a tibieza e, com ela, a morte dos desejos de santidade; estaremos vigilantes se não abandonarmos os pequenos sacrifícios, que nos mantêm despertos para as coisas de Deus. Diz-nos São Bernardo: “Irmãos, a vós, como às crianças, Deus revela o que ocultou aos sábios e entendidos: os autênticos caminhos da salvação. Aprofundai no sentido deste Advento. E, sobretudo, observai quem é Aquele que vem, de onde vem e para onde vem; para quê, quando e por onde vem. É uma curiosidade boa. A Igreja não celebraria com tanta devoção este Advento se não contivesse algum grande mistério”

                          Procuremos afastar os motivos que impedem a acolhida do Senhor:

                      – os prazeres da vida: a pessoa mergulhada nos prazeres fica alienada... No domingo, dorme... passeia... pratica esportes... mas não sobra tempo para a Missa.

                    – trabalho excessivo: a pessoa obcecada pelo trabalho esquece o resto: Deus, a família, os amigos, a própria saúde...

                      Como desejo me preparar para o Natal desse ano?

                      Apenas programando festas, presentes, enfeites, músicas?

                    Preparemos numa atitude de humildade e vigilância a chegada de Cristo que vem.

                       Para nossa reflexão concluo com as palavras de S. Paulo: “Quanto a vós, o Senhor vos faça crescer abundantemente no amor de uns para com os outros e para com todos, à semelhança de nosso amor para convosco. Que ele confirme os vossos corações numa santidade irrepreensível, diante de Deus, nosso Pai, por ocasião da vinda do nosso Senhor Jesus, com todos os seus santos. Enfim, irmãos, nós vos pedimos e exortamos, no Senhor Jesus, que progridais sempre mais no modo de proceder para agradar a Deus, Vós o aprendestes de nós, e já o praticais. Oxalá continueis progredindo cada vez mais. Sabeis quais são as normas que vos temos dado da parte do Senhor Jesus” ( 1Ts 3,12-4,2).

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    *Mons. José Maria Pereira, Sacerdote da Diocese de Petrópolis, é, também, Professor e Reitor do Seminário Diocesano Nossa Senhora do Amor Divino, e colabora enviando semanalmente a homilia do domingo.

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