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Sementes de vida, ������© tempo de semear

Arquivo por mês: agosto 2015

ago 31

A LUZ DE DEUS AFASTA AS TREVAS E REVELA A VERDADE

decepção

DECEPÇÕES: A MÁGOA, O RESSENTIMENTO E O CONSOLO

 *Por Luiz Antonio de Moura

                        Depois de refletir sobre sentimentos tão nobres nascidos no coração humano, sentimentos que trazem esperança, paz, harmonia, felicidade, emoção e, de certa forma, crescimento espiritual, é chegado o momento de tratar de um sentimento pobre, também nascido no coração, mas que, infelizmente, por mais que o rejeitemos e nos recusemos a aceitá-lo, brota como uma erva daninha e, sem controle, alastra-se como uma praga, causando sérios danos à nossa estrutura.

                        Estou falando das decepções. Decepções que temos com pessoas e com projetos, nos quais apostamos todas as nossas fichas por, num primeiro momento, e às vezes até num segundo momento também, acreditarmos, principalmente, nas aparências. A culpa pelas decepções, certamente, não é das pessoas ou dos projetos donde surgiram ou nasceram, mas, infelizmente, é nossa, que, de forma açodada, acreditamos na aparência inicialmente apresentada mas que, no curso do tempo, revela-se totalmente falsa. E nós, com a nossa usual miopia, custamos a enxergar.

                        Na verdade, vemos o que queremos ver sim, mas, algumas pessoas e alguns projetos têm necessidade de apresentar-se de um modo diferente do que realmente são ou representam, levando os incautos à ilusão e à confiança. E é justamente aí que reside a semente do mal. Na ilusão e na confiança. Porque, iludidos pela falsa imagem projetada em nosso coração e ingenuamente confiantes, lançamo-nos de corpo e alma na direção do objeto da nossa atenção e consideração. Abrimos o nosso coração e todas as portas da nossa casa. Revelamos os nossos segredos, apresentamos as nossas opiniões, projetos e planos sem restrição ou medo. Enfim, deixamo-nos absorver pelas pessoas ou projetos que, de certa forma, apresentaram-se diante de nós usando uma máscara tão perfeita que nós, na boa fé e até mesmo na ingenuidade, volto a usar este termo, nos envolvemos profundamente.

                        Porém, para determinados problemas, o tempo traz a solução perfeita. Existem fatos e situações que, de tão fortes e de tão sólidos, resistem ao tempo, e permanecem incólumes e, em certos casos, com o passar do tempo, consolidam-se ainda mais e tornam-se ainda mais fortes do que quando surgiram. Entretanto, fatos e situações existem que não resistem ao tempo e, com o seu passar, revelam-se de forma irremediavelmente clara. Caem as máscaras!

                        E é exatamente nessa hora, quando caem as máscaras, que sentimos o golpe no fundo da nossa alma. Sentimos o golpe e, imediatamente, passamos a cobrar de nós mesmos o porquê de tanta ingenuidade; o porquê de tanta ilusão; o porquê de tanta boa fé. E essas cobranças que fazemos ao nosso “eu” são respondidas de forma tão dura, tão límpida e tão transparente que, quase que inevitavelmente, trazem dois sentimentos perversos: a mágoa e o ressentimento. É humano! Quando nos decepcionamos com alguém ou com algum projeto somos impulsionados pela sensação de impotência e de inapetência. Impotência, simplesmente porque nada podemos fazer para transformar a realidade revelada, com a queda das máscaras, na realidade que até então havíamos projetado em nossa alma. Inapetência, porque fomos inaptos para, antes de qualquer atitude, analisar bem, e sob todos os ângulos e aspectos possíveis, onde, com o que e com quem estávamos nos envolvendo. Fomos inaptos, ingênuos e inábeis (sem habilidade).

                        A conclusão que mais nos causa asco, por incrível que pareça, é a que diz respeito a nós mesmos, não às pessoas ou aos projetos desmascarados. Sentimos tremenda repugnância pelo nosso procedimento falho. Falho, porque trouxe-nos ao sofrimento, ao engano e, fatalmente, à decepção. Diante de tais sentimentos, muitos de nós fazemos a seguinte pergunta depreciativa: “Como pude ser tão burro?”

                       Infelizmente, porém, já nos decepcionamos muitas vezes e, certamente, ainda vamos nos decepcionar muitas outras. E isso, até certo ponto é bastante positivo, porque revela a fagulha de inocência (não mais utilizo o termo ingenuidade) que ainda trazemos em nossa alma. Isso revela que, ao sermos incapazes de enganar o próximo, valendo-nos das terríveis máscaras, temos algo de bom dentro de nós. Releva, por fim, que não temos essa macabra experiência, porque não agimos desse modo e, por esta razão, ainda caímos no truque.

                        Por fim, e ao final de todo processo de decepção, sentimos o frescor do consolo. O consolo por não termos sido nós os causadores da decepção! O consolo por tudo de bom que fizemos ou que nos propusemos fazer em prol das pessoas ou dos projetos que se apresentaram ou que foram apresentados diante de nós. O consolo de dizermos NÃO à tentação de fazer o mesmo daqui pra frente, causando decepções aos outros, para vingar pelo que nos foi feito.

                       É possível que sempre tenhamos decepções, porque a cada dia aumenta ainda mais a sofisticação das máscaras, bem como as origens insuspeitas de muitas delas e, então, seremos inocentes novamente e, novamente, agiremos com a nossa tradicional boa fé. Mas, infelizes são os usuários dessas máscaras, com o tempo, o famoso tempo, não conseguirão enganar a ninguém mais, e só lhes restará o espelho, o assustador espelho!

Luiz Antonio de Moura é graduado em Direito (Universidade Católica de Petrópolis), pós-graduado em Direito do Trabalho (Universidade Estácio de Sá) e em Administração Pública (Fundação Getúlio Vargas-RJ), trabalha no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região - RJ e, atualmente, é aluno de Teologia no Instituto Teológico Franciscano - ITF, em Petrópolis-RJ. Administra o site www.lisaac.blog.br e a página Sementes de vida: É tempo de semear, no Facebook.
 

ago 31

ORAÇÃO SEMANAL

ESPÍRITO SANTO-3

ORAÇÃO SEMANAL -

SEMANA DE 31 DE AGOSTO A 06 DE SETEMBRO -

                 Nesta primeira semana do mês de setembro, estamos direcionando nossas preces para o Divino Espírito Santo, em busca dos seus distintos, maravilhosos e salvadores dons, sem os quais jamais chegaremos ao Reino de Deus. Oremos com fé e confiemos que, sobre cada um de nós, Ele derramará seus dons, a fim de que, purificados pelo fogo do Espírito, possamos, um dia, entrar na glória de Deus Pai.  Estão conosco, nesta sala de orações:

 

    ORAÇÃO AO ESPÍRITO SANTO, PARA ALCANÇAR OS SETE DONS

                             Vinde, Espírito Santo, enchei os corações de vossos fiéis e acendei neles o fogo de vosso amor!

                            Ó Espírito Santo, concedei-me o dom do temor de Deus, para que eu sempre me lembre, com suma reverência e profundo respeito, da vossa divina presença; trema, como os mesmos anjos, diante de vossa divina majestade e nada receie tanto como desagradar aos vossos santos olhos.

                           Espírito Santo, concedei-me o dom da piedade, que me tornará delicioso o trato e o colóquio convosco, na oração, e me fará amar a Deus com íntimo amor, como a meu Pai, a Maria santíssima, como a minha mãe e a todos os homens como a meus irmãos em Jesus Cristo.

                            Espírito Santo, concedei-me o dom da ciência, para que eu conheça, cada vez mais, as minhas próprias misérias e fraquezas, a beleza da virtude e o valor inestimável da alma; e para sempre veja claramente as ciladas do inimigo, da carne e do mundo, a fim de poder evitá-las.

                            Espírito Santo, concedei-me o dom da fortaleza, para que eu despreze todo o respeito humano, fuja do pecado, pratique a virtude com santo fervor e afronte com paciência, e mesmo com alegria de espírito, os desprezos, prejuízos, perseguições e a própria morte antes, que renegar, por palavras e por ações, o meu amabilíssimo Senhor Jesus Cristo.

                            Espírito Santo, concedei-me o dom do conselho, tão necessário em tantos passos melindrosos da vida, para que sempre escolha o que mais vos agrade, siga em tudo a vossa divina graça e com bons e carinhosos conselhos socorra ao próximo. Espírito Santo, concedei-me o dom da inteligência, para que eu, alumiado pela luz celeste de vossa graça, bem entenda as sublimes verdades da salvação, a doutrina da santa religião.

                            Espírito Santo, concedei-me o dom da sabedoria, a fim de que, cada vez mais, goste das coisas divinas e, abrasado no fogo do vosso amor, prefira com alegria as coisas do céu a tudo que é mundano e me una para sempre a Jesus, sofrendo tudo neste mundo por seu amor.

                          Vinde, Espírito criador, visitai-me e enchei o meu coração que vós criastes, com a vossa divina graça. Vinde e repousai sobre mim. Espírito de sabedoria e inteligência, Espírito de conselho e fortaleza, Espírito de ciência, de piedade e de temor de Deus. Vinde, Espírito divino, ficai comigo e derramai sobre mim a vossa divina bênção. Amém.

    ago 31

    EVANGELHO DE HOJE: CLIQUE PARA LER

    Closeup of wooden Christian cross on bibleSEGUNDA-FEIRA, 31 DE AGOSTO DE 2015 –

    22ª Semana Tempo Comum –

    Evangelho – Lc 4,16-30 –

    Ele me consagrou com a unção para anunciar a Boa Nova aos pobres. Nenhum profeta é bem recebido em sua pátria –

    † Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 4,16-30 –

    Naquele tempo:

    16 Veio Jesus à cidade de Nazaré, onde se tinha criado. Conforme seu costume, entrou na sinagoga no sábado, e levantou-se para fazer a leitura. 17 Deram-lhe o livro do profeta Isaías. Abrindo o livro, Jesus achou a passagem em que está escrito: 18 'O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a Boa Nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos 19 e para proclamar um ano da graça do Senhor.' 20 Depois fechou o livro, entregou-o ao ajudante, e sentou-se. Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele. 21 Então começou a dizer-lhes: 'Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir.' 22 Todos davam testemunho a seu respeito, admirados com as palavras cheias de encanto que saíam da sua boca. E diziam: 'Não é este o filho de José?' 23 Jesus, porém, disse: 'Sem dúvida, vós me repetireis o provérbio: Médico, cura-te a ti mesmo. Faze também aqui, em tua terra, tudo o que ouvimos dizer que fizeste em Cafarnaum.' 24 E acrescentou: 'Em verdade eu vos digo que nenhum profeta é bem recebido em sua pátria. 25 De fato, eu vos digo: no tempo do profeta Elias, quando não choveu durante três anos e seis meses e houve grande fome em toda a região, havia muitas viúvas em Israel. 26 No entanto, a nenhuma delas foi enviado Elias, senão a uma viúva que vivia em Sarepta, na Sidônia. 27 E no tempo do profeta Eliseu, havia muitos leprosos em Israel. Contudo, nenhum deles foi curado, mas sim Naamã, o sírio.' 28 Quando ouviram estas palavras de Jesus, todos na sinagoga ficaram furiosos. 29 Levantaram-se e o expulsaram da cidade. Levaram-no até ao alto do monte sobre o qual a cidade estava construída, com a intenção de lançá-lo no precipício. 30J esus, porém, passando pelo meio deles, continuou o seu caminho. 

    Palavra da Salvação!

     

    Fonte: http://liturgiadiaria.cnbb.org.br/app/user/user/UserView.php?ano=2015&mes=7&dia=27  

    ago 31

    LITURGIA DIÁRIA: A PALAVRA VIVA

    Eucharist, sacrament of communion

    LEITURAS SUGERIDAS PARA HOJE – SEGUNDA-FEIRA – 31/AGO/2015 –

    1ª Leitura - 1Ts 4,13-18 Salmo - Sl 95,1.3. 4-5. 11-12. 13 (R. 13b) Evangelho - Lc 4,16-30 Reflexão - Lc 4, 16-30

    ago 30

    DAS PROFUNDEZAS DO CORAÇÃO – LEITURA ORANTE

    FLOR-DE-NATAL

    A partir do coração: pureza ou impureza - Mc 7,1-8.14-15.21-23 –

    O que sai de dentro do coração... Preparo-me para a Leitura, invocando a Santíssima Trindade: Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo.

    1. Leitura (Verdade)

    O que diz o texto do dia? Leio atentamente, na Bíblia, o texto: Mc 7,1-8.14-15.21-23, e observo pessoas, palavras, relações, lugares. Alguns fariseus e alguns mestres da Lei que tinham vindo de Jerusalém reuniram-se em volta de Jesus. Eles viram que alguns dos discípulos dele estavam comendo com mãos impuras, quer dizer, não tinham lavado as mãos como os fariseus mandavam o povo fazer. (Os judeus, e especialmente os fariseus, seguem os ensinamentos que receberam dos antigos: eles só comem depois de lavar as mãos com bastante cuidado. E, antes de comer, lavam tudo o que vem do mercado. Seguem ainda muitos outros costumes, como a maneira certa de lavar copos, jarros, vasilhas de metal e camas.) Os fariseus e os mestres da Lei perguntaram a Jesus: - Por que é que os seus discípulos não obedecem aos ensinamentos dos antigos e comem sem lavar as mãos? Jesus respondeu: - Hipócritas! Como Isaías estava certo quando falou a respeito de vocês! Ele escreveu assim: "Deus disse: Este povo com a sua boca diz que me respeita, mas na verdade o seu coração está longe de mim. A adoração deste povo é inútil, pois eles ensinam leis humanas como se fossem mandamentos de Deus." E continuou: - Vocês abandonam o mandamento de Deus e obedecem a ensinamentos humanos. Jesus chamou outra vez a multidão e disse: - Escutem todos o que eu vou dizer e entendam! Tudo o que vem de fora e entra numa pessoa não faz com que ela fique impura, mas o que sai de dentro, isto é, do coração da pessoa, é que faz com que ela fique impura. Porque é de dentro, do coração, que vêm os maus pensamentos, a imoralidade sexual, os roubos, os crimes de morte, os adultérios, a avareza, as maldades, as mentiras, as imoralidades, a inveja, a calúnia, o orgulho e o falar e agir sem pensar nas consequências. Tudo isso vem de dentro e faz com que as pessoas fiquem impuras. Refletindo Em volta de Jesus estão os fariseus e os mestres da Lei. Os fariseus observavam estritamente a Lei e, ainda, ampliavam a aplicação das leis. Isto tornava muito difícil observá-las. Este rigorismo fazia com que se perdesse de vista o “espírito” das normas ou leis. É o que diz Jesus no Evangelho, quando afirma: “com a sua boca diz que me respeita, mas na verdade o seu coração está longe de mim”. Os doutores da Lei, também chamados rabis ou mestres, interpretavam a Lei e a aplicavam ao dia-a-dia.Jesus não havia frequentado nenhuma escola rabínica, mas os discípulos o chamavam de Mestre. No Evangelho ele se revela um verdadeiro Mestre. Não se deixa dominar pelo legalismo farisaico, por aqueles que se julgavam os mais entendido, sabedores de tudo, preocupados com o formalismo. Diz com firmeza que é de dentro do coração que saem as impurezas e maldade:” os maus pensamentos, a imoralidade sexual, os roubos, os crimes de morte, os adultérios, a avareza, as maldades, as mentiras, as imoralidades, a inveja, a calúnia, o orgulho e o falar e agir sem pensar nas consequências”. Em outras palavras, Jesus diz que o importante é a conversão do coração.

    2. Meditação (Caminho)

    O que o texto diz para mim, hoje? Jesus, no Evangelho de hoje, nos convida a não nos iludir, buscando pureza exterior e aparências de pessoas que tudo explicam e entendem, inferiorizando os irmãos e lhes impondo observâncias que nada significam em termos de conversão para Deus. A conversão é um dos aspectos do discípulo missionário, que acontece só após um encontro com Jesus Cristo. Meditando Os bispos na Conferência de Aparecida disseram: “A Conversão é a resposta inicial de quem escutou o Senhor com admiração, crê nEle pela ação do Espírito, decide ser seu amigo e ir após Ele, mudando sua forma de pensar e de viver, aceitando a cruz de Cristo, consciente de que morrer para o pecado é alcançar a vida." (DAp 178,b). Como cultivo a minha observância religiosa: procuro ser fiel a Deus, vivo em contínua conversão, ou me preocupo com práticas rotineiras, sem muita transformação de vida?

    3.Oração (Vida)

    O que o texto me leva a dizer a Deus? Rezo, espontaneamente, com salmos ou outras orações e concluo: Rezando

    Vem, ó Espírito Santo, e dá-me um coração novo.

    Dá-me um coração puro, treinado no amor, um coração grande, aberto à Palavra de vida, “um coração grande e forte, para a todos amar, a todos servir, com todos sofrer; um coração feliz de palpitar com o coração de Deus.” Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tem piedade de nós.

    4.Contemplação (Vida e Missão)

    Qual meu novo olhar a partir da Palavra? "Somos chamados a encarnar o Evangelho no coração do mundo", dizem nossos pastores. (Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2008-2009, no 21). Como vou viver esta exigente missão? Meu novo olhar, em vista desta missão, é de grande humildade para perceber o que em mim deve mudar para que o Evangelho possa antes fazer parte da minha vida e depois , pelo meu testemunho ser proclamado ao mundo Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tem piedade de nós.

    Bênção

    - Deus nos abençoe e nos guarde. Amém. - Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém. -Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém. - Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

    Ir. Patrícia Silva, fsp patricia.silva@paulinas.com.br

    ago 30

    RUTE, UM EXEMPLO PARA TODOS OS TEMPOS

    RUTE

    A MENSAGEM DO LIVRO DE RUTE

    *Por Luiz Antonio de Moura

                            O Livro de Rute é uma belíssima parábola. Em estilo novelístico, ele oferece um contraponto a Esdras, de reagrupar o povo de Deus, na volta do exílio, sob o estigma da lei e da pureza da raça, com a consequente expulsão dos estrangeiros (samaritanos) e um projeto voltado diretamente para o povo de Israel, então reunificado em Judá. O Livro, na verdade, retrata os bons tempos da monarquia.

                            Não vamos, porém, analisar Esdras e seu projeto aqui, neste espaço. Vamos reservar nossa reflexão para a romântica e bela história de Rute.

                            Da história destacam-se três personagens que sobressaem, por suas atitudes e gestos: Noemi, sua nora Rute e Booz, um rico proprietário de terras.

                            Noemi, esposa de Elimelec era mãe de Maalon e de Quelion, saindo de Belém de Judá com o marido, foi morar nos campos de Moab, uma terra distante. Tempos depois Elimelec morreu, deixando-a com os dois filhos, não se sabe exatamente com que idade. O que se sabe é que cada um deles contraiu matrimônio e, por dez anos viveram naquela terra com suas esposas e com a mãe. Não tardou, os filhos também morreram, e Noemi ficou morando com as duas noras: Orfa e Rute.

                            Descobrindo que o Senhor havia sido propício para com Judá, onde possivelmente a vida estaria melhor, Noemi decidiu regressar à sua terra natal, aconselhando as noras para que, cada uma delas voltasse para seus pais e buscasse reconstruir sua vida, já que os maridos falecidos não tinham outros irmãos com quem ambas pudessem preservar o nome da família. Ambas caíram em pranto, não querendo abandonar a sogra. No entanto, Orfa logo, logo se despediu e foi embora como havia sido aconselhado. Rute, porém, resistiu ao máximo à ideia e acompanhou Noemi para Judá, onde viveria como estrangeira, longe de seu país e da sua gente.

                            Chegando em Judá, e estando Noemi avançada em idade, Rute dispôs-se a buscar um trabalho, com o qual pudesse sustentar a casa. Aproveitando a época da colheita da cevada, Rute encaminhou-se para os campos de Booz um homem rico e poderoso, mas que, ao final, era parente do seu falecido sogro Elimelec.

                            Ao tomar conhecimento da presença de Rute no meio dos ceifadores, apanhando as espigas que ficavam para trás, Booz buscou conhecê-la pessoalmente e recebeu-a com carinho e atenção, recomendando-lhe que não fosse buscar trabalho em outros campos, mas que permanecesse ali, ao lado das suas servas, juntando as espigas que encontrasse, dizendo-lhe: “Proibi meus servos que te molestassem. Se tiveres sede, vai ao cântaro e bebe da água que elas tiverem buscado”.

                            Diante de Rute, Booz mostrou-se admirado e compassivo ao tomar conhecimento sobre a história dela e de Noemi. De como deixou para trás sua terra e seus pais, vindo para um país distante, por amor à sogra. Rogou ao Senhor para que remunerasse Rute por todo o bem que fizera e que, no fim, recebesse uma plena recompensa das mãos do Senhor.

                            Quando Noemi ficou sabendo de tudo que se passara nos campos de Booz, e de como ele recebera sua nora, com carinho e atenção, ela contou a Rute que Booz era, na verdade, um parente do finado Elimelec aconselhando-a a aproximar-se dele, num momento propício, à noite, enquanto ele estivesse no seu repouso, e que se deitasse ao lado dele, acreditando que, a partir daquele gesto, poderia nascer uma boa união, favorável para ambos.

                            Rute fez exatamente como lhe ensinara a sogra. Porém, lá pelo meio da noite, quando Booz que havia dormido em função da bebida, acordou e percebeu a presença de uma mulher ao seu lado, logo quis saber de quem se tratava. Ao ver que era Rute e que esta buscava reconhecer-lhe o direito de resgate, por ser parente da família de seu finado marido, Booz disse-lhe: “Deus te abençoe, minha filha. Esta tua última bondade vale mais que a primeira, porque não buscaste jovens, pobres ou ricos”, comprometendo-se a fazer tudo o que ela lhe pedisse, porque em Judá, apesar de ser estrangeira, todos reconheciam nela uma mulher virtuosa.

                            Entretanto, Booz lembrou a Rute que existia um outro parente que tinha o mesmo direito de resgate que ele, sendo-lhe precedente no direito, mandando que ela dormisse ali aquela noite e afirmando que no dia seguinte buscaria o parente para saber se tinha interesse no referido direito. Se tivesse, tudo bem, Rute teria encontrado um novo casamento. Caso contrário, ele mesmo, Booz, usaria do direito recusado pelo outro parente. E assim o fez. Rute passou a noite ali, sem que nada acontecesse entre ambos. No dia seguinte Booz foi para a porta da cidade e reunindo um grupo de anciãos, esperou passar o homem que o precedia no direito de resgate. Chegado este, Booz chamou-o e disse-lhe que Noemi estava vendendo a parte das terras que pertencia ao parente comum e que aquele homem tinha a preferência, caso quisesse. Se não quisesse, ele mesmo, Booz, o faria. O homem imediatamente interessou-se e disse querer fazer uso do direito de resgate. Booz, então, informou-lhe que, adquirindo as terras de Noemi, deveria levar, também, Rute, a Moabita, mulher do defunto, para conservar o nome do defunto em sua herança. Preocupado com o prejuízo que tal união traria ao seu patrimônio, por se tratar de uma mulher estrangeira, o homem declinou do seu direito, deixando para Booz o uso do privilégio.

                            Os anciãos e toda a cidade foram testemunhas da honestidade de Booz para com o seu parente e abençoaram sua união com Rute que, não tardou, deu-lhe um filho o qual era muito amado por Noemi, por representar um amparo na sua velhice. O nome da criança: Obed, que gerou Isaí (ou Jessé), que gerou Davi. Rute, então, seria a bisavó do rei Davi.

                          As mulheres da cidade bendiziam o nome de Deus diante de Noemi afirmando: "Bendito seja Deus, que não te recusou um libertador neste dia. Que o seu nome seja um dia célebre em Israel! Ele te dará a vida e será sustentáculo de tua velhice, porque tua nora, aquela que o gerou é que te ama e é para ti mais preciosa que sete filhos!" E todas prestaram muitas homenagens a Noemi que por intermédio da nora generosa, voltava a ter uma família em torno de si.

                            Que valores o Livro de Rute revela? A compaixão e a generosidade. Rute teve compaixão de Noemi e, mesmo sendo liberada por ela, para buscar sua felicidade, preferiu caminhar ao lado da sogra que nada mais tinha para lhe oferecer. Foi generosa, ao buscar um trabalho para providenciar o sustento de ambas. A solidariedade. Booz, sem nada esperar em troca, acolheu com carinho e atenção Rute, uma estrangeira que só queria trabalhar para sobreviver e dar sustento à sogra, uma mulher idosa e viúva. A honestidade. Booz, embora conhecedor do seu direito de resgate sobre Rute, reconheceu a existência de outro homem que tinha mais direito do que ele, e submeteu-se à vontade deste, respeitando-lhe a livre opção. A Recompensa divina. Deus sempre abençoa a vida daqueles que agem com amor, com compaixão, com solidariedade e com respeito para com o próximo.

                            Por fim, a lição maior: o amor. Mais importante do que a lei civil e social à qual Esdras se apegara, é a lei do amor, principalmente para com o pobre desamparado, com a viúva e com o estrangeiro.

                            Se você ainda não leu o Livro de Rute, não perca mais tempo. São apenas quatro capítulos e uma história fascinante que tem muito a ensinar aos homens de todos os tempos.

    Luiz Antonio de Moura é graduado em Direito (Universidade Católica de Petrópolis), pós-graduado em Direito do Trabalho (Universidade Estácio de Sá) e em Administração Pública (Fundação Getúlio Vargas-RJ), trabalha no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região - RJ e, atualmente, é aluno de Teologia no Instituto Teológico Franciscano - ITF, em Petrópolis-RJ. Administra o site www.lisaac.blog.br e a página Sementes de vida: É tempo de semear, no Facebook.

     

    ago 30

    FAMÍLIA: CAMINHOS E DESAFIOS

    FAMÍLIA-PASTOR ELTON

    - OS PILARES DA FAMÍLIA - 

    *Por Pastor Elton Pothin

                             Toda estrutura familiar é como uma ponte sustentada por pilares. Estes pilares são os pais, que mantêm firmes e fortes à medida em que cuidam e investem reciprocamente em sua relação, à medida que oxigenam o seu relacionamento com o devido esmero sabedoria e frequência. Pilares firmes garantem e preservam um clima de LAR, em que os envolvidos podem interagir, desenvolvendo uma experiência gratificante e gostosa. 

                            O bom relacionamento do casal (os pilares da família) é de fundamental importância na orientação dos filhos, não só porque os filhos um dia serão a cópia dos pais no sentido de viverem o exemplo recebido, tanto positivo quanto negativo, mas principalmente para que o próprio casal possa assumir e desempenhar a sua função de pai e mãe com alegria. 

                            Assim, antes de falarmos de família, é preciso primeiramente falar do relacionamento conjugal e da necessidade de INVESTIMENTO NA RELAÇÃO CONJUGAL, independentemente da sua configuração. 

                            Nós sabemos que a natureza sujeita tudo e todos às leis do desgaste, do envelhecimento e do enfraquecimento. Tudo, inclusive a relação conjugal, sofre este natural processo de desgaste. O que podemos e devemos fazer é nos empenhar ao máximo para retardar este processo, torna-lo mais lento e menos doloroso para a felicidade do casal e da família. 

                            Como para tudo na atualidade existem estudos e métodos, também no relacionamento familiar e conjugal existem métodos e estudos que auxiliam a diminuir o desgaste do matrimônio. 

                          Todos conhecemos a história de um homem que foi procurar um conselheiro matrimonial (ou um pastor ou um padre – as versões variam) para falar que iria se separar da sua mulher: 

                            - Pois é, depois de 40 anos de casamento, vou me separar, o amor acabou, o encantamento sumiu, não amo mais a minha mulher. Ela me cansou. Não dá mais, acabou, não tem mais o que fazer. 

                            - Tem, sim – disse o conselheiro. - Ame a sua mulher! 

                            - Mas eu acabei de dizer que não amo mais a minha mulher. Não tem mais o que fazer! 

                            - Tem, sim. Ame a sua mulher! – repetiu o conselheiro. 

                            - O senhor deve ser surdo ou está de gozação comigo! Já disse que não amo mais minha mulher, acabou e pronto! – esbravejou o homem. 

                           - Eu ouvi muito bem o que o senhor disse, respondeu o conselheiro. Mas o senhor ainda não se deu conta de algo fundamental: AMAR É UM VERBO. PRESSUPÕE E EXIGE ATITUDES. O QUE O SENHOR TEM FEITO OU FAZ PARA AMAR A SUA MULHER? 

                            Sim, amar é ATITUDE. De fazer bem ao outro, de gestos de carinho, de amor, de uma palavra de elogio, de um agrado – sem esperar recompensa. 

                            Para isso, é preciso que o casal se conheça. Você, como cônjuge, deve conhecer a família do seu marido, da sua esposa, pois assim poderá entender o jeito dele/a ser, poderá entender porque ele reage ou age de tal forma, podendo lidar melhor com isso. Assim, também é preciso conhecer o marido, a esposa para que se saiba do que ele ou ela gostam – como fazer um agrado se você não sabe do que seu cônjuge gosta? 

                            E como conhecer meu marido, minha esposa? Pelo DIÁLOGO. 

                           Conheci um casal onde o marido sempre servia a ela um pedaço de carne com gordura. O melhor pedaço de carne com gordura. Somente anos mais tarde ela disse que não gostava de carne com gordura. Era ele quem gostava e queria agradar a esposa dando a ela algo que ele achava delicioso! Para não desapontar o marido que lhe oferecia aquele pedaço de carne com tanta alegria, aceitava e nada dizia. Ela acabava comendo uma carne que não gostava e ele ficava sem aquele pedaço de carne que considerava delicioso. 

                            Assim, para um relacionamento duradouro e feliz, a primeira atitude é o diálogo – conversar para se conhecer melhor, ver afinidades, ver diferenças, para saber como agir com seu cônjuge de tal forma que você vá poder lhe fazer um agrado e ele realmente ficar feliz – para evitar atitudes que provoquem conflito. 

                           O casal precisa ser, antes de tudo, AMIGO. A amizade é uma das facetas básicas do amor. Sem amizade, o amor não pode se desenvolver. E amigos conversam, amigos se divertem juntos, amigos riem juntos, amigos curtem a vida juntos. 

                           AMOR É ATITUDE. Mais que sentimento, pois o sentimento, sem atitude, desgasta e se vai, como no exemplo dado acima.

     

     No próximo artigo, continuaremos a tratar do assunto.

     
    Pastor Elton Pothin, é natural de Arroio do Tigre-RS, formou-se em Teologia pela Faculdade de Teologia da Escola Superior de Teologia da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil em São Leopoldo/RS, em julho de 1993. Atuou como Pastor nas Comunidades de Teutônia/RS; Martin Luther (Joinville/SC) e, ultimamente, está à frente da Comunidade Evangélica de Confissão Luterana em Petrópolis-RJ.
     

    ago 30

    EVANGELHO DE HOJE: LEIA, CLICANDO AQUI!

    Hand and cross on light beams background

    DOMINGO, 30 DE AGOSTO DE 2015 –

    22º DOMINGO Tempo Comum –

    Evangelho – Mc 7,1-8.14-15.21-23 –

    Vós abandonais o mandamento de Deus para seguir a tradição dos homens –

    † Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 7,1-8.14-15.21-23 –

    Naquele tempo:

    1 Os fariseus e alguns mestres da Lei vieram de Jerusalém e se reuniram em torno de Jesus. 2 Eles viam que alguns dos seus discípulos comiam o pão com as mãos impuras, isto é, sem as terem lavado. 3 Com efeito, os fariseus e todos os judeus só comem depois de lavar bem as mãos, seguindo a tradição recebida dos antigos. 4 Ao voltar da praça, eles não comem sem tomar banho. E seguem muitos outros costumes que receberam por tradição: a maneira certa de lavar copos, jarras e vasilhas de cobre. 5 Os fariseus e os mestres da Lei perguntaram então a Jesus: 'Por que os teus discípulos não seguem a tradição dos antigos, mas comem o pão sem lavar as mãos?' 6 Jesus respondeu: 'Bem profetizou Isaías a vosso respeito, hipócritas, como está escrito: 'Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim. 7 De nada adianta o culto que me prestam, pois as doutrinas que ensinam são preceitos humanos'. 8 Vós abandonais o mandamento de Deus para seguir a tradição dos homens'. 14 Em seguida, Jesus chamou a multidão para perto de si e disse: 'Escutai todos e compreendei: 15 o que torna impuro o homem não é o que entra nele vindo de fora, mas o que sai do seu interior. 21 Pois é de dentro do coração humano que saem as más intenções, imoralidades, roubos, assassínios, 22 adultérios, ambições desmedidas, maldades, fraudes, devassidão, inveja, calúnia, orgulho, falta de juízo. 23 Todas estas coisas más saem de dentro, e são elas que tornam impuro o homem'.

    Palavra da Salvação!

     Fonte: http://liturgiadiaria.cnbb.org.br/app/user/user/UserView.php?ano=2015&mes=7&dia=27

     

    ago 30

    JESUS E OS MESTRES DA LEI: PALAVRA DO SACERDOTE

    JOSÉ E MARIA-2

    O que mancha o homem -

     *Por Mons. José Maria Pereira -

                 O Evangelho (Mc 7, 1-8. 14-15. 21-23) mostra quando os fariseus e alguns mestres da Lei se reuniram em torno de Jesus e lhe perguntaram por que os discípulos não seguiam a tradição dos antigos, mas comiam o pão sem lavar as mãos. Jesus, citando Isaías, lhes respondeu que eles eram um povo que O honrava com os lábios, mas seu coração estava longe dele. De nada adianta o culto que prestavam, pois as doutrinas que ensinavam eram preceitos humanos. E concluiu, dizendo que eles tinham abandonado o mandamento de Deus para seguir a tradição dos homens.

                E, disse Jesus, que o que torna impuro o homem não é o que entra nele, vindo de fora, mas o que sai de seu interior. Pois é de dentro do coração humano que saem as más intenções, imoralidades, roubos, assassínios, adultérios, etc...

                Deus olha o interior das pessoas e não as práticas exteriores e formais.

                É hipocrisia lavar escrupulosamente as mãos ou dar importância a qualquer outra exterioridade, se o coração estiver cheio de vícios.

                As ações do homem procedem do coração. E se este está manchado, o homem inteiro fica manchado.

                Jesus rejeita a mentalidade que se ocultava por trás daquelas prescrições desprovidas de conteúdo interior, e ensina-nos a amar a pureza de coração, que nos permitirá ver a Deus no meio das nossas tarefas.

                “Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus” (Mt 5,8).

                A pureza de alma – castidade e retidão interior nos afetos e sentimentos- tem que ser plenamente amada e procurada com alegria e com empenho, apoiando-nos sempre na graça de Deus. Só pode ser alcançada mediante uma luta positiva e constante, prolongada ao longo de uma vida que se mantém vigilante pelo exame de consciência diário; também fruto de um grande amor à Confissão frequente bem feita, mediante a qual o Senhor nos purifica e nos “lava” o coração, cumulando-nos da sua graça.

                Com a ajuda da graça, é tarefa de todos os cristãos mostrar, com uma vida limpa e com a palavra, que a castidade é uma virtude essencial a todos – homens e mulheres, jovens e adultos-, e que cada um deve vivê-la de acordo com as exigências do estado a que o Senhor o chamou; “é exigência de amor. É a dimensão da sua verdade interior no coração do homem, e sem ela não seria possível amar nem a Deus nem aos outros” (São João Paulo II).

                Essa pureza cristã, a castidade, sempre constituiu uma das glórias da Igreja e uma das manifestações mais claras da sua santidade. Hoje, como nos tempos dos primeiros cristãos, muitos homens e mulheres procuram viver a virgindade e o celibato no meio do mundo – sem serem mundanos -, por amor do Reino dos Céus (Mt 19,12). E uma grande multidão de esposos cristãos vivem santamente a castidade segundo o seu estado matrimonial. Como ensina a Igreja: “tanto o matrimônio como a virgindade e o celibato são dois modos de expressar e de viver o único mistério da Aliança de Deus com o seu povo” (Familiaris Consortio, 16).

                Façamos como oração, como jaculatória, a prece que a liturgia dirige ao Espírito Santo, na festa de Pentecostes: “Limpa na minha alma o que está sujo, rega o que se tornou árido, sem fruto, cura o que está doente,dobra o que é rígido, aquece o que está frio, dirige o que se extraviou.”

                Sozinhos nós  não somos capazes de purificar nosso coração das intenções más e de nos abrirmos de modo justo à novidade do Espírito: devemos confiar-nos, para tanto, à força redentora de Cristo que se torna operante em nós, na Eucaristia... Graças à Eucaristia, podemos dizer com ainda maior razão aquilo que dizia Moisés: “Qual é a grande nação cujos deuses lhe são tão próximos, como o Senhor nosso Deus?” (Dt 4,7).

                Intensifiquemos a leitura, a meditação da Palavra de Deus! Possamos acolhê-La e colocá-La em prática! Ensina São Tiago: “Sede praticantes da Palavra e não meros ouvintes, enganando-vos a vós mesmos” (Tg 1,22).

                Como ensinava S. Francisco de Assis: “O homem vale o que é diante de Deus e nada mais.” Jesus desloca todo o sentido da  lei do exterior para o interior, da boca para o coração, de “fora” do homem para “dentro” do homem, como diz retomando uma expressão de Isaías: “Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim...” (Mc 7,6).

                A quem dirige Jesus todas essas observações? Somente aos fariseus de seu tempo? Não! Diz-nos Jesus: “Escutai, TODOS, e compreendei...” (Mc 7,14).

     
    Mons. José Maria Pereira, Sacerdote da Diocese de Petrópolis, é, também, Reitor do Seminário Diocesano Nossa Senhora do Amor Divino, e colabora enviando semanalmente a homilia do domingo.
     

    ago 30

    SEMANÁRIO DOMINICAL

    PAULO DAHER

    22°Domingo -  Ano B - 30.08.15  

     *Por Mons. Paulo Daher

    Quem pode entrar em tua casa, Senhor ? A vida que nos foi dada traz em si os melhores caminhos que possam conduzir-no para nossa felicidade. Em sua sabedoria o Senhor coloca diante de nós toda a sua obra em a natureza com a riqueza e variedade de seres. Diante desta maravilhosa organização, deseja que O reconheçamos como um Pai que nos dá estes presentes como forma de amor. E espera que lhe retribuamos também em nossa vida com muito amor. Não é só resposta e obediência a Deus nosso Senhor e Pai. Garante-nos realizar nosso destino com as aspirações que cada um de nós manifesta.

    A Palavra do Senhor que nos trouxe à vida está gravada em nossos corações e é sempre luz divina que nos guia pela verdade afastando-nos do erro. Palavra que garante que nunca estamos sozinhos. Ela é como a nuvem luminosa que guiava o povo judeu no deserto para a Terra Prometida.Segui-la é garantia de escolhermos o melhor caminho.

    O Senhor deu-nos com a luz da consciência, com a razão e iluminados pela fé a possibilidade de melhores escolhas. Diante da vida sempre temos de decidir pelo melhor. Por isso nossas intenções é que determinam as escolhas que fazemos.  A leitura da Palavra de Deus meditada cada dia orienta-nos na verdade como Cristo nos ensinou.  Assim sentimo-nos mais amparados pelo carinho do Senhor.    

    Feitos para partilhar nossa vida com todos, nossa palavra mostra nossos sentimentos, faz-nos conhecer quem são os outros. É força que manifesta interesse e amizade. Deus se dá a conhecer a cada um de nós por sua Palavra. Faz-se presente dando-nos alegria, paz e satisfação de viver. Ensina-nos o melhor caminho para conviver bem com todos.

     
    Monsenhor Paulo Daher é Sacerdote da  Diocese de Petrópolis, e colabora enviando semanalmente comentários ao Evangelho de domingo.
     

     

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