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Sementes de vida, ������© tempo de semear

Arquivo por mês: junho 2015

jun 30

A VOZ DE DEUS

A VOZ DE DEUS

- A VOZ QUE VEM DE DENTRO -

*Por Luiz Antonio de Moura -

            Quantas vezes a gente diz: “parece que uma voz me disse para...?” ou: “alguma coisa estava me dizendo que...?”, sem saber explicar exatamente as razões do nosso sentir. Muitas vezes, em nossa vida, dizemos que rezamos, rezamos, e não obtemos uma resposta de Deus. Acreditamos, nessas ocasiões, que estamos sozinhos no mundo, porque falamos a esmo sem que ninguém nos ouça ou responda.

            Não é verdade! No interior de cada um de nós habita o Espírito de Deus, porque, segundo o Apóstolo Paulo nos alertou: “Porventura não sabeis que os vossos membros são templo do Espírito Santo, que habita em vós, que vos foi dado por Deus, e que não pertenceis a vós mesmos? (I Cor 6, 19). Se acreditamos que o Espírito de Deus habita em nós, não podemos pretender que Ele seja nosso escravo, condenado ao eterno silêncio. Que sofrimento estaríamos infringindo ao próprio Deus, falando com Ele como se fôssemos cegos. Você já observou que um deficiente visual, quando está falando com alguém, move seu rosto na direção desse alguém, e que se esse alguém silenciosamente muda de posição, de forma sorrateira, o deficiente continua olhando naquela primeira direção? Muitos de nós agimos assim com Deus, falamos com Ele olhando para o céu, para o universo e para o infinito, quando Ele, na realidade, está dentro de nós. Depois ficamos esperando que aquele Deus do céu, do universo e do infinito responda às nossas lamurias.

            A relação do homem com Deus continua bastante deficiente, porque o homem não aprendeu a buscar nas Escrituras as pistas corretas que levam-no a Deus. O homem insiste em buscar Deus aonde ele pensa encontra-lo, e não no exato lugar em que Deus já disse estar.

            O capítulo 3, do Livro do Êxodo relata que Moisés era um humilde pastor das ovelhas do seu sogro Jetro, quando percebeu que uma sarça ardia em fogo, sem ser consumida por ele. O fato chamou a atenção do velho pastor que já tencionava caminhar na direção da sarça, quando ouviu a voz divina chamando por ele. Deus não apenas falou com Moisés, revelando-lhe o desejo de libertar o povo do jugo do Faraó, como revelou-lhe, inclusive, o seu nome, naquele momento histórico, uma graça que não foi concedida nem a Abraão, nem a Isaac nem a Jacó. Assim disse o Senhor a Moisés: “Eu sou o Senhor, que apareci a Abraão, a Isaac e a Jacó, como o Deus onipotente, mas não lhes revelei o meu nome Adonai” (Ex. 6, 2-3).

            Mais tarde Moisés buscará a presença de Deus no alto do monte Sinai, onde pede ao Senhor: “Mostra-me tua Glória. E o Senhor respondeu: eu te mostrarei todo o bem, e pronunciarei o nome do Senhor diante de ti; e me compadecerei de quem eu quiser; serei clemente com quem eu quiser. E acrescentou: Não poderás ver a minha face, porque o homem não pode ver-me e viver. Disse mais: Eis um lugar junto de mim, e tu estarás sobre aquela pedra. Quando passar a minha glória, eu te porei na concavidade da pedra, e te cobrirei com a minha direita, até que tenha passado. Depois tirarei minha mão e me verás pelas costas; mas meu rosto não poderás ver” (Ex 33, 18-23).

            Deus, porém,  não se omitiu perante o povo e fê-lo, também, ouvir sua voz, assim falando a Moisés: “Eis que vou aproximar de ti na obscuridade de uma nuvem, a fim de que o povo ouça quando eu te falar, e para que também confie em ti para sempre” (Ex 19, 9).

            Portanto, o nosso Deus é um Deus que fala ao homem. Fala de diversas formas, como nos mostra o profeta Zacarias ao assim dizer: “Então, o Senhor, dirigindo-se ao anjo que falava em mim”  e “Eis que o anjo que falava em mim, saiu para fora, e outro anjo veio-lhe ao encontro”  e ainda “E o anjo que falava em mim voltou e despertou-me, como a um homem a quem despertam do seu sono” (Zc 2,3; 4,2). O “Falava em mim”, utilizado pelo profeta, quer dizer que de dentro dele se fazia ouvir a voz do anjo, por meio da sua própria boca.

            Onde está a voz de Deus? aonde Deus está falando, de qual direção vem Sua voz? A resposta parece clara: de dentro de cada um de nós, porque é lá que Deus vive. Quer encontrar-se com Deus? faça uma visita ao interior do seu espírito. Não passe toda a sua vida ajoelhado olhando para o alto, para a imagem à sua frente ou para o ícone afixado na parede. Olhe para dentro de si, e verá Deus. Olhe para dentro de si e faça silêncio, e ouvirá a voz de Deus. Não é magia, não é invenção de ninguém. É realidade! A voz que vem de dentro de cada um de nós – admoestando, exortando, revelando, perdoando, conduzindo, pacificando e convidando à conversão e à penitência, ao perdão e ao amor ao próximo – é a voz de Deus. Isso é belo e cheio de vida, mas, não é retórica, é realidade. Faça essa experiência. Faça constantemente exercícios de viagem interior, em silêncio, e dentro em pouco a Voz de Deus será ouvida.

            No princípio, afirma o narrador do Livro de Gêneses, o Espírito de Deus pairava sobre as águas (Gn 1, 2). O Espírito de Deus paira ainda sobre as águas do nosso profundo abismo interior, e está sempre pronto para, como fez no princípio, ordenar “Faça-se a Luz”, e o dia brilhará em nossa vida. Crê nisso; busque isso insistentemente e a sua vida será plena e abundante. Ouça a voz de Deus, nesse momento, Ele está falando com você. Feche seus olhos, faça silêncio e ouça! É Ele, é Deus falando contigo nesse momento! Acredite nisso e viverá e sobreviverá a tudo, inclusive à própria morte. Amém? Diga Amém.

*Luiz Antonio de Moura é graduado em Direito (UCP), pós-graduado em Direito do Trabalho (Estácio de Sá) e em Administração Pública (FGV/RJ) e, atualmente, cursa Teologia no Instituto Teológico Franciscano - ITF, em Petrópolis-RJ. Também, administra, com Patrícia de Moraes,  o site www.lisaac.blog.br e a página www.facebook.com/lisaac.sementes

jun 30

A VOZ DE DEUS

A VOZ DE DEUS

- A VOZ QUE VEM DE DENTRO -

*Por Luiz Antonio de Moura -

            Quantas vezes a gente diz: “parece que uma voz me disse para...?” ou: “alguma coisa estava me dizendo que...?”, sem saber explicar exatamente as razões do seu sentir. Muitas vezes, em nossa vida, dizemos que rezamos, rezamos, e não obtemos uma resposta de Deus. Acreditamos, nessas ocasiões, que estamos sozinhos no mundo, porque falamos a esmo sem que ninguém nos ouça ou responda.

            Não é verdade! No interior de cada um de nós habita o Espírito de Deus, porque, segundo o Apóstolo Paulo nos alertou: “Porventura não sabeis que os vossos membros são templo do Espírito Santo, que habita em vós, que vos foi dado por Deus, e que não pertenceis a vós mesmos? (I Cor 6, 19). Se acreditamos que o Espírito de Deus habita em nós, não podemos pretender que Ele seja nosso escravo, condenado ao eterno silêncio. Que sofrimento estaríamos infringindo ao próprio Deus, falando com Ele como se fôssemos cegos. Você já observou que um deficiente visual, quando está falando com alguém, move seu rosto na direção desse alguém, e que se esse alguém silenciosamente muda de posição, de forma sorrateira, o deficiente continua olhando naquela primeira direção? Muitos de nós agimos assim com Deus, falamos com Ele olhando para o céu, para o universo e para o infinito, quando Ele, na realidade, está dentro de nós. Depois ficamos esperando que aquele Deus do céu, do universo e do infinito responda às nossas lamurias.

            A relação do homem com Deus continua bastante deficiente, porque o homem não aprendeu a buscar nas Escrituras as pistas corretas que levam-no a Deus. O homem insiste em buscar Deus aonde ele pensa encontra-lo, e não no exato lugar em que Deus já disse estar.

            O capítulo 3, do Livro do Êxodo relata que Moisés era um humilde pastor das ovelhas do seu sogro Jetro, quando percebeu que uma sarça ardia em fogo, sem ser consumida por ele. O fato chamou a atenção do velho pastor que já tencionava caminhar na direção da sarça, quando ouviu a voz divina chamando por ele. Deus não apenas falou com Moisés, revelando-lhe o desejo de libertar o povo do jugo do Faraó, como revelou-lhe, inclusive, o seu nome, naquele momento histórico, uma graça que não foi concedida nem a Abraão, nem a Isaac nem a Jacó. Assim disse o Senhor a Moisés: “Eu sou o Senhor, que apareci a Abraão, a Isaac e a Jacó, como o Deus onipotente, mas não lhes revelei o meu nome Adonai” (Ex. 6, 2-3).

            Mais tarde Moisés buscará a presença de Deus no alto do monte Sinai, onde pede ao Senhor: “Mostra-me tua Glória. E o Senhor respondeu: eu te mostrarei todo o bem, e pronunciarei o nome do Senhor diante de ti; e me compadecerei de quem eu quiser; serei clemente com quem eu quiser. E acrescentou: Não poderás ver a minha face, porque o homem não pode ver-me e viver. Disse mais: Eis um lugar junto de mim, e tu estarás sobre aquela pedra. Quando passar a minha glória, eu te porei na concavidade da pedra, e te cobrirei com a minha direita, até que tenha passado. Depois tirarei minha mão e me verás pelas costas; mas meu rosto não poderás ver” (Ex 33, 18-23).

            Deus, porém,  não se omitiu perante o povo e fê-lo, também, ouvir sua voz, assim falando a Moisés: “Eis que vou aproximar de ti na obscuridade de uma nuvem, a fim de que o povo ouça quando eu te falar, e para que também confie em ti para sempre” (Ex 19, 9).

            Portanto, o nosso Deus é um Deus que fala ao homem. Fala de diversas formas, como nos mostra o profeta Zacarias ao assim dizer: “Então, o Senhor, dirigindo-se ao anjo que falava em mim”  e “Eis que o anjo que falava em mim, saiu para fora, e outro anjo veio-lhe ao encontro”  e ainda “E o anjo que falava em mim voltou e despertou-me, como a um homem a quem despertam do seu sono” (Zc 2,3; 4,2). O “Falava em mim”, utilizado pelo profeta, quer dizer que de dentro dele se fazia ouvir a voz do anjo, por meio da sua própria boca.

            Onde está a voz de Deus? aonde Deus está falando, de qual direção vem Sua voz? A resposta parece clara: de dentro de cada um de nós, porque é lá que Deus vive. Quer encontrar-se com Deus? faça uma visita ao interior do seu espírito. Não passe toda a sua vida ajoelhado olhando para o alto, para a imagem à sua frente ou para o ícone afixado na parede. Olhe para dentro de si, e verá Deus. Olhe para dentro de si e faça silêncio, e ouvirá a voz de Deus. Não é magia, não é invenção de ninguém. É realidade! A voz que vem de dentro de cada um de nós – admoestando, exortando, revelando, perdoando, conduzindo, pacificando e convidando à conversão e à penitência, ao perdão e ao amor ao próximo – é a voz de Deus. Isso é belo e cheio de vida, mas, não é retórica, é realidade. Faça essa experiência. Faça constantemente exercícios de viagem interior, em silêncio, e dentro em pouco a Voz de Deus será ouvida.

            No princípio, afirma o narrador do Livro de Gêneses, o Espírito de Deus pairava sobre as águas (Gn 1, 2). O Espírito de Deus paira ainda sobre as águas do nosso profundo abismo interior, e está sempre pronto para, como fez no princípio, ordenar “Faça-se a Luz”, e o dia brilhará em nossa vida. Crê nisso; busque isso insistentemente e a sua vida será plena e abundante. Ouça a voz de Deus, nesse momento, Ele está falando com você. Feche seus olhos, faça silêncio e ouça! É Ele, é Deus falando contigo nesse momento! Acredite nisso e viverá e sobreviverá a tudo, inclusive à própria morte. Amém? Diga Amém.

*Luiz Antonio de Moura é graduado em Direito (UCP), pós-graduado em Direito do Trabalho (Estácio de Sá) e em Administração Pública (FGV/RJ) e, atualmente, cursa Teologia no Instituto Teológico Franciscano - ITF, em Petrópolis-RJ. Também, administra, com Patrícia de Moraes,  o site www.lisaac.blog.br e a página www.facebook.com/lisaac.sementes

jun 30

EVANGELHO DE HOJE – CLIQUE AQUI E LEIA

BÍBLIA PARA O DOMINGOTERÇA-FEIRA, 30 DE JUNHO DE 2015 –

 Evangelho – Mt 8, 23-27 –

 Levantando-se, ameaçou os ventos e o mar, e fez-se uma grande calmaria -

  Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 8, 23-27 -

Naquele tempo: 

23 Jesus entrou na barca,  e seus discípulos o acompanharam.  24 E eis que houve uma grande tempestade no mar,  de modo que a barca estava sendo coberta pelas ondas.  Jesus, porém, dormia.  25 Os discípulos aproximaram-se e o acordaram,  dizendo: 'Senhor, salva-nos,  pois estamos perecendo!'  26 Jesus respondeu:  'Por que tendes tanto medo, homens fracos na fé?'  Então, levantando-se, ameaçou os ventos e o mar,  e fez-se uma grande calmaria.  27 Os homens ficaram admirados e diziam:  'Quem é este homem, que até os ventos e o mar lhe obedecem?' 

Palavra da Salvação!

jun 30

LITURGIA DIÁRIA

Liturgia diária-2

LEITURAS SUGERIDAS PARA HOJE - 30/JUN/2015 –

1ª Leitura - Gn 19,15-29 Salmo - Sl 25,2-3. 9-10. 11-12 (R.3a) Evangelho - Mt 8,23-27 Reflexão - Mt 8, 23-27

jun 29

EVANGELHO DE HOJE – CLIQUE AQUI E LEIA

BÍBLIA PARA O DOMINGO

SEGUNDA-FEIRA, 29 DE JUNHO DE 2015 –

   

Evangelho – Mt 8, 18-22 –

 Segue-me! -

  Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo  Mateus 8, 18-22

 Naquele tempo: 

18 Vendo uma multidão ao seu redor,  Jesus mandou passar para a outra margem do lago.  19 Então um mestre da Lei aproximou-se e disse:  'Mestre, eu te seguirei aonde quer que tu vás.'  20 Jesus lhe respondeu:  'As raposas têm suas tocas  e as aves dos céus têm seus ninhos;  mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça.'  21 Um outro dos discípulos disse a Jesus:  'Senhor, permite-me  que primeiro eu vá sepultar meu pai.'  22 Mas Jesus lhe respondeu:  'Segue-me, e deixa que os mortos sepultem os seus mortos.' 

 Palavra da Salvação!

jun 29

LITURGIA DIÁRIA

Liturgia diária-2

LEITURAS SUGERIDAS PARA HOJE - 29/JUN/2015 –

1ª Leitura - Gn 18,16-33 Salmo - Sl 102,1-2. 3-4. 8-9. 10-11 (R. 8a) Evangelho - Mt 8,18-22 Reflexão - Mt 8, 18-22

jun 28

PATROLOGIA: O FAROL DO CRISTIANISMO

farol de alexandria

– OS PADRES DA IGREJA NASCENTE – CONTINUAÇÃO -

                              Estamos dando continuidade ao ciclo de matérias sobre os primeiros séculos do cristianismo, apresentando a vida e a obra dos Pais da Igreja, assim como dos escritores eclesiásticos, cujo conteúdo e essência são estudados e conservados pela ciência da Patrologia que, devido à enorme importância para a história da Igreja de Cristo, decidimos cognominá-la como o “Farol do Cristianismo”.

                              Hoje, amparados no magistério de homens do escol de Bento XVI, de Jacques Liébaert, de Berthold Altaner e de Alfred Stuiber, além da historiografia de Eusébio de Cesareia, estamos trazendo a 1ª parte da vida e da obra de um dos grandes personagens do período analisado: Orígenes.

                              Ao leitor, devemos informar que: conhecer a vida e a obra dos Pais da Igreja, bem como a dos escritores eclesiásticos, é conhecer os primeiros passos do cristianismo por intermédio daqueles que, ou conviveram e foram discípulos de alguns dos discípulos de Jesus, ou foram discípulos de mestres que com eles conviveram e aprenderam, e apreenderam, muito sobre a estada e a missão do Cristo aqui na terra. Portanto, a leitura dessas matérias só fará engrandecer a caminhada do cristão deste início de século XXI, fornecendo suporte para que a tocha do Evangelho seja passada às mãos das próximas gerações, de modo a perpetuar-se no tempo, enquanto o Senhor permitir.

                         Hoje, em prosseguimento com o relato sobre a vida e a obra de Orígenes, vamos buscar refúgio nos ensinamentos de Berthold Altaner e Alfred Stuiber que, no Livro “Patrologia, editado pelas Edições Paulinas. São Paulo: 1972. 540 páginas”, traz potente material biográfico acerca desse ícone da Igreja dos primeiros séculos:

55 . ORÍGENES

Escólios, homílias e comentários.

 “Orígenes redigiu comentários sobre quase todos os livros bíblicos, muitos deles em duas, alguns mesmo em três diferentes formas literárias: em parte, na forma de escólios (schólia), a saber, breves notas acerca das passagens ou termos difíceis, à imitação dos gramáticos alexandrinos; ou, em parte homílias (homilíai, tractatus), isto é, preleções ou sermões, de cunho popular e edificante, amiúde improvisados, transcritos por estenógrafos e mais tarde, depois de revistos, publicados (alguns só póstumos); em parte ainda comentários eruditos, na acepção de hoje (tómoi, “volumina”), cujas explicações eram, às vezes, entremeadas de longas dissertações teológicas.

 a) Não resta escólio algum, na íntegra. Algumas notas encontram-se dispersas na “Philocalia” e em “catenae”. Os Escólios sobre o Apocalipse de João, publicados por Diobouniotis-Harnack, devem ser considerados, com boas razões, como parte de uma “catena”, baseada em Orígenes.

b) As seguintes homílias subsistem no original grego: 20 sobre Jr 1; 1 sobre lSm 28,3-25 (a pitonisa de Endor); — na tradução latina de Rufino (cf. adiante p. 392): 16 homílias sobre Gn; 13 sobre Ex; 16 sobre Lv; 28 sobre Nm; 26 sobre Js; 9 sobre Jz; 9 sobre Sl; na tradução de são Jerônimo; 2 sobre Ct; 8 (9?) sobre Is; 14 sobre Jr; 14 sobre Ez; 39 sobre Lc; — na tradução de santo Hilário de Poitiers: fragmentos de 22 homílias sobre Jó; — na tradução de um anônimo latino: 1 homilia sobre lSm 1-2 (o tradutor seria Rufino). Além desses, foram publicados fragmen­tos de homílias sobre Jó, Sm 1-2, Rs 1-2; lCor, Hb etc. 

Das 574 homílias (aproximadamente) de autoria de Orígenes não existem hoje senão 21 no original grego; das homílias vertidas ao latim perderam-se 388. Estas pregações proferidas a serviço das almas e com a finalidade de edificar exerceram grande influência sobre a piedade e a mística ulteriores.

c) Nenhum de seus comentários, em geral muito extensos, se conservou na íntegra. Dos 25 livros do Comentário de Mt possuímos 8 livros: 10-17 em grego e uma parte relativamente grande em versão latina anônima (citada como Commentariorum in Mt. series) de Mt 13 e 27,63; — em grego também 8 livros sobre Jo (dos 32); — o livro 1-4 do Comentário do Cântico dos Cânticos, na tradução de Rufino, para o latim; e uma recomposi­ção do Comentário sobre Rm (10 em vez dos 15 livros do ori­ginal). Existe ainda grande número de fragmentos, transmitidos pela Philocalia e sobretudo por “Catenae”. — Um comentário de Jó, em 3 livros, conservados em latim, não é autêntico; cf. p. 273. 

3. Contra Celso  (8 livros), é a mais importante apologia pré-nicena, embora, às vezes, um tanto superficial.

Orígenes a escreveu com mais de 60 anos, a pedido de seu amigo Ambrósio, para refutar o Alethès lógos do filósofo platô­nico Celso (cf. p. 70). Este apresentara Cristo como impostor vulgar e atribuía os aspectos extraordinários de sua vida a uma invenção poética de seus primeiros discípulos, assim como a rápida propagação do cristianismo à impressão que produziram os qua­dros aterradores do juízo final e do fogo do inferno na plebe.

A refutação de Orígenes segue, frase por frase, o escrito de Celso. Às vezes, a argumentação é fraca; mas mesmo assim, im­pressiona pelo tom sereno e digno e pela elevada erudição. Orí­genes, para comprovar a verdade do cristianismo, alega as curas de possessos e de enfermos que ainda, continuamente, Cristo ope­ra; apela, outrossim, para a pureza dos costumes dos fiéis, que brilham no mundo quais luzeiros celestes (phosteres).

4. Dos princípios (Peri archon, De principiis). Esta obra, composta entre 220-30, procura apresentar os problemas mais importantes da fé cristã, sem pretender dar soluções definitivas, em explicação sistemática. Apesar de todas as falhas, acentuadas pelos adversários de Orígenes, no curso das controvérsias origenistas, a obra é tanto mais apreciada quanto se pensa nas dificuldades e perigos que implicava o mero aproveitamento para a exposição da fé cristã, de elementos da filosofia platônica. A obra completa encontra-se somente na versão livre de Rufino, expurgada, o mais possível, de seus erros; a “Philocalia” e duas cartas do imperador Justiniano I encerram fragmentos gregos. A tradução feita por são Jerônimo, durante sua controvérsia com Rufino, não nos foi conservada. A obra consta de, aproximada­mente, 15 tratados bastante independentes; a divisão dos livros não é a original. O 1? livro versa sobre Deus Uno e Trino, os anjos e sua queda; o 25 6 7 * 9 livro trata da criação do mundo, do homem, consi­derado como anjo decaído, aprisionado em um corpo; do pecado original e da redenção por Jesus Cristo, e dos novíssimos. O 3° livro se ocupa do livre arbítrio, do pecado e da restauração de todas as coisas de Deus; o 49 livro trata da Sagrada Escritura como fonte da fé e do tríplice sentido da Bíblia. 

5. Da oração (Perì euches, De oratione): instrui sobre a oração em geral e explana o Pai-nosso; é um belo testemunho da profunda piedade do autor.

6. A Exortação ao martírio foi escrita em Cesareia, em 235, no início da perseguição aos cristãos por Maximino, o Trácio. Orígenes dirigiu-o a dois amigos, o diácono Ambrósio e o presbítero Protocteto — ambos já haviam passado por tribulações — esti­mulando-os a perseverarem com firmeza.

7.  Das numerosas discussões de Orígenes não chegou até nós senão a Disputa com Heráclides que se realizou, provavelmente, entre 244 e 249, na Arábia, tendo sido estenografada (Pap. de Tura). Tema da discussão é a relação do Pai ao Filho, e o modo de traduzi-la na oração eucarística. Além disso, Orígenes respon­de à questão, se a alma está no sangue e em que sentido a alma pode ser dita imortal.

8. Os papiros encontrados em Tura comportam dois tratados ou homílias Sobre a Páscoa, porém, incompletas e em péssimo estado de conservação.

9. Das numerosas Cartas, reunidas em quatro séries diferentes, uma das quais conta mais de cem, restam apenas duas cartas: a primeira dirigida a Gregório, o Taumaturgo, a segunda, a Júlio, o Africano (cf. p. 215)”.

  

jun 28

LEITURA ORANTE – SOBRE ESTA PEDRA…

PEDRO E PAULO

Quem é Jesus? - Solenidade de São Pedro e São Paulo -Mt 16,13-19 –

Preparo-me para a Leitura Orante. Disponho-me ao encontro com Deus, com toda a Igreja virtual que agora reza conosco: Divino Espírito Santo, amor eterno do Pai e do Filho, eu vos adoro, louvo e amo! Peço-vos perdão por todas as vezes que vos ofendi em mim e no meu próximo. Vinde, com a plenitude de vossos dons, nas ordenações, nas consagrações e nas crismas! Iluminai, santificai, aumentai o zelo apostólico! Espírito de verdade, consagro-vos a minha inteligência, imaginação e memória. Iluminai-me! Dai-me conhecer Jesus Cristo Mestre. Revelai-me o sentido profundo do Evangelho e de tudo o que ensina a santa Igreja. (Bv. T. Alberione)

1. Leitura (Verdade)

O que diz o texto do dia? Leio atentamente o texto Mt 16,13-19, observando o testemunho de fé de Pedro. Jesus foi para a região que fica perto da cidade de Cesareia de Filipe. Ali perguntou aos discípulos: - Quem o povo diz que o Filho do Homem é? Eles responderam: - Alguns dizem que o senhor é João Batista; outros, que é Elias; e outros, que é Jeremias ou algum outro profeta. - E vocês? Quem vocês dizem que eu sou? - perguntou Jesus. Simão Pedro respondeu: - O senhor é o Messias, o Filho do Deus vivo. Jesus afirmou: - Simão, filho de João, você é feliz porque esta verdade não foi revelada a você por nenhum ser humano, mas veio diretamente do meu Pai, que está no céu. Portanto, eu lhe digo: você é Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e nem a morte poderá vencê-la. Eu lhe darei as chaves do Reino do Céu; o que você proibir na terra será proibido no céu, e o que permitir na terra será permitido no céu. Simão declara que Jesus é o Filho do Deus vivo. Jesus confirma, declarando a missão de Pedro, o Primado na Igreja: “Você é Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e nem a morte poderá vencê-la. Eu lhe darei as chaves do Reino do Céu; o que você proibir na terra será proibido no céu, e o que permitir na terra será permitido no céu”. Jesus se propõe construir a Igreja que não é simplesmente um prédio, mas é uma nova comunidade. Esta comunidade ou Igreja é do domínio de Jesus. Ele diz: “construirei a minha Igreja”. E Pedro tem nela uma missão de mediação: terá “as chaves”. Terá o poder de abrir e fechar as portas, ligar e desligar, terá o poder de julgar, perdoar e proibir o que não é conforme o projeto do Reino de Jesus.

2. Meditação (Caminho)

O que o texto diz para mim, hoje? A pergunta de Jesus é também para mim: “Quem dizem que eu sou? E você? Quem sou para você?” Estas perguntas merecem uma profunda reflexão de nossa parte e uma resposta coerente e sincera. Veja que resposta bonita deram os bispos em Aparecida: “Jesus Cristo é a plenitude da revelação de Deus, um tesouro incalculável, a “pérola preciosa” (cf. Mt 13,45-46). Verbo de Deus feito carne, Caminho, Verdade e Vida dos homens e das mulheres aos quais abre um destino de plena justiça e felicidade. Ele é o único Libertador e Salvador que, com sua morte e ressurreição, rompeu as cadeias opressivas do pecado e da morte, revelando o amor misericordioso do Pai e a vocação, dignidade e destino da pessoa humana.” (DAp 6). Portanto, para os bispos e para nós, Jesus Cristo é “a plenitude da revelação de Deus”, “um tesouro incalculável”, a “pérola preciosa”, “Verbo de Deus feito carne”, “Caminho, Verdade e Vida”, “O único Libertador e Salvador”. É assim que o acolhemos na nossa vida?

3.Oração (Vida)

O que o texto me leva a dizer a Deus? Rezo com toda Igreja o

Creio

Creio em Deus-Pai, todo poderoso, criador do céu e da terra e em Jesus Cristo seu único Filho, Nosso Senhor que foi concebido pelo poder do Espírito Santo. Nasceu da Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado, desceu a mansão dos mortos, ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai, todo poderoso, de onde há de vir a julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo, na Santa Igreja Católica, na comunhão dos Santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne, na vida eterna. Amém.

4. Contemplação(Vida/ Missão)

- Qual o meu novo olhar a partir da Palavra? - Meu novo olhar será para priorizar Deus em minha vida. Como os apóstolos, sou discípulo missionário de Jesus Cristo. Devo testemunhar e anunciar Jesus Cristo.

Bênção

- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém. - Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém. - Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém. - Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

 
Irmã Patrícia Silva, fsp patricia.silva@paulinas.com.br

jun 28

O SANTO DA SEMANA

SÃO PEDRO E SÃO PAULO

O SANTO DA SEMANA - 

          Todos os dias comemoram-se e festejam-se diversos santos. Homens e mulheres que, de algum modo especial, viveram e doaram suas vidas por amor ao Evangelho e ao próprio Cristo.

               Nesta PRIMEIRA semana do mês de JULHO de 2015 estamos reverenciando os Santos Pedro e Paulo, Pilares do Cristianismo. São Paulo, o Apóstolo dos gentios, o conversor de muitos povos. São Pedro, o discípulo da confiança absoluta do Mestre, que tornou-se o primeiro chefe dos cristãos e que, por sua morte em Roma, é reconhecido como o Primeiro Papa da Igreja Católica. Ambos viveram a fase adulta de suas vidas envoltos pela paixão pelas Sagradas Escrituras, no caso de Paulo e por Jesus Cristo, no caso dos dois. Sobre eles, fomos buscar em Dom Servílio Conti. ICM, os dados biográficos mais contundentes e capazes de seduzir a tantos quantos deles tomem conhecimento.

SANTOS PEDRO E PAULO

“A liturgia romana sempre reuniu os dois apóstolos Pedro e Paulo numa só solenidade, por considerá-los os fundadores da Igreja de Roma Tendo os dois padecido o martírio na perseguição de Nero, a tradição os identificou também no dia de sua morte: 29 de junho. Pedro e Paulo são de fato os pilares da Igreja primitiva. Unidos, representam um símbolo visível tão necessário nos dias de hoje, da colegialidade do episcopado na Igreja."

Desde o início, Pedro é representado nos Evangelhos como o primeiro dos apóstolos. Em todas as listas ou catálogos dos nomes dos apóstolos, Pedro figura sempre em primeiro lugar. E, nos momentos decisivos em que a missão de Cristo envolve crise, é sempre São Pedro o porta-voz dos apóstolos, o primeiro a proclamar a fé da Igreja primitiva.

Seu nome de família era Simão, filho de Jonas, mas Jesus, no primeiro encontro, mudou-lhe o nome para Pedro, pedra-rocha, e mais tarde dá a ra­zão disso (Mt 16,13-20). Pedro era irmão de André, nascido em Betsaida. pescador de profissão, casado e morava em Cafarnaum, quando Jesus o chamou ao apostolado. No Evangelho, aparece como homem de tempera­mento impulsivo, mas leal, expansivo, generoso e, sobretudo, muito apega­do ao Mestre. Jesus, aos poucos, o coloca em evidência entre os apóstolos, marcando-o como seu futuro vigário na Igreja. Em Cesareia de Filipe, Jesus diz solenemente a Pedro: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Dar-te-ei as cha­ves do reino dos céus, e tudo o que ligares sobre a terra, será ligado também no céu, e tudo o que desligares na terra será desligado também no céu”.

Com estas palavras Jesus anuncia, entre outras coisas, que Pedro é a ro­cha inabalável que serve de fundamento à Igreja, na mesma recebe o supre­mo poder, e a ele são entregues as chaves do Céu.

Depois da Ressurreição, na praia do Lago de Genesaré, Jesus dirigiu-se novamente a Pedro, perguntando-lhe: “Simão, filho de Jonas, amas-me mais que estes?” Ele respondeu: “Sim, Senhor, sabeis que vos amo”. Jesus acrescentou: “Apascenta meus cordeiros”. Por três vezes o Mestre fez esta pergunta e deu-lhe ordem de tomar conta de seu rebanho. Era a investidura oficial a Pedro de ser o Vigário de Cristo, Pastor Supremo do único rebanho do Mestre (Jo 21,15s).

Os primeiros dez capítulos dos Atos dos Apóstolos descrevem de modo especial a atuação marcante do apóstolo Pedro, que emerge como o grande líder, responsável pela comunidade cristã de Jerusalém. É ele quem toma a iniciativa de integrar Matias ao Colégio dos Apóstolos, em lugar de Judas. É ele que faz o primeiro discurso no dia de Pentecostes, convertendo três mil pessoas. É ele quem realiza o primeiro milagre, sarando o homem coxo. É ele quem é preso como responsável pela nova religião que as autoridades judaicas queriam suprimir. Pedro naquela ocasião toma a defesa: “Temos que obedecer antes a Deus do que aos homens”. É Pedro quem reprime a atitude falsa de Ananias e Safira. Pedro toma a iniciativa da eleição dos diáconos, para que atendam à administração material da comunidade cristã. É Pedro quem oficialmente abre a porta da Igreja ao primeiro pagão Cornélio e sua família, batizando-o em nome de Cristo. É Pedro quem convoca o primeiro concilio dos apóstolos, tomando a palavra no conclave.

A tradição atesta que ele, saindo de Jerusalém, foi para Antioquia, diri­gindo aquela Igreja por sete anos, depois rumou para Roma, onde ficou até a morte, 29 de junho de 67. Foi crucificado como o próprio Mestre, mas pe­diu que sua posição fosse de cabeça para baixo, como gesto de humildade. Há provas históricas irrefutáveis que seu corpo foi sepultado onde, atual­mente, surge a maior igreja do mundo: a Basílica Vaticana.

PAULO nasceu provavelmente nos primeiros anos da era cristã, em Tar­so da Cilícia, hoje ocupada pela Turquia. Embora judeu, a Paulo se atribui o título de cidadão romano, talvez por privilégio anexo à cidade de Tarso. Usava um nome judeu, Saulo, e outro romano, Paulo, com o qual foi mais conhecido. Aprendeu a língua grega que se falava em Tarso e a aramaica, usada na Palestina.

De Tarso foi para Jerusalém onde recebeu sólida formação nas Sagra­das Escrituras e nos métodos da tradição dos rabinos. Ele se diz da tribo de Benjamim, pertencendo à seita fanática dos fariseus. Teve por mestre o cé­lebre fariseu Gamaliel e tomou-se fervoroso fariseu e defensor da lei antiga e da tradição dos antepassados. Era fabricante de tendas.

Os Atos dos Apóstolos nos falam de Paulo no fim do capítulo VII, quando guardava as vestes do diácono Estêvão, enquanto este era apedreja­do e morto. Depois deste martírio, Paulo perseguiu com sanha os membros da comunidade cristã. Todo o capítulo IX dos Atos dos Apóstolos narra sua milagrosa conversão. A caminho de Damasco, aonde ia prender os cristãos, foi derrubado do cavalo e Jesus lhe falou: “Saulo, por que me persegues?” Conduzido cego à cidade de Damasco, foi levado para a casa do sacerdote Ananias que o preparou para o batismo. É uma narração empolgante, que prova a força de Cristo em dominar seu perseguidor. Depois do batismo, Paulo se dirigiu ao deserto da Arábia, onde ficou três anos, entregue à ora­ção, penitência e onde o próprio Cristo se tomou seu preceptor.

De volta para Jerusalém, foi-lhe difícil achegar-se aos apóstolos que o temiam e não disfarçavam a desconfiança que lhes inspirava aquela conver­são quase inacreditável. Apresentado aos apóstolos por Barnabé, iria assumir importantíssima missão no cristianismo primitivo. A partir de Antioquia, na Síria, inicialmente com Barnabé, Paulo realizou três grandes expe­dições missionárias que tiveram a duração de 25 anos.

Passou dois anos preso em Cesaréia, e de lá, por ter apelado ao tribunal de César, partiu para Roma, onde continuou preso, mas em relativa liberda­de para receber os cristãos e dirigir sua palavra aos pagãos. Inocentado no processo que lhe armaram os judeus, viajou para a Espanha, visitou nova­mente suas comunidades no Oriente e, de volta a Roma, no ano 67, foi pre­so sob o Imperador Nero, condenado porque seguia uma religião ilegal. Foi morto por decapitação e não por crucificação, porque era cidadão romano.

Paulo, escrevendo aos Coríntios, deixou-nos um catálogo impressio­nante de seus trabalhos pela pregação do Evangelho:

“Sofri muito pelos trabalhos, muito mais pelos cárceres, muitíssimo mais pelos açoites. Muitas vezes estive em perigo de morte; cinco vezes recebi dos judeus trinta e nove golpes de açoites. Três vezes fui batido com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes naufraguei passando uma noite e um dia perdido em alto-mar” (2Cor 11,20-26).

A descrição dos sofrimentos suportados por causa do Evangelho conti­nua de forma comovente. Seu papel na Igreja primitiva foi de transcenden­tal relevo. Além de ter fundado as melhores comunidades cristãs no mundo helênico, que foram o esteio da expansão do cristianismo na Ásia Menor. Paulo, em suas 14 cartas escritas às comunidades cristãs por ele fundadas, foi o grande teólogo que tentou elaborar uma síntese doutrinária do misté­rio de Cristo para todos os séculos de valor inestimável. Este gigante inatin­gível de apóstolo e santo dizia com humildade e franqueza: “Pela graça de Deus, sou o que sou, mas a graça dele em mim não ficou estéril!”

 

FONTE: CONTI, Servílio Dom. O Santo do dia. Petrópolis. Vozes: 2006. 712 páginas.

jun 28

LEIA O QUE ELE DISSE E REFLITA

SÃO PAULO -2

 TRABALHOS E PROVAÇÕES DO APÓSTOLO PAULO -

20 Sim, tolerais a quem vos escraviza, a quem vos devora, a quem vos faz violência, a quem vos trata com orgulho, a quem vos dá no rosto. 21 Sinto vergonha de o dizer; temos mostrado demasiada fraqueza... Entretanto, de tudo aquilo de que outrem se ufana (falo como um insensato), disto também eu me ufano. 22 São hebreus? Também eu. São israelitas? Também eu.23 São ministros de Cristo? Falo como menos sábio: eu, ainda mais. Muito mais pelos trabalhos, muito mais pelos cárceres, pelos açoites sem medida. Muitas vezes vi a morte de perto. 24 Cinco vezes recebi dos judeus os quarenta açoites menos um. 25 Três vezes fui flagelado com varas. Uma vez apedrejado. Três vezes naufraguei, uma noite e um dia passei no abismo. 26 Viagens sem conta, exposto a perigos nos rios, perigos de salteadores, perigos da parte de meus concidadãos, perigos da parte dos pagãos, perigos na cidade, perigos no deserto, perigos no mar, perigos entre falsos irmãos! 27 Trabalhos e fadigas, repetidas vigílias, com fome e sede, frequentes jejuns, frio e nudez! 28 Além de outras coisas, a minha preocupação cotidiana, a solicitude por todas as igrejas! 29 Quem é fraco, que eu não seja fraco? Quem sofre escândalo, que eu não me consuma de dor? 30 Se for preciso que a gente se glorie, eu me gloriarei na minha fraqueza. 31 Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que é bendito pelos séculos, sabe que não minto. 32 Em Damasco, o governador do rei Aretas mandou guardar a cidade dos damascenos para me prender. 33 Mas, dentro de um cesto, desceram-me por uma janela ao longo da muralha, e assim escapei das suas mãos. (2Cor 11, 20-33)

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