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Sementes de vida, ������© tempo de semear

Arquivo por mês: março 2015

mar 31

LITURGIA DIÁRIA

LEITURA DO DIA

LEITURAS SUGERIDAS PARA HOJE - 31/MAR/2015 –

1ª Leitura - Is 49,1-6

Sl 70, 1-2. 3-4a. 5-6ab. 15.17 (R.15)

Evangelho - Jo 13,21-33.36-38

Reflexão - Jo 13, 21-33.36-38

mar 30

O SANTO DA PRIMEIRA SEMANA DE ABRIL

são francisco de paula O SANTO DA SEMANA - 30 de março a 05 de abril -

                Todos os dias comemoram-se e festejam-se diversos santos. Homens e mulheres que, de algum modo especial, viveram e doaram suas vidas por amor ao Evangelho e ao próprio Cristo.                      Julgamos conveniente não mais contar a vida de um ou dois santos a cada dia. Mas, em respeito ao Calendário Romano universal, e prestigiando o trabalho realizado por Frei Alberto Beckhäuser, no livro “Os Santos na Liturgia – Testemunhas de Cristo” (Vozes, 2013), decidimos que, a partir do mês de abril, vamos apresentar, semanalmente, a vida de um santo ou santa, escolhido aleatoriamente dentre os que são comemorados na semana como solenidade, festa, memória obrigatória e memória facultativa.

Iniciamos o mês, apresentando São Francisco de Paula, como o escolhido desta primeira semana.

São Francisco de Paula, eremita

(2 de abril)

Memória facultativa

Tanto o Missal como o Livro das Horas remetem ao Comum dos Santos:

“Para religiosos.

Francisco nasceu em 1416 na cidade de Paula no reino de Nápoles. E uma especial dentro da Igreja. Depois de viver por algum tempo num convento franciscano como oblato em pagamento de uma promessa porque fora curado pela intercessão de São Francisco de Assis, acompanhou seus pais em peregrinações a Roma e aos lugares franciscanos da Úmbria. Depois disso, tornou-se eremita, primeiro próximo da própria casa, e depois numa montanha à semelhança do santo de Assis. O santo de Assis fundou a Ordem dos Menores e o de Paula, a Ordem dos Mínimos.

Numa gruta solitária, Francisco levava vida de duras penitências e de muita oração. Vivia completamente só. Mas o acaso atrapalhou a vida solitária Cães de um caçador deram na gruta onde vivia e atraíram para lá seu dono, que começou a viver com o eremita. A gruta tornou-se desde então um ponto de convergência de muitas pessoas que procuravam os conselhos do eremita. Perto da gruta vão surgindo, aos poucos, outras cabanas para abrigar seguidores de Francisco. Assim, surgiu a Ordem dos Mínimos de São Francisco de Paula. Os eremitas dedicavam-se também ao apostolado entre a gente simples e explorada da região da Calábria.

Chamado à corte do rei Luís XI que se achava gravemente doente, Francisco acabou se estabelecendo na França, onde fundou vários conventos novos de sua congregação. Faleceu em 1505.

Francisco de Paula com seus eremitas penitentes foi uma viva antítese do espírito mundano, algo paganizante, que vinha aos poucos se cristalizando no movimento renascentista.

O ideal de vida eremítica acompanha a Igreja em sua história. Um pouco abafada após a era patrística, retorna na alta Idade Média. Francisco de Assis e seus frades, por exemplo, têm algo de eremítico. Na história da Ordem sempre houve frades que viviam retirados a sós. Foi por ordem da Igreja que eles tiveram que integrar-se em conventos para levarem uma “vida regular”. Foram, porém, muitos os homens e as mulheres que pertencendo à Ordem Terceira Secular de São Francisco se santificaram por uma vida eremítica.

No fundo, eles lembram sempre de novo à Igreja a necessidade da ascese. da penitência e da contemplação, imitando o Cristo levado para o deserto, onde jejuou quarenta dias e travou a luta contra as tentações do mundo.

Ainda hoje há pessoas que em Igrejas particulares vivem como eremitas, forma de vida cristã abençoada pela Igreja.

A Oração coleta proclama a exaltação dos humildes e o prêmio concedido a eles: ‘Ó Deus que exaltais os humildes, vós elevastes à glória dos vossos santos São Francisco de Paula. Auxiliados por seus méritos e seguindo o seu exemplo, possamos alcançar o prêmio que prometestes aos humildes.’”

FONTE: BECKHÄUSER, Alberto Frei, Ofm. Os Santos na Liturgia – Testemunhas de Cristo. Petrópolis. Editora Vozes. 2013. Páginas 85/86

mar 30

LITURGIA DIÁRIA

LEITURA DO DIA

LEITURAS SUGERIDAS PARA HOJE - 30/MAR/2015 –

1ª Leitura - Is 42,1-7

Sl 26, 1. 2. 3. 13-14 (R. 1a)

Evangelho - Jo 12,1-11

Reflexão - Jo 12, 1-11

mar 29

LEITURA ORANTE DESTE DOMINGO

A MULHER LAVA OS PÉS DE JESUS

 - Domingo de Ramos e da Paixão - Mc 14,1-15,47 -

Já na Semana Santa, inicio este momento de Leitura Orante, em sintonia com todos os internautas e com a ação de graças dos bispos na Conferência de Aparecida:

“ Bendizemos a Deus que se nos dá na celebração da fé, especialmente na Eucaristia, pão de vida eterna. A ação de graças a Deus pelos numerosos e admiráveis dons que nos outorgou culmina na celebração central da Igreja, que é a Eucaristia, alimento substancial dos discípulos e missionários.” (DAp 26).

1. Leitura (Verdade)

O que diz o texto do dia? Leio atentamente, na Bíblia, o texto: Mc 14,1-15, 47, e observo as palavras e gestos de Jesus:

Faltavam dois dias para a Festa da Páscoa e a Festa dos Pães sem Fermento. Os chefes dos sacerdotes e os mestres da Lei procuravam um jeito de prender Jesus em segredo e matá-lo. Eles diziam:- Não vamos fazer isso durante a festa, para não haver uma revolta no meio do povo. Jesus estava no povoado de Betânia, sentado à mesa na casa de Simão, o Leproso. Então uma mulher chegou com um frasco feito de alabastro, cheio de perfume de nardo puro, muito caro. Ela quebrou o gargalo do frasco e derramou o perfume na cabeça de Jesus. Alguns que estavam ali ficaram zangados e disseram uns aos outros: - Que desperdício! Esse perfume poderia ter sido vendido por mais de trezentas moedas de prata, que poderiam ser dadas aos pobres. Eles criticavam a mulher com dureza, mas Jesus disse: - Deixem esta mulher em paz! Por que é que vocês a estão aborrecendo? Ela fez para mim uma coisa muito boa. Pois os pobres estarão sempre com vocês, e, em qualquer ocasião que vocês quiserem, poderão ajudá-los. Mas eu não estarei sempre com vocês. Ela fez tudo o que pôde, pois antes da minha morte veio perfumar o meu corpo para o meu sepultamento. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: em qualquer lugar do mundo onde o evangelho for anunciado, será contado o que ela fez, e ela será lembrada. Judas Iscariotes, que era um dos doze discípulos, foi falar com os chefes dos sacerdotes para combinar como entregaria Jesus a eles. Quando ouviram o que ele disse, eles ficaram muito contentes e prometeram dar dinheiro a ele. Assim Judas começou a procurar uma oportunidade para entregar Jesus. No primeiro dia da Festa dos Pães sem Fermento, em que os judeus matavam carneirinhos para comemorarem a Páscoa, os discípulos perguntaram a Jesus: - Onde é que o senhor quer que a gente prepare o jantar da Páscoa para o senhor? Então Jesus enviou dois discípulos com a seguinte ordem: - Vão até a cidade. Lá irá se encontrar com vocês um homem que estará carregando um pote de água. Vão atrás desse homem e digam ao dono da casa em que ele entrar que o Mestre manda perguntar: "Onde fica a sala em que eu e os meus discípulos vamos comer o jantar da Páscoa?" Então ele mostrará a vocês no andar de cima uma sala grande, mobiliada e arrumada para o jantar. Preparem ali tudo para nós. Os dois discípulos foram até a cidade e encontraram tudo como Jesus tinha dito. Então prepararam o jantar da Páscoa. Enquanto estavam comendo, Jesus pegou o pão e deu graças a Deus. Depois partiu o pão e o deu aos discípulos, dizendo: - Peguem; isto é o meu corpo. Em seguida, pegou o cálice de vinho e agradeceu a Deus. Depois passou o cálice aos discípulos, e todos beberam do vinho. Então Jesus disse: - Isto é o meu sangue, que é derramado em favor de muitos, o sangue que garante a aliança feita por Deus com o seu povo. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: nunca mais beberei deste vinho até o dia em que beber com vocês um vinho novo no Reino de Deus.

Este momento se dá na época da Páscoa, quando havia em Jerusalém grande aglomerado de pessoas. Os chefes e mestres da Lei queriam acabar com Jesus. Ele está em Betânia, sentado à mesa na casa de Simão, o Leproso, ou seja, curado da doença da lepra. Então uma mulher anônima chegou com um frasco de alabastro, cheio de perfume de nardo puro, muito caro. Trezentas moedas de prata correspondiam ao salário de trezentos dias de um operário. Este detalhe revela o quanto ela apreciava o hóspede. Alguns acharam isto um desperdício, mas Jesus fala que a deixem pois, ao ungi-lo ela participou por antecipação, no seu sepultamento. O texto narra um detalhe interessante: "ela quebrou o frasco". Isto simboliza o dom total, sem reservas, como é o amor verdadeiro. Jesus diz que pobres sempre terão. Não quer dizer com isso que menospreza os pobres, mas que, se todos tivessem a atitude da mulher, os pobres nem existiriam, pois seriam ajudados. De certa forma, Ele denuncia a mesquinhez dos que não partilham. Num segundo momento, o texto fala da última ceia pascal, que Jesus celebrou com seus discípulos, ele mesmo nos revela o mistério: "Isto é meu Corpo.(...) Isto é o meu sangue”. E nos convida a alimentar-nos dele. É na Eucaristia que nos alimentamos do Pão da Vida, o próprio Senhor Jesus. Veja esta música:

Este Pão (Pe. Zezinho, scj) Este pão, que a gente chama: eucaristia, É lembrança de uma ceia sem igual. Quem partiu aquele pão naquele dia, Partiu o pão, Partiu o pão,Partiu o pão, E dentro dele achou o céu, Achou o céu,Achou o céu

Este pão, que a gente chama: eucaristia, No deserto desta vida é o novo maná. Quem tem fome de justiça e de luz, Aproxime-se da mesa de Jesus! CD Muito mais que pão - Pe. Zezinho, scj - Paulinas/COMEP

2. Meditação (Caminho)

O que o texto diz para mim, hoje? Jesus se fez pão para ficar conosco. Quis ser meu alimento. Como acolho e recebo este alimento? Os bispos, em Aparecida, disseram: "Louvamos a Deus porque Ele continua derramando seu amor em nós pelo Espírito Santo e nos alimentando com a Eucaristia, pão da vida (cf. Jo 6,35)”. (DAp 106).

3.Oração (Vida)

O que o texto me leva a dizer a Deus? Rezo ao Senhor, com toda a Igreja:

Adoremos a Cristo que, ao entrar em Jerusalém, foi aclamado pela multidão como o Rei e Messias esperado. Também nós o louvemos com alegria: R. Bendito o que vem em nome do Senhor!

Hosana a vós, Filho de Davi e Rei eterno, – hosana a vós, vencedor da morte e do inferno! R.

Vós, que subistes a Jerusalém para sofrer a Paixão, e assim entrar na glória, – conduzi vossa Igreja à Páscoa da eternidade. R.

Vós, que transformastes o madeiro da cruz em árvore da vida, – concedei de seus frutos aos que renasceram pelo batismo. R.

Cristo, nosso Salvador, que viestes para salvar os pecadores, – conduzi para o vosso Reino os que creem em vós, em vós esperam e vos amam. R.

(intenções livres) Pai nosso... Oração Deus eterno e todo-poderoso, para dar aos seres humanos um exemplo de humildade, quisestes que o nosso Salvador se fizesse homem e morresse na cruz. Concedei-nos aprender o ensinamento da sua Paixão e ressuscitar com ele em sua glória. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

4.Contemplação (Vida e Missão)

Qual meu novo olhar a partir da Palavra? Meu olhar será iluminado pela Eucaristia e meus passos seguirão os passos de Jesus nesta Semana Santa.

Bênção

- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém. - Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém. - Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém. - Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.

I. Patrícia Silva, fsp patricia.silva@paulinas.com.br

mar 29

EVANGELHO DESTE DOMINGO

domingo de ramos

DOMINGO, 29 DE MARÇO DE 2015 -

- Bendito o que vem em nome do Senhor -

† Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 11,1-10:

1Quando se aproximaram de Jerusalém, na altura de Betfagé e de Betânia, junto ao monte das Oliveiras, Jesus enviou dois discípulos, 2dizendo: 'Ide até o povoado que está em frente, e logo que ali entrardes, encontrareis amarrado um jumentinho que nunca foi montado. Desamarrai-o e trazei-o aqui! 3Se alguém disser: 'Por que fazeis isso?', dizei: 'O Senhor precisa dele, mas logo o mandará de volta'.' 4Eles foram e encontraram um jumentinho amarrado junto de uma porta, do lado de fora, na rua, e o desamarraram. 5Alguns dos que estavam ali disseram: 'O que estais fazendo, desamarrando este jumentinho?' 6Os discípulos responderam como Jesus havia dito, e eles permitiram. 7Trouxeram então o jumentinho a Jesus, colocaram sobre ele seus mantos, e Jesus montou. 8Muitos estenderam seus mantos pelo caminho, outros espalharam ramos que haviam apanhado nos campos. 9Os que iam na frente e os que vinham atrás gritavam: 'Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor! 10Bendito seja o reino que vem, o reino de nosso pai Davi! Hosana no mais alto dos céus!'

Palavra da Salvação!

 

mar 29

HOMILIA SOBRE O EVANGELHO

ZÉ MARIA-2

Domingo de Ramos

*Mons. José Maria Pereira

           Com a celebração do Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor, a Igreja abre a Semana Santa. No Evangelho ( Mc 15,1-39)   vemos que o cortejo organizou-se rapidamente. Jesus faz a sua entrada em Jerusalém, como Messias, montado num burrinho, conforme havia sido profetizado muitos séculos antes (Zac. 9,9). Jesus aceita a homenagem, e quando os fariseus, que também conheciam as profecias, tentaram sufocar aquelas manifestações de fé e alegria, o Senhor disse-lhes: “Eu vos digo, se eles se calarem, as pedras gritarão.” (Lc 19, 40).

            Nossa celebração de hoje inicia-se com o Hosana! E culmina no crucifica-o! Mas este não é um contrassenso; é, antes, o coração do mistério. O mistério que se quer proclamar é este: Jesus se entregou voluntariamente a sua Paixão; não se sentiu esmagado por forças maiores do que Ele (Ninguém me tira a vida, mas eu a dou por própria vontade: Jo 10,18); foi Ele que, perscrutando a vontade do Pai, compreendeu que havia chegado a hora e a acolheu com a obediência livre do filho e com infinito amor para os homens: “... sabendo Jesus que tinha chegado a sua hora, hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim” (Jo 13,1). 

            Hoje Jesus quer também entrar triunfante na vida dos homens, sobre uma montaria humilde: quer que demos testemunho d’Ele com a simplicidade do nosso trabalho bem feito, com a nossa alegria, com a nossa serenidade, com a nossa sincera preocupação pelos outros. Quer fazer-se presente em nós através das circunstâncias do viver humano.                 

            Naquele cortejo triunfal, quando Jesus vê a cidade de Jerusalém, chora! Jesus vê como Jerusalém se afunda no pecado, na ignorância e na cegueira. O Senhor vê como virão outros dias que já não serão como estes, um dia de alegria e de salvação, mas de desgraça e ruína. Poucos anos depois a cidade será arrasada. Jesus chora a impenitência de Jerusalém. Como são eloquentes estas lágrimas de Cristo.      

            O Concílio Vaticano II, G.S,nº 22, diz: De certo modo, o próprio Filho de Deus se uniu a cada homem pela sua Encarnação. Trabalhou com mãos humanas, pensou com mente humana, amou com coração de homem. Nascido de Maria Virgem, fez-se verdadeiramente um de nós, igual a nós em tudo menos no pecado. Cordeiro inocente, mereceu-nos a vida derramando livremente o seu sangue, e n’Ele o próprio Deus nos reconciliou consigo e entre nós mesmos e nos arrancou da escravidão do demônio e do pecado, e assim cada um de nós pode dizer com o Apóstolo: “Ele me amou e se entregou por mim (Gal. 2,20).

            A história de cada homem é a história da contínua solicitude de Deus para com ele. Cada homem é objeto da predileção do Senhor. Jesus tentou tudo com Jerusalém, e a cidade não quis abrir as portas à misericórdia. É o profundo mistério da liberdade humana, que tem a triste possibilidade de rejeitar a graça divina. Como é que estamos correspondendo às inúmeras instâncias do Espírito Santo para que sejamos santos no meio das nossas tarefas, no nosso ambiente? Quantas vezes em cada dia dizemos sim a Deus e não ao egoísmo à preguiça, a tudo o que significa falta de amor, mesmo em pormenores insignificantes? A entrada triunfal de Jesus foi bastante efêmera para muitos. Os ramos verdes murcharam rapidamente. O hosana entusiástico transformou-se, cinco dias mais tarde, num grito furioso: Crucifica-o! Por que foi tão brusca a mudança, por que tanta inconsistência?                                                           São Bernardo comenta: “Como eram diferentes umas vozes e outras! Fora, fora, crucifica-o e bendito o que vem em nome do Senhor, Hosana nas alturas! Como são diferentes as vozes que agora o aclamam  Rei de Israel e dentro de poucos dias dirão: Não temos outro rei além de César! Como são diferentes os ramos verdes e a Cruz, as flores e os espinhos! Àquele a quem antes estendiam as próprias vestes, dali a pouco o despojam das suas e lançam a sorte sobres elas.”                                                                            

            A entrada triunfal de Jesus em Jerusalém pede-nos coerência e perseverança,aprofundamento da nossa fidelidade, para que os nossos propósitos não sejam luz que brilha momentaneamente e logo se apaga. Muito dentro do nosso coração, há profundos contrastes: somos capazes do melhor e do pior. Se queremos ter em nós a vida divina, triunfar com Cristo, temos de ser constantes e matar pela penitência o que nos afasta de Deus e nos impede de acompanhar o Senhor até a Cruz.      A Igreja nos lembra que a entrada triunfal vai perpassar todos os passos da Paixão de Cristo. Terminada a procissão mergulha-se no mistério da Paixão de Jesus Cristo: Em Is 50 4-7 descreve o Servo sofredor, na esperança da vitória final. Vemos nele a própria pessoa de Jesus Cristo. Em Fl 2,6-11 temos a chave principal de todo o mistério deste Domingo de Ramos: Jesus humilhou-se e por isso Deus o exaltou!

            No texto de  Mc 15,1-39, somos chamados a contemplar a PAIXÃO e a MORTE de Jesus. Que durante a Semana Santa possamos tirar muitos frutos da meditação da Paixão de Cristo. Que em primeiro lugar tenhamos aversão ao pecado; possamos avivar o nosso amor e afastar a tibieza!

            Cabe a nós escolher com que atitude queremos entrar na história da Paixão de Cristo: com a atitude de Cirineu, que se coloca ao lado de Jesus, ombro a ombro, para carregar com Ele o peso da cruz; com a atitude das mulheres que choram, do centurião que bate no peito e de Maria que fica silenciosa ao pé da cruz; ou se queremos entrar com a atitude de Judas, de Pedro, de Pilatos e daqueles que “olham de longe” para ver como irá terminar aquele episódio.

            Toda nossa vida é, em certo sentido, uma “semana santa” se a vivemos com coragem e fé, na espera do “oitavo dia” que é o grande Domingo do repouso e da glória eterna.

            Neste tempo, Jesus nos repete o convite que dirigiu a seus discípulos no Horto das Oliveiras: “Ficai aqui e vigiai comigo” (Mc 14, 34; Mt 26,38).      

* Monsenhor José Maria Pereira Reitor do Seminário Diocesano Nossa Senhora do Amor Divino Petrópolis-RJ

mar 29

MONS. PAULO DAHER

PAULO DAHER

RAMOS – 29/03/15 - 

            Hosana nas alturas: alegremo-nos com os anjos e santos.  Começamos hoje nossa caminhada para reviver o Mistério Pascal na Semana Santa: Realeza de Deus, montado em seu trono, um pobre jumento. Eucaristia: Amor-que se-doa-e-se-faz-presente.Condenação:  Cristo rejeitado pelos nossos pecados; A Cruz: símbolo e realidade do Amor sem medida. A Ressurreição: prova total da fidelidade de Deus à missão de Cristo e à nossa salvação. Iniciamos diante da alegria da aclamação popular, a ilusão das exaltações humanas do poder.

            Hoje começamos a participar do mistério Pascal do Senhor e nosso. Cabe a nós dar sentido à nossa caminhada na vida cristã com as circunstâncias de aceitação e rejeição que possamos sentir em nossa vida. Com Cristo que aceitou todas as nossas limitações menos o pecado, coloquemo-nos nas mãos do Pai como servos também do Cristo, seu Filho.

      O evangelista Marcos na simplicidade de sua narração apresenta-nos na exclamação do oficial romano a revelação deste Cristo todo desfigurado na Cruz, símbolo da total rejeição: na verdade este homem é o Filho de Deus muito amado. Este dia de glória vivido por uma pequena multidão na Cidade Santa de Jerusalém, reflete nossas exaltações passageiras de fervor. Mas se não estivermos atentos, mais adiante iremos nos juntar à multidão para gritar: Crucifica-O.

           Hoje nosso gesto fraterno da Campanha da Fraternidade, no símbolo de nossa oferta quer significar nossa atenção maior para os sofredores de todas as idades e condições sociais. Queremos ser o samaritano que desce de nossa condição de conforto para atender ao homem ferido estranho ou conhecido, mas irmão muito amado.

 

mar 29

SEMENTES DE VIDA E DE LUZ

pedi e vos será dado

PEDI E VOS SERÁ DADO - MATEUS 7, 7-23 -

7 Pedi e se vos dará. Buscai e achareis. Batei e vos será aberto. 8 Porque todo aquele que pede, recebe. Quem busca, acha. A quem bate, abrir-se-á. 9 Quem dentre vós dará uma pedra a seu filho, se este lhe pedir pão? 10 E, se lhe pedir um peixe, dar-lhe-á uma serpente? 11 Se vós, pois, que sois maus, sabeis dar boas coisas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai celeste dará boas coisas aos que lhe pedirem. 12 Tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles. Esta é a lei e os profetas. 13 Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduzem à perdição e numerosos são os que por aí entram. 14 Estreita, porém, é a porta e apertado o caminho da vida e raros são os que o encontram. 15 Guardai-vos dos falsos profetas. Eles vêm a vós disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos arrebatadores. 16 Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinhos e figos dos abrolhos? 17 Toda árvore boa dá bons frutos; toda árvore má dá maus frutos. 18 Uma árvore boa não pode dar maus frutos; nem uma árvore má, bons frutos. 19 Toda árvore que não der bons frutos será cortada e lançada ao fogo. 20 Pelos seus frutos os conhecereis. 21 Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. 22 Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não pregamos nós em vosso nome, e não foi em vosso nome que expulsamos os demônios e fizemos muitos milagres? 23 E, no entanto, eu lhes direi: Nunca vos conheci. Retirai-vos de mim, operários maus! 

mar 29

SALMO 24, 7-13

SALMOS

7 Não vos lembreis dos pecados de minha juventude e dos meus delitos; em nome de vossa misericórdia, lembrai-vos de mim, por causa de vossa bondade, Senhor. 8 O Senhor é bom e reto, por isso reconduz os extraviados ao caminho reto. 9 Dirige os humildes na justiça, e lhes ensina a sua via. 10 Todos os caminhos do Senhor são graça e fidelidade, para aqueles que guardam sua aliança e seus preceitos. 11 Por amor de vosso nome, Senhor, perdoai meu pecado, por maior que seja. 12 Que advém ao homem que teme o Senhor? Deus lhe ensina o caminho que deve escolher. 13 Viverá na felicidade, e sua posteridade possuirá a terra.

mar 29

1CORÍNTIOS 8, 8-13

A PALAVRA DE DEUS

8 Não é, entretanto, a comida que nos torna agradáveis a Deus: comendo, não ganhamos nada; e não comendo, nada perdemos. 9 Atenção, porém: que essa vossa liberdade não venha a ser ocasião de queda aos fracos. 10 Se alguém te vir, a ti que és instruído, sentado à mesa no templo dos ídolos, não se sentirá, por fraqueza de consciência, também autorizado a comer do sacrifício aos ídolos? 11 E assim por tua ciência vai se perder quem é fraco, um irmão, pelo qual Cristo morreu! 12 Assim, pecando vós contra os irmãos e ferindo sua débil consciência, pecais contra Cristo. 13 Pelo que, se a comida serve de ocasião de queda a meu irmão, jamais comerei carne, a fim de que eu não me torne ocasião de queda para o meu irmão.

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