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Sementes de vida, ������© tempo de semear

Arquivo por mês: fevereiro 2015

fev 28

É PRECISO REFLETIR

 

ARREPENDER-SE

 POR QUE QUE ARREPENDER-SE E CONVERTER-SE ?

 
- Por Luiz Antonio de Moura - 
 

                         Ainda ecoa em nossos ouvidos as admoestações de João Batista e de Jesus, ao povo que os rodeava, dizendo: "arrependam-se e convertam-se". Claro que em outros termos. No entanto, cabe investigar as razões de ambos, e de cada um deles, para fazerem tais exortações. João, como precursor, tinha por objetivo preparar o caminho para Jesus Cristo que, por sua vez, tinha a missão de salvar a humanidade de toda a condenação que recaía sobre ela, desde que nossos primeiros pais foram expulsos do paraíso.

                      É bom não esquecer que, condenação significa, em linguagem bíblica, "morte eterna", enquanto salvação significa "vida eterna". Por esta razão Jesus afirma: "Eu vim para tenham vida e vida em abundância" (Jo 10, 10).

                     Podemos começar a partir deste ponto então: arrependimento e conversão são verbos interdependentes, porque uma ação pressupõe a outra. Ou seja, sem arrependimento não existe possibilidade de conversão, e sem conversão, não existe verdadeiro arrependimento. Portanto, é preciso que o homem, fazendo uma profunda, sincera e honesta auto avaliação, arrependa-se dos seus erros e dê início ao processo de conversão. Tanto o arrependimento quanto a conversão fazem parte de um continuo e ininterrupto processo de vida que, uma vez iniciado, não tem, e nem deve ter, fim, para o bem do próprio homem.

            Pedro, após a ascensão do Senhor vai insistir na necessidade de arrependimento ao assim discursar: "Arrependei-vos, portanto, e convertei-vos, para serem apagados os vossos pecados"” (At 3, 19).

                        Ainda no tempo antigo, o profeta Joel afirmava: "Agora, pois, diz o Senhor, convertei-vos a mim de todo o vosso coração, com jejuns, com lágrimas e com gemidos" (Joel 2, 12).

                         A proposta de Jesus "Arrependei-vos e crede no Evangelho"” (Mc 1, 15) –, então, é para que o homem se arrependa dos seus pecados e entre imediatamente no processo de conversão, crendo no Evangelho: amando a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. "Nesses dois mandamentos se resumem toda a Lei e os Profetas" (Mt 22, 40). A partir de então, e na sequência, devem ser observados todos os demais mandamentos. Jesus deixa bem claro duas coisas: 1) Não existem mandamentos maiores do que estes dois (Mc 12, 31); 2) todo aquele que me ama, diz Ele, ouve estas minhas palavras e as põe em prática (Jo 14, 21). Ou seja: amar a Deus e ao próximo importa o cumprimento dos mandamentos.

                     Vejam: o verbo converter é impositivo e, assim, exige uma mudança de rumo e de direção. Por esta razão Jesus propõe o amor a Deus e ao próximo como início de um processo cuja continuidade se dará no cumprimento dos Seus mandamentos. Mas, primeiro, é preciso arrepender-se e converter-se. Para ganhar a Vida, o homem deve mudar a direção da vida até então vivida, fazendo uma total conversão no caminho até então percorrido. Conversão no caminho até então percorrido, significa, voltar-se para outra direção, inverter a lógica até então seguida e, no ensinamento de Jesus, qual é a nova lógica a ser seguida? O Evangelho.

                       Dito isto, chegamos ao ponto nodal do nosso tema: por que o mundo está tão decaído, com os homens cada dia mais perdidos, embora não assumam ou aceitem essa condição? O que está faltando para que a vida se torne plena e abundante, inclusive, a vida do planeta terra?

                        Está faltando justamente o arrependimento por tantos erros e equívocos cometidos ao longo dos últimos séculos, principalmente do último, e uma conversão total e definitiva ao Evangelho, cujo objetivo único é proporcionar a salvação do mundo e dos homens na pessoa de Jesus Cristo.

                        E por que este ideal parece tão distante de nós? Porque o homem dos nossos dias, em primeiro lugar, não consegue mais distinguir o certo do errado, porque vive ouvindo e seguindo a opinião e o discurso das chamadas “maiorias” e, se não consegue fazer tais distinções, não tem do que se arrepender. Em segundo lugar, tudo o que ele (homem) deseja nesse mundo é a felicidade total, para a qual julga ter nascido e à qual entende ter direito absoluto, até por determinação divina. Em terceiro lugar, a Palavra de Deus, e mais ainda os mandamentos, tornou-se objeto de sérios questionamentos. Então, como se converter àquilo que se põe em dúvida? Não nos esqueçamos de que conversão implica também em convicção. Só mudo de direção quando estou convencido de que encontrei uma opção mais acertada.

                   Vivendo e caminhando nessa encruzilhada existencial, não é difícil enumerar as consequências sofridas pela humanidade: guerras, violência de todo tipo, banalização da morte, fome, doenças, vício, prostituição, degeneração da raça humana, destruição do tecido familiar, ambição, prepotência, orgulho, vaidade, desrespeito pelo próximo e pelo sagrado, desrespeito pela flora e pela fauna, desrespeito pela atmosfera e disseminação planetária do culto ao consumismo. Tudo isso elevado à enésima potência! E tudo isso, por óbvio, a serviço da morte, e não, da vida, conforme pretendido por Deus.

                         Se o homem pretende reverter o quadro sombrio que, infelizmente, assola o mundo moderno, precisa urgentemente abrir o dicionário da vida e aprender a distinção entre o certo e o errado; arrepender-se dos seus inúmeros erros e equívocos e converter-se ao Evangelho para, amando a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, inclusive, respeitando-o como gostaria de ser respeitado, observar os preceitos divinos, todos voltados para a vida, plena e em abundância, neste e no mundo vindouro. E o mundo vindouro é, também, o mundo que deixaremos para os nossos descendentes e sucessores. É preciso refletir. Refletir e dar início ao processo de conversão, enquanto ainda é tempo.

                         Podemos, então, responder a pergunta inicial: "Por que arrepender-se e converter-se?" E a resposta está no desejo, no direito e na possibilidade de vida plena e em abundância, conforme nos foi prometido pelo Filho de Deus.  Esta é a única, e mais que justificada, razão para arrependermo-nos de todo o mal que temos praticado, de todo o bem que temos deixado de praticar, e para invertermos toda a lógica da nossa vida nesse mundo, que deve sempre estar voltada para verdadeira VIDA, que esperamos para depois desta. É o que eu penso!

fev 28

O SANTO DO DIA

SANTO DO DIA-4

Hoje – 28 DE FEVEREIRO DE 2015 – a Igreja celebra os Santos Romano e Daniel Brottier. São Romano (390-463), abade. Aos 35 anos de idade, retirou-se para viver como eremita nas florestas das montanhas do Jura, entre a Suíça e a França. Levou consigo apenas a Vida dos Padres do Deserto, poucas ferramentas e algumas sementes. 

Num lugar de difícil acesso, perto de um pinheiro, rezava, lia e cultivava a terra. Essa solidão só era perturbada pelos animais selvagens e algum caçador. Entretanto, logo atraiu a presença de seu irmão, São Lupicino, e dois companheiros. Mais tarde, veio sua irmã com várias mulheres. Para os homens, construiu com seu irmão os mosteiros de Condat e Leuconne. Para as mulheres, o mosteiro de La Beaume, atual povoado de Saint Romain de La Roche. 

Embora irmãos, eram bem diferentes. Romano era tolerante e compreensivo. Lupicino, austero e intransigente na observância das normas monásticas. Ambos, porém, ao dividirem as responsabilidades de governo das comunidades, se complementavam. 

São Romano morreu antes do irmão e da irmã, aos 73 anos. É modelo de equilíbrio entre contemplação e ação, conjugando a vida de oração com o trabalho agrícola, a atividade evangelizadora com a direção dos monges. 

Daniel Brottier era natural da França. Nasceu no dia 7 de setembro de 1876. Ingressou na Congregação do Espírito Santo (Padres Espiritanos) e por sete anos foi missionário no Senegal (África). 

Na Primeira Guerra Mundial, alistou-se voluntariamente como capelão militar nas linhas de frente. Por quatro anos, assistiu os moribundos, cuidou dos feridos, deu assistência espiritual a seus compatriotas. No fim da Guerra foi condecorado com a Cruz da Guerra e com a Legião de Honra. 

Em 1923, tornou-se diretor da Casa dos Órfãos Aprendizes de Auteuil, que chegou a abrigar cerca de mil e quatrocentos jovens abandonados e carentes. Fundou também a União Nacional dos Antigos Combatentes, com cerca de dois milhões de associados. Sua fé, sua oração, sua grande capacidade inventiva e de organização fizeram dele um apóstolo e “homem de empresa” ao mesmo tempo. Firme e bondoso, ousado e humilde, empreendedor e contemplativo, Daniel Brottier foi um homem de nosso tempo. 

Morreu no dia 28 de fevereiro de 1936. Foi canonizado pelo Papa João Paulo II, em 1984, em Roma. 

 (fontes: HOMEM, Dom Edson de Castro. Nossos Santos de Cada Dia. Rio de Janeiro: Casa da Palavra. 2012. p. 88 e ALVES, J. Os Santos de Cada dia. São Paulo. Paulinas. 2014. p.122).

fev 27

O SANTO DO DIA

SANTO DO DIA-4

Hoje – 27 DE FEVEREIRO DE 2015 – a Igreja celebra São Gabriel Possenti ou simplesmente São Gabriel das Dores. Também conhecido como São Gabriel da Virgem Dolorosa (1838-1862), religioso. Nasceu em Assis, no dia 1º de março. Foi batizado no mesmo dia do nascimento com o nome de Francisco. Seu pai foi governador do Estado Pontifício e sua mãe faleceu em 1842, quando o menino tinha apenas 4 anos. Foi aluno dos Irmãos das Escolas Cristãs e dos Jesuítas, com os quais estudou até os 16 anos. 

Muito jovem foi eleito presidente da Academia de Literatura. Sua espiritualidade foi marcada fortemente pelo amor a Jesus Crucificado e a Nossa Senhora das Dores. Alegre, bem-humorado, a todos cativava com a sua simpatia e simplicidade de alma. 

Decidiu ingressar na Congregação dos Passionistas, fundada por São Paulo da Cruz. Iniciou o noviciado em Morrovalle a 21 de setembro de 1858, assumindo o nome de Irmão Gabriel da Virgem Dolorosa. Esforçou-se pela perfeição nas pequenas coisas e doou-se com alegria na caridade para com os pobres e no respeito para com todos. Foi homem de oração e de penitência, deixando um testemunho de santidade heroica. 

Tuberculoso, após muitos sofrimentos causados pela doença, morreu aos 24 anos, mal havia chegado à Ilha dei Gran Sasso. Era o dia 27 de fevereiro de 1862. Foi beatificado por Pio X em 1908 e canonizado por Bento XV, em 1920, sendo, posteriormente declarado copatrono da Ação Católica pelo Papa Pio XI em 1926. 

São Gabriel Possenti é modelo de espiritualidade, feita de pequenas coisas bem realizadas, em união com Cristo crucificado. 

 (fontes: HOMEM, Dom Edson de Castro. Nossos Santos de Cada Dia. Rio de Janeiro: Casa da Palavra. 2012. p. 87 e ALVES, J. Os Santos de Cada dia. São Paulo. Paulinas. 2014. p.120).

fev 26

O SANTO DO DIA

SANTO DO DIA-4

Hoje – 26 DE FEVEREIRO DE 2015 – a Igreja celebra os Santos Alexandre e Porfírio. Santo Alexandre (250-328), bispo. Patriarca de Alexandria em 313, distinguiu-se pela luta contra o arianismo, que negava a divindade de Jesus Cristo. 

Ario lançou mão de todos os meios, inclusive canções, para difundir sua heresia. Alexandre tentou reconduzir as ovelhas ao rebanho e dialogar com Ario, sem sucesso. Convocado um Concilio, em Alexandria, Ario compareceu, mas não se submeteu, refugiando-se na Palestina, para grande tristeza de Alexandre. 

Em 325, o imperador Constantino, diante das controvérsias, e a pedido dos bispos, convocou o Concilio de Niceia. Ario foi condenado com suas teses. Ao lado do já velho e enfermo patriarca Alexandre estava seu diácono, Santo Atanásio, que o sucederia na sede episcopal e patriarcal. Ao voltar do Concilio, Deus lhe premiou com grandes consolações, pois foi acolhido triunfalmente em Alexandria. Cinco meses depois, no dia 26 de fevereiro, veio a falecer. 

Santo Alexandre é modelo de bispo fiel e sereno que defende a verdade total de Cristo com a palavra e as atitudes, em meio às contendas e às conturbações dos heréticos e adversários. 

São Porfírio era natural de Tessalônica, Grécia. Nasceu por volta do ano 353. Aos 25 anos, foi viver no Egito. Ali passou cinco anos de vida austera e penitente. Por cinco anos também viveu em uma gruta perto do rio Jordão, na Palestina, o que lhe custou uma grave enfermidade. Indo a Jerusalém em busca de cura para seus males, encontrou-se com Marcos, que se tornou seu fiel discípulo. 

Tempos depois, São Porfírio enviou a Tessalônica o seu discípulo Marcos, encarregado de vender os bens que o santo possuía por lá e trazer o dinheiro para ser distribuído aos pobres em Jerusalém. São Porfírio nada guardou para si. Para ganhar seu sustento trabalhava em um curtume na Cidade Santa. Após 40 anos neste ofício, foi ordenado sacerdote pelo patriarca de Jerusalém. Mais tarde, foi nomeado bispo de Gaza. Exerceu grande influência religiosa e política em seu tempo, conseguindo da imperatriz Eudóxia um memorial decretando a total demolição dos templos pagãos em Gaza e redondezas. Em homenagem à rainha, construiu uma suntuosa basílica. Morreu em 420.

  (fontes: HOMEM, Dom Edson de Castro. Nossos Santos de Cada Dia. Rio de Janeiro: Casa da Palavra. 2012. p. 86 e ALVES, J. Os Santos de Cada dia. São Paulo. Paulinas. 2014. p.118).
 

fev 25

O SANTO DO DIA

SANTO DO DIA-4

Hoje – 25 DE FEVEREIRO DE 2015 – a Igreja celebra Santa Valburga e São Sebastião de Aparício. Santa Valburga (710-779), virgem e abadessa. Filha de São Ricardo, rei dos saxões, e irmã dos santos Vilibaldo e Vinebaldo. Foi educada no mosteiro de Winborne, onde consagrou ao Cristo como monja. 

A pedido de São Bonifácio, em 748, foi enviada por sua abadessa à Alemanha com algumas companheiras monjas, a fim de fundar mosteiros e escolas em meio às populações recentemente convertidas. Tornou-se abadessa do mosteiro de Heidenheim, governando a comunidade com zelo, prudência e doçura. Dois milagres marcaram sua vida: a luz que envolveu sua cela e iluminou o dormitório das monjas; e a cura da filha de um barão, junto à qual permaneceu em oração durante toda a noite. Seu corpo foi sepultado no mosteiro que presidiu e, após oitenta anos, ao ser transladado para Eichstadt, foi encontrado incorrupto e coberto de um óleo miraculoso. O óleo continua a escorrer e opera muitos milagres até hoje. Com isso, confirma-se que Deus é admirável em seus santos por meio dos quais Ele manifesta sua glória e seu amor pelos homens. 

Santa Valburga é modelo de mulher dedicada à causa de à causa de Cristo, que assumiu com amor esponsal. 

São Sebastião de Aparício nasceu em Gudina, na Espanha, em 1502. Era filho de lavradores. Depois de uma infância difícil, Sebastião foi enfrentar a vida em Salamanca, sempre se lembrando dos pais, a quem frequentemente enviava parte do salário. Em 1532, viajou para o México. Ali conseguiu tornar-se um rico proprietário de terras e, mais tarde, rico comerciante também. Considerando o comércio um grande perigo à vida espiritual, passou a dedicar-se apenas à agricultura. Casou-se por duas vezes, dando exemplo de vida espiritual intensa, de amor aos pobres. Aos 70 anos, renunciou aos bens que possuía e tudo distribuiu aos necessitados. Ingressou no convento dos franciscanos, tornando-se irmão leigo. Morreu com 98 anos, em 1600, sendo canonizado em 1786 pelo papa Pio VI.

  (fontes: HOMEM, Dom Edson de Castro. Nossos Santos de Cada Dia. Rio de Janeiro: Casa da Palavra. 2012. p. 85 e ALVES, J. Os Santos de Cada dia. São Paulo. Paulinas. 2014. p.116).

fev 25

SALMO 17, 29-38

SALMOS

29 Senhor, sois vós que fazeis brilhar o meu farol, sois vós que dissipais as minhas trevas. 30 Convosco afrontarei batalhões, com meu Deus escalarei muralhas.31 Os caminhos de Deus são perfeitos, a palavra do Senhor é pura. Ele é o escudo de todos os que nele se refugiam. 32 Pois quem é Deus senão o Senhor? Quem é o rochedo, senão o nosso Deus? 33 É Deus quem me cinge de coragem e aplana o meu caminho. 34 Torna os meus pés velozes como os das gazelas e me instala nas alturas. 35 Adestra minhas mãos para o combate e meus braços para o tiro de arco. 36 Vós me dais o escudo que me salva. Vossa destra me sustém, e vossa bondade me engrandece. 37 Alargais o caminho a meus passos, para meus pés não resvalarem. 38 Dou caça aos inimigos e os alcanço, e não volto sem que os tenha aniquilado.

fev 25

SEMENTES DE VIDA E DE LUZ

nova colheita

EZEQUIEL 37, 1-14 

1 A mão do Senhor desceu sobre mim. Ele me arrebatou em espírito e me colocou no meio de uma planície, que estava coberta de ossos. 2 Ele fez-me circular em todos os sentidos no meio desses ossos numerosos que jaziam na superfície. Vi que estavam inteiramente secos. 3 Disse-me o Senhor: filho do homem, poderiam esses ossos retornar à vida? Senhor Javé, respondi, só vós o sabeis. 4 Ele disse-me então: Profere um oráculo sobre esses ossos. Ossos dessecados, dir-lhes-ás tu, escutai a palavra do Senhor: 5 Eis o que vos declara o Senhor Javé: vou fazer reentrar em vós o sopro da vida para vos fazer reviver. 6 Porei em vós músculos, farei vir carne sobre vós, cobrir-vos-ei de pele; depois farei entrar em vós o sopro da vida, a fim de que revivais. E sabereis assim que eu sou o Senhor. 7 Profetizei, pois, assim como tinha recebido ordem. No momento em que comecei, um barulho se fez ouvir, em seguida um ruído ensurdecedor, enquanto os ossos se vinham unir aos outros. 8 Prestando atenção, vi que se formavam sobre eles músculos, que nascia neles carne e que uma pele os recobria. Todavia, não tinham espírito. 9Profetiza ao espírito, disse-me o Senhor, profetiza, filho do homem, e dirige-te ao espírito: eis o que diz o Senhor Javé: vem, espírito, dos quatro cantos do céu, sopra sobre esses mortos para que revivam. 10 Proferi o oráculo que ele me havia ditado, e daí a pouco o espírito penetrou neles. Retornando à vida, eles se levantaram sobre seus pés: um grande, um imenso exército. 11 Então o Senhor me disse: filho do homem, esses ossos são toda a raça dos israelitas. Eles dizem: nossos ossos estão secos, nossa esperança está morta; estamos perdidos! 12 Por isso, dirige-lhes o seguinte oráculo: eis o que diz o Senhor Javé: ó meu povo, vou abrir os vossos túmulos; eu vos farei sair deles para vos transportar à terra de Israel. 13 Sabereis então que eu é que sou o Senhor, ó meu povo, quando eu abrir os vossos túmulos e vos fizer sair deles, 14 quando eu meter em vós o meu espírito para vos fazer voltar à vida e quando vos hei de restabelecer em vossa terra. Sabereis então que sou eu o Senhor, que o disse e o executei - oráculo do Senhor.

fev 24

O SANTO DO DIA

SANTO DO DIA-4

Hoje – 24 DE FEVEREIRO DE 2015 – a Igreja celebra 24 de fevereiro São Sérgio, mártir. Nasceu em Cesareia da Capadócia. Durante as celebrações anuais em honra de Júpiter, no tempo do imperador Diocleciano, Saprício, governador da Armênia e da Capadócia, ordenou que fossem todos os cristãos convocados diante do templo pagão, e obrigou-os a prestar culto a Júpiter. 

Sérgio, que era eremita, com sua presença fez apagar o fogo do sacrifício. Os pagãos interpretaram que Júpiter estava irritado com a presença dos cristãos. Sérgio os enfrentou, explicando-lhes que o grande Júpiter era impotente e que eles deveriam adorar o Deus onipotente e verdadeiro, o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Tais palavras suscitaram o ódio dos adversários. 

Preso, Sérgio foi levado à presença do governador, que o condenou à decapitação. Foi executado imediatamente. Era dia 24 de fevereiro de 304. Seu corpo foi sepultado pelos cristãos, na casa de uma senhora. Mais tarde, foi transportado para a Espanha. 

São Sérgio é modelo de fidelidade à fé do batismo, manifestando grande heroísmo diante dos adversários. 

  (fontes: HOMEM, Dom Edson de Castro. Nossos Santos de Cada Dia. Rio de Janeiro: Casa da Palavra. 2012. p. 84).

fev 23

POLICARPO – DISCÍPULO DO DISCÍPULO

SÃO POLICARPO-2

 POLICARPO - DISCÍPULO DO APÓSTOLO JOÃO -

Por Luiz Antonio de Moura -

                        São Policarpo é um dos principais elos da tradição cristã. Tradição, é bom que fique claro, no sentido original da palavra derivada do latim “traditio, tradere”, entregar, passar adiante, contribuir para a continuidade. É exatamente nesse sentido que devemos pensar e falar sobre São Policarpo, que ainda jovem, conheceu, conviveu e aprendeu tudo o que sabia sobre Jesus com o Apóstolo João, sendo por ele investido no cargo de Bispo de Esmirna.

                    João que, como sabemos, foi íntimo de Jesus, que por ele tinha um carinho todo especial, a ponto de, do alto da cruz, pouco antes de dar o último suspiro, entrega-lo aos cuidados de sua Mãe, Maria.

                       Pois bem, Policarpo bebeu nessa fonte e dela levou água pura e cristalina para os cristãos do seu tempo, contribuindo sobremaneira para a difusão o Evangelho de Jesus Cristo e para o que viria a ser denominado mais tarde como “sucessão apostólica”.

                       Policarpo foi amigo de Santo Inácio de Antioquia, aquele que, a caminho do martírio, em Roma, escreveu-lhe uma belíssima carta exortando-o “a ser atleta, firme como bigorna sob os golpes do martelo” (ALTANER, Berthold e STUIBER, Alfred).

                        Em seu único escrito a chegar aos nossos dias – Carta aos Filipenses – Policarpo, a exemplo da primeira Epístola de São Clemente, dirige aos filipenses diversas formas de exortação acerca da observância da verdadeira fé e da vida cristã, ensinando-lhes, inclusive, a manterem a obediência aos “Presbíteros e Diáconos”.

                        Preso, já em idade bastante avançada para o seu tempo, Policarpo é conduzido perante as autoridades e aí convidado a fazer um acordo, que talvez servisse a muitos cristãos dos dias atuais: renegar Jesus Cristo, blasfemando contra Ele, em troca da liberdade e de um final de vida tranquilo e sossegado. Já com 86 anos de idade, o velho bispo talvez pudesse se dar ao luxo de cometer esta falha, em nome da boa convivência com o poder temporal e do “jogo de cintura” que os cristãos de hoje em dia tanto gostam de prestigiar. Entretanto, e aí é que reside seu maior exemplo, Policarpo, simplesmente rejeitou a proposta indecente, preferindo sofrer o martírio, em nome e por amor Daquele à quem dedicara toda a sua existência.

                        Segundo Berthold Altaner – Patrologia – o martírio de São Policarpo é o mais antigo registro sobre a paixão e a morte de um mártir que se tenha conservado, embora escrito “por certo Marcião”. Do referido registro, o autor destaca a resposta dada por Policarpo ao Procônsul que incitou-o a blasfemar contra Cristo: “Há oitenta e seis anos que o sirvo; jamais ele me fez mal algum; como poderei eu blasfemar contra meu Rei e Salvador?”

                      Conforme E. Schwartz, o martírio de São Policarpo ocorreu provavelmente em 22 de fevereiro e, nesse aspecto, Altaner destaca, ainda, que “Na Igreja latina, são Policarpo é honrado a 26 de janeiro. Seus companheiros ‘recolheram seus ossos, mais valiosos que pedras preciosíssimas, mais apreciados que o ouro, e os sepultaram num lugar apropriado, onde se poderiam reunir eles em cada aniversário’” (ALTANER, Berthold e STUIBER, Alfred. Patrologia – São Paulo. 2ª edição. Edições Paulinas. 1972. pp. 61/62).

                       Drobner – Hubertus R. Drobner – na obra “Manual de Patrologia” (Vozes, 2008), traz para nós um dos aspectos da vida episcopal de Policarpo, destacando sua viagem a Roma para discutir com o bispo Aniceto diversos problemas, dentre os quais, a data da celebração da Páscoa. Assim diz o autor: 

“A viagem de Policarpo a Roma, para tratar de diversos problemas com o bispo Aniceto, entre os quais a data da festa da Páscoa, devia influenciar de modo duradouro a história da Igreja. Quando, pois, na chamada “controvérsia pascal”, o bispo Vítor de Roma (c. 189-c. 199) - por causa das dissensões ali existentes - quis obrigar todas as comunidades cristãs no mundo inteiro a celebrar a festa da Páscoa no domingo depois da primeira lua cheia de primavera, os cristãos da Ásia Menor se opuseram alegando a tradição original, joânica, segundo a qual se celebrava essa festa no dia 14 de Nisã, portanto no mesmo dia em que os judeus a celebravam, sem levar em consideração o dia da semana em que caía, sendo por isso conhecidos como “quartodecimanos”. Eles alegavam que já Policarpo e Aniceto haviam discutido a respeito, sem chegarem a nenhum acordo, mas nem por isso haviam rompido a comunhão eclesial e a paz. Pelo mesmo motivo também Ireneu de Lião exortava Vítor à paz, de modo que a disputa foi resolvida sem chegar a uma solução definitiva. Mas a praxe quartodecimana foi minguando cada vez mais, até que o Concilio de Nicéia (325) a proibiu definitivamente.” (op. cit. p. 61).

                Em dias tão turbulentos para os cristãos do mundo inteiro, com perseguições brutais em diversas partes, e com muitos “seguidores de Cristo” vacilantes diante dos poderes temporais, renegando o Cristo, não com palavras, mas com atos e omissões inexplicáveis e incompreensíveis, relembrar a vida, a obra e o martírio de São Policarpo é bastante saudável, sem nos esquecermos de elevar nossas preces ao Senhor rogando-lhe que ajude-nos a manter sempre viva a nossa fé sem, por nada desse mundo, e a exemplo de São Policarpo, renegarmos ou blasfemarmos contra seu Filho, Jesus Cristo, nosso Rei e nosso Salvador!.

 

fev 23

O SANTO DE HOJE

SÃO POLICARPO-2

Hoje – 23 DE FEVEREIRO DE 2015 – a Igreja celebra São Policarpo (69-155), bispo e mártir. Foi discípulo de São João Evangelista e conheceu outras testemunhas oculares da vida de Cristo. Foi amigo de Santo Inácio de Antioquia e eleito bispo de Esmirna, atual Ismir, na Turquia.

Com o Papa Santo Aniceto, tratou a questão da data da páscoa. Ao procônsul Quadrato, que o exortara a renegar o Cristo, respondeu: “Faz 86 anos que o sirvo e nunca me fez mal algum, como poderia blasfemar o meu Redentor?!” Então, o procônsul o ameaçou: “Posso fazer-te queimar vivo!” O bispo retrucou: “O seu fogo queima por um momento, depois passa: eu temo é o fogo eterno da condenação.” Enquanto é queimado vivo no meio do anfiteatro de Esmirna Policarpo eleva a seguinte súplica: “Sede para sempre bendito, Senhor, que vosso nome adorável seja glorificado em todos por Jesus Cristo, pontífice eterno e onipotente, e que toda a honra vos seja dada com ele e o Espírito Santo, por todos os séculos.” Rapidamente, seu corpo se transformou em cinzas.

São Policarpo, que recebeu a fé diretamente dos apóstolos, é modelo de fidelidade provada no fogo do martírio. 

 (fontes: HOMEM, Dom Edson de Castro. Nossos Santos de Cada Dia. Rio de Janeiro: Casa da Palavra. 2012. p. 83).

 

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